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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

CHEGA DE CHARLATÕES SE FAZENDO DE PROFETAS! Por Hermes Fernandes


“Mostrou-me o Senhor dois cestos de figos, postos diante do templo do Senhor (...) Um cesto tinha figos muito bons, como os figos temporãos, mas o outro, figos muito ruins, que não se podiam comer, de ruins que eram” (Jer. 24:1a,2).

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É interessante que quando Deus dá uma visão a Jeremias, Ele pergunta “Que vês, Jeremias?” Foi a mesma pergunta que Deus fez ao profeta ao comissioná-lo (Jer.1:11). A maneira como Deus Se comunicava com Jeremias era peculiar. Aquilo que vemos precisa ser expressado, verbalizado, reportado. Não basta ver, tem que saber contar o que se viu.

Neste episódio, o profeta chorão, como ficou conhecido Jeremias, vê dois cestos de figos. Ele observa que cada cesto apresenta qualidade diferente de figos. Numa havia figos muito bons, e na outra, figos muito ruins. Não havia meio-termo. Os figos ruins sequer podiam ser ingeridos, de tão ruins que eram. Ambos os cestos estavam diante do Templo, indicando que sua qualidade dependia de sua relação com o Eterno.

Quem estava sendo representado pelos dois cestos?

O cesto de figos bons representava aqueles que haviam sido levados em exílio para a Babilônia. Esses foram enviados de Judá para a terra dos caldeus. O próprio Deus assume a responsabilidade por tal acontecimento. Ele quem levantara Nabucodonosor como instrumento de Seu juízo sobre as nações. Nem mesmo Judá seria poupada. E por isso, os filhos de Judá deveriam se render, sem qualquer resistência. Não se trata de fatalismo, mas da vontade expressa de Deus para aquela situação.

Deus assume o compromisso de cuidar pessoalmente daqueles que fossem levados para a terra dos caldeus: “Porei os meus olhos sobre eles, para o seu bem, e os farei voltar a esta terra. Edificá-los-ei, e não os destruirei; plantá-los-ei, e não os arrancarei. Dar-lhes-ei coração para que me conheçam, porque eu sou o Senhor. Ser-me-ão por povo, e eu lhes serei por Deus, pois se converterão a mim de todo o seu coração”(Jer. 24:4-7).

Basta ler o livro de Daniel, pra conferir que Deus cumprira o que prometera. Os exilados foram recebidos como príncipes, como gente de valor, e não como escravos ou cativos. Deus os honrou em terra alheia.

É importante aqui uma breve explicação. Por que Deus permitiu que os filhos de Judá fossem levados de Jerusalém para a Babilônia? Quando Yahweh introduziu Seu povo na Terra prometida, foi feita uma aliança entre Deus, Seu povo e a terra. Eles poderiam plantar por seis anos consecutivos, mas no sétimo ano a terra deveria descansar. Por 490 anos, eles semearam, colheram, mas não observaram o anosabático em que a terra deveria descansar. Hoje, está comprovado cientificamente que se a terra não descansa, ela fica improdutiva, pois perde os sais minerais.

Chegou a hora da cobrança. Os judeus deviam 70 anos sabáticos à terra. Antes que a terra ficasse estéril, Deus transportou Seu povo para a terra dos caldeus, para que lá passassem 70 anos. Portanto, o exílio do povo significaria o descanso da terra.

Nem todos aceitaram o veredicto divino. Muitos questionaram e se revoltaram contra Deus e a Sua Palavra. E é nesse contexto que Deus levanta Jeremias.

Os que contestaram o veredicto de Deus foram comparados aos figos ruins, tão ruins que não se podia comer (Jer.24:2).

Assim como se lança fora aquilo que não se pode ingerir, “do mesmo modo”, diz o Senhor, “entregarei Zedequias, rei de Judá, os seus príncipes, e o resto de Jerusalém, quer fiquem nesta terra, quer habitem na terra do Egito. Farei que sejam espetáculo horrendo, ofensa para todos os reinos da terra, opróbrio e provérbio, escárnio, e maldição em todos os lugares para onde os lancei. Enviarei entre eles a espada, a fome, e a peste, até que sejam consumidos de sobre a terra que dei a eles e a seus pais” (Jer.24:8-10).

