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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Trabalho Maçónico - Símbolos da Maçonaria Operativa em Sintra - Parte I


Dos traços da Maçonaria em Sintra, já em 1903 o Conde de Sabugosa, António Maria Vasco de Melo Silva César e Meneses, sobre eles escrevia em seu belo livro “O Paço Real de Sintra”, como se pode abaixo ler:

Siglas"

Sigla significa em portuguez: lettra inicial que indica abreviatura no escripto.
E em architectura é o sinal gravado em cada pedra pela mão do canteiro, com um fim ou maçonico, que servia para os adeptos se corresponderem mysteriosamente, ou com um fim apenas industrial e economico para cada um marcar o seu trabalho, e ser pago por elle.
O emprego d’estes signaes convencionaes foi effectivamente, no começo, exclusivo dos livre maçons, corporações de constructores e operarios que na idade media trabalhavam na construcção das grandes cathedraes e dos edificios de caracter civil.
Para se entenderem entre si tinham signaes (
SÍMBOLOS, SINAIS), que eram apenas conhecidos de um pequeno numero de iniciados, e serviam só aos grandes dignatarios.

O Conde de Sabugosa pretendia mostrar assim, as várias interpretações que quem estava de fora poderia fazer, acerca dos ditos sinais gravados em pedra, que se podem encontrar em vários monumentos ao longo de todo o território português. Desde a comunicação à prova de trabalho concluído, o Conde de Sabugosa atribuia no entanto, o seu uso apenas à mão-de-obra dos pedreiros, o que não se pode dizer que seja algo explícito ou absolutamente concreto na análise que se possa fazer deste caso. Se atentarmos à ideia que a maior parte das pessoas tem acerca da Maçonaria no geral, perceberemos que alude sempre a um pedreiro (mão-de-obra) com profundo conhecimento do seu trabalho - para além dos outros conhecimentos implícitos na Maçonaria e que a ver têm com muito do que incorre dentro do Universo.

Essa imagem implicaria no entanto, a inexistência de uma hierarquia não só na Maçonaria, mas na própria sociedade, e para tal, basta simplesmente tentar compreender o processo de construção de uma estrutura imóvel, desde a sua idealização e concepção, à sua execução e remates finais: todo um processo que passa - e sempre passou - por várias classes dentro de hierarquias, que atribuem responsabilidade a quem executa os trabalhos, assim como a quem os concebe. De outro modo os pedreiros teriam sido capazes de ter tido a capacidade para lidar por exemplo com o rei, estabelecerem projectos, trabalharem a pedra, assentarem-na, no espaço a que os dias se cingem, e igualmente no curto espaço a que a vida se cinge.

Maçonaria Operativa em Sintra - Palácio da Vila

Existe assim uma idealização não plausível, daquilo que seriam os maçons da Maçonaria Operativa (a que era colocada em prática também através da profissão), de onde surgiu o denominação de “pedreiro-livre” não por ter toda a liberdade como a falaciosa idealização poderá induzir, mas por a mão-de-obra ser paga consoante o trabalho feito em uma empreitada.

Relativamente a este último facto que tem que ver com o termo “pedreiro-livre” e que envolvia trabalhos a prazo, é perfeitamente plausível a ideia de sindicância que possa surgir. A sindicância poderia ajudar na protecção dos conhecimentos, da continuidade do ganha-pão, e de os melhores executantes se manterem sempre próximos dos trabalhos mais importantes - o que na altura, seriam concerteza por toda a Europa, as empresas mais importantes pois o tempo e os gastos levariam a que se construissem grandes obras de arte arquitectónicas, libertando gastos e encurtando o tempo que com erros, poderia ser extremamente longo.

Podendo ter sido um dos primeiros grupos com as noções actuais de “sindicato”, e assim sendo um corpo estranho ao clero que tudo dominava - ainda para mais trabalhando nas obras de Deus, como catedrais ou igrejas, ou outras obras para o rei, que era encarado como de descendência divina - seria natural que tivessem que se proteger entre si como fraternidade, usando para isso o sigilo e o segredo.


Igreja de São Martinho em Sintra - Maçonaria Operativa

Voltando à conjunção inicial, dos traços da Maçonaria em Sintra, encontramos outro autor que fala das “siglas”, símbolos ou assinaturas maçônicas, que é Félix Alves, em três artigos de 1935 publicados no Diário de Notícias, focando-se todos eles na igreja de São Martinho de Sintra e evocando o arquitecto e arqueólogo Possidónio da Silva (Mémoire de l’archéologie sur la véritable signification des signes qu’on voit gravés sur les anciens monuments du Portugál (Lisboa, 1872) par le Chevalier J.P.N. da Silva (Lisbonne)), J.A. Brutails, autor da obraL’Archéologie du Moyen Age (J.A. Brutails - L’Archéologie du Moyen Age, et ses Methodes, pág. 205, Paris, 1900), e Rackzynski - Les Arts en Portugal, pág. 333, Paris, 1846.

Assinatura de Canteiro - Igreja de São Martinho em Sintra

”Para activar as construções e para pagar a cada canteiro o trabalho executado, este marcava os seus silhares ou outras cantarias com o seu sinal próprio, a maior parte das vezes analfabético, marca mais ou menos rude, mais ou menos ingénua e infantil, umas vezes constituida por linhas rectas, mais raras vezes por curvas, de variedade infinita, mas quase sempre muito simples, principalmente se se tratava de pedras resistentes, como o granito.”

Félix Alves faz a sua própria interpretação em muito influenciada por Possidónio da Silva, não sendo contudo completamente satisfatória a sua explicação. As
assinaturas ou os símbolos maçônicos utilizados - como se poderá ver em outro post - não dão a certeza de que eram utilizados apenas por um pedreiro, ou - menos ainda - que representassem apenas um único pedreiro. A descrição que faz das ditas assinaturas ou símbolos maçónicos é também muito simplista, visto que utiliza termos como “rude”, “ingénuo”, “infantil”, “analfabético”, para descrever os mesmos, quando alguns deles conseguem ser encontrados em vários alfabetos e quando para se ser pedreiro, ou pelo menos para executar certos trabalhos em pedra, seria necessário conhecer pelo menos os caracteres e algarismos correntes que constassem dos planos de execução - e faria todo o sentido, usarem-se algarismos ao invés de “rudes” ou “infantis” rabiscos.

Assinatura de Canteiro - Palácio Nacional de Sintra ou Palácio da Vila

”Nos monumentos não aparecem marcados todos os silhares; atribui-se esta circunstância ao facto de uma pedra marcada por um artífice poder indicar uma fiada consecutiva, até à primeira pedra marcada por outro canteiro.”

Também este argumento aos olhos do Caminheiro de Sintra parece falacioso, pois nesse caso, teriam de existir muitos mais símbolos visíveis do que o número que na realidade existe. Isso acarretaria ainda outro problema: faces interiores de construções ou fiadas, dificilmente poderiam ser observadas no momento, para além de que seria sempre necessário aguardar por conclusões ou avanços de outros pedreiros, antes que esses assinassem o seu trabalho e o mesmo fosse comprovado. Ter-se-ia encontrado também caso assim fosse, pedras com símbolos em faces interiores, que se tornariam visíveis aquando de reconstruções ou desmoronamentos, do que, não existe qualquer tipo de relato conhecido. (continua na parte II)


O Caminheiro de Sintra


Créditos das fotografias:
1ª fotografia: autor Flickr NiaD
Restantes fotografias: autor O Caminheiro de Sintra

FONTE: PALÁCIO DE SINTRA
PARTE 2

Assinaturas de Canteiro, Aprendiz Maçon - Símbolos da Maçonaria Operativa em Sintra - Parte II


(continuação da parte I)

Sucedia em grande parte dos casos, ainda mesmo que se tratasse de verdadeiras siglas, isto é, de marcas alfabéticas, ficarem invertidas as pedras justamente na construção, porque o assentador as colocava conforme lhe convinha, contanto que ficasse visível a face marcada; de outro modo, tornava-se inútil o sinal gravado.


Félix Alves, para além do supracitado, dá ainda um exemplo de uma pedra naigreja de São Martinho que aparece invertida devido ao posicionamento da sua “letra”. Em outros exemplos - e como por exemplo é mostrado em outro post - os símbolos maçônicos utilizados como assinaturas, não eram feitos do mesmo modo, e não aparenta que fossem talhados pelas mesmas mãos. Ainda sobre a última citação de Félix Alves: caso um assentador colocasse as pedras como mais lhe conviesse, seria por essas ainda terem de ser trabalhadas; caso assim fosse, o símbolo supostamente já existente teria uma grande probabilidade de desaparecer com o trabalhar da pedra.

Igreja de São Martinho em Sintra, Aprendiz Maçon


…em primeiro lugar, conhece-se que a pedra está invertida, porque a marca é uma sigla, isto é, letra; em segundo lugar, trata-se de deslocações de silhares, visto que a igreja é, na sua maior extensão, reconstruída com materiais que osismo de 1755 desmoronou.

