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quinta-feira, 19 de março de 2020

Adorando a Criatura em Lugar do Criador


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Uma perfeita ilustração de "colocar o carro na frente dos bois”
Velhos ditados normalmente contêm uma mensagem de bom senso e "colocar o carro na frente dos bois" é um bom exemplo. A imagem absurda de uma junta de bois empurrando uma carroça em vez de puxá-la é ilustrativa de colocar as coisas fora da ordem correta. Encontramos esse princípio mencionado pelo apóstolo Paulo no seguinte texto:
"Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça. Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si; pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém." [Romanos 1:18-25; ênfase adicionada].
A palavra grega traduzida como "criatura" é ktisis, item 2937 na Concordância de Strong, do grego 2936 (ktizo); formação original (apropriadamente o ato; por implicação a coisa, literal ou figurativa) — construção, criação, criatura, ordenança.
A frase "honraram e serviram a criatura" (as coisas criadas) nos leva a acreditar que Paulo pode ter tido Satanás em mente. Mas em qualquer caso, é evidente que grande parte da humanidade continua a praticar o panteísmo — identificando as várias forças e operações da natureza como sendo parte de Deus e adorando-as. Mas como Satanás é também um ser criado, todos os que adoram a "natureza" estão indiretamente adorando o diabo!!
Uma ilustração da inclinação dos seres humanos de se virarem ou se desviarem daquilo que é objetivado pode ser visto sempre que os bebês recebem um novo brinquedo. Freqüentemente eles terminam brincando com a embalagem e não com o brinquedo! Por que isso acontece? Acho que provavelmente devido ao fato de não compreenderem a função do brinquedo. Eles preferem a caixa por que é mais simples e faz sons agradáveis quando eles batem ou a esmagam no chão!
Como são espiritualmente mortos, os indivíduos não regenerados são incapazes de reconhecer, apreciar ou diferenciar entre o Criador e aquilo que Ele criou. Como resultado, muitos terminam adorando o universo material por que é o que eles podem ver e experimentar com seus sentidos. A necessidade humana inata por confirmação sensorial é a principal razão por que o panteísmo de uma forma ou outra está no centro de todas as religiões pagãs.
Talvez o exemplo mais óbvio desse tipo de crença possa ser visto no hinduísmo, em que os aderentes adoram uma imensa quantidade de deuses. Eles, juntamente como todos os gnósticos, acreditam na reencarnação — ciclos em que a alma retorna para viver novamente em um corpo. E esse corpo pode ser qualquer coisa, desde uma formiga até um elefante! É por isso que eles evitam matar as "vacas sagradas", os ratos, os macacos, etc. — porque qualquer coisa viva pode ser o tio Carlinhos reencarnado! O conceito de "carma" governa o nível de cada ciclo de reencarnação — isto é, o efeito total da conduta de uma pessoa determina se ela voltará como uma formiga, um elefante, ou se finalmente escapará do ciclo de reencarnação e alcançará o estado final e de total felicidade do Nirvana.
Bem no centro da crescente ênfase dada às questões ambientais está a crença que a "Mãe Gaia" (a Terra) está superpovoada e ficando exaurida de seus recursos. Os proponentes também insistem que o aquecimento global nos destruirá se algo não for feito rapidamente. Embora algumas dessas afirmações pareçam estar baseadas na observação científica, a verdade é que estão sendo dirigidas pelo panteísmo gnóstico. Acerca disso, o Deus da Bíblia diz o seguinte:
"Enquanto a terra durar, sementeira e sega, e frio e calor, e verão e inverno, e dia e noite, não cessarão." [Gênesis 8:22].
"Pelas quais coisas pereceu o mundo de então, coberto com as águas do dilúvio, mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios." [2 Pedro 3:6-7; ênfase adicionada].
Assim, insistir que o homem vai destruir seu ninho é uma mentira perniciosa nascida no poço do abismo e promovida pelo gnosticismo ocultista! O homem pode poluir e exaurir os recursos da Terra, mas Deus reservou a destruição final dela para si mesmo. Um novo céu e uma nova Terra serão o resultado:
"Aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão?" [2 Pedro 3:12].
"E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles." [Apocalipse 20:11; ênfase adicionada].
"Vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe." [Apocalipse 21:1; ênfase adicionada].
Antes que esse ato final de julgamento ocorra, Jesus Cristo irá governar a Terra como Rei dos Reis e Senhor dos Senhores durante mil anos:
"E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos. E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que não mais engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo." [Apocalipse 20:1-3; ênfase adicionada].
Sentado no trono de Davi em Jerusalém, Ele governará com "vara de ferro".
"Tu os esmigalharás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro." [Salmos 2:9].
"E com vara de ferro as regerá; e serão quebradas como vasos de oleiro; como também recebi de meu Pai." [Apocalipse 2:27].
"E deu à luz um filho homem que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono." [Apocalipse 12:5].
"E da sua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as nações; e ele as regerá com vara de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-Poderoso." [Apocalipse 19:15].
Os eleitos entre as nações (tanto judeus quanto gentios) que sobreviverem ao Período da Tribulação e ao julgamento de Deus no Armagedom, entrarão no Reino para povoar a Terra. Neste ponto a humanidade finalmente experimentará a Utopia — o ideal pelo qual tantos ansiaram. A Terra será restaurada à sua beleza dos tempos do Jardim do Éden e o meio ambiente será perfeito em todos os aspectos. A justiça será exercida de forma rápida (a vara de ferro) e nenhum pecado oculto ficará sem punição. (Para um estudo mais aprofundado desse assunto, leia o artigo "Milênio — o Reinado de Jesus Cristo na Terra", em P196.)
Mas intencionalmente obscurecido por uma cortina de fumaça das questões do meio ambiente está a horrível possibilidade de os homens maus tomarem as questões em suas próprias mãos. O iluminismo gnóstico há muito tempo planeja governar o mundo colocando seu "cristo" no trono. O objetivo declarado deles é reduzir a população mundial em dois terços. O príncipe Phillip, da Inglaterra, pai do príncipe Charles, é o atual chefe da Maçonaria do Rito Escocês em todo o mundo. Certa vez ele disse que gostaria de retornar reencarnado como um vírus mortal para que pudesse ajudar a corrigir o problema da superpopulação! Mesmo assim, a maioria das pessoas ainda não compreende por que a princesa Diana tinha tanto medo daquela "realeza". Mas, uma vez que ela lhes deu um "herdeiro e um sobressalente", a utilidade dela terminou.
Os homens livres (ou pelo menos aqueles que pensam que são livres) nunca foram levados gentilmente à opressão e faz sentido para os iluministas que eles precisam ser destruídos para que o plano seja bem sucedido. Afinal, no modo deles de pensar, os milhões de mortos em uma conquista vão reencarnar — talvez em uma vida melhor do que antes — de modo que eliminá-los é algo plenamente justificável. Essa lógica draconiana segue o adágio que "Algumas gramas de prevenção valem tanto quanto um quilograma de cura". Exatamente como aconteceu com a princesa Diana, o mundo livre — especialmente a América — muito provavelmente será eliminado quando não for mais útil. Quando as nações se tornarem um peso para os homens sem Deus e totalmente inescrupulosos, a liberdade e a justiça para todos serão tripudiadas sem hesitação.
Devem os cristãos se levantar em justa indignação e pegar em armas contra esse inimigo — uma segunda Revolução Americana? Os Movimentos Patriotas dos tempos anteriores aos incidentes em Waco e em Oklahoma City "brandiram os sabres" e fizeram pregações nessas linhas, mas hoje estão relativamente silenciosos. Táticas brutais das forças do governo rapidamente fizeram calar essas noções e demonstraram uma disposição de matar qualquer um que se atreva a tentar. Portanto, o povo de Deus não deve ser tentado a se envolver em rebelião contra o governo por que essa não é uma opção com respaldo nas Escrituras. Romanos 13:1-2 proíbe expressamente a rebelião contra as autoridades e o objetivo de Deus é que os maus ganhem a batalha, mas percam a guerra!