Zedequias, que fora constituído às pressas como rei de Judá, liderou a resistência. “Daqui não saio, daqui ninguém me tira”, dizia o rei postiço. Havia quem preferisse retornar ao Egito, a ter que se render ao Império Caldeu.

Enquanto os “figos bons” haviam sido “enviados” por Deus, os “figos ruins” seriam “lançados”. O contraste seria claramente visível.

Todo movimento tem um líder e um mentor. Nem sempre aquele que lidera é o mesmo que mentoriza. Geralmente, aquele que está no poder necessita ser legitimado aos olhos do povo. Todo anticristo precisa de um falso profeta. Esta é a dobradinha. O falso profeta é aquele que serve aos poderes constituídos em sua rebelião contra Deus. Em vez de denunciar, prefere bajular. Em vez de contestar, prefere corroborar.

Quem respaldava as decisões de Zedequias era um falso profeta chamado Hananias. Este dizia o que o rei queria ouvir. Provavelmente, vivia às custas do palácio real. Veja o que diz a Escritura:
“No mesmo ano, no princípio do reinado de Zedequias, rei de Judá, no quarto ano, no quinto mês, Hananias, filho de Azur, o profeta de Gibeom, me disse na casa do Senhor, perante os olhos dos sacerdotes e de todo o povo: Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Eu quebrarei o jugo do rei da Babilônia” (Jer. 28:1-2).
Isso era tudo que Zedequias, e os supostos “heróis da resistência” queriam ouvir: O jugo do rei da Babilônia será quebrado. Aleluia! Quem não se rejubilaria com uma notícia dessas!

Uma coisa ninguém pode negar: Hananias era um homem convincente, e que parecia acreditar naquilo que dizia. Senão, ele jamais se atreveria afirmar que o cativeiro babilônico duraria apenas dois anos (Jer.28:3-4). Em apenas dois anos tudo voltaria ao normal. Até os utensílios do Templo seriam devolvidos para que os judeus pudessem cultuar a Deus como antes.

Esta é a marca registrada dos falsos profetas: eles sempre dizem o que as pessoas almejam ouvir. Promessas e mais promessas. E tudo isso, a serviço de quem está no poder. Falsos profetas adoram fixar prazos, marcar datas. Eles sabem que as pessoas ficam impressionadas com isso.

E quanto a Jeremias, qual foi sua reação àquela profetada?
“Disse Jeremias, o profeta: Amém! Assim faça o Senhor! O Senhor confirme as tuas palavras, com que profetizaste, e torne a trazer os utensílios da casa do Senhor, e todos os do exílio de Babilônia a este lugar” (Jer. 28:5-6).
Será que Jeremais estava sendo irônico, ou ele realmente desejava que se cumprisse a profecia de Hananias? Dizer “amém” a uma palavra requer concordância. Será que Jeremias se deixou iludir? Vejamos:
“Entretanto, ouve esta palavra, que eu digo aos teus ouvidos e aos ouvidos de todo o povo: Os profetas que existiram antes de mim e antes de ti, desde a antigüidade, profetizaram guerra, mal e peste contra muitas terras e grandes reinos. O profeta que profetizar paz, quando se cumprir a palavra desse profeta, será conhecido como profeta na verdade enviado pelo Senhor” (Jer. 28:7-9).
Simples assim. Se a profecia se cumpre, o profeta é reconhecido como verdadeiro. Se não se cumpre, deve ser considerado como mais um falso profeta. Anos atrás, uma conceituada pregadora profetizou que Jesus voltaria em 2007. O tempo expirou. A profecia não se cumpriu. Logo, ela acaba de engrossar a infame galeria dos falsos profetas.

Qualquer um que se atreva anunciar uma data para a volta de Jesus não merece qualquer crédito. Pregadores anunciam de seus púlpitos: Somos a última geração! Aqueles que presenciarão o arrebatamento! Será que tais previsões merecem crédito? Serão eles do time de Jeremias, ou de Hananias?