A propósito da última citação, não existe modo de comprovar que as marcas são anteriores ao terramoto de 1755, ou se resultam das suas obras de recuperação. Certo é que as figuras utilizadas nas assinaturas ou símbolos maçónicos, reflectem que a mesma entidade (grupo de indivíduos ou indivíduo) deixou a mesma marca na igreja de São Martinho e na ala Manuelina do Paço Real de Sintra (Palácio da Vila ou Palácio Nacional de Sintra). Isso mesmo poderá significar com alguma preponderância, de que na mesma época foram realizados trabalhos de construção nos dois monumentos; assim sendo, o início do século XVI com os trabalhos de D. Manuel I e o pós-terramoto de 1755 em que os dois monumentos foram abalados, são duas fortes hipóteses.

Como adenda à primeira hipótese, um importante facto há a apresentar: no Palácio da Pena encontram-se também algumas assinaturas ou símbolos da mesma espécie, e o peso maior que isso tem, é que esses encontram-se na parte do Palácio da Pena que advém do século XVI, também mandada construir por D. Manuel I, que era o Mosteiro dos Jerónimos, ou o Mosteiro da Pena à volta do qual surgiu o Palácio que hoje em dia se vê, e que de certa forma engoliu o velho Mosteiro da Pena. Sobre estes últimos, é de grande dificuldade a obtenção de imagens, visto que actualmente a empresa Parques de Sintra Monte da Lua não permite a obtenção de qualquer fotografia nessa zona do Palácio da Pena em determinadas alturas do ano.




A favor da hipótese pós 1755 - e embora ainda mais inconsistente do que qualquer outra - existe o facto da certeza da presença do Marquês de Pombalpor terras da Serra de Sintra, nomeadamente na possessão de propriedades. Essas propriedades estão hoje bem divididas e com as suas delimitações sendo diferentes das delimitações do século XVIII (visto que antes e durante mais do que uma possessão, foram pertença de um só proprietário sem necessidade de marcos que definissem divisórias) mas apresentam marcas do passado, que se podem ter relacionado directamente com o Marquês de Pombal e o seu suposto maçonismo não-operativo (mas que podia os maçons-operativos suportar, ou até ter a ver com esses só em denominação - aqui tudo é possível), ou que podem ter aparecido posteriormente, por essas mesmas terras terem desse sido pertença. Sobre este tema do Marquês de Pombal em Sintra e a presença de símbolos maçónicos nas suas propriedades, existe um post disponível.


De qualquer dos modos, não existem ligações concretas, específicas, ou inegáveis, que possam fazer com que esses símbolos supostamente maçónicos possam ser compreendidos, para além das inferências que da história que os rodeia - evolução de monumentos, acontecimentos, datas - se possam tirar.

Assinatura de Canteiro na Igreja de São Martinho em Sintra

Estas marcas ou supostos símbolos maçónicos - ou apenas das pessoas, dos indivíduos que trabalharam os monumentos há vários séculos - são assim um testemunho de mais uma enriquecedora presença na história de Sintra, e porque não, enriquecedor também para a história da Maçonaria, o ter Sintra a si associada.


As Assinaturas de Canteiro começam por fim a ser estudadas quer por investigadores privados, quer por arqueólogos. Os mais inesperados factos aparecem, como as Assinaturas de Canteiro na Roménia, República Checa, Alemanha e Itália, registadas pelo esloveno Gorazd Žagar no seu site medieval, na parte das Assinaturas de Canteiro no estrangeiro.


Assinatura de Canteiro no Castelo de Glamis, Escócia - Cortesia da Aqueóloga Moira Greig

Também na Escócia, e numa via mais académica, investigações encontram-se a ser realizadas pelo Aberdeenshire Archaeology Service, como se pode verificar no artigo do site Culture 24, através da secção arqueológica no artigo Scottish Masons' Mysterious Signatures In Stone To Be Recorded. Desse departamento escocês, Moira Greig e o Caminheiro de Sintra trocaram impressões que podem ser apreciadas em marcas semelhantes entre as encontradas em Sintra, e aquelas encontradas no Glamis Castle, em Angus, como se pode ver pelas fotos gentilmente cedidas pela arqueóloga Moira Greig.

Glamis Castle, Escócia - Assinatura de Canteiro - Cortesia da Arqueóloga Moira Greig

Muito há para se investigar no que toca às Assinaturas de Canteiro e aos Símbolos Maçónicos, mas o mais importante do caminho, os passos, encontram-se a serem dados.



O Caminheiro de Sintra


Créditos das fotografias:
1ª fotografia: autor O Caminheiro de Sintra
2ª fotografia: autor O Caminheiro de Sintra
3ª fotografia: autora Moira Greig e Aberdeenshire Archeology Service
4ª fotografia: autora Moira Greig e Aberdeenshire Archeology Service

PARTE 2

Mestre Maçon, Guilda Maçónica - Símbolos Maçónicos de Sintra - Parte III


Ao longo do território de Portugal continental, encontram-se em muitos edifícios com séculos de existência como por exemplo castelos, mosteiros, ou igrejas, rústicos símbolos na pedra gravados, que aparentam não ter qualquer significado, ou passíveis de serem identificados com algum significado simbólico mais comum.
Assinatura de Canteiro na Sé de Lisboa
Crê-se que esses símbolos (conforme estudos arqueológicos que já se encontram a serem realizados) tinham que ver com a Maçonaria, mais especificamente, com a Maçonaria Operativa - a suposta “original”, dos homens que trabalhavam a pedra na construção de edifícios que serviriam um propósito comum.
Assinatura de Canteiro no Palácio da Vila em Sintra
A teoria mais afamada para a explicação desses símbolos da Maçonaria, diz que eram assinaturas de canteiro, ou seja, assinaturas que os pedreiros faziam, quando davam por terminado o seu trabalho, para por esse serem pagos consoante o remate de toda a secção trabalhada que a assinatura representaria.

Pela Europa fora podem encontrar-se outras teorias para a explicação desses símbolos, teorias essas mais ligadas à religião ou ao secretismo, e que afirmavam ou serem símbolos para manterem os demónios afastados dos monumentos ou das entradas dos próprios monumentos ou de secções desses, ou que eram um meio de uma misteriosa comunicação entre os pedreiros, isto é, entre os maçons.
Mestre Maçon ou Guilda Maçónica? Assinatura de Canteiro no Palácio Nacional de Sintra
Em qualquer das teorias, ou qualquer perspectiva através da qual para esta situação se possa olhar, as marcas são da responsabilidade de um homem apenas, à qual corresponderia o símbolo específico em uso.

Como já referido em outro post, isso gera inúmeras questões relacionadas com a responsabilidade dos homens que trabalhavam a pedra (mão-de-obra), e assim sendo, com a inutilidade que teriam os supostos grandes responsáveis ou idealizadores dos monumentos - os arquitectos. Chegados a este ponto, poderemos colocar inúmeras questões: seriam os arquitectos também maçons? Se não trabalhavam a pedra, e não tendo todo o conhecimento de artesão como o era (e é) necessário a um pedreiro, como o poderiam sê-lo? Se sim, como seriam aceites na fraternidade da Maçonaria, existindo sempre como existiu os grandes fossos entre as classes de trabalho, tendo aqui especial contraste entre os homens do povo e os homens que lidavam com a corte, esquematizando aquilo que os senhores dos reinos desejavam?

Isso são no entanto questões que já fogem ao assunto que aqui se quer abordar.
Símbolo Maçónico no Paço Real de Sintra
Em Sintra, em dois monumentos que são muito próximos (o Paço Real de Sintra e a igreja de São Martinho), encontra-se por quatro vezes o mesmo suposto símbolo maçónico, ou suposta assinatura de canteiro, como tantas outras nesses monumentos - e em outros de Sintra - existem.

O que torna este símbolo, esta marca, como algo que sobressai entre os demais, é o facto de ser bastante composto em sua forma - comparativamente com o comum encontrado nestas marcas.
Igreja de São Martinho em Sintra, Traços da Maçonaria Operativa
Com duas “pernadas” que se bifurcam de um cúrveo pé que termina naquilo que se assemelha à representação de uma flor-de-lis, rectamente essas se vão alargando como cones até terminarem em dois extremos de forma anzolada ou lupina, lado a lado, com cada ponta lateral para o mesmo lado voltada em ambos os extremos. Não só a composição é aqui importante na distinção que logo é evidente das demais marcas, mas também o cuidado que seria necessário para este símbolo na pedra gravar, cuidado também distinto da maioria das marcas da mesma espécie que se podem por norma encontrar. Dos quatro símbolos, três aparecem com um círculo próximo, suscitando todo o tipo de interpretações, conforme for a orientação que as fotografias tenham, quando se olha para a marca e seu círculo.

