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sábado, 15 de outubro de 2011

MAPEAMENTO ESPIRITUAL QUESTÕES CRUCIAIS

Por Kjell Sjoberg

Até esta altura, tenho abordado alguns dos princípios fundamen­tais do mapeamento espiritual que temos podido respigar através de anos de orações de ação profética.
Por meio da experiência, temos obtido algum discernimento sobre o tipo de pesquisa que é mais valio­so do que outros, para conferir orientação aos pastores e intercessores, para que seja conquistada alguma cidade ou região para Deus.
Sete perguntas cruciais, que temos descoberto serem as mais úteis, têm vindo à superfície quanto ao tipo de oração de guerra que Deus usa mais consistentemente no que diz respeito a mim e aos meus colegas. Outras perguntas, contudo, poderiam ser mais úteis do que essas, para aqueles que receberem outras tarefas a cumprir.

1. Quais são os deuses principais da nação?

Quando o Senhor libertou o povo de Israel do Egito, disse: "...sobre todos os deuses do Egito farei juízos; eu sou o Senhor" (Êx 12.12).
Quando oramos pela liberdade do povo da União Soviética, primeira­mente preparamos uma lista de seus deuses e pedimos que o Senhor julgasse todos os seus deuses.
Quando vou a alguma nação, usual­mente procuro descobrir qual deus o presidente ou rei daquela nação costuma adorar, e quais deuses são adorados pelos grandes homens de negócios.
O deus grego Hermescujo nome romano é Mercúrioé honrado em muitas nações pela comunidade empresarial. Podemos encontrar a sua estátua em algumas das grandes bolsas de valores do mundo.
Hermes é protetor dos homens de negócio, dos ladrões e dos oradores. De acordo com a mitologia grega, ele era o principal dos ladrões. Por detrás de muitos ídolos existem demônios que requerem adoração.
Estando em Tóquio, sentimo-nos impulsionados a orar diante da Bolsa de Valores, e, em nome de Jesus, removemos Hermes de sua posição de protetor dos ladrões.
Isso ocorreu por ocasião da cerimô­nia do Daijosi, descrita por Peter Wagner (ver o segundo capítulo deste livro).
Depois de novembro de 1990, um caso após outro de corrupção foi desmascarado na Bolsa de Valores de Tóquio. E ela nunca mais foi a mesma coisa desde então, em uma situação que prossegue, enquanto escrevo este livro. Deus odeia a ganância, e tal­vez estejamos vendo nisso um julgamento divino.

2. Quais são os altares, os lugares elevados e os templos ligados à adoração dos deuses da fertilidade?

Quando Abraão chegou à Terra Prometida, ele edificou um altar a Deus e invocou sobre ele o nome do Senhor (ver Gn 12.8).
Erigir um altar era incluir um território no pacto entre Deus e o seu povo esco­lhido. Aquele território, por assim dizer, entrava em relação de pacto com o Senhor.
Quando os pagãos edificam altares aos seus deuses, eles fazem o seu território entrar em pacto com os ídolos e com os anjos malignos que estão por detrás desses ídolos.
Eis a maneira de tomar posse da terra:
"Totalmente destruireis todos os lugares onde as nações que possuireis serviram os seus deu­ses, sobre as altas montanhas, e sobre os outeiros, e debaixo de toda a árvore verde; e derribareis os seus altares, e quebrareis as suas está­tuas, e os seus bosques queimareis a fogo, e abatereis as imaggalens esculpidas dos seus deuses, e apagareis o seu nome daquele lugar" (Dt 12.2, 3).
Essa é a chave para que nações sejam abertas para o evangelho.
Nos tempos do Novo Testamento, fazemos isso mediante a oração de guerra.
Antes de uma oração de ação profética, precisa­mos mapear todos os lugares altos e seus altares, dedicados a outros deuses.
Também devemos pesquisar para descobrir se eles foram reativados e estão sendo usados hoje em dia por grupos que seguem as artes ocultas.

