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quinta-feira, 1 de maio de 2014

ESSE DIA ESTÁ CHEGANDO POR LEONARD RAVENHILL

Nascido em Leeds, Yorkshire, na InglaterraRavenhill foi educado na Cliff College, Inglaterra, aos pés do ministério de Samuel Chadwick. Foi um estudante de História da Igreja e um perito no campo do avivamento. Suas reuniões, ao longo da guerra atraiu grandes multidões na Grã-Bretanha, e como resultado, muitos convertidos devotaram-se ao ministério cristão e aos campos de missões mundiais.
Em 1939, casou-se com uma enfermeira irlandesa chamada Martha. O casal teve três filhos:PaulDavid e Philip. Paul e David são ministros do Evangelho, e Philip é professor.
Em 1959, Ravenhill e sua família se mudaram da Grã-Bretanha para os Estados Unidos. Nos anos 60, viajaram pelo país pregando o avivamento em reuniões evangelísticas.[1]
Keith Green
Nos anos 80, Ravenhill se mudou para uma casa perto de Lindale, Texas, a curta distância doRancho do Ministério dos Últimos Dias. Ele regularmente ensinava no M.U.D. e foi um mentor para Keith Green. Também passou um tempo lecionando na Bethany College of Missions em Minnesota, e algum tempo também em Seguin, Texas.

Entre os que foram influenciados por Ravenhill, estão Ray Comfort, Gregory Mcnutt, Ravi Zacharias, Tommy Tenney, Steve Hill, Charles Stanley, Bill Gothard, Paul Washer, Dan Brodeur, Sean Cabral Myers, Brett Mullett, e David Wilkerson.
Leonard Ravenhill foi amigo íntimo do pastor e escritor A.W. Tozer, e ele mesmo um escritor prolífico.
Em seus ensinos e livros, Ravenhill pregou sobre as divergências que ele percebeu entre a Igreja do Novo Testamento e a Igreja de seu tempo, e clamava pela adesão aos princípios do avivamento bíblico.
MORTE
Tozer disse a respeito de Ravenhill:
A homens como este, a Igreja tem um débito muito grande a ser pago. O curioso é que ela raramente tenta pagá-lo enquanto está vivo. Ao invés disso, a próxima geração ergue seu sepulcro e escreve sua biografia — como se fosse instintivamente e envergonhadamente quitar uma obrigação que a geração anterior ignorou completamente.
Quando faleceu em Novembro de 1994, Ravenhill foi enterrado no mesmo cemitério que Keith Green. Em sua lápide está escrito:
§  Topo: "Carregado por Anjos"
§  Base: "AS COISAS PELAS QUAIS VOCÊ TEM VIVIDO VALEM A MORTE DE CRISTO?"


FONTE: WIKIPEDIA

ORAÇÃO SOBRECARREGADA POR LEONARD RAVENHILL

Nascido em Leeds, Yorkshire, na InglaterraRavenhill foi educado na Cliff College, Inglaterra, aos pés do ministério de Samuel Chadwick. Foi um estudante de História da Igreja e um perito no campo do avivamento. Suas reuniões, ao longo da guerra atraiu grandes multidões na Grã-Bretanha, e como resultado, muitos convertidos devotaram-se ao ministério cristão e aos campos de missões mundiais.
Em 1939, casou-se com uma enfermeira irlandesa chamada Martha. O casal teve três filhos:PaulDavid e Philip. Paul e David são ministros do Evangelho, e Philip é professor.
Em 1959, Ravenhill e sua família se mudaram da Grã-Bretanha para os Estados Unidos. Nos anos 60, viajaram pelo país pregando o avivamento em reuniões evangelísticas.[1]
Keith Green
Nos anos 80, Ravenhill se mudou para uma casa perto de Lindale, Texas, a curta distância do Rancho do Ministério dos Últimos Dias. Ele regularmente ensinava no M.U.D. e foi um mentor para Keith Green. Também passou um tempo lecionando na Bethany College of Missions em Minnesota, e algum tempo também em Seguin, Texas.
Entre os que foram influenciados por Ravenhill, estão Ray Comfort, Gregory Mcnutt, Ravi Zacharias, Tommy Tenney, Steve Hill, Charles Stanley, Bill Gothard, Paul Washer, Dan Brodeur, Sean Cabral Myers, Brett Mullett, e David Wilkerson.
Leonard Ravenhill foi amigo íntimo do pastor e escritor A.W. Tozer, e ele mesmo um escritor prolífico.
Em seus ensinos e livros, Ravenhill pregou sobre as divergências que ele percebeu entre a Igreja do Novo Testamento e a Igreja de seu tempo, e clamava pela adesão aos princípios do avivamento bíblico.
MORTE
Tozer disse a respeito de Ravenhill:
A homens como este, a Igreja tem um débito muito grande a ser pago. O curioso é que ela raramente tenta pagá-lo enquanto está vivo. Ao invés disso, a próxima geração ergue seu sepulcro e escreve sua biografia — como se fosse instintivamente e envergonhadamente quitar uma obrigação que a geração anterior ignorou completamente.
Quando faleceu em Novembro de 1994, Ravenhill foi enterrado no mesmo cemitério que Keith Green. Em sua lápide está escrito:
§  Topo: "Carregado por Anjos"
§  Base: "AS COISAS PELAS QUAIS VOCÊ TEM VIVIDO VALEM A MORTE DE CRISTO?"