Se é a sua composição que faz com que esse sobressaia entre os demais, foi um outro facto que fez com que para além de no Paço Real de Sintra e igreja de São Martinho se encontrar, passasse também a figurar no Secreto Palácio de Sintra: a exactidão na orientação da suposta flor-de-lis e nos extremos anzolados ou lupinos, não é a mesma nos quatro, e a forma como as duas pernadas se cruzam na figuração com a pernada da flor-de-lis, é igualmente diferente nos quatro.
Mosteiro da Pena, Palácio da Pena, Mestre Maçon ou Guilda Maçónica?
Qual a importância do mencionado com o Mestre Maçon e a Guilda Maçónica?

Para tão composta marca, é de supor que quem fosse o criador, autor e executor da mesma, a tivesse claramente visível na sua mente, e que a executasse sempre da mesma maneira, até porque em qualquer técnica de execução, a acomodação a um método faz com que se insista na repetição dos mesmos gestos, em especial - e de forma redundante - se o propósito é mesmo repetir a mesma execução.

Na orientação da suposta flor-de-lis e dos extremos anzolados ou lupinos, em três das marcas poder-se-ia evocar o uso de um negativo para marcar a forma na pedra antes de a gravar, usando ora uma face do negativo. Numa outra, o sentido cúrveo da flor-de-lis é diferente.

Assim, nos casos do último parágrafo, colocam-se as seguintes questões: sendo uma assinatura, a marca de um autor, ou o uso repetido do mesmo símbolo composto pelo mesmo artesão, seria de esperar que o mesmo falhasse na execução da réplica exacta desse? E quanto à marca cujo sentido cúrveo é diferente, para além desse aspecto, porque razão apresenta um entalhe errado no seguimento de um dos extremos anzolados ou lupinos - parecendo que existiu um início errado de entalhamento -, não possui a mesma harmonia na sua curva como os outros, e sendo um dos três que junto tem um círculo, porque é que esse círculo se apresenta em dois sobrepostos, e não se encontra quase acomodado entre os extremos anzolados ou lupinos como os círculos nas duas outras marcas?

Para além das questões já colocadas, surge ainda uma outra: as marcas do suposto mesmo símbolo, aparecem em diferentes trabalhos de pedra, nomeadamente: um pórtico (como simples pedra de suporte), uma ombreira de talha diagonal, uma moldura de janela de talha diagonal, e…uma pedra artisticamente trabalhada com motivos do estilo manuelino. Seria de supor, que um artesão ou um mestre capaz de fazer sobressair de uma simples pedra os mais belos motivos manuelinos, pudesse estar envolvido no simples assentamento de pedra de um pórtico ou de uma janela?
Palácio da Pena e a Maçonaria
As questões colocadas com as diferenças que estas quatro marcas apresentam, sugerem que essas foram executadas por mãos diferentes, existindo a possibilidade de quem quer que as tenha executado, não estivesse familiarizado com as mesmas, representativas de um só símbolo. Daí…

Seriam realmente estas marcas assinaturas de canteiro de um único indivíduo?

Estariam estas marcas exclusivamente relacionadas com os pedreiros?

Estariam arquitectos ou responsáveis abaixo desses que não trabalhavam directamente a pedra, relacionados com essas marcas?

Representariam estas marcas um responsável que não trabalhasse directamente a pedra, ou representariam uma espécie de guilda, de pedreiros que se ajudariam entre si, e que acabando o trabalho, deixavam a marca da sua guilda maçónica?

Questões válidas, mas sem a possibilidade de para já se obterem respostas concretas. No entanto, Sintra já permitiu vislumbrar mais um pouco de um enigma maior, ao sempre estar de mão dada com a história e com quem sempre se tenta transportar até ao seu passado.


O Caminheiro de Sintra
FONTE: PALÁCIO DE SINTRA
P.S.: Quanto à localização dos sítios mencionados neste blog, tive durante muito tempo a dúvida se a mesma haveria de ser aqui disposta ou não. Pela resolução positiva, peço que faça o melhor uso possível desta informação, o qual principalmente tem a ver com a preservação do património e a não poluição dos locais sob que forma for. Tendo boa fé em si, deixo-lhe aqui no mapa (seta verde - poderá ampliar o mapa para ver melhor), a Igreja de São Martinho em Sintra, Portugal:

Ver mapa maior

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

PORTUGAL MAÇÔNICA 8


Portugal Maçónico 8
Neste capitulo, irei transcrever na integra, uma reportagem da Revista SÁBADO ( Não vem especificada em  que dia ) que considero muito apropriada para a serie Portugal Maçónico.

Não irei efectuar qualquer tipo de comentarios ao artigo,deixarei isso ao trabalho dos meus leitores, no entanto, lembro uma ditado popular que diz assim ;
"" Não acredito em Bruxas mas que as há....há ""
o Universo secreto da Maçonaria


AS LIGAÇÕES PODEROSAS DA ORGANIZAÇÃO QUE NÃO QUER APARECER
A MAÇONARIA POR DENTRO
São militantes do PS, do PSD e do CDS; são ministros, diplomatas e elementos dos serviços secretos.
A SÁBADO teve acesso a informações e documentos internos que mostram onde estão os maçons em Portugal, o que controlam e quais os rituais que são obrigados a seguir.
Manual para perceber como vive a organização mais misteriosa da sociedade e quais as suas ligações ao poder.