3. Líderes políticos, como reis, presidentes ou chefes tribais, têm-se dedicado a algum "deus" vivo?

Isso não é tão incomum como alguns poderiam pensar.
funda­dor de alguma nação foi exaltado para que viesse a ser adorado como se fosse uma divindade?
Temos encontrado poetas, heróis, santos e generais nacionais elevados à posição de deuses, após a sua morte.
Sempre que reis ou líderes políticos se têm tornado deuses, sendo adorados por seus súditos, eles têm tomado o lugar que pertence legitimamente a Jesus.
imperador do Japão é um exemplo disso, conforme Peter Wagner salientou (ver o segundo capítulo deste livro).
Entre as tribos e nações que resistem ao evangelho, por muitas vezes achamos essa lealdade que serve de obstáculo à liberdade do evangelho.
Esse é um método com freqüência usado hoje em dia pe­los ditadores, para criarem uma falsa unidade e uma obediência cega da parte dos habitantes.
Deus enviou um anjo para derrubar Herodes, que estava aceitando adoração como se fosse um deus vivo. E, depois que esse empecilho foi removido, Lucas foi capaz de escrever: "E a palavra de Deus crescia e se multiplicava" (At 12.24).

4. Tem havido derramamento de sangue, um poluente da terra?

Durante o reinado de Davi, a fome se instalou no país por três anos sucessivos. Davi buscou a face do Senhor, e o Senhor disse:
"É por causa de Saul e da sua casa sanguinária, porque matou os gibeonitas" (2 Sm 21.1).
Davi tratou da culpa de sangue, que estava provocando escassez de alimentos, segundo as normas do Antigo Testamento, e Deus respondeu às orações em favor da terra. A colheita foi salva de posteriores destruições.

5. Como foi lançada a pedra fundamental da cidade ou nação em pauta?

"E os que de ti procederem edificarão os lugares, antigamente asso­lados; e levantarás os fundamentos de geração em geração; e chamar-te-ão reparador das roturas, e restaurador de veredas para morar" (Is 58.12).
Um grupo de pesquisas estudou a história de Sidnei, na Austrália, e descobriu que toda uma tribo de aborígines fora varrida do mapa quando a cidade foi construída.
Outra cidade tinha sido fundada medi­ante documentos forjados. O fundador da cidade precisara fugir quando se descobriu que aqueles que tinham vendido aquelas terras tinham sido enganados.
Em certa área tribal foi fundada uma cidade median­te um tratado feito com uma tribo. Mas pouco depois o tratado foi quebrado, mas aqueles que tinham violado o tratado com a tribo em foco subseqüentemente fizeram ruas serem chamadas por seus no­mes. E quando as pessoas da tribo percorrem hoje em dia por aquelas ruas, são lembradas das pessoas desonestas que as iludiram.
Aalborg, na Dinamarca, foi originalmente fundada como um mer­cado de escravos, onde os vikings podiam vender seus prisioneiros de guerra como escravos.
Uma cidade fundada em cima de tanto sangue e crime naturalmente está debaixo de uma maldição.
Não admira que as igrejas não possam crescer em um solo amaldiçoado ou que algum anjo negro de Satanás tenha podido estabelecer ali o seu trono, desde o começo da cidade.
Disse o Senhor por meio de Ezequiel:
"Derriba­rei a parede que rebocastes de cal não adubada, e darei com ela por terra, e o seu fundamento se descobrirá..." (Ez 13.14).
Por intermédio do mapeamento espiritual, o Senhor está hoje deixando desnudos os alicerces, conforme Víctor Lorenzo demonstra acerca de La Plata, Argentina (ver o sétimo capítulo deste livro).