Jeremias 1 x Hananias 0

Na mente de Hananias, era hora de virar o jogo. Sua reputação estava sendo questionada. Sua estratégia para reverter o placar foi, no mínimo, inusitada.
“Então Hananias, o profeta, tomou o canzil do pescoço do profeta Jeremias, e o quebrou. Disse Hananias aos olhos de todo o povo: Assim diz o Senhor: Assim quebrarei o jugo de Nabucodonosor, rei de Babilônia, depois de passados dois anos completos, de sobre o pescoço de todas as nações. E Jeremias, o profeta, foi-se embora”(Jer.24:10-11).
Todo mundo ficou impressionado.

Desde que o Senhor revelara a Jeremias o exílio do Seu povo, Deus o orientou a colocar uma espécie de jugo em volta de seu pescoço. Era uma maneira de dramatizar aquilo que estava prestes a acontecer. Haninas, no afã de virar o jogo, arranca o canzil do pescoço de Jeremias, e sem pedir licença, o quebra à vista de todos. Da mesma maneira, Deus quebraria o jugo de Nabucodonosor. Aaaaaahhhhhh! Que coisa impressionante!

Aos olhos do povo, Hananias se tornou também o bem-feitor de Jeremias, pois tirou-lhe o jugo que lhe pesava o pescoço. Porém, por trás daquele gesto aparentemente solidário, estava a intenção de desmoralizar o porta-voz de Yahweh.

Sabe qual foi a reação imediata de Jeremias? Foi-se embora. Era hora de retirar seu time de campo. Não adiantava bater boca com aquele falso profeta. O povo estava do seu lado. Os que haviam sido convencidos por Jeremias já estavam longe a essa hora. Quem permanecia ali era porque dava maior crédito a Hananias. Era hora de intervalo do jogo. O placar está empatado. Mas o segundo tempo viria, quando Jeremias teria recobrado seu ânimo.

Era hora de reunião com o Técnico.
“Veio a palavra do Senhor a Jeremias, depois que Hananias, o profeta, quebrou o canzil de sobre o pescoço do profeta Jeremias: Vai, e dize a Hananias: Assim diz o Senhor: Canzil de madeira quebraste, mas em vez dele terás canzil de ferro. Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Jugo de ferro pus sobre o pescoço de todas estas nações, para servirem a Nabucodonosor, rei de Babilônia, e servi-lo-ão. Até os animais do campo lhe darei” (Jer. 28:12-14).
Chega de dramatização! É a hora da verdade! Deus não Se deixa impressionar com as artimanhas humanas. Seu propósito sempre prevalece.

O enviado do Senhor fala as Suas Palavras. Mas aquele que vai sem ser enviado terá que arcar com o custo de sua iniciativa rebelde. Quem vai sem ser enviado, acaba sendo lançado. Assim como os figos ruins, que se deixaram ludibriar por suas falsas promessas, e por isso, seriam lançados por Deus, aquele que fora sem ter sido enviado, também seria lançado.
“Então disse Jeremias, o profeta, a Hananias, o profeta: Ouve, Hananias! O Senhor não te enviou, mas fizeste que este povo confiasse em mentiras. Pelo que assim diz o Senhor: Eu te lançarei de sobre a face da terra. Este ano morrerás, porque pregaste rebeldia contra o Senhor. Morreu Hananias, o profeta, no mesmo ano, no sétimo mês”(Jer. 28:15-17).
Provavelmente, as profecias de Hananias devem ter repercutido para além dos muros de Jerusalém, chegando aos ouvidos dos exilados na Babilônia. Muita gente se recusava a desfazer as malas. Estavam ali de passagem. Dois anos passariam rapidamente. Para desfazer as falsas esperanças que foram incutidas em seus corações, Jeremias lhes enviou uma carta:
“São estas as palavras da carta que Jeremias, o profeta enviou de Jerusalém, ao resto dos anciãos do exílio, como também aos sacerdotes, aos profetas e a todo o povo que Nabucodonosor havia transportado de Jerusalém para Babilônia (...) Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel, a todos os que foram transportados, que eu fiz transportar de Jerusalém para Babilônia: Edificai casas, e habitai nelas; plantai pomares, e comei do seu fruto. Tomai mulheres, e gerai filhos e filhas; tomai mulheres para vossos filhos, e dai as vossas filhas a maridos, para que tenham filhos e filhas. Multiplicai-vos ali, e não vos diminuais. Procurai a paz e a prosperidade da cidade, para onde vos fiz transportar. Orai por ela ao Senhor, porque se ela prosperar vós também prosperareis (...) Pois eu sei os planos que tenho para vós, diz o Senhor, planos de paz, e não de mal, para vos dar uma esperança e um futuro” (Jer.29:1,4-7,11).
Esta carta era o antídoto contra a alienação que as falsas profecias estavam promovendo no meio do povo.