De venda negra a cobrir os olhos, com a perna esquerda das calças arregaçada e uma parte do peito completamente à mostra, aquele que ainda hoje é um dos homens mais influentes de Portugal conseguia apenas distinguir sons, vozes e instruções dadas pelo venerável mestre da loja maçónica a que estava prestes a aderir como maçon aprendiz. Na derradeira prova antes de poder ser um membro de pleno direito do Grande Oriente Lusitano (GOL),fizeram-no dar três voltas completas, de olhos vendados, ao templo maçónico - todas elas com um significado simbólico. Sempre acompanhado pelo mestre de cerimónias, o homem que se certifica de que o ritual é escrupulosamente cumprido, superou o teste. Pelo caminho, teve de ouvir barulhos de espadas a bater no chão e mulheres a bater nas madeiras e teve de sentir o calor do fogo e a temperatura fria da água. Já com os percursos feitos sempre da esquerda para a direita da loja; que é como quem diz das trevas para a luz -, mas ainda de olhos vendados, foi conduzido ao altar. Estava na altura de finalmente ser iluminado pela figura do venerável. Ao cair da venda, veria a luz.
Viu mais do que isso: um conjunto de homens com aventais de cores e disposições variadas, alinhados como numa parada militar. À sua frente, o líder da loja levantou uma espada que atravessava o testamento maçónico que escrevera antes de entrar na loja, numa câmara escura e sombria, com caveiras humanas desenhadas nas paredes. Nesse pedaço de papel registara as suas últimas reflexões profanas, que começavam agora a ser despedaçadas pelas chamas. Jorge Coelho - um dos mais influentes militantes da história do Partido Socialista estava a entrar num mundo desconhecido da maior parte dos portugueses: - o universo secreto da maçonaria.
Antes dele e que chegou ao GOL há pelo menos seis anos, durante o grãomestrado deEugénio de Oliveira (1996 / 02) -, muitas outras figuras influentes da sociedade portuguesa passaram pelo ritual iniciático. Entre elas, Almeida Santos (ex-presidente da Assembleia da República), António Vitorino (antigo ministro socialista da Defesa e excomissário europeu), João Soares (ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa),João Cravinho (ex-ministro das Obras Públicas e actual administrador do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento), Ricardo Sá Fernandes (advogado e ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais), Maldonado Gonelha (administrador da Caixa Geral de Depósitos e ex-ministro da Saúde), Isaltino Morais (presidente da Câmara Municipal de Oeiras) e António de Sousa Lara (ex-subsecretário de Estado da Cultura de um governo de Cavaco Silva e professor, que acabou envolvido no escândalo da Universidade Moderna). Esta é uma curta lista entre milhares de nomes, divididos por várias obediências - as mais representativas são o Grande Oriente Lusitano(GOL), liderado pelo ex-deputado António Reis, e a Grande Loja Regular de Portugal(GLRP), dirigida pelo escritor Mário Martin Guia - que se movem em todos os sectores de actividade. É a acção conjunta destes homens, que se reúnem entre as paredes discretas dos templos maçónicos, repletos de símbolos e artefactos, que forma o designado "lóbi maçónico".
O último episódio demonstrativo da proximidade entre a maçonaria e o poder surgiu na mais recente remodelação governamental. António Costa saiu para ser candidato à Câmara Municipal de Lisboa e, para seu sucessor na pasta da Administração Interna, foi designado Rui Pereira, que hoje é visto como um dos nomes mais fortes do GOL. Fez parte da Loja Convergência, liderada por Luís Nunes de Almeida, o ex-presidente do Tribunal Constitucional (TC) falecido em 2004 e em cujo funeral maçons de várias lojas e obediências fizeram - sem o conhecimento do prior Horácio Correia, responsável pela Basílica da Estrela – uma cadeia de união (ritual maçónico em que todos dão as mãos e proferem as últimas palavras de homenagem ao morto). O acto decorreu discretamente na casa mortuária, longe dos olhos de elementos não maçons, os "profanos".
Frequentador assíduo destas e de outras reuniões maçónicas, Rui Pereira dividiu ultimamente tarefas entre a visível coordenação da Unidade de Missão para a Reforma Penal e a presidência-sombra do Supremo Tribunal Maçónico, que acabou por abandonar, segundo fontes do GOL, quando foi há poucos meses escolhido pelo PS para integrar o Tribunal Constitucional. Hoje faz parte da Loja Luís Nunes de Almeida - criada em homenagem ao jurista falecido após a cisão registada na Loja Convergência, que continuou a ter, entre outros membros, Luís Fontourasocial-democrata e ex-secretário de Estado da Cooperação dos governos de Balsemão, e Abel Pinheiro, administrador da Grão-Pará e o ex-homem-forte das finanças do CDS, arguido no processo judicialPortucale. Contactado pela SÁBADOAbel Pinheiro assume uma ligação de mais de 20 anos à maçonaria, considerando que esta “não tem qualquer espécie de poder”.
Se não tem poder, oficialmente, pelo menos está "representado" em vários órgãos de poder. Rui Pereira, o actual ministro da Administração Interna, já foi director, entre 1997 e 2000, do Serviço de Informações de Segurança (SIS) e mantém desde então relações próximas com o mundo da espionagem portuguesa. Rui Pereira - que não quis falar com a SÁBADO sobre a sua ligação à maçonaria - é também olhado como uma ponte entre o GOL e a GLRP [Grande Loja Regular de Portugal], através do seu grande amigoJosé Manuel Anes. Além de ser hoje grão-mestre honorário da GLRPAnes é director da revista maçónica Aprendiz e da publicação Segurança e Defesa, lançada em Outubro de 2006 pela editora Diário de Bordo, e onde escrevem vários elementos ligados aos serviços secretos.
Os membros da maçonaria têm marcado presença na definição das opções do País, em especial junto de governos socialistasHá áreas em que os maçons actuaram desde sempre, como a administração interna e os serviços de informações, e outras em que a sua influência é grande. Os governos de António Guterres são um exemplo claro.Jorge Coelho, enquanto ministro da Administração Interna, teve como secretário de Estado Armando Vara - outro maçom, que hoje é administrador da Caixa Geral de Depósitos, nomeado pelo Governo. No exercício das suas competências, Coelhonomeou em 1997, para dirigir o SIS, Rui Pereira, que acabou por sair três anos depois para ocupar o cargo de secretário de Estado da Administração InternaJorge Coelho - que não quis falar à SÁBADO de maçonaria ("Nunca falei disso com ninguém, mas vou ter muito gosto em ler o artigo") - já então tinha trocado a pasta da Administração Interna pela do Equipamento Social e Rui Pereira ficou sob a alçada de Alberto Costa, hojeministro da Justiça e que desmentiu à SÁBADO qualquer ligação à maçonaria. NESSEmemo governo, em 2000Fausto Correia, outro histórico do Grande Oriente Lusitano, ocupou o cargo de secretário de Estado adjunto do ministro de Estado, o seu amigo e"irmão" Jorge Coelho. Noutra área, a dos Assuntos Fiscais, estava o advogado de Carlos Cruz no processo Casa Pia, Ricardo Sá Fernandes, também ele membro do GOL. Mas a presença dos maçons no executivo de António Guterres não pára aqui.
Na área da Habitação estava Leonor Coutinho, há muito mestre na Grande Loja Feminina de Portugal. O secretário de Estado da Saúde era José Miguel Boquinhas(maçom e amigo de Jorge Coelho, de quem passou a ser sócio numa clínica de exames laboratoriais, a Fisiocontrol), que chegou a candidatar-se, há cerca de três anos,a bastonário da Ordem dos Médicos com fortes apoios de médicos (até sindicalistas) maçons. Acabou por perder para Pedro Nuneso actual bastonário, que por sua vez sucedeu a Germano de Sousa, outro elemento do GOL. Também Rui Cunha, um maçom do GOL recentemente nomeado pelo Governo para provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, foi secretário de Estado adjunto do ministro do Trabalho e da Solidariedade. Ainda no mesmo Executivo, Armando Vara, depois de ter desempenhado as funções de secretário de Estado da Administração Interna, foi nomeado ministro da Juventude e do Desporto. Carlos Zorrinho, que era na altura secretário de Estado adjunto do ministro da Administração Interna, entrou há pouco para o GOL.
Segunda-feira, 18h30, Janeiro de 2007. Dois homens de fato escuro e gravata saem do n.º17 da Rua João Saraiva, em Alvalade, e atravessam apressadamente a estrada neste fim de tarde já escuro. Dirigem-se a uma carrinha cinzenta Citroën C5. Abrem a mala, retiram aquilo que parecem roupas dobradas e uma maleta de cabedal preto, com pequenas rodas, que um deles arrasta pelo chão. Num instante, já estão a regressar ao edifício, mas ainda falta cerca de meia hora para a reunião da Loja Mercúrio, talvez a mais secreta da maçonaria regular portuguesa. À medida que o tempo vai passando, começam a chegar os carros. Um BMW 520i segue devagar, o motorista leva-o algumas dezenas de metros adiante, dobra a esquina e estaciona. Jorge Silva Carvalho, o chefe de gabinete que o secretário-geral do SIRP (Serviço de Informações da República Portuguesa) requisitou ao SIS, sai do banco traseiro, ajeita o fato azul-escuro e põe-se calmamente a caminho, deixando para trás o carro que é propriedade da secreta militar e que, desde 2002, foi cedido ao gabinete do director do SIRP, Júlio Pereira. Quase no mesmo instante, mas do outro lado da rua, o motorista de um BMW propriedade da Câmara Municipal de Oeirasestaciona e um homem sai apressado em direcção ao edifício degradado. É Isaltino Morais, que se junta a Emanuel Martins, líder do PS de Oeiras e um dos 17 maçonspresentes na reunião de irmãos que se vai prolongar por mais de duas horas. Emanuel Martins tem sido o principal responsável pelo facto de Isaltino Morais ainda não ter caído da presidência da câmara: contra todas as expectativas, o líder da oposição tem vindo a manifestar solidariedade para com o autarca e seu "irmão", acusado pelo Ministério Público dos crimes de corrupção, branqueamento de capitais e abuso de poder. Questionado pela SÁBADO sobre o assunto, Isaltino Morais não quis falar. Por essa altura, já outros carros topo de gama procuram estacionamento. Alguns estão a coberto do anonimato assegurado pelos registos - uns são Mercedes em leasing, outros são Audis registados em nome de empresas. Outros nem tanto, como são o caso de um Citroën C5 azul guiado por Paulo Miranda, o homem que foi vice-presidente do Conselho Nacional do CDS, ou o Opel Vectra que é propriedade do ex-reitor da Universidade Moderna,Britaldo Rodrigues.
Hoje é dia de iniciações de aprendizes, gente que vai entrar nos segredos da maçonaria. Um homem de cerca de 50 anos parece perdido. Olha para os edifícios em redor, agarra no telemóvel e obtém a confirmação do número da porta. Lá dentro, no andar superior ao corredor dos Passos Perdidos (onde são afixados os nomes de quem está em vias de ser iniciado), José Moreno, o social-democrata subdirector do Gabinete de Planeamento do Ministério das Finanças, e Paulo Noguês, especialista em marketing político einstitucional, estão a postos para iniciar os rituais secretos da Grande Loja Regular de Portugal, que serão inevitavelmente seguidos de um ágape, uma espécie de convívio de homenagem aos recém-admitidos.
