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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

É JESUS UM MITO? É JESUS APENAS UMA CÓPIA DOS DEUSES PAGÃOS DE OUTRAS RELIGIÕES ANTIGAS?

Há uma série de vozes alegando que os relatos de Jesus como registrados no Novo Testamento são apenas mitos e foram o resultado dos escritores pegando emprestado contos da mitologia pagã, tais como as histórias de Osíris, Dionísio, Adonis, Attis e Mitra. A alegação é que essas figuras mitológicas são essencialmente a mesma história que o Novo Testamento atribui a Jesus Cristo de Nazaré. Como Dan Brown afirma em O Código Da Vinci, "Nada no Cristianismo é original".
No entanto, quando os fatos são examinados, a suposta ligação entre o Novo Testamento e a mitologia é facilmente desmentida. Para descobrir a verdade sobre essas afirmações particulares e outras parecidas, é importante (1) descobrir a história por trás das afirmações, (2) analisar as representações históricas reais dos falsos deuses sendo comparados a Cristo, (3) expor as falácias lógicas que os autores estão fazendo, e (4) olhar por que os evangelhos do Novo Testamento podem ser confiados por descreverem com precisão o verdadeiro e histórico Jesus Cristo.

Em primeiro lugar, as alegações de que Jesus era um mito ou um exagero originaram-se nos escritos dos teólogos liberais alemães do século 19. Eles essencialmente alegaram que o Cristianismo era apenas uma cópia da adoração generalizada dos deuses da fertilidade morrendo e ressuscitando em vários lugares - Tamuz na Mesopotâmia, Adônis na Síria, Attis na Ásia Menor e Osíris no Egito. Nenhum destes escritos chegaram a avançar no âmbito acadêmico ou do pensamento religioso porque as suas afirmações foram investigadas por estudiosos e julgadas completamente infundadas. Foi somente no final século 20 e início do 21 que estas afirmações foram ressuscitadas, principalmente devido ao surgimento da internet e da distribuição em massa de informação que não tem qualquer fundamento ou responsabilidade histórica.
Isso nos leva à próxima área de investigação - os deuses mitológicos da antiguidade realmente espelham a pessoa de Jesus Cristo? Como exemplo, o filme Zeitgeist faz estas afirmações sobre o deus egípcio Hórus:

• Ele nasceu em 25 de dezembro de uma virgem - Isis Maria
• Uma estrela no Oriente proclamou a sua chegada
• Três reis foram adorar o "salvador" recém-nascido
• Aos 12 anos de idade, quando ainda um menino, ele tornou-se um professor prodígio
• Aos 30 anos ele foi "batizado" e começou um "ministério"
• Hórus tinha doze "discípulos"
• Hórus foi traído
• Ele foi crucificado
• Ele foi sepultado por três dias
• Ele foi ressuscitado depois de três dias

No entanto, quando os escritos atuais sobre Hórus são competentemente analisados, isto é o que encontramos:

• Hórus nasceu a Ísis; não há qualquer menção na história de sua mãe sendo chamada de "Maria". Além disso, Maria é a nossa forma latinizada de seu nome verdadeiro "Miryam" ou Miriam. "Maria" não foi nem usado nos textos originais das Escrituras.
• Ísis não era virgem; ela era a viúva de Osíris, com quem concebeu Hórus.
• Hórus nasceu durante o mês de Khoiak (outubro/novembro) e não no dia 25 de dezembro. Além disso, a Bíblia não menciona a data exata do nascimento de Cristo..
• Não há qualquer registro de três reis visitando Hórus em seu nascimento. A Bíblia nunca afirma o real número de magos que foram ver Cristo.
• Hórus não é um "salvador" de qualquer forma e nunca morreu por ninguém.
• Não há relatos de Hórus sendo um professor aos 12 anos de idade.
• Hórus não foi "batizado". O único relato de Hórus que envolve a água é uma história onde ele é despedaçado e Ísis pede ao deus crocodilo que o pesque da água onde havia sido colocado.
• Hórus não tinha um "ministério".