Entre 70 anos e apenas 2 anos há uma diferença gritante. Passar setenta anos num lugar é gastar pelo menos duas gerações ali. É tempo suficiente para fazer planos, pra pensar no futuro, para plantar pomares, construir casas, e viver o suficiente para conhecer os netos e bisnetos.
A mensagem do falso profeta parece de esperança, mas na verdade produz alienação. Ora, se vamos passar apenas dois anos na Babilônia, não há porque fazer planos, nos integrar à sociedade, e nem mesmo trabalhar para que ela prospere. A mensagem de Deus foi clara: Orem pela paz, e trabalhem pela prosperidade da sociedade, pois se ela prosperar, vocês também prosperarão.
Parece que boa parte dos pregadores e profetas de hoje em dia, está escalado no time de Hananias, e não no de Jeremias. Fala-se da volta de Jesus de maneira tal, que não sobra perspectiva pra mais nada neste mundo. Pra quê estudar? Pra quê gastar cinco anos numa faculdade, se o mundo está prestes a acabar? A exemplo da profecia de Hananias, o que parece uma mensagem de esperança, na verdade, é uma mensagem de desesperança.

Não sabemos quanto tempo temos até a volta de Jesus. Mas enquanto Ele não vem, temos que trabalhar pela prosperidade de nossa sociedade. Não podemos nos alienar da realidade que nos circunda.

Estamos aqui porque fomos enviados, e não, lançados. Pertencemos ao cesto dos bons figos. Ao time de Jeremias.

PS.: Não precisamos de quem nos arranque o canzil, mas de quem nos diga a verdade.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