Os novos " Irmãos " terão aí a oportunidade de, pela primeira vez, tomar contacto com a linguagem codificada da instituição: obedecendo às instruções dos mestres (o grau máximo que se pode atingir numa loja maçónica), pegam num "canhão" (copo),"carregam-no" (enchem-no) de "pólvora forte branca" (vinho branco) ou, em alternativa, de "pólvora forte vermelha"ite (vinho tinto) ou de "pólvora explosiva"(champanhe); "alinham" (colocam os copos em linha) e "fazem fogo" (bebem). A bebida é frequentemente acompanhada de "materiais" (comida). Há quem opte por colocá-los na "telha" (prato), agarrando na "trolha" (colher) ou no "tridente(garfo), para de seguida "demolir os materiais" (mastigar). 
Para que o ambiente permaneça descontraído, é possível experimentar "pólvora do Líbano" (tabaco) ou "fazer fogo" com "pólvora fulminante" (licor). Normalmente este ritual tem lugar na sede da própria obediência, mas o edifício degradado em que funciona a maçonaria regular, situado em Alvalade, não é propício a grandes convívios. Resultado: os "irmãos" preferem carregar a simbologia para o restaurante mais próximo, onde discretamente convivem ao jantar. Como aconteceu nessa noite.
GLRP é uma verdadeira salada de frutas de políticos. Reúne socialistas e monárquicas,sociais-democratas e centristas. Todos se dizem homens bons à procura do aperfeiçoamento individual e da humanidade, mas poucos se questionam sobre alguns dos episódios polémicos daquela obediência em Portugal, como o da estratégia montada durante largos meses pela direcção da Grande Loja para conseguir uma nova sede - um palacete situado em pleno Príncipe Real, em Lisboa - cedida pelo ex-presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues. Para "seduzir" o agora recandidato, a GLRP até lhe atribuiu uma importante condecoração maçónicaa grã-cruz da Ordem Honorífica Gomes Freire de Andrade. A divulgação do caso pela SÁBADO, em Abril, levou o vereador do Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes, a fazer um requerimento para saber exactamente o que tinha sido acordado. Nunca obteve resposta, mas, ao que tudo indica, o palacete vai mesmo chegar às mãos da GLRP. De resto, o universo da autarquia lisboeta é um autêntico caldeirão maçónico. A SÁBADO sabe que o antigo chefe de gabinete deCarmona Rodrigues, Cal Gonçalves, é maçom. O mesmo sucede com vários membros da oposição no PS Lisboa, como Rui Paulo Figueiredo, que pertence à Loja Mercúrio, ou Miguel Coelho, líder da distrital do partido, Dias Baptista, líder do PS na autarquia, ou ainda Rosa do Egipto (recém-nomeado administrador da EPUL), Arnaldo João(advogado e ex-EPUL) e Gonçalo Velho (PS de Carnide). Em declarações à SÁBADO,José Manuel Anes afirma que ainda não acredita que o negócio em causa estivesse em marcha: "Estou profundamente triste pelo que li na vossa revista. Fiquei de boca aberta. A minha sensibilidade maçónica ficou ofendida". Nandim de Carvalhoex-grão-mestre da GLRP, não percebe Anes: "Isso não tem ponta por onde se lhe pegue. É uma declaração ininteligível." E Nandim de Carvalho não fica incomodado com o secretismo com que toda a operação estava a ser planeada.
Segundo decumentos a que a SÁBADO teve acesso, também já houve comendas atribuídas aos presidentes das Câmaras de Setúbal e Palmela, respectivamente, Carlos Sousa e Ana Teresa Vicente. As autarquias são outro dos sectores onde a maçonaria também tenta ter uma presença forte. Em Maio e Junho de 2001, o GOL organizou a exposição Maçonaria na Figueira, realizada no museu camarário. Em documentos internos da organização que a SÁBADO consultou, é destacado o "empenho e o profissionalismo" de diversas pessoas. Entre elas, o então vereador social-democrataMiguel Almeida. Melhor, o "irmão" Miguel Almeida, que seria braço-direito de Santana Lopes na Câmara de Lisboa, e que por diversas vezes o aconselhou a visitar o GOL e a subsidiar vários eventos da instituição. À SÁBADO, o actual deputado sublinha que não lhe repugna que os membros da instituição procurem ajudá-la. "Se for para defender os valores da casa, não acho mal, pelo contrário", afirma. Será apenas coincidência, mas os maçons estão sempre a encontrar-se nas autarquias. Ainda nas últimas eleições, depois de Manuel Maria Carrilho ter feito uma manobra de antecipação, anunciando a disponibilidade para ser candidato do PS a LisboaJoão Soares, ex-presidente da Câmara, resignou-se ao facto de ter de se candidatar à liderança de outra cidade. Acabou por conseguir ser a aposta do PS a Sintra. O coordenador autárquico do partido era o seu "irmão" Jorge Coelho. Uma curiosidade: João Soares é um maçom sui generis. Na sua loja recusa-se terminantemente a usar o tradicional avental, por considerar que é"abichanado". Em declarações à SÁBADOJoão Soares confirma: "Uso avental em casa, não sou pessoa de grandes rituais. Estou lá pelo espírito republicano e laico da organização". Um espírito que é defendido intransigentemente pelo grão-mestre António Reis. "Não telecomandamos pessoas ou grupos. Faço uma distinção total entre a espiritualidade ética e laica e os grupos de pressão que não somos", diz. Vítor Ramalho, deputado do PS e maçom assumido, tem mais dúvidas. "Vejo com grande criticismo a entrada de certas pessoas e houve um período em que a maçonaria abriu as portas de forma menos avisada", refere.
Resumindo: todos terão a consciência de que para manter o espírito puro é necessário muito esforço interno. Se não, veja-se a declaração de princípios da lista encabeçada em2002 por António Arnaut, na qual se mencionava a corrupção e o compadrio nos partidos políticos, defendendo-se até a existência de um "novo tipo de prática maçónica" que levasse os "irmãos" para longe das disputas partidárias, tanto mais que os partidos, "que deviam ser intérpretes do interesse nacional e escolas de civismo", se transformaram em "máquinas de conquista de poder e agendas de emprego". O diagnóstico era, portanto, desanimador. "A corrupção alastra, o compadrio substitui o mérito, o interesse material oblitera o dever de servir a comunidade", dizia o documento, apontando outros potenciais culpados: "São as multinacionais que inspiram certas leis e são os canais de televisão que ditam as regras, criam factos políticos e impõem a obscenidade."
Em 1998, Fernando Negrão, o actual candidato do PSD à Câmara de Lisboa, que era então director da Polícia Judiciária, afirmou ao jornal Expresso que a maçonaria "com certeza democratizará a sua visibilidade". Inquirido pelo mesmo jornal, Jorge Coelho, que era ministro da Administração Interna, disse que não faria sentido uma investigaçãosobre quem é quem na maçonaria portuguesa porque a época das perseguições já passara. O ponto de vista do ex-dirigente socialista parece ter vingado: na discussão que decorreu no ano passado no Parlamento, os deputados esclareceram muito bem quais seriam as novas regras do registo público de interesses a vigorar a partir de 2009. De fora ficaram, por proposta do PS e com a abstenção de toda a oposição, as ligações à maçonaria.
O desejo de secretismo sobre os membros da instituição vem de longe e mantém-se até hoje. Até para se reconhecerem em público os maçons utilizam códigos. Um exemplo:dois "irmãos" estão a falar em público sobre um qualquer assunto da loja a que pertencem. Um deles percebe que há um "profano" que se aproxima. Para avisar o interlocutor, diz a seguinte frase: "Está a chover." Outro ainda: um membro desconfia, mas não tem a certeza, de que uma pessoa que se prepara para conhecer é maçom. Para o confirmar, ao cumprimentá-la dá-lhe três toques com o polegar. Se houver resposta igual, é um "irmão". Outra forma de se reconhecerem: num jantar de grupo, um maçom pensa estar frente a outro maçom, embora não esteja certo disso. Para o saber, olha para ele enquanto coloca a pala da mão aberta sobre o próprio pescoço. Se a resposta for semelhante, o mistério está desfeito.
António Arnaut - que, em 1978, enquanto ministro dos Assuntos Sociais, protagonizou um dos episódios mais sintomáticos da influência da maçonaria na sociedade civil, ao colocar em discussão o projecto de lei que criaria o Serviço Nacional de Saúde primeiro na sua loja maçónica e só depois no Parlamento - desempenhou um papel importante na relativa abertura da instituição. Ao contrário do que sucedeu com o seu antecessor - o coronel Eugénio de Oliveira, que usava o nome simbólico de Gandhi na Loja O Futuro, onde Afonso Costa (chefe de alguns Governos durante a I República) também esteve - o grão-mestre defendeu maior divulgação da natureza e dos princípios do GOL. Foi por isso que abriu as portas do palacete situado no Bairro Alto, em Lisboa, a personalidades comoJorge Sampaio, D. Duarte, Pedro Santana Lopes ou Jaime Gama, que na altura declarou que era o primeiro presidente da Assembleia da República não maçom de Portugal. Não era. O seu antecessor, Mota Amaral, pertence, de facto, a uma organização igualmente discreta, mas com outro nome - a católica Opus Dei. Em diversos documentos do GOL e da GLRP a que a SÁBADO teve acesso são feitas referências a encontros com o poder político e económico, muitos deles secretos: "Há que destacar também a recepção pelo grão-mestre do GOL de dirigentes de partidos políticos, embaixadores creditados em Portugal (...)", pode ler-se numa comunicação interna do GOL, que, ao contrário do que acontece com a GLRP, não revela nomes "profanos" nos seus documentos, optando, por uma questão de segurança, pela utilização de nomes simbólicos (todos os maçons têm um) ou, no caso de se tratar de representantes institucionais exteriores ao GOL, pela inscrição das iniciais dos seus nomes.
A maçonaria está por todo o ladoPara intervir activamente na sociedade civil, cria as chamadas instituições para-maçónicas. Entidades como a Academia das Ciências de Lisboa, a Universidade Livre, os Pupilos do Exército, a Voz do Operário, a editora Hugin ou o Montepio Geral foram pensadas primeiro em lojas maçónicas e só depois lançadas na sociedade civil, normalmente com maçons na sua direcção. Foi isso que aconteceu também com a Universidade Moderna. Um professor maçom que esteve ligado ao projecto desde o início garante que a ideia foi desenvolvida na maçonaria."O José Júlio Gonçalves e o Oliveira Marques [historiador que morreu recentemente] estavam em conflito porque os dois queriam ser reitores", afirma. "Nessa altura, a ideia era chamar-lhe Europa, mas um dia o José Júlio, que era quem tinha arranjado forma de viabilizar o projecto, perdeu a paciência e disse ao Oliveira Marques para fazer a sua própria universidade. Foi quando criou a Moderna." A versão é contestada por Nandim de Carvalho, fundador e primeiro presidente da Assembleia Geral da Universidade, que garante que Oliveira Marques "não teve participação" na ideia. O projecto acabaria por dar origem a um dos maiores escândalos políticos dos últimos 20 anos, prejudicando a imagem da maçonaria, sobretudo da GLRP. E também a de alguns políticos, como Paulo Portas, que foi o primeiro gestor da empresa de sondagens da universidade, a Amostra, e que conduzia um Jaguar da Moderna, ou Santana Lopes, que também geriu a Amostra e que tinha ao serviço um Mercedes Classe A - carros disponibilizados por José Braga Gonçalves, administrador da universidade, filho de José Júlio Gonçalves e membro da maçonaria da Casa do Sino.
“OS PERSONAGENAGENS”
AS LIGAÇÕES PODEROSAS DA ORGANIZAÇÃO QUE NÃO QUER APARECER