FONTE: WIKIPEDIA

sábado, 21 de julho de 2012

JONATHAN EDWARDS (1703 – 1758)

Alguém que alcançou grandeza como um pregador-evangelista americano, diretor de uma faculdade, místico e reavivalista.
Jonathan Edwards não é apenas o maior de todos os teólogos e filósofos americanos, mas também o maior de nossos escritores do período que antecede o século XIX. Dessa maneira escreve Randall Stewart em seu livro: “Literatura Americana e Doutrina Cristã”.
 Aqui está um conciso resumo da vida de Edwards, originado da hábil pena de Perry Miller:
Jonathan Edwards foi um dos cinco ou seis maiores artistas da América que, afortunadamente, se decidiu por trabalhar com ideias ao invés de poemas e novelas. Ele teve muito mais de psicólogo e homem sensível do que de um lógico. Ainda que ele tenha devotado seu gênio a tópicos derivados do corpo teológico (a vontade, virtude e o pecado), ele traçou-os da melhor maneira que um expectador poderia fazer…”
Para nós, ver Jonathan Edwards ascender ao seu púlpito hoje, com uma vela em uma mão e seu sermão manuscrito em outra, causaria deboche na congregação. A partir de nossos modernos assentos acolchoados da igreja, com galerias acarpetadas e tranquilizante música de fundo, nós dificilmente capturaríamos a antiga dignidade da igreja despretensiosa onde Edwards e outros mantiveram cativos os corações e mentes dos seus ouvintes.
Quando Jonathan Edwards “pronunciava-se” pelo Espírito, a face sem expressão, a voz melodiosa e as vestes solenes eram esquecidas. Ele não era nem simplório nem preguiçoso. Ele era um “coração” devotado à intenção de partilhar a palavra da verdade. Mas, ao fazer isso, Edwards ardia em fogo. E mesmo assim – para ele – o sensacionalismo era um anátema. Gerar sensação nunca foi o pensamento por trás de nenhuma de suas pregações. Erudição em chamas por Deus é, em minha mente, a oitava maravilha do mundo. E Edwards possuía isso!
A língua de Edwards deveria ser parecida com uma afiada espada de dois gumes para seus atentos ouvintes. Suas palavras deveriam ser tão dolorosas para os corações e consciências quanto o metal incandescente é para a carne. Não obstante, homens deram atenção, arrependeram-se e foram salvos.
“Conhecendo o terror do Senhor” (algo aparentemente esquecido em nossos dias, tanto no púlpito quanto nos bancos da igreja) Edwards inflamava com ira santa. Indiferente quanto às consequências de tamanha severidade na pregação, ele trovejava tais palavras de seu púlpito:
“O arco da ira de Deus está retesado e suas flechas preparadas sobre a corda. A justiça divina aponta a flecha para seu coração e estica o arco. Não há nada senão o bel-prazer de Deus – e isso tudo de um Deus irado, que não tem nenhuma promessa ou obrigação para com o pecador – que mantém por um momento a flecha de ser embebida com seu sangue”.
Proferir verdades como essa, com lágrimas e ternura, requer um homem ungido, porém destemido e cheio de compaixão.
Mas, nos corações e mentes dos ouvintes deve haver também um pouco de graça prévia em operação. Aparte disso, os homens deveriam rebelar-se contra essa áspera varredura de poder sobre suas almas. Entretanto, antes do furacão espiritual de Edwards, a multidão entrou em colapso. Alguns caíram ao chão como se fossem troncos cortados por machado. Outros, com as cabeças curvadas, agarraram-se nas colunas do templo como se estivessem com medo de caírem nas mais baixas profundezas do inferno.
Edwards chorava enquanto pregava. Nisso ele era um parente espiritual do poderoso Brownlow North (pregador inglês), do avivamento que ocorreu anos depois na Irlanda, em 1859. A lei divina do Salmo 146.6 nunca foi e nunca poderá ser ab-rogada: “Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos”.
Como pastor de uma das maiores, mais próspera e socialmente comprometida igreja da Nova Inglaterra, Edwards possuía uma rara percepção das necessidades do seu rebanho. Ele ainda mantinha um coração com grande ternura pela sua saúde espiritual.
Vamos até os bosques onde Edwards está sozinho com seu Deus. Vamos engatinhar até atrás de uma árvore retorcida e escutar sua oração quebrantada:
“Eu sinto uma ardência na alma para ser… esvaziado e aniquilado, para permanecer no pó e ser cheio apenas Cristo apenas, a fim de amá-Lo com um santo e puro amor, de confiar Nele, de viver Nele e de ser perfeitamente santificado e feito puro com uma divina e celestial pureza”.
Edwards também era “aparentado espiritualmente” com George Whitefield, seu contemporâneo.  Foi o poderoso americano, Jonathan Edwards, entusiasmado pelo apóstolo inglês, Whitefield? Porventura os trovões da vibrante alma de Whitefield – que naquela época tempestearam a Nova Inglaterra – causaram um distúrbio e um desafio na normalidade da vida de pregação de Edwards? Essa não é uma questão retórica. Ela não pode ser respondida completamente, mas contém mais que uma especulação. Nós realmente sabemos que após encontrar o jovem George Whitefield, Jonathan Edwards mudou seu estilo de pregação.
Aprouve ao Senhor colocar Edwards de lado em um pequeno pastorado em Stockbrigde, Massachusetts. Esse banimento veio devido a uma diferença que Edwards teve com um certo senhor Stoddard, que administrou a Ceia do Senhor para alguns que não haviam feito pública profissão de sua fé em Jesus Cristo como seu salvador pessoal. Porém, nessa exclusão, a mente brilhante de Edwards tomou asas. Seu pensamento longamente incubado veio à luz. Assim, ele poderia dizer ao senhor Stoddard o que José disse para seus irmãos: “Vós bem intentastes mal contra mim; porém Deus o intentou para bem”. Da sua pena – naquela época – fluiu o melhor de seus escritos. Edwards dormiu, mas sua mensagem ainda fala.
Quando a voz de Milton (John Milton, escritor inglês) há muito havia sido silenciada pela morte, Wordsworth (William Wordsworth) clamou:
“Milton, tu deverias ter
Vivido nessa hora:
A Inglaterra precisa de ti;
Ela é um pântano de águas estagnadas”.
Nós poderíamos parafrasear aquelas palavras desta maneira:
“Edwards, tu deverias ter
Vivido nessa hora:
A América precisa de ti
Ela é um pântano (espiritualmente falando)
De águas estagnadas”.
Uma fina casca – mui fina casca de moralidade – pelo que parece a mim, retém a América de um completo colapso. Nessa perigosa hora nós precisamos de uma geração inteira de pregadores como Edwards.
“Óh Senhor dos Exércitos, traze-nos de volta; faça sua face brilhar sobre nós, assim seremos salvos”!
Contraste esse grande homem de Deus com um de seus contemporâneos. Cito abaixo algumas palavras do livro “Crise na Moralidade”, de Al Sanders:
“Max Jukes, o ateu, viveu uma vida sem Deus. Ele se casou com uma garota descrente e, dessa união, houveram 310 descentes que morreram como indigentes, 150 foram criminosos, 7 foram assassinos, 100 foram beberrões e mais da metade das mulheres foram prostitutas. Seus descendentes custaram ao Estado 1,25 milhões de dólares.
Porém, louvado seja o Senhor que trabalha das duas maneiras. Há um registro de um grande americano – homem de Deus – Jonathan Edwards. Ele viveu na mesma época de Max Jukes, mas ele se casou com uma mulher de Deus. Uma investigação foi feita em seus 1.394 descendentes conhecidos, dos quais 13 se tornaram presidentes de faculdade, 65 professores universitários, 3 senadores dos EUA, 30 juízes de direito, 100 advogados, 60 cirurgiões, 75 oficiais do exército e da marinha, 100 pregadores e missionários, 60 autores de proeminência em suas áreas, 1 vice-presidente dos EUA, 80 que se tornaram qualificados como oficiais do governo, 295 graduados em universidades, entre os quais houveram governadores de Estados e diplomatas para nações estrangeiras. Seus descendentes jamais custaram um centavo para o Estado. “A memória dos justos é abençoada” (Provérbios 10.7)”.
Para nós, isso é a conclusão de tudo que importa!
Traduzida da versão da Bethany House Publishers. Este artigo de Leonard Ravenhill foi veiculado no DAYSPRING, com direito autoral da Bethany House Publishers, 1963, um ministério da Bethany Fellowship, Inc. Todos os direitos reservados. Biografia protegida por direitos autorais.