"Toda a alma esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à potestade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação." [Romanos 13:1-2; ênfase adicionada].
A profecia bíblica nos diz que uma vitória temporária das forças do Anticristo é tão certa quanto a morte e os impostos. Precisamos nos acostumar com a idéia e direcionar todas nossas energias e recursos à propagação do evangelho de Jesus Cristo enquanto podemos — não em vãs tentativas de "recuperar nosso país". Precisamos trabalhar enquanto é dia, porque as trevas estão rapidamente descendo sobre nós.
Mas, a despeito da escrita na parede em letras bem grandes, muitos pastores continuam a pregar sermões patriotas e a exortar seus rebanhos a fazerem grandes coisas por meio das urnas eleitorais. Amados, sejam bons cidadãos e votem de acordo com suas consciências enquanto ainda temos esse privilégio — mas acordem para a realidade e compreendam que fazer isso é mais ou menos análogo a reorganizar as cadeiras no convés do Titanic! As últimas eleições presidenciais nos EUA foram pouco diferentes do que os eleitores tinham na antiga URSS — eles tinham a escolha de um candidato único, o que garantia o resultado e nós tivemos dois! Somos sortudos ou o quê?
É essa visão fatalista e/ou pacifista para o filho de Deus? Respeitosamente digo a todos os que se preocupam que é realismo baseado no bom senso e nas restrições apresentadas para nós pelas Escrituras. Em nenhum lugar no Novo Testamento encontramos justificativa para a rebelião contra as autoridades civis. Ah, mas e os comentários de Pedro e João diante do Sinédrio em Atos 4, e as palavras de Pedro em Atos 5?
"Respondendo, porém, Pedro e João, lhes disseram: Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus; porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido." [Atos 4:19-20].
"Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Mais importa obedecer a Deus do que aos homens." [Atos 5:29].
Sob o governo romano, o Sinédrio tinha pouquíssima autoridade civil. Os judeus podiam praticar sua religião e o Sinédrio decidia as questões referentes a essas crenças, mas não podia impor a pena de morte — como foi claramente demonstrado pelo fato de eles levarem Jesus Cristo ao governador romano Pôncio Pilatos e pedir que ele O condenasse e executasse. Se Pedro, João e os outros apóstolos tivessem se recusado a obedecer a Pilatos, certamente as conseqüências teriam sido muito sérias!! Assim, todos os pregadores que tentam usar a recusa dos apóstolos de obedecerem ao Sinédrio como justificativa bíblica contra nosso governo precisam repensar suas posições!
"Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra." [Mateus 5:39; ênfase adicionada].
"Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas." [Mateus 10:16].
Todas as pessoas têm um direito básico de se defender e proteger contra os indivíduos que queiram feri-los fisicamente. No entanto, para o cristão, esse direito não se aplica no que se refere à autoridade governamental. "As potestades que há foram ordenadas por Deus" e não devemos nos envolver em resistência ativa e física contra elas. Mais cedo ou mais tarde os cristãos terão de encarar um decreto "converta-se ou morra" pelas forças do Anticristo e a única opção bíblica naquele tempo será fugir — não lutar e resistir. Se pegos, eles precisarão respeitosamente se recusar a receber o sinal da besta e depender pela fé que Deus lhes dará graça para enfrentar a morte com bravura e serenidade. Quando a antiga Roma punha os cristãos à morte no Coliseu, freqüentemente se dizia a respeito deles que "morreram bem". Despedaçados pelos animais selvagens e mortos pelos gladiadores, os mártires morriam louvando ao Senhor com seus lábios. Por causa de suas ações, somente a eternidade revelará quantos espectadores foram convencidos e se converteram por que sabiam que aquilo que tinham testemunhado estava muito além do comportamento humano normal.
"Preciosa é à vista do SENHOR a morte dos seus santos." [Salmos 116:15].
Assim sendo, tenha em mente que a história se repete e fique espiritualmente preparado para enfrentar aquilo que o futuro reserva para nós.
FONTE: ESPADA DO ESPÍRITO