“A MAÇONARIA POR DENTRO”
 Estrutura dirigente da GLRP

Mário Martins Guia - Grão-mestre / Norton de Matos ----- José Moreno - Vice-grão-mestre / Mercúrio
Júlio Meirinhos - Vice-grão-mestre / Rigor -  Paulo Noguês - Assistente de grão-mestre/ Brasília
Luís Lopes-Assistente de grão-mestre/Marquês de PombalR. LeIé-Assistente vce-grão-mestre Mestre
Afonso Domingues - A. Rente - Assistente vice-grão-mestre meirinhos / Egitânia - José Coelho Antunes - Grande secretário I
Norton de Matos - I. Fonseca Vice-grande secretário / Norton de Matos - - Manuel Martins da Costa - Assistente de / grande secretário / Marquês de Pombal
Mário Gil Damião da Silva - Assistente de grande secretário I / Norton de Matos -  J. A. Ferreira - Grande correio-mor / Estrela do Manhã
Alcides Guimarães - Primeiro grande vigilante / Rei Salomão - - L Homem - Segunda grande vigilante / Conímbriga
Augusto Castro - Vice-primeiro grande vigilante / Anderson - - R. Cruz - Vice-segundo grande vigilante / Portus Calle
Francisco Queiroz - Grande capelão / Teixeira de Pascoaes - - Benito Martinez - Vice-gronde capelão / Quinto Império
Mário Máximo - Grande orador / Nova Avalon - - H. Veiga - Vice-grande orador / Bispo Alves Martins
Vítor Gabão Veiga - Grande hospitaleiro e esmoler / Soliditas - - António Vicente -Grande arquivista e bibliotecário I Harmonia
Arnaldo Matos - Grande porta-estandarte / Miramar - - Manuel Cabido Mota - Grande superintendente e guardião do templo / Harmonia
Luís Honrado Ramos - Grande mestre de cerimónias / Almeida Garrett - - Miguel Cardina - Primeiro grande experto / Mestre Afonso Domingues
Luís Pombo - Segunda grande experto / Miramar - - Esmeraldo Mateus Vivas -Segundo grande experto / Marquês de Pombal
Manuel Pinto - Grande organista / Porto do Graal - - Nuno Jordão - Grande porta-espada I Nova luz - - J. Ruah - Grande inspector I Mestre Afonso Domingues
João Oliveira e Silva - Grande inspector I Fernando Pessoa - - Edgar Gencsi - Grande inspector I Miramar
Manuel Sacavém - Grande inspector / Lusitânia Nuno Silva - Vice-grande inspector /Fernando Pessoa
José Fernando d’AIte - Vice-grande inspector / Almeida Garrett - - G. Ribeiro -Vice-grande inspector I Aristides Sousa Mendes
Manuel Tavares Oliveira - Vice-grande inspector / Anderson ---- ---- José Oliveira CostaAssistente grande inspector / Bispo Alves Martins
Armando Anacleto - Assistente grande inspector / Egitânia - - António Delfim Oliveira Marques - Assistente grande inspector / Egas Moniz
Jorge Vilela Carvalho - Assistente grande inspector I Astrolábio - - Paulo Albuquerque- Assistente grande inspector / Lusitânia
Membros do governo e deputados
Nomes que são da maçonaria ou, em algum momento, foram membros:

Rui Pereira - actual ministro da Administração Interna e ex-director dos serviços secretos
António Castro Guerra - actual secretário de Estado adjunto, da Indústria e Inovação
António Arnaut - ex-ministro socialista
Jorge Coelho - ex-ministro socialista
António Vitorino - ex-rninistro socialista, entretanto expulso do GOL
Isaltino Morais - ex-ministro social-democrata e actual presidente da Câmara de Oeiras
Almeida Santos - ex-ministro e ex-presidente do Parlamento
João Cravinho - ex-ministro socialista
Armando Vara - ex-ministro PS e actual administrador da CGD
Rui Gomes da Silva - deputado e ex-ministro do PSD
Carlos Zorrinho - ex-secretário de Estado PS e coordenador do Plano Tecnológico
Fausto Correia - eurodeputado e ex-secretário de Estado socialista
Juristas, diplomatas e espiões

António Lamego - advogado    António Pinto Pereira - advogado   José António Barreiras - advogado
Diamantino Lopes - ex-vice-bastonário da Ordem dos Advogados  Rodrigo Santiago -advogado
Nuno Godinho Matos - advogado  Guerra da Mata advogado  Miguel Cardina - advogado
Manuel Pinto - advogado  Luís Moitinho de Oliveira - advogado
Ricardo Sá Fernandes - advogado ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais do PS
Ricardo da Velha - desembargador jubilado e exparticipante no programa televisivo O Juiz Decide
Jorge Silva Carvalho chefe de gabinete de Júlio Pereiradirector do Serviço de Informações da República Portuguesa  José Manuel Anes director da revista Segurança e Defesa
José Fernandes Fafe diplomata  Fernando Reino diplomata jubilado
Gestores, médicos e militares

Abel Pinheiro - administrador da Grão-Pará     Maldonado Gonelha - administrador da Caixa Geral de Depósitos e ex-ministro da Saúde socialista
Fernando Lima Valadas - gestor da construtora Abrantina    Amadeu Paiva -administrador da Unicre
Carlos Monjardino - presidente da Fundação Oriente
José Miguel Boquinhas - médico, presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental e ex-secretário de Estado socialista 
Germano de Sousa - ex-bastonárioda Ordem dos Médicos  Cipriano Justo - médico e sindicalista     Jacinto Simões - médico e ex-director do Hospital de Santa Cruz
Santinho Cunha - médico legista  Vasco Lourençomilitar de Abril  Palma lnácio -ex-resistente antifascista
Professores, arquitectos, escritores, músicos e outros

José Júlio Gonçalves - ex-reitor da Universidade Moderna
António de Sousa Lara - professor e ex-subsecretário de Estado da Cultura social democrata
Lemos de Sousa - professor catedrático
Jorge de Sá - professor e director da empresa de sondagens Aximage
Fernando Condesso - professor
José Manuel Fava - arquitecto e ex-sogro de José Sócrates
Troufa Real - arquitecto
José Jorge Letria - escritor
Mário Zambujal - escritor
José Fanha - escritor
Fausto - cantor
Carlos Alberto Moniz - cantor
José Nuno Martins - apresentador
Nicolau Breyner -actor
Moita Flores - argumentista e presidente da Câmara Municipal de Santarém
Henrique Monteiro - director do jornal Expresso
João Proença - secretário-geral da UGT
POSIÇÃO DA IGREJA PERANTE A MAÇONARIA
Por vezes pergunta-se entre nós o que é a Maçonaria e o porquê do antagonismo entrereligião cristã e maçonaria e o motivo por que um cristão, designadamente um católico, não pode pertencer a associações maçónicas sem trair a sua Fé. É preciso saber que, mesmo quando a associação maçónica (cuja adesão é vinculativa) não professa declarado ateísmo ou agnosticismo, a sua concepção de um “Supremo arquitecto do Universo” não é compatível com a concepção cristã do Deus pessoal dos ensinamentos deJesus Cristo que nos são transmitidos pela Igreja. Daí o esclarecimento da S. Congregação da Doutrina da Fé, com data de 26 de Novembro de 1982: – «Os fiéis que pertencem às associações maçónicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão». «Separar a fé da vida concreta não é bom, nem para a fé, nem para a vida, pois é exactamente a Vida verdadeira que celebram na Ceia do Senhor.» «Um católico, consciente da sua fé e que celebra a Eucaristia, não pode ser mação, e se o for convictamente, não pode celebrar a eucaristia». – Cardeal-Patriarca, D. José Policarpo, in Nota Pastoral da Quaresma de 2005.