6. Como têm sido recebidos os mensageiros de Deus?

"E, se ninguém não vos receber, nem escutar as vossas palavras, sa­indo daquela casa ou cidade, sacudi o pó dos vossos pés" (Mt 10.14).
Esse ato fará o julgamento de Deus sobrevir a uma cidade que se mostre assim pouco acolhedora.
Um pastor de Mallakka, na Malásia, disse-me que a sua igreja não crescia, e que outras igrejas da cidade também não cresciam.
Alguma coisa estava bloqueando os seus esforços evangelísticos.
Então veio um profeta da Inglaterra a Mallakka, que tinha lido a história de como o missionário católico-romano, Francisco Xavier, havia deixado a cidade de Mallakka. O povo não deu ouvidos a Xavier, pelo que ele subiu a um monte e literalmente sacudiu o pó de seus pés.
profeta inglês levou um grupo de pastores de Mallakka até ao mesmo monte, onde arrependeram-se em lugar dos antigos habitantes, porque a ci­dade não tinha recebido um servo de Deus fazia mais de quatrocentos anos.
Assim a maldição foi interrompida e o pastor disse que a partir daquele dia a sua igreja começou a crescer.
Existem outras igrejas e cidades debaixo do julgamento de Deus, por não terem recebido ser­vos de Deus, razão por que aquele solo é tão estéril.

7. Como foram edificadas as antigas sedes de autoridade?

O mapeamento espiritual, com vistas às orações de ação profética, nos conduz a novas áreas.
Para exemplificar, em algumas nações africanas, onde já há uma elevada porcentagem de crentes nacionais, o tempo está maduro para que mais nacionais sejam postos em posições de liderança.
Quando oramos em favor de eleições e de candidatos evangélicos, temos des­coberto que precisamos desmantelar as antigas sedes de autoridade, para que haja líderes piedosos em posições de autoridade.

Precisamos da mais elevada precisão de pontaria para atingir o inimigo, em seu ponto mais vulnerável.
Na batalha, a sabedoria consiste em obter a vitória sem desperdiçar munição.
As antigas sedes de autoridade com freqüência foram edificadas mediante acordos com os ídolos.
O ofício presidencial talvez tenha sido dedicado ao mais poderoso espírito territorial do presente, como também aos mortos — seus ancestrais.
Desse modo, uma sede de poder foi dedicada a um deus após outro, e todos eles têm certas reivindicações sobre o ofício.
Antes de um golpe que vise a derrubar um presidente, cobras e rãs podem ter sido sacrificadas a fim de que o golpe tenha sucesso. 
Talvez tenha havido conselhos de algum médico-feiticeiro, que recebeu uma nova limusine Mercedes quando o golpe obtivesse bom êxito.
Logo, precisamos mapear as sedes nacio­nais de poder, para que possamos orar com maior eficácia.
Precisa­mos, portanto, indagar: "Se as sedes de autoridade têm espíritos, po­dem elas ser identificadas?"

Fonte: Destruindo Fortalezas, Cap. 4 – C. Peter Wagner

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O QUE É MAPEAMENTO ESPIRITUAL?