• Hórus não tinha 12 discípulos. De acordo com as narrativas, Hórus tinha quatro semi-deuses que eram seguidores e algumas indicações de 16 seguidores humanos e um número desconhecido de ferreiros que entraram em batalha com ele.
• Não existe nenhuma narrativa de Hórus sendo traído por um amigo.
• Hórus não morreu por crucificação. Há vários relatos da morte de Hórus, mas nenhum deles envolve a crucificação.
• Não existe nenhum relato de Hórus sendo sepultado por três dias.
• Hórus não foi ressuscitado. Não existe nenhuma narrativa de Hórus saindo do túmulo com o mesmo corpo de quando entrou.
Alguns relatos narram Hórus/Osíris sendo trazidos de volta à vida por Ísis e sendo o senhor do submundo.

Então, quando comparados lado a lado, Jesus e Hórus têm pouca, ou nenhuma, semelhança um com o outro. Uma outra comparação popular feita por aqueles que afirmam que Jesus Cristo é um mito é entre Jesus e Mitra. Todas as declarações acima acerca de Hórus são aplicadas a Mitra (isto é, nascido de uma virgem, sendo crucificado, ressuscitando em três dias, etc.). Entretanto, o que os textos antigos realmente dizem sobre Mitra?

• Ele nasceu de uma rocha sólida e não de qualquer mulher.
• Ele lutou primeiro com o sol e em seguida com um touro primitivo, o que é considerado o primeiro ato da criação. Mitra matou o touro, o qual se tornou a base da vida para a raça humana.
• O nascimento de Mitra foi celebrado no dia 25 de dezembro, juntamente com o solstício de inverno.
• Não há menção dele sendo um grande professor.
• Não há menção de Mitra tendo 12 discípulos. A ideia de que Mitra teve 12 discípulos pode ter vindo de um mural em que Mitra é cercado por doze signos do Zodíaco.
• Mitra não teve uma ressurreição corporal. Diz o mito que Mitra concluiu sua missão terrena e em seguida foi levado para o paraíso em uma carruagem, vivo e bem. O escritor cristão primitivo Tertuliano escreveu sobre os seguidores de Mitra reencenando as cenas de ressurreição, mas ele escreveu sobre isso ocorrendo bem depois dos tempos do Novo Testamento, por isso, se qualquer plágio foi feito, o culto de Mitra foi quem copiou o Cristianismo.

Mais exemplos podem ser dados de Krishna, Átis, Dionísio e outros deuses mitológicos, mas o resultado é o mesmo. No final, o Jesus histórico, como retratado na Bíblia, é completamente original. As semelhanças reivindicadas são muito exageradas. Além disso, embora a crença em Hórus, Mitra e outros preceda o Cristianismo, há muito pouco registro histórico das crenças pré-cristãs dessas religiões. A grande maioria dos primeiros escritos sobre essas religiões são datadas dos séculos III e IV dC. É ilógico e anti-histórico reivindicar que as crenças pré-cristãs nessas religiões (das quais não há registro) foram idênticas às crenças pós-cristãs nestes grupos (das quais há registo). É mais historicamente válido atribuir eventuais semelhanças entre as religiões e o Cristianismo às religiões copiando as crenças cristãs sobre Jesus e dando esses atributos aos seus próprios deuses/salvadores/fundadores em uma tentativa de parar o rápido crescimento do Cristianismo.

Isso nos leva a analisar a próxima área: as falácias lógicas cometidas por aqueles que afirmam que o Cristianismo pegou emprestado das misteriosas religiões pagãs. Duas falácias em particular são evidentes -- a falácia da falsa causa e a falácia terminológica. Se uma coisa precede a outra, isso não significa que a primeira causou a segunda. Esta é a falácia da falsa causa. Mesmo se as narrativas pré-cristãs de deuses mitológicos muito se assemelhassem a Cristo (e não se assemelham), isso não significa que elas causaram os escritores do evangelho a inventar um falso Jesus. Afirmar tal coisa seria como dizer que a série de TV Jornada nas Estrelas causou o programa de foguetes espaciais da NASA.

