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sexta-feira, 4 de junho de 2010

PLANO ESTRATÉGICO PARA LA PLATA - Por Victor Lorenzo


Por Victor Lorenzo

O plano de evangelização para La Plata deu continuidade ao plano que Deus deu para Edgardo Silvoso, como estratégia para conquistar a cidade para Cristo.
Silvoso alicerça a sua estratégia sobre quatro princípios fundamentais:
1. A unidade espiritual das igrejas de uma cidade
2. Poderosas orações intercessórias
3. Guerra espiritual em nível estratégico
4. Multiplicação de novas igrejas.

    Declarou Peter Wagner: "A estratégia mais sofisticada para a evangelização de uma cidade que existe no presente é a da Harvest Evangelism, de Edgardo Silvoso".2
    Para vermos como o mapeamento espiritual ajusta-se ao inteiro desígnio evangelístico, seja-me permitido sintetizar os seis passos sugeridos por Silvoso para a conquista de uma cidade para Cristo:

     1. Estabelecer o perímetro de Deus na cidade

     Definir quem e quantos formam o Reino de Deus na cidade.
Procurar o "remanescente fiel", ou seja, aqueles que se comprometeram a pa­gar o preço necessário para começar o reavivamento espiritual.

     2. Fortalecer o perímetro

    Reconhecer que o adversário infiltrou-se tanto na cidade como nas próprias igrejas.
Fortalecer e edificar os santos.
     Discernir as fortale­zas do inimigo.
   "Procurando diligentemente guardar a unidade do Es­pírito no vínculo da paz" (Ef 4.3, V. R.).
     Iniciar o movimento de ora­ção e estabelecer casas de oração na cidade.

     3. Expandir o perímetro de Deus

   Traçar planos específicos para ampliar o Reino de Deus na cidade.
     Formular alvos e objetivos.
     Tirar proveito de cada recurso disponível.
     Começar a treinar líderes e implantadores de igrejas.

     4. Infiltrar o perímetro de Satanás

    Lançar um "ataque aéreo" de orações específicas de intercessão es­tratégica, mediante centenas ou mesmo milhares de casas de oração (células de oração), com o objetivo de debilitar o controle de Satanás sobre os perdidos, reivindicando, em lugar disso, condições favoráveis para o evangelho.
   Ao mesmo tempo, começar a implantar igrejas embrionárias (faróis), em antecipação a uma colheita abundante.

     5. Atacar e destruir o perímetro de Satanás

     Dar início ao "assalto frontal".
   Lançar a conquista espiritual da ci­dade, confrontando, amarrando e derrubando as potestades espiritu­ais que governam a região.
    Proclamar a mensagem do evangelho a todo habitante da cidade.
Discipular os novos crentes através dos "faróis" estabelecidos.

6. Estabelecer o novo perímetro de Deus, no que antes era perímetro de Satanás.

Batizar os recém-convertidos em um culto batismal unificado, como uma declaração espiritual visível de vitória.
Continuar a discipular.
Edificar as novas igrejas.
Injetar a visão missionária para que sejam evangelizadas outras cidades.
Repetir o ciclo!
Enquanto estou escrevendo, o plano acerca de La Plata ainda não atingiu o seu ponto intermediário.
Tudo começou em 1991, tendo como alvo ver 5% da população tornarem-se crentes evangélicos, aí pelo ano de 1993.
Isso significa que as oitenta e cinco igrejas existen­tes em 1991 terão de aumentar para trezentas igrejas, aí pelos fins de 1993.
Até agora, mil e setecentas casas de oração foram iniciadas, e muitos seminários de treinamento intensivo têm sido efetuados.
Em junho de 1992, Cindy Jacobs visitou La Plata pela segunda vez. Por ocasião da primeira visita de Cindy, ela efetuou um seminário sobre a cura interior para os membros de igreja, os quais, em geral, não des­frutavam de higidez espiritual excelente.
Por ocasião da segunda visi­ta de Cindy, ela conduziu os pasto­res e os intercessores a começarem a assumir autoridade espiritual sobre a cidade, intensificando o "ataque aéreo".

Fonte: Destruindo as Fortalezas, Cap. 7 – C. Peter Wagner

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O VISÍVEL E O INVISÍVEL - Por C. Peter Wagner


   
Por C. Peter Wagner

Uma tentativa para ver o mundo à nossa volta como ele realmente é, e não como parece ser.
Essa é a descrição clássica do mapeamento espiritual.
Um importante pressuposto por detrás do mapeamento espiritual é que a realidade é mais do que nos parece à superfície.
As coisas visíveis de nossa vida diária: árvores, pessoas, cidades, estrelas, governos,animais, profissões, artes, padrões de comportamento são coisas comuns, e podemos aceitá-las como são.
Entretanto, por detrás de muitos dos aspectos visíveis do mundo ao nosso redor pode haver forças espirituais, áreas invisíveis da realidade que podem ter maior signi­ficação final do que as realidades visíveis.
O apóstolo Paulo deixou isso fortemente entendido quando escreveu: "...não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas" (2 Co 4.18).
Paulo ensinou que, ao reconhecermos a diferença entre o que é visível e o que é invisível, somos resguardados e "não desfalecemos" (ver 2 Co 4.16).
Mas desanimar quanto a quê?
Ele mencionou nova­mente o desânimo "não desfalecemos" no primeiro versículo do quarto capítulo, para então lamentar-se de que os seus esforços evangelísticos não surtiam tanto efeito quanto ele desejava que surtis­sem.
"Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto", escreveu ele.
Por quê? Porque "o deus des­te século" cegou as mentes dos incrédulos (ver 2 Co 4.3, 4).
Entendo que a mensagem paulina significa que devemos reco­nhecer que a batalha essencial pela evangelização do mundo é uma batalha espiritual, e que as armas dessa guerra não são carnais, e, sim, espirituais.
E também cumpre-nos reconhecer que Deus nos deu um mandato para podermos desfechar uma guerra espiritual que seja in­teligente e agressiva.
Se pudermos entender isso, o processo de evangelização do mundo será acelerado.
Compreender as diferenças que há entre o visível e o invisível é um dos mais importantes compo­nentes do plano geral de batalha, capaz de quebrar o domínio exercido pelo inimigo sobre as almas perdidas, que estão perecendo.