Por Cindy Jacobs

Como foi que descobrimos a fortaleza da veneração à Rainha do Céu, na cidade argentina de Rosário?
Por meio de algo que estamos chamando de "mapeamento espiritual".
Até onde vai o meu conheci­mento, a primeira pessoa a usar essa expressão, "mapeamento espiri­tual", foi George Otis, Jr., em seu livro, The Last of the Giants (Chosen Books).
Embora muitos de nós, que têm ministrado no campo da guerra espiritual, tenham ensinado, já faz agora alguns anos, sobre a necessi­dade de pesquisar as cidades, a fim de descobrirmos as fortalezas espirituais do inimigo, só de algum tempo para cá o termo "mapeamento espiritual" tornou-se aceitável para indicar essa forma de pesquisa.
Para sermos honestos, eu tinha alguma reserva quanto a essa expressão, quando ouvi falar dela pela primeira vez.
Para mim, soava como algo próprio da Nova Era.
Expressei a minha opinião a respeito para diversos outros líderes evangélicos e passei algum tempo orando sobre o assunto.
Finalmente, cheguei à conclusão que "mapeamento espiritual" é, realmente, um bom título descritivo para essa forma de pesquisa acerca de uma cidade.
Sem embargo, em que consiste, exatamente, o mapeamento espi­ritual?
Em minha opinião, trata-se de fazer uma sondagem em uma cidade, a fim de descobrir as incursões que Satanás tem feito ali, in­cursões essas que impedem a propagação do evangelho, mediante a evangelização da cidade para Cristo.
George Otis, Jr. afirmou que essa atividade nos permite ver como uma cidade realmente é, e não apenas como ela parece ser. 2
Como é que você está vendo a sua cidade?
Muitos pastores têm sido chamados para dirigir igrejas, em cidades ou vilas que parecem ser tranqüilas e pacíficas, somente para descobrirem que isso está longe de ser a verdade.
Outros passam anos em centros urbanos vio­lentos com pouca colheita e finalmente desistem, indo-se embora quei­mados e desencorajados.
Alguns pastores têm experimentado desfe­char a guerra espiritual, mas têm sentido que quase só fazem lutar com sombras, pois as forças que atacam as suas igrejas, e as famílias que fazem parte delas, são invisíveis e vingativas.
Mas as coisas não precisam seguir esse rumo.
Deus é o estrategista por excelência.
Na Palavra de Deus existem princípios espirituais que nos permitem de­clarar guerra contra as fortalezas de Satanás, derrubar os seus fortins e libertar os cativos.
Uma pergunta com freqüência é feita, quando se discute esse as­sunto, ou seja: "A Bíblia não diz que a terra é do Senhor, com tudo quanto há nela e que nela vive?"
Naturalmente, temos aí uma verdade.
Deus é o proprietário do globo terrestre.
Mas também é verdade que Satanás se intrometeu, apresentando reivindicações falsas.
A Bíblia diz, em 2 Coríntios 4.4, que Satanás se declarou "deus deste século".
Na verdade, ele tem conseguido cativar reinos inteiros.
Mui realisticamen­te, a maioria dos crentes olharia para as suas cidades e diria: "Sei que a terra é do Senhor; mas o que aconteceu à minha cidade?"
Infelizmente, a maior parte dos crentes não sabe o que deve ser feito para alterar essa situação.
Posso perceber um despertamento recente acerca de nossa res­ponsabilidade para orarmos em prol de nossas cidades e de nossas nações.
Cerca de dois anos atrás, quando se reuniam certos conveniados da Spiritual Warfare Network, o Senhor me impressionou com a idéia de que estava ocorrendo uma reforma por todas as igrejas.
O grito de guerra em favor dessa nova reforma é: "Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e, sim, contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espi­rituais do mal, nas regiões celestes" (Ef 6.1,2).
E também: "Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e, sim, poderosas em Deus para destruir fortalezas." (2 Co 10.4).
Já experimentamos muitas téc­nicas no terreno do evangelismo.
Por que não submetemos a teste, por igual modo, a oração?
Por que alguns crentes se debatem com o conceito de termos de enfrentar um império maligno invisível?
Charles Kraft, do Seminário Teológico Fuller, tem trazido à tona muitos pontos de discernimento quanto a essa questão, em seu livro, intitulado Christianity with Power.
De acordo com Kraft, vemos aquilo que fomos ensinados a ver.
Inter­pretamos a realidade de conformidade com linhas culturalmente apro­vadas, e assim somos ensinados a ver as coisas seletivamente.
Essa visão seletiva das coisas, para muitas sociedades européias e ameri­canas, está condicionada pela nossa "visão global ocidental".
Essa visão global nos leva a crer que somente aquilo que aprendemos atra­vés da ciência, ou que podemos discernir mediante os nossos cinco sentidos físicos, corresponde à realidade.
Mas Kraft prossegue, a fim de dizer: "Fomos ensinados a crer somente nas coisas visíveis. Di­zem-nos que 'ver é crer'. Se pudermos ver algo, então esse algo deve existir. Mas se não pudermos ver alguma coisa, então é que essa coisa não existe".3