A falácia terminológica ocorre quando os termos são redefinidos para provar um ponto, quando na verdade esses termos não significam a mesma coisa quando comparados à sua fonte. Assim, por exemplo, o filme Zeitgeist diz que Hórus "iniciou o seu ministério", mas Hórus não tinha um ministério - nada parecido com o ministério de Cristo. Os que afirmam que Jesus e Mitra são o mesmo falam sobre o "batismo" que iniciava os possíveis aderentes ao culto de Mitra, mas o que realmente acontecia? Os sacerdotes Mitra (usando um ritual também realizado pelos seguidores de Átis) suspendiam um touro sobre um buraco, colocavam aqueles que queriam pertencer ao culto naquele buraco e então cortavam o estômago do boi, cobrindo os iniciantes com sangue. Tal coisa não tem semelhança alguma com o batismo cristão, no qual uma pessoa vai debaixo d’água (simbolizando a morte de Cristo) e depois sai da água (simbolizando a ressurreição de Cristo). Entretanto, os defensores da posição do Jesus mitológico enganosamente usam o mesmo termo para descrever ambos na esperança de unir os dois.

A última questão a ser examinada acerca deste assunto é a veracidade do próprio Novo Testamento. Embora muito tenha sido escrito sobre este tema, nenhum trabalho da antiguidade tem mais evidências no que diz respeito à veracidade histórica do que o Novo Testamento. O Novo Testamento tem mais escritores (nove), melhores escritores e escritores que viveram mais perto do que estava sendo registrado do que qualquer outro documento da época. Além disso, a história comprova o fato de que esses escritores enfrentaram a morte para afirmar que Jesus tinha ressuscitado dos mortos. Embora alguns escolham morrer por uma mentira que acham ser verdade, ninguém morre por uma mentira que sabe ser falsa. Pense nisso -- se alguém estivesse prestes a crucificá-lo de cabeça para baixo, como aconteceu com o apóstolo Pedro, e tudo o que você tivesse que fazer para salvar a sua vida fosse renunciar uma mentira que você tinha vivido conscientemente, o que você faria?

Além disso, a história tem mostrado que são necessárias pelo menos duas gerações antes de um mito poder entrar em um relato histórico. Por quê? Porque as testemunhas oculares podem refutar o erro registrado. Os que viviam naquela época poderiam ter refutado os erros do autor e expor o trabalho como sendo falso. Todos os evangelhos do Novo Testamento foram escritos durante a vida das testemunhas oculares, com algumas das epístolas de Paulo sendo escritas tão cedo quanto 50 dC. Essas datas servem como um mecanismo essencial de proteção contra eventuais falsidades sendo aceitas e difundidas.
Finalmente, o Novo Testamento atesta o fato de que a representação de Jesus não foi confundida com a de qualquer outro deus. Quando confrontados com o ensinamento de Paulo, os pensadores da elite de Atenas disseram isto: "’O que está tentando dizer esse tagarela?’ Outros diziam: ‘Parece que ele está anunciando deuses estrangeiros’, pois Paulo estava pregando as boas novas a respeito de Jesus e da ressurreição. Então o levaram a uma reunião do Areópago, onde lhe perguntaram: ‘Podemos saber que novo ensino é esse que você está anunciando? Você está nos apresentando algumas idéias estranhas, e queremos saber o que elas significam’” (Atos 17:18-20). É evidente que se as narrativas sobre Jesus fossem simplesmente um arranjo de contos de outros deuses, os atenienses não teriam se referido a elas como sendo "novas". Se deuses morrendo e ressuscitando fossem abundantes no primeiro século, por que quando o apóstolo Paulo pregou sobre Jesus ressuscitando dos mortos em Atos 17 os epicuristas e estoicos não comentaram: "Ah, assim como Hórus e Mitra"?