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

SATANÁS É O FUNDADOR DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE

Por Thiago Oliveira


Vi na internet uma frase de A. W. Tozer que dizia o seguinte: “O Diabo é melhor teólogo do que qualquer um de nós, mas continua sendo Diabo.” Gostei tanto do dito que passei um bom período refletindo sobre ele. Um pensamento foi puxando outro até que eu relacionasse com o episódio da tentação de Jesus, onde Satanás usou a Bíblia para pô-lo a prova. Naquela ocasião fica realmente claro que o inimigo de nossas almas é conhecedor das Escrituras, e que a manipula segundo a sua conveniência. Aliás, distorcer e seduzir faz parte de seu ofício e desde o Éden sabemos disso.
Nos dias atuais, não há maior distorção bíblica do que a Teologia da Prosperidade que vem se alastrando através do crescimento do neopentecostalismo. Kenneth Hagin, tido como o pai de tal teologia, também conhecida pela alcunha de “Confissão Positiva”, na verdade plagiou Essek W. Kenyon, que décadas antes havia escrito e divulgado boa parte do que Hagin divulgou para o mundo. Todavia, observando os ensinamentos e a abordagem dos pastores da prosperidade, vemos que muito se assemelham a atuação diabólica presente no Deserto da Judeia.
Aos adeptos da Confissão Positiva: ficar doente, desempregado, ter problemas familiares ou de qualquer outra natureza são resultantes da falta de fé. Esta fé deve ser provada. O jeito melhor de se provar a sua fé é através de uma contribuição financeira. Quanto mais se doa (em cash), mais abençoado (próspero) se é. E se as coisas não saíram do jeito que você gostaria, é porque você não teve fé suficiente, ou seja, você não deu a quantidade de dinheiro que deveria dar.
A barganha descrita no parágrafo acima é a mesma que Satanás usou com Jesus. Isso faz dele o referencial teórico, ou melhor dizendo, fundador da Teologia da Prosperidade. Vejamos a forma com que ele abordou Cristo:
Usando o relato do Evangelho de Lucas 4:1-13, analisemos que Jesus foi impelido pelo Espírito a ser tentado e num momento de debilidade física após 40 dias de Jejum o Diabo se aproxima sutilmente e diz: “Se és o Filho de Deus, manda esta pedra transformar-se em pão.” Ora, é sabido que Jesus estava com fome e que sua natureza humana ansiava por comida. A primeira proposta satânica é a de satisfazer os nossos desejos carnais. A nossa vontade terrena clama por ser alimentada e é isso que Satanás propõe. Em seu discurso, põe em cheque a debilidade de Cristo com a sua filiação: Como pode o Filho de Deus passar por tal situação?
De igual modo, assisti pela televisão um pregador dizer que por sermos filhos devemos exigir os nossos direitos e não ficar mendigando benção. E sinto informar-lhes que foram exatamente essas as palavras usadas: exijam seus direitos. No deserto Cristo não se deixou levar por tal argumento. Muitos evangélicos acham que devem se sobressair. Boa parte quer ver Deus “tirar do ímpio” para então lhe honrar com um carro, uma casa ou uma vaga de emprego. Mas a Bíblia diz que o sol nasce para todos e a chuva cai para justos e injustos (Mt 5:45) e que não somos privilegiados, pois éramos como os outros, merecedores da ira (Ef 2:3).