PANO-DE-FUNDO DO NOVO TESTAMENTO


De que forma essa visão global tipicamente ocidental afeta a Igre­ja?
Em alguns casos, de forma apreciável.
Alguns crentes chegam mesmo a relegar as potestades territoriais, alistadas em Efésios 6.12, ao terreno da mitologia.
No entanto, Paulo recomendou que lutásse­mos contra esses "principados e potestades".
Se realmente existem principados e poderes invisíveis, contra os quais nos compete lutar, não deveríamos fazê-lo dotados de um conhecimento esclarecido?
É interessante observar o número de livros eruditos que estão sendo atualmente publicados e que nos ajudam a abrir os olhos para o mundo, conforme Paulo deve tê-lo visto.
Alguns dos melhores dentre esses volumes foram escritos por Clinton Arnold, que ensina o Novo Testamento na Talbot School of Theology.
Arnold examinou ali as crenças dos gregos, dos romanos e dos judeus, bem como os ensinos de Jesus acerca das artes mágicas, da bruxaria e da adivinhação.
Os escritos do apóstolo Paulo estão salpicados de referências escritas diretamente contra as fortalezas espirituais da maldade em seus dias.
Para exemplificar, a respeito da questão de ingerir carnes sacrificadas a ídolos, na igreja em Corinto, no décimo capítulo de 1 Coríntios, escreveu Arnold:
"Um dos princípios fundamentais que orientavam Paulo, em reação contra as situações prevalentes na igreja em Corinto, era a sua convicção de que os demônios animam a idolatria".4
Outro estudo fascinante sobre as fortalezas demoníacas, relacio­nadas à deusa Diana dos Efésios, pode ser achado no livro chamado I Suffer Not a Woman, cujos autores são Richard Clark Kroeger e Catherine Clark Kroeger. Embora a tese desse livro verse sobre o ministério das mulheres nas igrejas, também provê um profundo discernimento quanto ao mundo que prevalecia em Éfeso, que Paulo encontrou, segundo se vê no capítulo dezenove do livro de Atos.
Ali transpira uma cultura eivada de artes mágicas, feitiçaria e adivinha­ção.
O erudito livro dos Kroegers nos brinda com uma vivida descri­ção da deusa Diana:

Ela estava adornada por uma coroa alta, modelada para simbolizar as muralhas da cidade de Éfeso; e o seu peitoral estava recoberto por protuberâncias como se fossem seios. Por cima dessas coi­sas ela usava um colar de bolotas de carvalho, algumas vezes circundadas pelos sinais do zodíaco; pois Artemis (Diana) con­trolava os corpos celestes do universo. Na parte da frente de sua estreita e rígida saia havia fileiras de animais aos triplos, e aos lados havia abelhas e rosetas - indicativos de seu domínio sobre o parto, a vida animal e a fertilidade. Um elaborado siste­ma mágico desenvolvera-se em torno da Ephesia Grammata, as seis palavras místicas, escritas na estátua que representava a deusa. O livro de Atos informa-nos que os recém-convertidos crentes repudiaram esse sistema e queimaram os seus dispendiosos livros de mágica (At 19.19).5

Não foi preciso que Paulo e seus colegas de ministério visitassem a biblioteca da cidade e pesquisassem a história de Éfeso para desco­brirem quais poderes invisíveis operavam por detrás dos aspectos vi­síveis da cidade.
Os cidadãos de Éfeso sabiam que o espírito territorial que dominava a cidade deles era Diana, tal como os cidadãos da mo­derna cidade brasileira do Rio de Janeiro sabem que o símbolo reli­gioso mais distintivo dali é a estátua do "Cristo do Corcovado".
A necessidade que temos de fazer um mapeamento espiritual de nossas cidades torna-se mais crucial principalmente por causa de nossa visão panorâmica ocidental, que tende até mesmo para pôr em dúvida a existência dos poderes espirituais invisíveis da maldade.
Paulo não enfrentava esse problema.
E, a propósito, nem Lucas o enfrentava, conforme demonstrou a erudita de Yale, Susana Garett, em seu exce­lente volume, The Demise of the Devil.6