GEORGE WHITEFIELD (1714 – 1770)




 Espie comigo através da janela da História e olhe para o século XVIII incrustrado com gênios:
Aquele pomposo almofadinha que vemos ali é Beau Nash, famoso por ser o mestre de cerimônias da elegante corte em Bath, Inglaterra. (Um pouco mais tarde John Wesley iria perfurar o seu orgulho).
Aquela personalidade que vem se aproximando agora não é outro senão a celebridade literária, Dr. Samuel Johnson. John Wesley, certa vez, declinou uma refeição até tarde com Johnson porque isso o deteria de acordar cedo na próxima manhã para orar. (Marque isso, pregador!). O companheiro do Dr. Samuel Johnson, com uma pena afiada, é Boswell (advogado escocês).
Em um despretensioso lugar não muito longe dali temos um homem elaborando desenhos, naquilo que iria se tornar uma famosa pintura: “The Blue Boy”. Parabéns, Gainsborough! (pintor inglês).
Em outra área, com suor na testa, alma e mente, Howard (xerife inglês) está trabalhando para efetuar reformas no sistema prisional inglês. Acima, no Parlamento, William Wilberforce (político inglês), com uma língua de escorpião, está açoitando os legisladores por causa dos males da escravidão.
Philip Sheridan, o teatrólogo irlandês e político, ficou cheio de orgulho da sua School for Scandal (“Escola para o Escândalo” – peça teatral). Por algum tempo Sheridan foi dono do Drury Lane Theatre. Eu ficaria maravilhado se ele tivesse David Garrick, o príncipe dos atores naqueles dias, atuando em suas peças.
Consegue ouvir aquelas melodias celestiais? Eis aqui outro típico inglês (naturalizado). Seu nome? Handel (compositor). Com os olhos cheios de lágrimas e seus braços levantados ao céu, esse gênio está cantando algumas das melodias do seu “Messias” (composição musical) e as entremeando com alguns “aleluias” (Será por isso que ele foi reputado como bêbado quando compôs seu bendito oratório?).
Ainda, antes de deixarmos a maravilhosa Inglaterra desse período e pularmos por sobre o canal (Canal da Mancha) para dar uma espiadela no gênio mal de Voltaire (filósofo francês), vamos espiar através de uma pequena janela. Aqui está a “cara lavada” de Hogarth (pintor e cartunista), pintando uma de suas sátiras políticas que o fizeram imortal.
Vamos à França agora. Voltaire senta-se poderosa e altamente em seu trono de ceticismo. Desmentindo que ele era um ateísta, esse brilhante deísta verteu desdém e sátira sobre as doutrinas cristãs. Se ele foi o pai da Revolução Francesa, ele provavelmente foi aguilhoado a fazer isso devido à perseguição e amargura dos Jesuítas que reinavam em seus benefícios sacerdotais.
Mas Voltaire aparenta ter sido um homem de compaixão também. Ele foi honesto em avaliação. Sangster de Westminster (pastor e teólogo) disse: “Voltaire, quando foi desafiado a apontar um caráter tão perfeito quanto o de Cristo, na mesma hora mencionou Fletcher de Madely” (homem que traiu o comandante de seu navio e acabou morto em uma conspiração. É uma famosa história literária inglesa. Foi usada por Ravenhill como uma sátira da “honesta” avaliação de Voltaire sobre Cristo).
Aqui então terminamos com uma visão geral do século XVIII e sua safra de intelectuais e homens de feitos heroicos. Cada um dos anteriormente mencionados teve um lugar ao sol. Cada um teve uma habilidade peculiar.
Mas o que Johnson e Boswell foram na literatura, o que Reynolds e Gainsborough foram nas artes, o que Sheridan e Garrick foram no teatro, John Wesley e George Whitefield foram na Igreja do Deus vivo – e somente eles foram tanto e em tão alto grau.
Aqui está um daqueles abençoados paradoxos que o Senhor produz. Assim como alguns anos antes os Beecher’s (culta família cristã) determinaram o comportamento na Nova Inglaterra (nordeste dos EUA), assim os Wesley’s, na Inglaterra, foram uma família de cultura e que definia padrões. Apesar disto, esse cavalheiro de Oxford, John Wesley, era o homem que o Senhor usou com os mineiros do interior de Bristol, Inglaterra. E aquele garoto vesgo nascido na taverna de Gloucester (George Whitefield) foi o Davi selecionado para suceder em preferência a Saul e Jonatas, com a missão de evangelizar o estado-maior da Inglaterra com todos os seus mantos de seda.

