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quinta-feira, 12 de julho de 2012

FACEBOOK É UMA 'EMPRESA DE VIGILÂNCIA', DIZ HACKER QUE COLABOROU NO WIKILEAKS

Num painel cheio de convidados engravatados, bem em linha com a formalidade e a seriedade do tema proposto ("Privacidade e Proteção de Dados On-line: Como Empresas, Governos e Usuários Podem Promover a Privacidade On-line"), um dos participantes chamava atenção por seu visual (bermuda, tênis, tatuagens): era Jacob Appelbaum, um dos líderes do Tor Project (software que permite aos internautas se comunicar de forma anônima na rede), ex-porta-voz do WikiLeaks e especialista em informática da Universidade de Washington.

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Mas foi quando começou a falar que Appelbaum realmente roubou a cena, transformando-se numa das principais atrações do primeiro dia da Rio RightsCon e fazendo jus à alcunha de "o homem mais perigoso do ciberespaço", que a revista "Rolling Stone" lhe deu em um longo perfil.
Com um discurso fluido e engajado, o americano atacou todas as formas de controle on-line instituídas por governos e empresas, afirmou que nem questões de segurança nacional deveriam servir como argumento para restrições e vigilância na rede e ainda atacou dois dos patrocinadores da conferência, o Facebook e o Skype.
"O Facebook é basicamente uma empresa de vigilância. Eu o chamo de 'Stasibook' [em referência à Stasi, a polícia política da extinta Alemanha Oriental], porque você está sempre espionando e delatando seus amigos."
Para Appelbaum, o principal problema é que empresas como o Facebook e o Skype limitam propositalmente a segurança e a privacidade de seus usuários, seja porque lucram com seus dados ou porque cumprem exigências governamentais.
"Sob pretexto de segurança nacional, são criadas backdoors nos sistemas [para que os usuários possam ser rastreados] que podem ser usadas por outras pessoas. Os usuários estão sendo colocados em risco pelo próprio governo. Não deveríamos enfraquecer o sistema por causa da segurança pública."
Por causa desse acesso governamental aos dados dos cidadãos, o americano disse que "cada vez que você liga para seus amigos via Skype, está colocando-os em risco." "Deveríamos rejeitar essas empresas que comprometem nossa segurança e usar outros mecanismos, como os que permitem ligações encriptadas de ponta a ponta, trocas de mensagens seguras."
Acostumado à vigilância do governo americano (desde que foram divulgadas suas ligações com o WikiLeaks) e às críticas que recebe por conta do Tor Project (que, por tornar os usuários quase irrastreáveis, acaba sendo usado também para venda de drogas e outras atividades ilegais), Appelbaum tem respostas prontas para os ataques mais comuns:
"Maus elementos podem usar o Tor assim como usam celulares, estradas. Censurar a internet não é a forma de lidar com isso. A causa da pornografia infantil não é a internet, são as pessoas que cometem esse crime. Restringir a privacidade on-line não vai acabar com os estupradores de crianças".
"Essa é uma decisão que precisamos tomar como sociedade: é melhor todos estarmos seguros [ao usarmos tecnologias de comunicação], incluindo alguns dos vilões, do que ficarmos todos inseguros. Cada vez que alguém diz que devemos abrir exceções em direitos fundamentais por questões de segurança, devemos desafiar essa noção. A internet mudou a maneira como lidamos com segurança nacional. Não são apenas os provedores que podem violar a segurança, mas qualquer um com US$ 1.000."
FONTE: FOLHA UOL

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

SERÁ QUE VOCÊ ESTÁ SENDO VIGIADO?

FONTE: DESACATO
Por Pratap Chatterjee.

Empresas alemãs, francesas, britânicas, russas e sulafricanas vendem tecnologia que permite grampear um país inteiro, hackear o sue computador ou controlar o seu celular – sem jamais terem que chegar perto de você
A indústria de vigilância do século 21 é de alta tecnologia, sofisticada e terrivelmente persuasiva. É isso que revelam mais de 200 emails de mala direta e outros materiais de marketing publicados hoje pelo WikiLeaks e a Privacy International.
O equipamento à venda se encaixa em quatro categorias: localização geográfica de telefones móveis e veículos; invasão de computadores e telefones para monitoramento de cada tecla apertada; captura e armazenamento do que é dito em toda uma rede de telecomunicações; e análise de quantidades vastas de dados para rastrear usuários individuais.