Jesus sabia qual era a sua missão e não faria um milagre em benefício próprio. Ele esvaziou-se de si (Fl 2:7) por amor e obediência ao Pai e não negaria o propósito de sua encarnação. Por isso responde: “Não só de pão viverá o homem.” Fiquemos atentos de que não só das coisas materiais consiste a vida. Se esperarmos em Cristo só nessa vida somos mais que miseráveis (1 Co 15:19). Não adianta ganhar o mundo e em troca perder nossa alma (Mc 8:36). Ajuntemos, pois, tesouros no Céu e busquemos com prioridade o Reino de Deus (Mt 6: 19 e 33) . Confiemos na provisão do Pai, assim como Cristo confiou.
Continuando a sua investida maléfica, Satanás mostra os reinos do mundo e oferece caso Jesus o adore. O Messias diante de todo o esplendor sabia muito bem que, como disse o teólogo Abraham Kuyper, não há um centímetro quadrado do Universo que o Senhor não declare seu. Essa barganha é típica do Inimigo e não pertence a Deus. Por isso que a pregação “toma lá da cá” é herética e obscura. Deus age por graça e misericórdia, quem faz trocas é o Demônio.
Os judeus aguardavam um messias político que governaria universalmente subjugando todos os povos. A segunda tentação usava essa falsa exegese das promessas veterotestamentárias e assediava a Jesus a ter a glória e a aceitação dos homens. Cristo, devotado só ao Pai retruca citando a Lei: “Ao Senhor, teu Deus, adorarás e somente a ele servirás.” Louvado seja o Senhor, digno de honra pelo que é e não somente pelo que nos faz. Já nos alertava Flavel: “Todo homem ama as bênçãos de Deus, mas um santo ama o Deus das bênçãos.”
Nas duas respostas que Cristo deu ao nosso adversário usou as Escrituras, para ser mais preciso o livro de Deuteronômio (8:3 e 6:13). Satanás ousa guerrear com a “mesma arma” e usa o Salmo 91. Em que consiste o elemento da terceira tentação? Exacerbação da fé. O ato de Jesus se lançar do Templo para que os anjos viessem ao seu favor ao invés de glorificar a Deus O coagiria. O Diabo com isso queria simplesmente que o Filho desafiasse o Pai.
Quantos e quantos irmãos não estão por aí colocando “Deus contra a parede” querendo que Ele realize um conveniente milagre? As igrejas neopentecostais estão cheias disso. Gente que sobe no púlpito e decreta, declara, determina e diz que se Deus é Deus mesmo ele tem que fazer e ponto. Afinal, quem é servo e quem é senhor? Jesus sabia de sua condição servil e não inverteu a ordem. Seu papel seria obedecer e não ordenar e novamente citando Deuteronômio (6:16) põe literalmente o diabo pra correr.
A guisa de conclusão enfatizo que a Teologia da Prosperidade é anátema. Pois prega um Evangelho distorcido da doutrina dos apóstolos e se assemelha muito mais com a metodologia de Lúcifer. Finalizo com a provocação de um escritor inglês chamado Roger L’estrange: “Aquele que serve a Deus por dinheiro servirá ao diabo por salário melhor.” Aqui me disperso. Graça e Paz.