ELE NÃO SE CONTENTA EM PREGAR A SALVAÇÃO, "QUER A GORDURA DA TERRA" LIBERA CURAS VENDE KIT DE MILAGRES


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Ele é o Pastor Paulo Roberto, em seu perfil ele se apresenta como Bacharel em teologia pela FAETCMAT. Filiado na CGADB. Membro da COMADEMAT, além de cantor, compositor e escritor. Tem como melhor amigo Jesus Cristo, mas é de “poucas amizades” pois não confia em todo mundo e não se mistura.
Em seus tópicos de apresentação ele preenche aos trocadilhos da seguinte forma: Fé: Em toda Bíblia Sagrada; Estilo de pregação: O que Deus der na hora e não deve satisfação a ninguém; Ministério:Não se contenta em pregar apenas a salvação da alma. “”A gordura da terra é nossa””; Conselho Pastoral: Cada um cuide de sua própria vida e deixe a vida do seu irmão em paz. Não fomos postos por juízes e sim servos; Maior alegria: É quando está no púlpito e vê os seus dois filhos pregando a Palavra de Deus, as almas se convertendo e os enfermos de todas espécies sendo curados; Vaidade:Como pregador, muitas. Nas pregações, nenhuma.
Ele diz que pouco se lixa do tamanho do trabalho, número de pessoas, placa da igreja e se dentro ou fora do Brasil. Se preocupa apenas em estar na orientação divina. Ele descreve que um de seus maiores milagres já realizados foi quando fez um “anão crescer”, além do próprio milagre como testemunho pessoal onde, segundo ele, foi curado por diversos tipos de câncer simultâneos.
Em suma ele se apresenta como não sendo chato, mas como ele mesmo, e diz: “Seja você mesmo. Pare de querer agradar mais aos homens do que a Deus”.
Gente, há uns 5 anos atrás esse “super-power-pastor curandeiro” esteve em uma cruzada numa cidade vizinha a minha terrinha. Lembro que muitos irmãos e até amigos, de denominações mais diversas, foram ao encontro desse cara. Muitos destes voltaram admirados, comentando sobre seus super poderes, sobre uma suposta cura onde um cadeirante levantou e andou, e sobre seu hiper-bizarro-”celestial” testemunho onde teria sido curado através de uma revelação onde Deus teria lhe levado a um galinheiro e falado com ele através de uma galinha e um galo. Reprovei a ida destes irmãos e amigos ao tal evento e fiquei cético ante isso tudo, primeiro porque não creio neste tipo de pregação do Evangelho – não foi esse tipo de show de milagres que aprendi ao ler a Palavra – , e segundo porque o foco deste trabalho não foi o arrependimento de pecados, mas o barateamento de Deus através de supostas bênçãos. Como o referido curandeiro disse no seu perfil não se contentar em pregar apenas a salvação da alma, pois ”a gordura da terra (segundo ele) é nossa”, fica aqui meu carimbo de reprovação total a essa teologia e esse suposto pastor. Sinceramente, pra mim ele tá mais pra açougueiro de almas e marqueteiro da fé. Pra fisgar os incautos, a pilantragem é tão grande que ele ainda vende “Kit Milagres”, de pacotes promocionais com 06, 12, 20 peças. Absurdo total. Merece uma cana!!
Veja na íntegra o seu auto testemunho e tome suas próprias conclusões:
Que paradoxo!!!
Por um lado uma infância de traumas. Uma vida vegetativa e de expectativas topo zero. A separação de meus pais aos 07 anos de idade. Entre os considerados como lixo pela socyte elitizada. Engraxando sapatos e vendendo picolés nas ruas de Apucarana Pr.
Por outro lado: Gerenciando a informática do banco Bradesco. Sonhando em Concluir a faculdade no curso de matemática que foi o que sempre gostei. De repente, uma Ordem Divina: Desista do Bradesco e dos estudos e vem ganhar almas???
Teimei com Deus três anos e meio. E como troféu recebi: Câncer no cérebro, câncer na bigornia, câncer nos ouvidos, câncer no estomago, câncer na garganta, câncer nos ossos e câncer no sangue.
Clamava a Deus e Ele não me respondia. Pra os médicos do Paraná de onde sou. Cuiabá, onde moro. Campinas, o maior centro especializado da América latina, no tratamento de câncer, tornei-me freguês e cobaia. Lembro-me da última vez que viajei a tratamento a São Paulo, e ao retornar junto com o pastor Sebastião Rodrigues de Souza, (presidente da COMADEMAT), meu pastor e meu amigo, eu com a cabeça toda costurada, no momento de aterrissagem, se o avião errou a rota não sei, o certo é que ele sobrevoou bem baixinho por cima do grande templo (na ocasião ainda não inaugurado), e o pastor Sebastião me disse: Olhe lá em baixo , e eu disse estou olhando. O Pastor Sebastião me olhando nos olhos disse-me: O Senhor Jesus vai te curar. O grande Templo será inaugurado e O Senhor Deus levantará alguns obreiros jovens para me auxiliar, creia que você será um deles. Aconteceu. Poucos dias depois, numa madrugada, Deus me levou em um galinheiro, usou uma galinha falando em línguas e um galo interpretando as línguas e me disse: Meu filho Paulo. Estou te curando de câncer agora. Estou te levantando um pregador da minha palavra. Vou te usar como médico no meio dos doentes. Por onde tu passar curarei os enfermos.
Shalon
Pr. Paulo Roberto
Observação: Adquira e colecione os CDs e DVDs, testemunho, pregando e cantando do pastor Paulo Roberto, inclusive a conversação dele com a galinha e o galo. Oferecemos-lhe a opção de escolha por temas, com recurso Áudio e Vídeo, ( ouvir ou assistir) um pequeno trecho, melhores momentos, de cada musica ou mensagem.
Temos ainda uma gama de variedades pra presentes ou lembranças tipo: Livros, bonés, camisetas, a revista milagres etc.
Todas as quarta-feiras lançamos o ‘’KIT MILAGRES’’. Pacotes promocionais com 06, 12, 20 peças.
Isso mesmo!!!
***
Púlpito como mesa curandeira, show de tortura psicológica nas crianças, jogadas de marketing’s  como”curas”, sem fatos anteriores nem comprovações posteriores.
 