Eles podem saber onde você está

Uma tecnologia popular de rastreamento em telefonia móvel é o receptor IMSI, que permite ao usuário interceptar telefones.
Estes dispositivos são muito portáteis – podendo ser menores que a palma da mão – e podem ser camuflados como torres portáteis de celular. Eles emitem um sinal que pode infectar milhares de telefones móveis em uma área.
O usuário do receptor IMSI pode então interceptar mensagens SMS, chamadas telefônicas e dados de celulares tais como o código de identidade do aparelho, o que permite por sua vez rastrear todos os movimentos do usuário em tempo real.
Dentre as empresas que oferecem este equipamento estão a Ability de Israel, Rohde & Schawarz da Alemanha e a Harris Corp dos Estados Unidos.

Não são só governos autoritários que espionam

O FBI americano, que utiliza estes dispositivos para rastrear suspeitos, diz que isto pode ser feito sem mandado judicial.
Muitas forças policiais por todo o mundo também compraram ou consideram a compra de receptores IMSI – como a  polícia londrina
Outras empresas oferecem dispositivos de vigilância “passivos” – ou seja, que podem ser aplicados sem que o “alvo” perceba que está sendo espionado – que podem ser instalados em estações telefônicas. Também vendem equipamentos que podem sozinhos sugar todos sinais de telefonia móvel de uma área sem ninguém saber.

Eles podem saber para onde você vai

Há também equipamentos que podem ser colocados em veículos para rastrear o seu destino.
Enquanto empresas de logística e transporte usam há muito tempo estes dispositivos para garantir a chegada das entregas a tempo, a empresa Cobham, de Dorset, no Reino Unido, vende o “Orion Guardian”.
Trata-se de um dispositivo camuflado que pode ser secretamente posto no assoalho do carro.
Hidden Technology, outra empresa britânica, vende equipamentos similares.
Por anos, houve um acordo de cavalheiros sobre como estas tecnologias seriam usadas. Os EUA e o Reino Unido sabem que chineses e russos estão usando receptores IMSI. “Mas nós também”, diz Chris Soghoian, pesquisador do Centro de Pesquisa Aplicada em Cibersegurança, em Washington. “Os governos acham que o benefício de poderem usar essas tecnologias é mais importante que o risco que elas significam para seus cidadãos”.
Mas hoje, qualquer um – seja um fanático ou uma empresa privada – pode aparecer em Londres e ouvir o que todos dizem”, observa Soghoian. “É hora de mudar para sistemas com segurança reforçada para manter todos seguros”.

Eles podem controlar seu telefone e computador

Muitas companhias oferecem softwares “Troianos” e malware telefônicos que permitem controlar computadores ou telefones.
O programa pode ser instalado a partir de um pen drive, ou enviado remotamente escondendo-se como anexo em emails ou atualizações de softwares.
Uma vez instalado, a agência de espionagem pode acessar os arquivos, gravar tudo que é digitado e até ligar remotamente telefones, microfones e webcams para espionar um “alvo” em tempo real.
A empresa Hacking Team da Itália, a Vupen Security da França, o Gamma Group do Reino Unido e a SS8 dos Estados Unidos oferecem tais produtos.
Nas suas propagandas, eles dizem poder hackear IPhones, BlackBerrys, Skype e sistemas operacionais da Microsoft.
A Hacking Team, provavelmente a mais conhecida destas empresas, anuncia que seu “Sistema de Controle Remoto” pode “monitorar cem mil alvos” ao mesmo tempo.
Baseada na Califórnia, a SS8 alega que seu produto, o Intellego, permite que forças de segurança “vejam o que eles vêem, em tempo real” incluindo “rascunhos de emails, arquivos anexados, figuras e vídeos”.
Este tipo de tecnologia usa as vulnerabilidades do sistema.
Enquanto as grandes fabricantes de software alegam consertar falhas assim que são descobertas, pelo menos uma empresa de vigilância – a francesa Vupen – diz ter uma divisão de pesquisadores especializados em “soluções ofensivas”. O trabalho deles é constantemente explorar novas falhas na segurança de softwares populares.
Sistemas de invasão foram recentemente usados em países com governos repressores.
Uma devassa feita em março por ativistas pró-democracia no quartel-general da inteligência do regime Hosni Mubarak no Egito revelou contratos para a compra de um programa chamado FinFisher, vendido pela empresa britânica Gamma Group e pela alemã Elaman.
Uma propaganda em mala-direta da Elaman diz que governos podem usar seus produtos para “identificar a localização de um indivíduo, suas associações e membros de um grupo, por exemplo, de oponentes políticos”.