Em conclusão, as alegações de que Jesus não era nada mais do que uma cópia dos deuses mitológicos originaram-se com autores cujas obras (1) têm sido descartadas pelo mundo acadêmico; (2) contêm falácias lógicas que prejudicam a sua veracidade e não podem ser comparadas com os evangelhos do Novo Testamento, os quais têm resistido quase 2.000 anos de intenso escrutínio. Os supostos paralelos desaparecem quando comparados com os textos originais históricos. Semelhanças entre Jesus e os vários deuses mitológicos só podem ser defendidas ao empregar-se descrições enganosas e seletivas.

Jesus Cristo permanece único na história, com Sua voz elevando-se acima de todos os deuses falsos e continuando a fazer a pergunta que, em última análise, determina o destino eterno de cada pessoa: "Quem dizeis que eu sou?" (Mateus 16:15)

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

SALVAÇÃO ATRAVÉS DA IGREJA


O Catolicismo Romano ensina que a salvação só é conseguida através da Igreja Católica.
"O Concílio Vaticano II em seu Decreto sobre o Ecumenismo explicita: 'Pois somente através da Igreja Católica de Cristo, auxílio geral de salvação, pode ser atingida toda a plenitude dos meios de salvação'." P. 234, #816
Aqui, a fonte oficial da doutrina Católica declara atrevidamente que a salvação não pode ser obtida, exceto através da Igreja Católica. Você pode estar pensando, "a Igreja Católica não acredita mais nisso!" Mas a posição do Catecismo não deixa dúvida alguma.
"...toda salvação vem de Cristo-Cabeça, através da Igreja, a qual é seu corpo; Apoiado na Sagrada Escritura e na Tradição, [o Concílio] ensina que esta Igreja, agora peregrina na terra, é necessária para a salvação... Porisso não podem salvar-se, aqueles que, sabendo que a Igreja Católica foi fundada por Deus através de Jesus Cristo, como instituição necessária, apesar disso não quiseram nela entrar, ou então perseverar." P. 243-244, #846
E se não ficou muito claro, aqui está novamente
"É na Igreja que está depositada "a plenitude dos meios de salvação. É nela que adquirimos a santidade pela graça de Deus." P. 237, #824
"Nela subsiste a plenitude do corpo de Cristo unido à sua cabeça; isso implica em que ela recebe dele a plenitude dos meios de salvação." P. 239, #830 Ao checar a Palavra de Deus sobre este assunto, dois fatos críticos saltam-nos à vista:
·        A Bíblia jamais indica que alguém deve entrar numa Igreja para obter salvação.
·        Literalmente centenas de Escrituras proclamam que a salvação é um dom gratuito de Deus, à disposição de qualquer um, mas somente através de Jesus Cristo.
"Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor." Romanos 6:23
Nenhum outro nome (ou grupo) pode oferecer salvação, exceto Jesus:
"E não há salvação em nenhum outro; (exceto Jesus) porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos." Atos 4:12
Quando Jesus morreu na cruz ele pagou o preço total e completo pelos pecados de toda a humanidade e tornou possível a qualquer um ir diretamente a Ele para a salvação. O próprio Jesus anunciou que:
"Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus." João 3:36