***

Sobre o autor: Thiago S. Oliveira, Recifense, Noivo, Cristão Reformado... um notório pecador remido pela Graça!
FONTE:http://bereianos.blogspot.com.br/2014/01/satanas-e-o-fundador-da-teologia-da.html#.UtmpMBBTupo

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

A ESTRATÉGIA MUNDIAL DE SATANÁS por Renald E. Showers


Deus entregou à humanidade o domínio sobre a terra e estabeleceu a teocracia como a forma de governo original deste mundo (Gn 1.26-29). Numa teocracia, o governo divino é administrado por um representante. Deus designou o primeiro homem, Adão, para ser Seu representante. Adão recebeu a responsabilidade de administrar o governo de Deus sobre a parte terrena do Reino universal de Deus.

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Pouco tempo depois de Deus ter dado esse poder ao homem, Satanás induziu Adão e Eva a se aliarem a ele em sua revolta contra Deus (Gn 3.1-13). Como resultado, a humanidade afastou-se de Deus e a teocracia desapareceu da face da terra. Além disso, com a queda de Adão, Satanás usurpou de Deus o governo do sistema mundial. A partir de então, ele e suas forças malignas passaram a governar o mundo. Conforme veremos a seguir, muitos fatores revelam essa terrível transição.

A NEGAÇÃO DA REVELAÇÃO DIVINA

O reinado de Satanás sobre o mundo tem ocorrido de forma invisível, incentivando o surgimento de cosmovisões e filosofias contrárias à verdadeira realidade.
O diabo tinha autoridade para oferecer o domínio sobre o sistema do mundo a quem ele quisesse, inclusive a Jesus Cristo, pois essa autoridade lhe tinha sido entregue por Adão (veja Lc 4.5-6). 
Foi por isso que Jesus chamou Satanás de príncipe [literalmente, governador] do mundo” (Jo 14.30). João disse que o mundo inteiro jaz no maligno (1 Jo 5.19) e Tiago declara que todo aquele que é amigo do atual sistema mundano é inimigo de Deus (Tg 4.4).
Até este ponto de nossa história, o reinado de Satanás sobre o mundo tem ocorrido de forma invisível. Trata-se de um domínio espiritual que incentiva o surgimento de cosmovisões e filosofias contrárias à verdadeira realidade. As Escrituras nos ensinam que, no futuro, Satanás irá tentar converter esse domínio espiritual e invisível em um reino político, visível e permanente – dominando o mundo inteiro. Para alcançar seu objetivo, Satanás precisa induzir a humanidade a buscar a unificação sob um governo mundial. Ele também tem de condicionar o mundo a aceitar um governante político supremo que terá poderes únicos e fará grandes declarações a respeito de si mesmo.
Utilizando-se da tendência secular e humanista da Renascença e de algumas ênfases propagadas pelo Iluminismo, o diabo conseguiu minar a fé bíblica de porções importantes do protestantismo e também determinadas crenças do catolicismo romano e da Igreja Ortodoxa. O resultado foi que, no final do século XIX e no início do século XX, o mundo começou a ouvir que a humanidade nunca havia recebido a revelação divina da verdade.
No entanto, o único modo pelo qual a existência de Deus, Sua natureza, idéias, modos de agir, ações e relacionamento com o Universo, com a Terra e com a humanidade podem ser conhecidos é através da revelação divina da verdade. Por isso, a negação dessa revelação fez com que durante o século XX muitas pessoas concluíssem que o Deus pessoal, soberano e criador descrito na Bíblia não existe; ou, se existe, que Ele é irrelevante para o mundo e para a humanidade.
Essa negação da revelação divina da verdade resultou em mudanças dramáticas, que tiveram graves conseqüências na sociedade e no mundo. Em primeiro lugar, ela levou muitas pessoas ao desespero. Deus criou os seres humanos com a necessidade de terem um relacionamento pessoal com Ele, para conhecerem o sentido e propósito supremos desta vida. A declaração de que Deus não existe ou é irrelevante provocou um vazio espiritual dentro das pessoas. Esse vazio levou ao desespero e à extinção da perspectiva de alcançar o sentido e propósito supremos desta vida. Satanás, então, ofereceu a bruxaria, o espiritismo, o satanismo, outras formas de ocultismo, a astrologia, o misticismo oriental, os conceitos da Nova Era, as drogas, algumas formas de música e outros substitutos demoníacos para preencher esse vazio e fazer com que as pessoas sejam influenciadas por ele.

A NEGAÇÃO DOS ABSOLUTOS MORAIS

A declaração de que Deus não existe ou é irrelevante provocou um vazio espiritual dentro das pessoas.
A negação da revelação divina da verdade resultou também na negação dos absolutos morais. O argumento mais usado é: se os padrões morais não foram revelados por um Deus soberano que determinou que os indivíduos são responsáveis por suas ações, então os absolutos morais tradicionalmente aceitos foram criados pela humanidade. Assim sendo, uma vez que a humanidade é a fonte desses absolutos, ela tem o direito de rejeitar, mudar ou ignorá-los.
O resultado dessa racionalização falaciosa é que a sociedade acabou testemunhando uma tremenda decadência moral. Ela passou a rejeitar a idéia de que apenas as relações heterossexuais e conjugais são moralmente corretas, passando a desprezar e ameaçar cada vez mais os que defendem essa idéia. Movimentos estão surgindo em todo o mundo para redefinir legalmente o conceito de matrimônio e para forçar a sociedade a aceitar essa nova idéia, a abolir ou reestruturar a família e proteger a propagação da pornografia.
O assassinato de seres humanos parcialmente formados (aborto) já foi legalizado em muitos países. Algumas pessoas ainda insistem em dizer que não existe questão moral nenhuma envolvida no suicídio assistido, na clonagem humana e na destruição de embriões humanos em nome da pesquisa de células-tronco. O assassinato e a mentira passaram a ser aceitos como norma. Essa falência moral ameaça as próprias bases da nossa sociedade.