Fogo produz fogo. Em minha opinião, John Wesley tomou um pouco do seu zelo abrasador de George Whitefield. Nos dias de hoje alguns reivindicam que o avivamento, geralmente chamado de “Avivamento Wesleyano”, não foi o avivamento de Wesley coisa nenhuma. E ainda, eles dizem, ele (Wesley) não o começou. (Para provar ou desmentir isso, nós podemos esperar até o grande dia do julgamento).
No campo pregando, o inflamado Whitefield certamente precede Wesley. Wesley pegou a tocha do avivamento que Whitefield lançou quando foi para a América.
Whitefield chegou na América após um verdadeiro espancamento no tempestuoso Atlântico, a bordo de um barco que a Comissão Marítima não licenciaria nos dias de hoje para uma viagem no rio. Novamente Whitefield lançou a brasa do seu zelo. Dessa vez foi dentro do coração de Gilbert Tennant (um dos líderes do Grande Avivamento americano), que, como somos levados a crer, pôde superar seu tutor. (Isso parece impossível). Ainda maiores multidões enfrentaram as nevascas para ouvir Tennant depois que Whitefield deixou a Nova Inglaterra.
Esqueça por um momento os outros experimentos que Benjamin Franklin fez. Nesse instante veja-o parado diante do púlpito onde Whitefield estava. Chegando cada vez mais para trás até que não pudesse mais ouvir distintamente, ele marcou lá um ponto. Mais tarde ele calculou a distância e concluiu que 30.000 (trinta mil) pessoas ouviram o ungido Whitefield em apenas uma reunião, e o ouviram confortavelmente sem nenhum amplificador!
Mas as audiências de Whitefield nem sempre foram grandes. Em uma viagem através do Atlântico, quando ele possuía apenas 25 (vinte e cinco) anos – alto, gracioso e esbelto – ele discursou para um grupo de apenas trinta pessoas.
Seu púlpito era o oscilante convés de um barco cujas velas estavam esfarrapadas e os instrumentos de navegação completamente fora de operação! Seu cobertor era uma pele de búfalo, e ainda que ele tenha dormido na parte mais protegida do navio, ele tomou um banho completo por duas vezes durante uma única noite. O barco levou três meses para avistar a costa da Irlanda!
Sobre o Atlântico ou do outro lado dele, tanto pregando para alguns poucos em uma escotilha de barco quanto impactando arrebatadoramente uma vasta audiência no campo, a mensagem de Whitefield era a mesma: “Em verdade, em verdade, vos digo, a não ser que um homem nasça de novo, ele não pode ver o reino de Deus”.
A lâmpada que iluminou a vereda do Reino de Deus para Whitefield foi um livro. Em Oxford, Charles Wesley avistou Whitefield e lhe passou “A Vida de Deus na Alma do Homem”, de Henry Scougal.
Na América, Whitefield investiu através das florestas impenetráveis para alcançar os silvícolas (índios). De tribo em tribo ele foi de cabana a cabana. Para chegar às aldeias dos Delawares, ele se lançou nas furiosas corredeiras em uma frágil canoa indígena. Ele desentocou até mesmo os caipiras: todos os homens deveriam ouvir a mensagem; eles deveriam ter a vida de Deus em suas almas.
Das miseráveis aldeias dos silvícolas, esse pregador semelhante a um serafim, movia-se com a mesma tranquila disposição para as imponentes casas históricas da Inglaterra. De onde vêm aquelas carruagens? O que atraiu e reuniu aqueles poetas, lordes e príncipes, filósofos e letrados? Orgulhosos da sua linhagem e “sangue azul”, aqueles aristocratas vinham – muitos deles três vezes por semana – para ouvir as palavras ásperas: “Deveis nascer de novo”.