Ele também pregou:
"Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida." João 5:24
Outra vez, e mais outra, Jesus proclamava sua verdade abençoada:
"...Quem crê, em mim tem a vida eterna." João 6:47
Leia também João 6:40; João 3:16, João 3:18, João 3:36 e João 1:12.
Em João 20:31 nós descobrimos porque os Evangelhos foram escritos:
"Estes, porém, foram registados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome." João 20:31
Jesus jamais exige a mediação de uma Igreja para prover salvação. Este dom gratuito está à disposição de qualquer um que nele crer.
"Dele todos os profetas dão testemunho de que, por meio do seu nome, todo o que nele crê recebe remissão de pecados." Atos 10:43
De acordo com a Bíblia, a redenção está em Cristo, não numa Igreja:
"Sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus." Romanos 3:24
Cristo sozinho pode oferecer o dom da vida eterna, porque ele voluntariamente derramou Seu sangue por nós:
"No qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça." Efésios 1:7
Mais uma vez, a única exigência para a salvação é a fé em Jesus Cristo:
"Pois não me envergonho do Evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê." Romanos 1:16
Muitas Escrituras repetem este tema:
"Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo." 1 Tessalonicenses 5:9
Quando Jesus estava pendurado na cruz, ele mostrou que a salvação vem através dele e não através de uma Igreja. O ladrão que estava na cruz perto dele, clamou:
"...Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino." Lucas 23:43
Quando aquele pecador moribundo pronunciou estas palavras de fé, Jesus logo respondeu:
"...Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso." Lucas 23:43
Igreja nenhuma salva... Quem salva é Jesus:
"Porquanto Deus enviou seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele." João 3:17
"Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira." Romanos 5:9
Se a salvação fosse possível somente através da Igreja Católica, teria Deus intencionalmente nos conduzido ao erro através de sua Palavra, sabendo que nossa salvação estava em perigo?
Teria Pedro abertamente declarado as seguintes palavras nas Sagradas Escrituras?
"Mas cremos que fomos salvos pela graça do Senhor Jesus, como também aqueles o foram." Atos 15:11
Conclusão
A Palavra de Deus declara que a salvação é obtida através da fé no sangue derramado por Jesus Cristo, enquanto o Catecismo mantém que a salvação só é possível através da Igreja Católica.
Você tem de decidir agora em quem vai acreditar- nas tradições dos homens ou na Palavra de Deus? Você não pode dizer: "em ambos", porque cada um insiste em que o outro está errado.
"Nisto se manifestou o amor de Deus em nós, em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele." 1 João 4:9
Lembre-se, algum dia você vai estar diante de Deus e explicar-lhe porque você tomou a decisão que tomou. Você quer correr o risco de rejeitar a Palavra de Deus para seguir as tradições dos homens?
"Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens." Marcos 7:8
FONTE: Por Amor aos Católicos Romanos - Rick Jones