A NEGAÇÃO DA VERDADE OBJETIVA E DE SEUS PADRÕES

A negação da revelação divina da verdade resultou na conclusão de que não existe uma verdade objetiva que seja válida para toda a humanidade. Cada indivíduo seria capaz de determinar por si mesmo o que é a verdade. Assim sendo, aquilo que é verdade para uma pessoa não é, necessariamente, verdadeiro para outra. A verdade passou a ser algo subjetivo e relativo.
A racionalização nos levou à conclusão de que não há padrão objetivo pelo qual uma pessoa seja capaz de avaliar se algo está certo ou errado. Agora ninguém mais pode dizer legitimamente a outra pessoa que algo que ela está fazendo é errado. Seguindo essa racionalização, nunca se deve dizer a outra pessoa que seu modo de vida é errado, mesmo que, vivendo dessa maneira, ela possa morrer prematuramente. Também não será permitido que alguém diga a um adolescente que o sexo não deve ser praticado antes do casamento. Afinal de contas, ninguém tem o direito de impor seus conceitos de certo ou errado sobre os outros.
Essa negação da verdade objetiva e do padrão objetivo de certo e errado é propagada através de uma “redefinição de valores” promovida por escolas, por universidades, pela mídia, pela internet, por várias publicações, por alguns tipos de música e pela indústria do entretenimento como um todo. Algumas universidades, inclusive, já adotaram uma política que abafa qualquer expressão do que é certo ou errado por parte de seus alunos e professores. Esse tipo de atitude resulta em censura e intolerância.
A negação da verdade objetiva e dos padrões objetivos de certo e errado motivaram alguns a defenderem que os pais devem ser proibidos de bater nos filhos quando estes fizerem algo que os pais acreditam ser errado.

A REDEFINIÇÃO DA TOLERÂNCIA

Satanás ofereceu a bruxaria, o espiritismo, o satanismo, outras formas de ocultismo, a astrologia, o misticismo oriental, os conceitos da Nova Era, as drogas, algumas formas de música e outros substitutos demoníacos para preencher o vazio espiritual e fazer com que as pessoas sejam influenciadas por ele.
Isso tudo também resultou em um movimento que visa forçar a sociedade a aceitar um novo conceito de tolerância. A visão histórica da tolerância ensinava que as pessoas de opiniões e práticas diferentes deveriam viver juntas pacificamente. Cada indivíduo tinha o direito de acreditar que a opinião ou prática contrária à sua estava errada e podia expressar essa crença abertamente, mas não podia ameaçar, aterrorizar ou agredir fisicamente aqueles que discordavam dele.
Porém, a tolerância passou por uma redefinição. O novo conceito diz que acreditar ou expressar abertamente que uma opinião ou prática de uma pessoa ou de um grupo é errada equivale a um “crime de ódio” e, portanto, deve ser punido pela lei. Grupos poderosos estão pressionando o Congresso americano, por exemplo, para fazer com que esse novo conceito torne-se lei. Isso ocorrerá se for aprovado o que passou a ser conhecido como “lei anti-ódio”. Uma vez que nos EUA já existem leis contra ameaças ou prejuízos físicos causados a pessoas ou grupos de opiniões e práticas distintas, é óbvio que o objetivo desse projeto é tornar ilegal a liberdade de crença e de expressão. Se esse projeto for aprovado, os EUA passarão a ser mais um Estado totalitário, comparado àqueles que adotaram a Inquisição e o comunismo. [Tendências semelhantes se verificam na maior parte dos países ocidentais – N.R.]
Já que o mundo foi levado a acreditar que não há verdade objetiva válida para toda a humanidade e nenhum padrão objetivo que sirva para verificar se algo está certo ou errado, cada vez mais defende-se a idéia de que todos os deuses, religiões e caminhos devem ser aceitos com igualdade. Por isso, todas as tentativas de converter pessoas de uma religião para outra devem ser impedidas e as afirmações de que existe apenas um Deus verdadeiro, uma religião verdadeira e um único caminho para o céu são consideradas formas visíveis de preconceito. O pluralismo religioso está se tornando lugar-comum hoje em dia.
Se não há nenhum padrão objetivo para determinar o certo e o errado, então qual base uma sociedade ou um indivíduo pode usar para concluir que matar é errado? Isso incluiu os assassinatos praticados por médicos que fazem abortos ou os massacres provocados por psicopatas em escolas e em lugares públicos? Pois, talvez alguns desses atos violentos sejam resultantes do fato de seus autores terem concluído que, se não existe um padrão objetivo para determinar o que é certo e o que é errado, para eles é correto assassinar.
Se essa espécie de lei anti-ódio for aprovada, ela terá conseqüências drásticas. As pessoas que virem esse tipo de lei sendo posta em prática acreditarão que esse é o caminho correto. Mas, durante as campanhas eleitorais e nas sessões legislativas, os políticos poderão fazer acusações uns aos outros ou dizer que as ações dos seus oponentes são erradas?