De uma câmara aristocrática com um pungente aroma de caríssimos perfumes, Whitefield arremetia-se para um encontro nas ruas. Tente pegar sua alegria quando ele diz: “Aqui eu sou honrado com pedradas, excremento, ovos podres e partes de gato morto atirados contra mim”!
Vindo de Gloucester como ele veio, Whitefield sabia que, por ser tão franco sobre as coisas de Cristo durante o reinado da Rainha Maria, o Bispo Hooper de Gloucester foi queimado enquanto tinha ao alcance dos olhos sua própria catedral. Whitefield não se importava com as consequências da obediência. Tyndale (publicador de uma das primeiras Bíblias inglesas) foi um homem de Gloucester também, e pense o que sua fé lhe custou!
Whitefield era do tipo: “Baxter-Brainerd-McCheyne”; ele usava o arnês (antiga armadura completa) da disciplina com tranquilidade. Ele cravou estacas profundas em sua própria mente. Seus “não farás” eram para si mesmo, e ele nunca forçou outros a vestir seus panos-de-saco (vestes de luto).
O elogio (?) do Papa sobre Lutero: “Essa besta alemã não ama o ouro”, poderia ter sido dito a respeito de Whitefield também.
Qual era o segredo do sucesso de Whitefield? Eu penso que três coisas: Ele pregou um Evangelho puro; ele pregou um poderoso Evangelho; ele pregou um Evangelho apaixonado.
Cornelius Winter (pastor), que frequentemente viajou, comeu e dormiu no mesmo quarto que Whitefield disse: “Ele raramente passava por um sermão sem lágrimas”. Do outro lado, uma senhora de posição em Nova Iorque disse: “o senhor Whitefield foi tão agradável que me tentou a ser cristã”.
Homens da literatura do seu tempo frequentaram seus encontros. Lord Chesterfield, frio como era, aqueceu-se sob sua pregação. Lord Bolingbroke, um crítico pouco generoso, disse: “Ele (Whitefield) é o homem mais extraordinário dos nossos tempos. Ele tem a autoridade e eloquência que nunca ouvi em ninguém”.
Foi dito de David Hume, o filósofo cético escocês – e um deísta como era – que saiu correndo às cinco horas da manhã para ouvir Whitefield pregar. Perguntado se ele acreditava no que o pregador pregava, ele respondeu: “Não, mas ele acredita”!
Franklin da América, um filósofo calculista e sangue-frio, disse sobre o avivalista Whitefield: “Foi maravilhoso ver a mudança efetuada pela sua pregação nos modos dos habitantes da Filadélfia. De descuidado ou indiferente acerca da religião, parece como se todo o mundo estivesse crescendo religioso”.
John Newton (compositor da canção “Amazing Grace”), um gigante da pregação tanto quanto da poesia, disse de Whitefield: “Parecia como se ele nunca pregasse em vão”.
Um comentário de John Wesley sobre ele: “Porventura já lemos ou ouvimos de qualquer pessoa que chamou tantos milhares, tantas miríades de pecadores ao arrependimento? Sobretudo, por acaso já lemos ou ouvimos acerca de qualquer um que tem sido um instrumento abençoado de Deus para trazer tantos pecadores das trevas para a luz, e do poder de Satanás para Deus, como Whitefield”?
O velho Henry Venn de Huddersfield e Yelling (ministro evangélico e teólogo) declarou: “Raramente qualquer um igualou-se ao senhor Whitefield”.
George Whitefield caminhou com grandes homens, como o Marquês de Lothian, o Conde de Leven,  Lord Dartmouth e Lady Huntingdon. Mas melhor ainda, ele caminhou e falou com Deus. Ele ouviu o que Deus disse, viu o que Deus viu e amou como Deus amou. Um provérbio árabe diz: “É o melhor orador aquele que transforma os ouvidos dos homens em olhos”. Essa alma maravilhosa fez justamente isso.
Deus de Whitefield, dê-nos hoje homens como Whitefield, que podem permanecer como gigantes no púlpito, mas ao mesmo tempo homens com corações carregados, lábios inflamados e olhos transbordantes (de lágrimas).