Nota pessoal do autor do blog ; Eu gostava de perceber, é qual a opinião do Cardeal D.José Policarpo em relação ao Papa Pio XIX ter sido maçon,tal como o é o Papa Ratzinger

Continuação;Aliás, escreve o maçom Manuel Borges Grainha, na sua História da Maçonaria em Portugal, editada em 1913, reeditada em português da edição francesa em1976 (Edit. Veja), na pág. 44: - «O Grande Arquitecto do Universo não é certamente o Jeová hebraico nem o Deus cristão: é a maneira filosófica de representar as forças criadoras e impulsivas da Natureza»

A. Rente - (GLRP) - Assistente vice-grão-mestre meirinhos / Egitânia Abel Pinheiro (administrador da Grão-Pará // e ex-homem forte das finanças do CDS “assume uma ligação de mais de 20 anos à maçonaria”) Arguido no processo judicial Portucale. Alcides Guimarães - (GLRP) - Primeiro grande vigilante / Rei Salomão Almeida Santos (ex-rninistro e ex-presidente do Parlamento) Amadeu Paiva (administrador da Unicre) António Arnaut, (PS) em 1978, ex-ministro dos Assuntos Sociais em 2002, assinava uma declaração de princípios que denunciava a corrupção e o compadrio nos partidos políticos, defendendo-se até a existência de um "novo tipo de prática maçónica". António Castro Guerra (actual secretário de Estado adjunto, da Indústria e Inovação) António de Sousa Lara (ex-subsecretário de Estado da Cultura de um governo de Cavaco Silva e professor e ex-subsecretário de Estado da Cultura, social-democrata, que acabou envolvido no escândalo da Universidade Moderna). António Delfim Oliveira Marques - (GLRP) - Assistente grande inspector / Egas Moniz António Lamego (advogado) António Pinto Pereira (advogado) António Reis, ex-deputado sodalista, grão-mestre do Grande Oriente Lusitano (GOL), António Vicente - (GLRP) - Grande arquivista e bibliotecário / Harmonia . António Vitorino (antigo ministro socialista da Defesa e excomissário europeu), entretanto expulso do GOL. Armando Anacleto - Assistente grande inspector / Egitânia Armando Vara, depois de ter desempenhado as funções de secretário de Estado da Administração Interna, foi nomeado ministro da Juventude e do Desporto. Hoje é administrador da Caixa Geral de Depósitos, nomeado pelo Governo. Arnaldo João (advogado da ex-EPUL). Arnaldo Matos - (GLRP)- Grande porta estandarte / Miramar Augusto Castro - (GLRP) - Vice-primeiro grande vigilante / Anderson Benito Martinez - (GLRP)- Vice-grande capelão / Quinto Império Cal Gonçalves, (GLRP),antigo chefe de gabinete de Carmona Rodrigues é maçon. O mesmo sucede com vários membros da oposição no PS Lisboa. Carlos Alberto Moniz (cantor) Carlos Monjardino (presidente da Fundação Oriente) Carlos Zorrinho, ex- secretário de Estado adjunto do ministro da Administração Interna e coordenador do Plano Tecnológico, entrou há pouco para o GOL.

Cipriano Justo (médico e sindicalista) Diamantino Lopes (ex-vice-bastonário da Ordem dos Advogados) Dias Baptista (líder do PS na autarquia/Lisboa) Edgar Gencsi - (GLRP)- Grande inspector / Miramar Emanuel Martins (líder do PS de Oeiras, apoiante de Isaltino de Morais na Câmara) Esmeraldo Mateus Vivas - (GLRP) - Segundo grande experto / Marquês de Pombal. Eugénio de Oliveira, coronel, [GOL] grão-mestre, (de 1996/02) que usava o nome simbólico de Gandhi na Loja O Futuro, onde esteve Afonso Costa; defendeu maior divulgação da natureza e dos princípios do GOL Fausto (cantor) Fausto Correia, - (PS) euro-deputado, outro histórico do Grande Oriente Lusitano; em 2000, no governo de Guterres, ocupou o cargo de secretário de Estado adjunto do ministro de Estado, o seu amigo e "irmão" Jorge Coelho. Fernando Condesso (professor) Fernando Lima Valadas (gestor da construtora Abrantina) Fernando Reino (diplomata jubilado) Francisco Queiroz - (GLRP) - Grande capelão / Teixeira de Pascoaes. G. Ribeiro - (GLRP)- Vice-grande inspector I Aristides Sousa Mendes. Germano de Sousa (ex-bastonárioda Ordem dos Médicos. Outro elemento do GOL.) Gonçalo Velho (PS de Carnide) Guerra da Mata (advogado) H. Veiga - (GLRP) - Vice-grande orador / Bispo Alves Martins Henrique Monteiro (director do jornal Expresso) I. Fonseca - (GLRP)- Vice-grande secretário / Norton de Matos Isaltino Morais (ex-ministro social-democrata e actual presidente da Câmara de Oeiras) PSD. J. A. Ferreira - (GLRP) - Grande correio-mor / Estrela do Manhã J. Ruah - (GLRP) - Grande inspector I Mestre Afonso Domingues Jacinto Simões (médico e ex-director do Hospital de Santa Cruz) João Cravinho (ex-ministro socialista das Obras Públicas e actual administrador do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento), João Oliveira e Silva - (GLRP)- Grande inspector I Fernando Pessoa João Proença (secretário-geral da UGT)

João Soares (ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa), GOL, é um maçon sui generis. Na sua loja recusa-se terminantemente a usar o tradicional avental, por considerar que é "abichanado". Jorge Coelho - (ex-ministro socialista um dos mais influentes militantes da história do Partido Socialista enquanto ministro da Administração Interna, teve como secretário de Estado em 1997, Rui Pereira. Jorge de Sá (professor e director da empresa de sondagens Aximage) Jorge Silva Carvalho (chefe de gabinete de Júlio Pereira, director do Serviço de Informações da República Portuguesa - SIRP) Jorge Vilela Carvalho - (GLRP) - Assistente grande inspector I Astrolábio José António Barreiras (advogado) José Braga Gonçalves (membro da maçonaria da Casa do Sino; administrador da Universidade Moderna) José Coelho Antunes - (GLRP) - Grande secretário I Norton de Matos José Fanha (escritor) José Fernandes Fafe (diplomata) José Fernando d’Alte - (GLRP) - Vice-grande inspector / Almeida Garrett José Jorge Letria (escritor) José Júlio Gonçalves, (GLRP) ex-reitor da Universidade Moderna. José Manuel Anes. Além de ser hoje grão-mestre honorário da GLRP, é director da revista maçónica Aprendiz e da publicação Segurança e Defesa, lançada em Outubro de 2006 pela editora Diário de Bordo, e onde escrevem vários elementos ligados aos serviços secretos.

José Manuel Fava (arquitecto e ex-sogro de José Sócrates) José Miguel Boquinhas (médico, presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental e exsecretário socialista de Estado da Saúde) maçon e amigo de Jorge Coelho, de quem passou a ser sócio numa clínica de exames laboratoriais, a Fisiocontrol. José Moreno - (GLRP) - Vice-grão-mestre / Mercúrio (social democrata, subdirector do Gabinete de Planeamento do Ministério das Finanças) José Nuno Martins (apresentador) José Oliveira Costa - (GLRP)- Assistente grande inspector / Bispo Alves Martins. Júlio Meirinhos - (GLRP) - Vice-grão-mestre / Rigor L Homem - (GLRP) - Segunda grande vigilante / Conímbriga Lemos de Sousa (professor catedrático) Luís Fontoura, social democrata e ex-secretário de Estado da Cooperação dos governos de Balsemão.