FORTALEZAS


"Fortaleza" parece ser um vocábulo de sentido bastante ambí­guo, em muito da linguagem de hoje.
Precisamos ter certeza quanto ao seu significado.
Uma fortaleza espiritual é um lugar fortificado que Satanás construiu a fim de exaltar a si mesmo, em oposição ao co­nhecimento e aos planos de Deus.
Um dado importante, que não podemos afastar da mente, é que Satanás tenta ocultar que realmente existem essas fortalezas espiri­tuais.
Ele as disfarça astuciosamente, sob a capa de alguma "cultu­ra".
Conforme Peter Wagner salientou, está ha­vendo um ressurgimento da adoração de divindades antigas nas cultu­ras espalhadas por todo o globo terrestre.
Essa é uma estratégia do inimigo a fim de reempossar os principados demoníacos sobre as na­ções de nossos dias.
Particularmente em nossa época, é essencial que aprendamos a avaliar a nossa cultura à luz da Palavra de Deus.
So­mente sob o escrutínio da lâmpada da revelação dada por Deus sere­mos capazes de libertar as cidades e as nações do mundo dos poderes das trevas, a fim de prepararmos os povos para a colheita espiritual.
Não estou querendo dizer que teremos de expelir cada força demo­níaca isolada da terra, para sempre. Nem mesmo Jesus fez isso.
Não obstante, as nossas orações libertarão muitas regiões da influência desses poderes, por algum tempo, enquanto estivermos ocupados na colheita de almas.
Atualmente, para os missionários treinados na antropologia, tor­nou-se comum eles estudarem a cultura dos povos aos quais são en­viados a ministrar.
Esses princípios têm sido claramente enunciados por especialistas no campo ao discursarem sobre grupos étnicos ainda não alcançados pelo evangelho. Um dos melhores desses compêndios é o de John Robb, intitulado The Power of People Group Thinking. 7
Nos anos que se passaram, muitos equívocos foram cometidos por missionários bem intencionados, que não compreendiam as culturas dos povos entre os quais labutavam.
Não queremos lançar qualquer culpa sobre esses primeiros missionários, mas também não desejamos repetir os erros que cometeram.
Atualmente, os missionários evangélicos podem saber como as culturas são analisadas, mas também não entendem a necessidade de identificar os poderes espirituais por detrás da formação das culturas.
Talvez uma das fortalezas que faríamos bem em perscrutar seja a idolatria da cultura propriamente dita.
Nem tudo que faz parte da cul­tura de um povo é necessariamente piedoso!
Estamos enviando mis­sionários a nações onde as fortalezas demoníacas estão profunda­mente entrincheiradas, e, no entanto, nós lhes fornecemos pouca ou nenhuma intercessão estratégica, no tocante à nação ou às suas famí­lias.
Muitos desses missionários não dispõem de qualquer instrumento que lhes permita reconhecer uma fortaleza espiritual, e, muito menos, como devem enfrentá-la estrategicamente.
Fortalezas espirituais específicas precisam ser destruídas a fim de ser liberada a colheita em nossas cidades e nações.
Em primeiro lugar, é mister perceber que existem fortalezas espirituais nos níveis pessoal e coletivo.
Estamos muito mais familiarizados com o nível pessoal do que com o nível coletivo. O nível coletivo foi aquele com­batido por Daniel e Neemias, quando oraram pela nação de Israel.

A guerra espiritual não é alguma grande "jornada de poder". Antes, é uma exibição dos atributos e caminhos de Deus, diante de um mundo perdido e moribundo, que olha para ver se realmente nós so­mos os vencedores, não sujeitos aos poderes malig­nos desta era.

Neste capítulo, examinarei especificamente nove fortalezas espi­rituais. George Otis., Jr. trata de uma décima, a saber, as fortalezas territoriais, no primeiro capítulo deste livro. Embora com certeza isso não esgote a lista de fortalezas do mal, essas são aquelas que tenho podido identificar mais claramente, até agora.
Fonte: Destruindo Fortalezas, Cap. 3 – C. Peter Wagner
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Aborto diga não!

Aborto diga não!
1999 - Um fotógrafo que fez a cobertura de uma intervenção cirúrgica para corrigir um problema de espinha bífida realizada no interior do útero materno num feto de apenas 21 semanas de gestação, numa autêntica proeza médica, nunca imaginou que a sua máquina fotográfica registaria talvez o mais eloquente grito a favor da vida conhecido até hoje.

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal.

Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX).

Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença".

Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias.

Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

Fonte:www.apocalink.blogspot.com