E, Deus, por favor faça isso logo!
Traduzida da versão da Bethany House Publishers. Este artigo de Leonard Ravenhill foi veiculado no DAYSPRING, com direito autoral da Bethany House Publishers, 1963, um ministério da Bethany Fellowship, Inc. Todos os direitos reservados. Biografia protegida por direitos autorais.

JOHN WESLEY - Biografia



       JOHN WESLEY
Lembra-se da história dos quarto etíopes cegos, que se depararam com um elefante? Os homens, tateando, começaram a explicar o que tinham encontrado:
“Oh!” disse o primeiro. “Nós estamos na beirada de um poço. Eu peguei a corda que paira sobre a borda dele”. Assim falou o homem que segurou na cauda do monstro.
“Tolice”, disse o esclarecido comentarista do outro lado da besta. “Nós estamos em perigo diante de uma grande cobra. Ela acabou de mover sua cabeça viscosa sobre minhas pernas”. Isso foi o que disse em relação à tromba da besta.
“Vocês dois estão errados”, declarou a terceira testemunha. “Nós estamos em uma caverna rebaixada. Eu acabei de me levantar e tocar o baixo teto”. Isso aconteceu quando ele apalpou o rugoso abdômen do mamute.
Tolos”, gritou o último homem que estava abraçado ao redor da perna do animal. “Nós estamos em uma floresta. Eu tenho meus braços ao redor de uma árvore”.
Isso me faz pensar que os críticos ao longo das eras estiveram confusos nas suas avaliações de John Wesley assim como os cegos etíopes com o seu elefante.
O Dr. Maximinim Piette, o professor Católico Romano de Bruxelas, Bélgica, encerrando seu clássico trabalho sobre John Wesley, diz que Wesley foi comparado a:
São Benedito, no que diz respeito ao seu senso litúrgico de piedade; São Domênico por seu zelo apostólico; São Francisco de Assis pelo seu amor a Cristo e por sua indiferença com o mundo; Inácio de Loyola por sua genialidade como um organizador”.
O distinto líder político e homem das letras Augustine Birrel não hesitaria em chamar John Wesley de “a maior força do século XVIII”.
Canon J. Overton, o historiador Anglicano, talvez acusado de ser um pouco tendencioso em sua visão acerca dos seus companheiros anglicanos, classifica Wesley como “o mais ocupado e, em alguns aspectos, a vida mais importante daquele século”.
O Dr. T.R. Glover, o emérito orador público da Universidade de Cambridge, Inglaterra, situa Wesley com Paulo, Agostinho e Lutero, assim o posicionando com os grandes da sucessão evangélica.
Como eu vejo, Wesley poderia ter sido o Primeiro Ministro da Inglaterra se ele tivesse direcionado sua genialidade para os canais políticos. Ele provavelmente teria antecipado os inventores posteriores se ele tivesse se aplicado às artimanhas da ciência. Seu saldo bancário na morte poderia ter sido como o de um Rothschild se ele tivesse devotado seus dons ao injusto Mamom.
Espreite por um momento os antecedentes da conversão de John Wesley. Seu diário traz esses fatos iluminadores:
No ano de 1725, estando no 23º ano da minha idade, eu conheci o ‘Regras e Exercícios de uma Vida e Morte Santa’, do Bispo Taylor. Fui extremamente afetado. Eu resolvi dedicar minha vida a Deus. Um ano ou dois depois o livro ‘Perfeição Cristã’, do Sr. Law foi colocado em minhas mãos. Esse me convenceu mais do que nunca da impossibilidade de ser um ‘meio-cristão’. E eu estou determinado, por Sua graça (eu estava profundamente sensível da necessidade absoluta da mesma) ser totalmente devotado a Deus – dar a Ele toda minha alma, meu corpo e minha substância”.
Apesar desta surpreendente palavra de sua própria pena, somado ao fato dessa boa alma levantar-se às 04:00h para orar, além de dar esmolas e devotadamente cuidar dos pobres – ainda assim ele não tinha nenhum testemunho do Espírito que ele havia nascido de Deus.
Por volta da meia-noite de 24 de agosto de 1709, enquanto ele ainda não tinha completado seis anos de idade, John Wesley foi dramaticamente salvo de sua casa em chamas. Em 24 de maio de 1738, maduro, educado, autodisciplinado e virtuoso por qualquer padrão, Wesley foi salvo de novo. Por volta de 20:45h daquela memorável noite, o coração de John Wesley estava estranhamente aquecido e, por causa daquilo, o mundo tem sido aquecido desde então.
Como um tição retirado do fogo, Wesley se lançou a retirar outros tições das chamas eternas. O respeitável e elegante ‘Oxford’ deixou de selar sua égua e com ansiosa compaixão procurou as “crianças errantes, perdidas e solitárias”.
Escuridão cobriu a Inglaterra e grossas trevas o seu povo quando Wesley, juntamente com Whitefield, pegaram a tocha da regeneração bíblica para iluminar sua densa negridão.