sábado, 22 de janeiro de 2011

VOCÊ CONHECE AS QUATRO LEIS ESPIRITUAIS? Um comentário!

Por Kleber Olympio
       O Evangelho é pautado pelo amor.
       Claro que poderíamos escrever um livro sobre esse assunto. Sem amor, o que seria de nós? Com amor, tudo foi feito por Deus. Pelo amor, obediente, exercido na prática, Nosso Senhor Jesus Cristo se entregou pelos nossos pecados lá na cruz do Calvário. Tudo isso sabemos.
       O que muitas vezes pode nos inquietar é a real dimensão desse amor. Incondicional, segundo a Palavra de Deus, é o amor que o Senhor sente por nós, pecadores. E nos exorta a fazer o mesmo, vez que devemos imitar a Cristo em tudo. Amor que se dedica aos outros, sempre em obediência à vontade do Pai.
       Um momento. Paremos na seguinte frase, que acabei de lançar: “amor que se dedica aos outros”. Até que ponto fazemos isso?
       Muitos, ao ingressarem na carreira cristã, se vêem confrontados em “espalhar” a mensagem do Evangelho. Só que falta, por vezes, um preparo adequado, ou conhecimento bíblico suficiente para responder a questões lançadas por incrédulos, ou mesmo modos de abordar. Qual a primeira alternativa que muitos têm em mente para falar de Cristo ao incrédulo? Distribuição de folhetos. Tanto é que em muitas reuniões para “estratégias de evangelismo”, notadamente em praça pública, em grandes eventos ou no meio da rua, basta entregar um folheto evangelístico que tudo se resolve. Basta um sorriso bonito, cativante, por vezes para disfarçar o medo de uma possível confrontação, que a obra do Senhor é feita.
       Não quero chegar no mérito de que, estatisticamente, o método evangelístico de folhetos é um dos menos eficazes. Há quem já tenha se convertido, lendo um folheto? Com certeza; nosso Deus é poderoso para fazer maravilhas, e suscitar convertidos dos modos mais criativos possíveis e inimagináveis. O objetivo desse estudo é levar você, leitor, a uma reflexão sobre o nosso papel como evangelistas, mensageiros do Reino de Deus, numa sociedade cada vez mais corrompida.
       Há uma grande diferença entre os sentidos, que nos permitem entrar em contato com o mundo exterior. Dizem que “uma imagem vale mais do que mil palavras”. É verdade. Por vezes, um jeito de andar, de se expressar, que corretamente observado por alguém, podem falar muito mais do que meras palavras. Como que os jornalistas se apresentam na televisão? Com camisa regata, sem camisa, roupas destoantes? Nada disso. Há algo importante a se comunicar. A roupa tem de ser adequada ao momento. Da mesma maneira, um jornalista esportivo também não pode usar roupas sóbrias demais, por não transmitirem vida ao que lêem, ou na sua interatividade com o telespectador.
       Da mesma maneira, na vida cristã, nossa “roupa” fala muito. Vertendo a uma linguagem sem rodeios: o nosso testemunho. O que vivemos corrobora o que falamos, ou talvez não. Falamos com a língua, mas nosso corpo, movimentos, olhares, falam até mais forte.
       E qual a relação com os folhetos? E, principalmente, o presente estudo não tem por título “Você conhece as Quatro Leis Espirituais? – Um comentário”? O que há de errado com esse material?
       O problema, insisto, não está na distribuição de folhetos. Nem na análise das Quatro Leis Espirituais (se bem que existem muitas mais). Está no modo de se passar esse material adiante, especialmente por aquele que, recentemente, ouviu falar de um Deus maravilhoso, que salva o pecador da perdição eterna.
       Acontece que, por vezes, o que pauta é a necessidade do momento, da evangelização instantânea. Dói saber que existem pastores que conseguem “evangelizar”, racionalmente, uma pessoa em apenas dez minutos, e gabam-se disso, como se o Espírito Santo fosse limitado a atender prontamente às suas ordens humanas...
       O que acontece com o crente? Aonde está o amor, a vida? Não diz a Bíblia “cri, por isso falei”? A mesma Palavra não nos exorta a testemunhar daquilo que temos visto e ouvido, mas também vivido?
       Duro é saber que existem pessoas que se interessam em passar esses folhetos como se isso bastasse para a pessoa ser convertida ao Evangelho. Ou, então, abordar uma pessoa, pedir alguns minutos para explicar-lhe as quatro “leis” espirituais. Que adianta puramente tocar o intelecto, a razão da pessoa, falando-lhe para seguir determinados passos, a fim de que ela tenha pronta solução para os seus problemas?