INFLAMANDO A IRA DE DEUS

A principal passagem bíblica que nos mostra a distinção entre o que é visível e o que é invisível, o primeiro capítulo da epístola aos Romanos, também é o grande trecho sobre a ira de Deus.
É compre­ensível que a ira de Deus não seja um de nossos temas favoritos, pelo que não há muitos livros escritos sobre ela, e nem se ouve muitos sermões a esse respeito.
Todavia, a ira é um atributo de Deus.
Isso significa que não é apenas algum humor passageiro, que vem e que vai, e, sim, uma parte da própria natureza divina.
Deus é Deus de ira.
Ele também é Deus de justiça, Deus de amor, Deus de misericórdia e Deus de santidade.
Essa lista poderia prosseguir, mas Romanos 1.18-31 é trecho que trata do Deus da ira.
Escreveu Paulo: "Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça" (Rm 1.18).
Essa enlouquecida injustiça tem tudo diretamente a ver com o visível e com o invisível.
Permita-me o leitor que eu explique.

Deus criou o mundo a fim de manifestar a sua glória. Todo ser humano foi criado para glória de Deus. Os seres humanos ocupam uma posição superior à de outros objetos da criação, porque somos os únicos que foram criados à imagem de Deus.

Por que Deus criou o mundo?
Ele criou o mundo a fim de mani­festar a sua glória.
Paulo esclareceu que, através das "coisas que estão criadas", ou seja, dos aspectos visíveis da criação, "as suas coisas invisíveis... se entendem, e claramente se vêem".
Tudo quanto vemos na criação de Deus, sem qualquer exceção, foi originalmente criado para revelar "o seu eterno poder" e "a sua divindade" (ver Rm 1.19,20).
Que significa isso para nós?
Para começo de conversa, significa que todo ser humano foi criado para glorificar a Deus.
Os seres huma­nos ocupam um nível superior ao de outros objetos da criação, porquan­to somos os únicos seres que foram criados à imagem de Deus.
Todo ser angelical também foi criado para que glorificasse a Deus.
E outro tanto deve ser dito acerca de todo animal, planta, corpo celeste, monta­nha, iceberg, vulcão, urânio, para mencionarmos apenas algumas coi­sas.
A cultura humana também faz parte da criação divina, tendo por desígnio glorificar a Deus.
Abordarei a questão da cultura humana, com algum detalhe, conforme for avançando neste capítulo.

CORROMPENDO A CRIAÇÃO DE DEUS

A verdade da questão é que no nosso mundo nem todos os as­pectos da criação glorificam a Deus.
Certos seres humanos têm to­mado coisas criadas e as têm corrompido, de tal maneira que tais coisas não mais revelam a glória de Deus.
Pois eles modificaram a glória de Deus, reduzindo-a à "semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis" (Rm 1.23).
Deus fica literalmente furioso quando vê que aquilo que foi criado para redundar em sua glória foi transferido, especificamente, para seres humanos, aves, mamíferos e répteis.
Quando esses objetos visí­veis da criação são manipulados para representarem os poderes so­brenaturais, isso libera a ira de Deus.
Se acompanharmos na Bíblia as referências à ira de Deus, fica claro que coisa alguma desperta tanto a ira de Deus como adorar e servir "mais à criatura do que ao Criador" (Rm 1.25).
E Deus abomina tal coisa, sobretudo quando os seres humanos usam o que é visível para glorificar a Satanás e a outros seres demoníacos.
A mera leitura dos capítulos primeiro a décimo nono do livro de Jeremias infunde temor no coração de qualquer um que ouse fazer tão horrenda coisa, conforme o povo de Judá inclinava-se por fazer, a despeito das adver­tências de Jeremias.
Eles estavam dizendo à mera madeira "Tu és meu pai"; e à pedra: "Tu me geraste" (Jr 2.27).
Isso magoa tanto a Deus que ele considera tal atitude como se fosse adultério:
"Ora, tu te maculaste com muitos amantes" (Jr 3.1).
E disse também o Senhor: "(Israel) adulterou com a pedra e com o pau" (Jr 3.9).
Não penso que a ordem de apresentação dos Dez Mandamentos tenha surgido por mero acaso.
Deus abomina o homicídio, o furto, a imoralidade, a violação do descanso e a cobiça.
Mas todos esses man­damentos aparecem depois do primeiro e do segundo mandamentos:
"Não terás outros deuses diante de mim".
E também: "Não farás para ti imagem de escultura..." (Êx 20.3 e 4).
O primeiro mandamento tem a ver com o que é invisível; e o segundo, com o que é visível.
Penso que é seguro afirmar que nenhum pecado é pior do que usar o visível para dar honra e glória aos principados demoníacos.
Nenhuma outra coisa provoca tanto a Deus ao ciúme e à ira.
FONTE: Destruindo Fortalezas, Cap. 2 – C. Peter Wagner
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Fonte:www.apocalink.blogspot.com