Os Bispos Butler e Berkley eram chamados de os melhores clérigos dos seus dias; não obstante, Butler proibiu Wesley e Whitefield de pregarem em sua diocese, mesmo sendo ela amontoada com alguns dos mais degradados homens do reino.
Haviam outros ministros com corações em chamas em outras partes da Inglaterra naquele tempo, notavelmente Grimshaw de Haworth. William Law foi contemporâneo teológico de Wesley, ao mesmo tempo que Charles Wesley, Phillip Dodderidge e Issac Watts estavam colocando fogo na música e lançando verdades espirituais nas canções.
Maravilha-me que o Senhor tomou o sensível e erudito Wesley para lidar com os párias e desamparados e então tomou Whitefield da atmosfera da taverna, onde ele cresceu, para evangelizar a elite vestida de seda e cetim.
Como pregador, Wesley é descrito em um parágrafo que frequentemente leio da pena de um autor desconhecido:
“Retirai vossa liberdade; ocupai vossa comissão, feridos e sarados; quebrem e construam novamente. Não estejais agrilhoados por nenhum tempo; não vos acomodeis às conveniências dos homens; não poupeis nenhum homem do prejuízo; não deis prioridade a nenhuma inclinação humana embora afaste todos os vossos amigos e regozije todos os vossos inimigos. Pregai o Evangelho: não o evangelho da era passada ou desta era, mas o Evangelho eterno”.
Eu creio que foi exatamente isso que Wesley fez.
Provavelmente Wesley careceu tanto da oratória quanto do fogo de Whitefield, mas ninguém jamais questionou seriamente sua unção. Wesley possuiu poder e debaixo de sua pregação homens eram sacrificados ao Senhor. Mesmo o impetuoso Whitefield foi alarmado por isso, mas ele foi mais alarmado quando, dentro de dias, o mesmo fenômeno atendeu suas próprias reuniões.
John Wesley pregava com revelação. “Seu discernimento espiritual não podia ser considerado menos que terrível. Ele parecia ver o interior das almas dos homens e colocava seu dedo sobre o pecado oculto, o medo inconfessado”.
A maior parte dos “desigrejados” amava ouvi-lo. Em nove meses ele entregou, pelo menos, quinhentos sermões e apenas seis deles foram pregados em igrejas.
O Sr. Wesley realmente pregava a benção da “segunda santificação”. Ouça-o escrevendo a Joseph Benson: “Com todo zelo e diligência confirme os irmãos (1) a manterem aquilo que eles já alcançaram – a saber, a remissão de todos os seus pecados pela fé no Senhor crucificado e (2) em esperar uma segunda mudança, pela qual eles serão libertos de todo pecado e aperfeiçoados em amor”.
Para Sarah Rutter ele escreveu: “A santificação gradual deve aumentar desde o tempo que você foi justificada, mas a completa libertação do pecado, eu creio, é sempre instantânea – ao menos, eu nunca vi uma exceção”.
O espaço me proíbe de dizer mais sobre esse flamejante apóstolo. Deixe-me concluir com as palavras do Dr. W.H. Flichett sobre essa alma possuída por Deus:
“Ele aparentava viver muitas vidas em uma e cada vida era uma maravilhosa completude. Ele pregou mais sermões, viajou mais milhas, publicou mais livros, escreveu mais cartas [sem uma secretária], fundou mais igrejas, travou mais controvérsias e influenciou mais vidas que qualquer outro homem na história inglesa. E mesmo em meio a tudo isso, como ele mesmo em um humor paradoxal falava, ele não tinha tempo para estar com pressa”.
John Wesley foi “um bom homem, cheio de fé e do Espírito Santo”.
—–||—–
Traduzida da versão da Bethany House Publishers. Este artigo de Leonard Ravenhill foi veiculado no DAYSPRING, com direito autoral da Bethany House Publishers, 1964, um ministério da Bethany Fellowship, Inc. Todos os direitos reservados. Biografia protegida por direitos autorais.
www.aliancadocalvario.com
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Aborto diga não!

Aborto diga não!
1999 - Um fotógrafo que fez a cobertura de uma intervenção cirúrgica para corrigir um problema de espinha bífida realizada no interior do útero materno num feto de apenas 21 semanas de gestação, numa autêntica proeza médica, nunca imaginou que a sua máquina fotográfica registaria talvez o mais eloquente grito a favor da vida conhecido até hoje.

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal.

Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX).

Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença".

Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias.

Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

Fonte:www.apocalink.blogspot.com