O DESEJO DE UNIDADE

A negação da revelação divina da verdade gerou uma crescente convicção de que o objetivo da humanidade deve ser a unidade. O Manifesto Humanista II diz:
Não temos evidências suficientes para acreditar na existência do sobrenatural. Trata-se de algo insignificante ou irrelevante para a questão da sobrevivência e satisfação da raça humana. Por sermos não-teístas, partimos dos seres humanos, não de Deus, da natureza, não de alguma deidade.[1]
O argumento prossegue:
Não somos capazes de descobrir propósito ou providência divina para a espécie humana... Os humanos são responsáveis pelo que somos hoje e pelo que viermos a ser. Nenhuma deidade irá nos salvar; devemos salvar a nós mesmos.[2]
À luz do pensamento de que a salvação da destruição total depende da própria humanidade, o Manifesto continua:
Repudiamos a divisão da humanidade por razões nacionalistas. Alcançamos um ponto na história da humanidade onde a melhor opção é transcender os limites da soberania nacional e andar em direção à edificação de uma comunidade mundial na qual todos os setores da família humana poderão participar. Por isso, aguardamos pelo desenvolvimento de um sistema de lei e ordem mundial baseado em um governo federal transnacional.[3]
O assassinato de seres humanos parcialmente formados (aborto) já foi legalizado em muitos países.
Finalmente, o documento declara:
O compromisso com toda a humanidade é o maior compromisso de que somos capazes. Ele transcende as fidelidades parciais à Igreja, ao Estado, aos partidos políticos, a classes ou raças, na conquista de uma visão mais ampla da potencialidade humana. Que desafio maior há para a humanidade do que cada pessoa tornar-se, no ideal como também na prática, um cidadão de uma comunidade mundial?[4]
A existência de instituições internacionais, como a Corte Internacional de Justiça e as Nações Unidas, os meios de transporte rápidos, a comunicação instantânea e a internacionalização crescente da economia fazem com que a formação de uma comunidade mundial unificada pareça ser possível. O tremendo aumento da violência, incluindo a ameaça de terrorismo que paira sobre todo o mundo, pode levar a civilização a uma governo mundial unificado em nome da sobrevivência.

A DEIFICAÇÃO DA HUMANIDADE

A negação da revelação divina da verdade criou uma tendência em deificar-se a humanidade. Thomas J. J. Altizer, um dos teólogos protestantes do movimento “Deus está morto” da década de 60, alegava que, uma vez que a humanidade negou a existência de um Deus pessoal, ela deve alcançar sua auto-transcendência como raça, algo que ele chamava de “deificação do homem”.[5] O erudito católico Pierre Theilhard de Chardin ensinava que o deus que deve ser adorado é aquele que resultará da evolução da raça humana.[6]
Com tais mudanças iniciadas com a negação da revelação divina, Satanás está seduzindo o mundo para que caminhe em direção à unificação da humanidade. Ela ocorrerá quando todos estiverem sob um governo mundial único que condicionará o planeta a aceitar seu líder político máximo, o Anticristo, o qual terá poderes únicos e alegará ser o próprio Deus.(Renald E. Showers - Israel My Glory - http://www.chamada.com.br)
Notas:
1.  Humanist Manifesto II, American Humanist Association [www.americanhumanist.org/about/manifesto2.html].
2.  Idem.
3.  Ibidem.
4.  Ibidem.
5.  John Charles Cooper, The Roots of The Radical Theology, Westminster, Philadelphia, 1967, p. 148.
6.  Idem.
FONTE: CHAMADA
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Aborto diga não!

Aborto diga não!
1999 - Um fotógrafo que fez a cobertura de uma intervenção cirúrgica para corrigir um problema de espinha bífida realizada no interior do útero materno num feto de apenas 21 semanas de gestação, numa autêntica proeza médica, nunca imaginou que a sua máquina fotográfica registaria talvez o mais eloquente grito a favor da vida conhecido até hoje.

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal.

Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX).

Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença".

Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias.

Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

Fonte:www.apocalink.blogspot.com