Luís Honrado Ramos - (GLRP) - Grande mestre de cerimónias / Almeida Garrett . Luís Lopes - (GLRP) - Assistente de grão-mestre / Marquês de Pombal Luís Moitinho de Oliveira (advogado) . Luís Nunes de Almeida, o ex-presidente do Tribunal Constitucional (TC) falecido em 2004, mestre da Loja Convergência. (Rito maçónico efectuado abusivamente na Capela mortuária da Basílica da Estrela ). Luís Pombo - (GLRP) - Segunda grande experto / Miramar Maldonado Gonelha (socialista, administrador da Caixa Geral de Depósitos e ex-ministro da Saúde) Manuel Cabido Mota - (GLRP) - Grande superintendente e guardião do templo / Harmonia Manuel Martins da Costa - (GLRP) - Assistente de / grande secretário / Marquês de Pombal Manuel Pinto - (GLRP) - Grande organista / Porto do Graal - (advogado) Manuel Sacavém - (GLRP) - Grande inspector / Lusitânia Manuel Tavares Oliveira - (GLRP) - Vice-grande inspector / Anderson Mário Gil Damião da Silva - (GLRP) - Assistente de grande secretário I Norton de Matos Mário Martins Guia - (GLRP) - Grão-mestre / Norton de Matos – (escritor) Mário Máximo - (GLRP) - Grande orador / Nova Avalon Mário Zambujal (escritor) Miguel Almeida, social-democrata maçon, que terá sido o braço direito de Santana Lopes na Câmara de Lisboa. Miguel Cardina - (advogado) (GLRP) - Primeiro grande experto / Mestre Afonso Domingues. Miguel Coelho, líder da distrital do partido. Miguel de Almeida (deputado; ex-vereador social democrata do GOL) Moita Flores (argumentista e presidente da Câmara Municipal de Santarém) Nandim de Carvalho ((ex-grão-mestre da GLRP) Nicolau Breyner (actor) Nuno Godinho Matos (advogado) Nuno Jordão - (GLRP) - Grande porta-espada I Nova luz Nuno Silva - (GLRP) - Vice-grande inspector / Fernando Pessoa Oliveira Marques, (GLRP) historiador que morreu recentemente. Palma lnácio (ex-resistente antifacista) Paulo Albuquerque - (GLRP) - Assistente grande inspector / Lusitânia Paulo Miranda, o homem que foi vice-presidente do Conselho Nacional do CDS, Paulo Noguês - (GLRP) - Assistente de grão-mestre / Brasília - (especialista em marketing político e institucional).

R. Cruz - (GLRP) - Vice-segundo grande vigilante / Portus Calle. R. Lelé - (GLRP) - Assistente vice-grão-mestre moreno I Mestre Afonso Domingues. Ricardo da Velha (desembargador jubilado e ex-participante no programa televisivo O Juiz Decide). Ricardo Sá Fernandes (advogado e ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais do PS, no executivo de Ant. Guterres) Rodrigo Santiago (advogado) Rosa do Egipto (recém nomeado administrador da EPUL). Rui Cunha, um maçon do GOL recentemente nomeado pelo Governo para provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, foi secretário de Estado adjunto do ministro do Trabalho e da Solidariedade. Rui Gomes da Silva (deputado e ex-ministro do PSD). Rui Paulo de Figueiredo (membro da oposição no PS / Lisboa / Loja Mercúrio) Rui Pereira, - um dos nomes mais fortes do GOL. Fez parte da Loja Convergência, participou na Reforma Penal e na presidência-sombra do Supremo Tribunal Maçónico. Da Loja Luís Nunes de Almeida. Integra o Tribunal Constitucional. É o actual ministro da Administração Interna. Foi director, entre 1997 e 2000, do Serviço de Informações de Segurança (SIS) e mantém desde então relações próximas com o mundo da espionagem portuguesa. Foi secretário de estado da Admin. Interna. Santinho Cunha (médico legista) Troufa Real (arquitecto) Vasco Lourenço (militar de Abril) Vítor Gabão Veiga - (GLRP) - Grande hospitaleiro e esmoler / Soliditas Vítor Ramalho, deputado do PS e maçon assumido. 
SENHORAS “MAÇANS” DA GRANDE LOJA FEMININA DE PORTUGAL

Ana Bela Pereira da Silva, presidente da Associação Portuguesa das Mulheres Empresárias. * Helena Sanches Osório, jornalista já falecida, uma das fundadoras da GLFP. * Leonor Coutinho, mestre na Grande Loja Feminina de Portugal. Ex-secretária de Estado da Habitação do governo de António Guterres. * Maria Belo (psicanalista; militante socialista (PS); Grande Loja Feminina de Portugal fundada em 1983.
MULHERES VENDADAS
Se a solidariedade entre “irmãs” existe, eu nunca a vi."

Quem o afirma à SÁBADO é um membro da Grande Loja Feminina de Portugal (GLFP), a obediência maçónica criada em 1983, entre outras, pela psicanalista e militante socialista Maria Belo, numa antiga garagem com uma gruta por trás. Maria Belo e as "irmãs" - entre elas a já falecida jornalista Helena Sanches Osório decidiram chamar a essa primeira loja Unidade e Mátria. Tornou-se conhecida por ser muito rigorosa no cumprimento do ritual. "Lá, o segredo é mesmo a alma do negócio. No dia da minha iniciação, meteram-me num carro e andaram comigo a passear de olhos vendados para não imaginar sequer para onde ia. Elas levam a promoção do secretismo até ao ridículo e as figuras de topo guardam toda a informação para si. Se quiser saber nomes de outros elementos, não me dizem. Querem manter o poder", afirma o mesmo membro, que ainda hoje não convive bem com o facto de ter de dizer sempre uma palavra passe para entrar na sede da GLFP nem com a obrigatoriedade de terem de ser as candidatas à irmandade a confeccionar à mão o seu traje maçónico. "Disseram-me que tinha de ser eu a cosê-lo... Fui a casa da minha mãe e ela ajudou-me", diz. A sede da GLFP situa-se em Lisboa, junto ao Largo do Adamastor. Entre os seus membros estão Leonor Coutinho, ex-secretária de Estado da Habitação do governo de António Guterres, e Ana Bela Pereira da Silva, presidente da Associação Portuguesa das Mulheres Empresárias.

OBS.: - Os itálicos e negritos do texto não constam da INVESTIGAÇÃO, com excepção dos negritos em maiúsculas no início dos períodos. Os nomes dos “irmãos” declarados, estão destacados a negrito, pela curiosidade de observar a sua actuação na actividade política no aparelho do Estado (que diz respeito a todos nós, Povo Português) e que se vincularam a determinados compromissos exigidos pela maçonaria, (consoante a “obediência”), conquanto alguns estejam vinculados pelo baptismo a Cristo e à Igreja.

– Flagrantes exemplos: o de um notável político, que frequentou, no Rodízio, o 4º. Cursilho de Cristandade de Lisboa, ( 9 a 12 /Jun.1961) – do género não será o único – e tal como o apoiar a imposição ditatorial do laicismo e comportamentos aberrantes (que em bom e tradicional português se designam por “deboche ”) a um povo culturalmente de raiz cristã e, eventualmente, assumindo as posições de grupos de pressão ad hoc para justificar decisões pouco ou nada claras de “laicidade” ( o caso da retirada de crucifixos das escolas, o condicionalismo da assistência religiosa nos hospitais… e não só). Aquela classificação, de “deboche ”, a fez, “mutatis mutandis”, perante as câmaras da televisão, em discurso público, na Madeira, na terceira semana de Agosto / 2007 Alberto João Jardim, presidente da Reg. Aut. da Madeira, em relação à homossexualidade e até ao facilitismo abortista, contra-valores que nos querem impor como se de gente civilizada fossem. Não lemos nada em letra de forma que o contradissesse. Claro, que haverá que considerar as honestas excepções de homens de recta consciência, para confirmar a regra. Coerentemente, não podem, cristãos, nomeadamente, cristãos católicos, ser fiéis a dois vínculos inconciliáveis... “servir a dois senhores” – um deles necessariamente será traído... Qual? – No caso vertente,

O Primeiro. Aquele que foi assumido no Baptismo e na profissão de Fé em nome da Trindade Divina, e no seguimento de Jesus Cristo, o Verbo de Deus, a Sua Humana Face. (“Os fiéis que pertencem a associações maçónicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão” – S. Congr. para a Doutrina da Fé, 26.Nov.1982) “Um católico, consciente da sua Fé e que celebra a Eucaristia, não pode ser mação. E se o for convictamente, não pode celebrar a Eucaristia ” – Cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, Mensagem Quaresmal de 2005.

PorAntónio José Vilela e Fernando Esteves

FONTE:http://espirra-verdades.blogspot.com/

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Aborto diga não!

Aborto diga não!
1999 - Um fotógrafo que fez a cobertura de uma intervenção cirúrgica para corrigir um problema de espinha bífida realizada no interior do útero materno num feto de apenas 21 semanas de gestação, numa autêntica proeza médica, nunca imaginou que a sua máquina fotográfica registaria talvez o mais eloquente grito a favor da vida conhecido até hoje.

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal.

Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX).

Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença".

Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias.

Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

Fonte:www.apocalink.blogspot.com