Eles podem grampear toda uma nação

Além de programas de hacking para alvos individuais, algumas empresas oferecem a habilidade de monitorar e censurar os dados de um país inteiro, ou de redes de telecomunicações inteiras.
A vigilância massiva funciona através da captura das informações e atividades de todas as pessoas em um certo raio, sejam suspeitas ou não. Apenas depois o  conteúdo é depurado em busca de informações valiosas.
Por exemplo, as empresas estadunidenses Blue Coat e Cisco System oferecem a empresas e governos a tecnologia para filtrar certos sites de internet. Isso potencialmente pode ser usado para outras razões além de comerciais, como repressão política e cultural.
Essas mesmas tecnologias podem ser usadas para bloquear sites de redes sociais como o Facebook, serviços de multimídia como Flickr e YouTube e serviços de telefonia via internet como o Skype em países repressores como a China ou os Emirados Árabes.
Um subproduto desta tecnologia é a “inspeção profunda de pacotes de dados” que permite escanear a web e o tráfego de emails e vasculhar grandes volumes de dados e,m busca de palavras-chave.
Empresas como a Ipoque, da Alemanha, e a Qosmos, da França, oferecem a habilidade de pesquisar dentro do tráfego de emails e bloquear usuários específicos.
A Datakom, uma empresa alemã, vende um produto chamado Poseidon que oferece a capacidade de “procurar e reconstruir… dados da web, email, mensagens instantâneas, etc”. A empresa também alega que o Poseidon “coleta, grava e analisa chamadas” de conversas de Skype.
A Datakom diz oferecer “monitoramento de um país inteiro”. Ela afirma em seus comunicados de marketing que vendeu dois “grandes sistemas de  monitoramento de IPs” para compradores não revelados do Oriente Médio e norte da África.
Já a sul-africana VASTech vende um produto chamado Zebra, que permite a governos comprimir e guardar bilhões de horas de chamadas telefônicas e petabytes (um bilhão de megabytes) de informações para análises futuras.
Em agosto, o Wall Street Journal revelou que alguns dos dispositivos da VASTech foram instalados nas linhas telefônicos internacionais da Líbia.

Eles podem guardar e analisar milhões de dados

Depois da possibilidade de capturar vastas áreas de tráfego de internet e localizar de pessoas através de seus telefones, veio a necessidade de ferramentas sofisticada de análises para que as agências de inteligência, exércitos e polícia usem os dados em investigações criminais e até durante uma guerra.
Por exemplo, a Speech Techonology Center, baseada na Rússia, diz ser capaz de vasculhar quantidades enormes de informação.
Phonexia, da República Tcheca, diz ter desenvolvido um programa similar de reconhecimento de voz com a ajuda do exército tcheco.
Já a Loquendo, da Itália, usa um sistema de “assinaturas vocais”, identificando “alvos” através da identidade única de cada voz humana para saber quando eles estão ao telefone.
FONTE: DESACATO
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Aborto diga não!

Aborto diga não!
1999 - Um fotógrafo que fez a cobertura de uma intervenção cirúrgica para corrigir um problema de espinha bífida realizada no interior do útero materno num feto de apenas 21 semanas de gestação, numa autêntica proeza médica, nunca imaginou que a sua máquina fotográfica registaria talvez o mais eloquente grito a favor da vida conhecido até hoje.

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Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias.

Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

Fonte:www.apocalink.blogspot.com