       A quem poderíamos comparar o crente, nessas horas, especialmente quando ele leva o folheto das “Quatro Leis Espirituais”? A uma vendedora de cosméticos, ou a um corretor de seguros, por exemplo. Tranqüilamente. Toca-se a racionalidade, pois o “doutrinador” tem apenas de ler o folheto, fazer o possível para manter a atenção dela e, após ilustrações de “trenzinhos” e termos evangélicos, praticamente forçá-la a “tomar uma decisão”, ainda pressionando-a de que aquela pode ser sua última oportunidade de “aceitar” a Cristo – como se dependesse dela tal coisa. Proposta irrecusável? Claro! Sendo coagido, quem não “aceitaria”?
       Tenho em minhas mãos nesse momento um folheto dito “evangelístico”, que começa assim: “20000 GRAUS! E SEM UMA GOTA D’ÁGUA – O INFERNO DE FOGO – ALMAS PERDIDAS E TORTURADAS QUEIMANDO PARA SEMPRE!” (maiúsculas conforme o original). Detalhe: a capa mostra pessoas apavoradas queimando em meio às chamas e a suposta figura do diabo, exibindo satisfação... Há diversas palavras e trechos em negrito, como “inferno”, “inferno de fogo”, versículos fora de contexto (parábola do rico e Lázaro, que fala obediência aos mandamentos divinos, não de condenação eterna), passagens como Mateus 25:41b, que no original exorta à vigilância, mas que é reproduzido em letras garrafais: “... apartai-vos de mim, malditos...”. Tudo isso para a pessoa, sob pressão, sob ameaça de ir para o “inferno de fogo”, confessar numa simples oração de que quer a salvação (“faça agora mesmo uma escolha eterna”).
       Quando achei esse folheto “evangelístico” na rua, fiquei assustado. Não por falta de segurança de salvação, pois tenho certeza de que Cristo um dia me salvou, mas pelo modo nada amistoso pelo qual a mensagem foi passada. Aonde está o amor aos perdidos, com folhetos violentos como esse? Ou com um material, que me obriga a seguir leis para me submeter a outras leis, só que espirituais? Por que transmitir a mensagem do Evangelho agredindo a quem já está, em tese, condenado à perdição eterna? O incrédulo funciona “pegando no tranco”?
       Quanta falta de amor e compaixão pelas pessoas! O crente não tem tido misericórdia dos perdidos! Trata-os como pessoas ímpias, desonestas, abomináveis, e se esquece que ele próprio já foi um perdido, e que a diferença reside apenas na presença do Espírito Santo, concedido a todo aquele que crê em Jesus. O crente que toma essas atitudes busca se justificar de que modo? Dizendo ao mundo que é perfeito, que nem lhe passa pela cabeça pecar, que é santo, íntegro, bondoso e amoroso? E quanto a aceitar o indivíduo como ele é, com suas fraquezas, impurezas, feridas que o pecado lhe causou até agora?
       Às vezes chego a não valorizar tanto o nosso acesso à palavra escrita. Na época de Jesus e dos apóstolos, as pessoas viam o amor deles. Sentiam a presença de Deus, resgatando os seus eleitos e amados. A comunicação de vida era mais intensa, presente. O evangelismo considerava mais a pessoa do que as estratégias. Fazia-se mais amizade, havia mais proximidade, não o despejar na pessoa um amontoado de frases feitas, versículos fora do contexto, chamando à autoridade as Escrituras de um modo violento, mecânico e fatalista, regido por “passos e etapas”.
       Uma vida é transformada por algumas palavras de coação? Basta eu então falar para a pessoa repetir uma oração comigo para que ela venha a crer em Cristo? O pior é, depois desse espetáculo todo, deixá-la à vontade para, se quiser, congregar-se, ler a Bíblia, sem qualquer acompanhamento. Se não fizer isso, é sinal de que não “aceitou” mesmo a Jesus, e por isso não devemos perder tempo, pois há “muito território para conquistar para o Reino de Deus na Terra”.
       O confessar a Cristo é algo coercitivo, ou algo que brota de um coração regenerado? Pior é passar por cima da soberania divina, usando estratégias violentas como essas, para obrigar a pessoa a “fazer uma escolha eterna” e, se não o for pelo método indutivo-racional, o será por coação moral irresistível.
       Como está o coração do leitor nesse momento? O meu está doído, machucado, indignado com tamanha frieza pelo Evangelho. Acredito que os opositores às idéias aqui esboçadas deveriam rever seus padrões de amor ao Senhor, à sua Palavra e aos perdidos, e seguir o conselho do Espírito à igreja de Éfeso (Apocalipse 2:4-5), e voltar ao primeiro amor.
       Aonde está a vida do anunciante do Evangelho? O contato íntimo, de quem conhece os problemas do indivíduo, as fraquezas, as necessidades mais latentes da alma, do coração?
       Que possamos nos compadecer das pessoas, amarmos de verdade aquele que está perecendo, e ao invés de ameaçarmos e falarmos de quatro leis espirituais, possamos exercitar aquele que é o maior mandamento, acima de qualquer lei: “ama o teu próximo como a ti mesmo” (Marcos 12:31).
       Deus nos quer por inteiro, não apenas no exercício da nossa racionalidade.
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Aborto diga não!

Aborto diga não!
1999 - Um fotógrafo que fez a cobertura de uma intervenção cirúrgica para corrigir um problema de espinha bífida realizada no interior do útero materno num feto de apenas 21 semanas de gestação, numa autêntica proeza médica, nunca imaginou que a sua máquina fotográfica registaria talvez o mais eloquente grito a favor da vida conhecido até hoje.

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal.

Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX).

Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença".

Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias.

Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

Fonte:www.apocalink.blogspot.com