Ouça o testemunho das galinhas:


A entrevista na rádio em Boston onde ele com a maior cara de pau busca legitimar suas práticas enfatizando um evangelho baseado na materialização de milagres:


Bem, encerro por aqui a minha parte, o resto é com vocês.
***
Fonte de informações: Site do próprio Pastor Paulo Roberto. Antognoni Misael, da redação do Púlpito Cristão.
FONTE: PÚLPITO CRISTÃO

sexta-feira, 6 de julho de 2012

CHARLATANISMO NAS IGREJAS EVANGÉLICAS - CUIDADO COM OS MILAGREIROS QUE USAM ÓLEO PARA ENGANAR O POVO DE DEUS



“Todos os seus atalaias são cegos, nada sabem; todos são cães mudos, não podem ladrar; andam adormecidos, estão deitados, e gostam do sono. E estes cães são gulosos, não se podem fartar; e eles são pastores que nada compreendem; todos eles se tornam para o seu caminho, cada um para a sua ganância, cada um por sua parte. Vinde, dizem, trarei vinho, e beberemos bebida forte; e o dia de amanhã será como este, e ainda muito mais abundante.” (Isaías 56:10-12)


CUIDADO COM OS MILAGREIROS QUE USAM ÓLEO PARA ENGANAR O POVO DE DEUS

Na seqüência acima — extraída de um vídeo que certo milagreiro divulga em seu site — vemos um exemplo de como agem alguns enganadores do nosso tempo, homens capazes de fazer qualquer coisa para obter dinheiro e fama (2 Pe 2.1-3; 1 Tm 6.9,10; 2 Co 2.17). Observe como o ilusionista alcança o seu objetivo, contando com grande quantidade de óleo, habilidade com as mãos e credulidade cega do povo de Deus (Os 4.6).
1) O milagreiro pede para seu auxiliar derramar bastante óleo sobre uma suposta portadora de cisto no ovário.
2) Valendo-se de truque (falo com conhecimento de causa), ele esconde e molda um artefato debaixo de sua mão.
3) Como se vê na foto, o artefato não sai da pessoa; já estava na mão do ilusionista.
(4) O ilusionista exibe o pretenso sisto, ao som de glórias a Deus e aleluias. Para examinar o vídeo no YouTube, digite “mulher curada cisto no ovario” no campo de procura (search). 

(No final desta postagem você encontrará vários vídeos para conferir!)

O Novo Testamento não proíbe o uso de azeite. De acordo com a Palavra de Deus, a unção com óleo pode ser aplicada (Mc 6.13), mas pelos presbíteros da igreja (Tg 5.14). E é bom observar que o recebimento da cura não está relacionado com a unção, e sim com a oração da fé, em nome do Senhor: “E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará” (v.15). Nesse caso, o azeite, além de símbolo do Espírito Santo (Zc 4.3-6), é o ponto de contato para estimular a fé do doente. O que passar disso é misticismo.
O Senhor Jesus curou muitas pessoas (Mt 8.16-17). Os apóstolos também, em nome do Senhor, fizeram obras extraordinárias (At 5.15-16; 19.11-12). Contudo, não há apoio bíblico para as operações estranhas, mediante uso de azeite ou algum tipo de óleo, as quais vêm ocorrendo em nossos dias. Certos milagreiros têm esfregado óleo no suposto local da enfermidade, para depois “extrair” objetos. Essas “operações” têm gerado muita confusão no meio do povo de Deus.
Nos tempos bíblicos, o azeite só era empregado diretamente nas feridas como remédio (Is 1.6; Lc 10.34).Hoje, a unção para os doentes é apenas simbólica. Não deve ser aplicada no local da enfermidade. Imagine se a enfermidade de alguém é alguma parte íntima! Ademais, extrair objetos do corpo das pessoas tem muito mais semelhança com as cirurgias mediúnicas do que com a manifestação de Deus.
A despeito de muitos milagreiros e os seus defensores recorrerem a versículos bíblicos isolados para se justificarem perante o povo, não vemos na Bíblia apoio consistente às suas estranhas práticas. Não devemos aceitar como sendo da parte de Deus qualquer operação prodigiosa, pois a própria Palavra do Senhor nos manda testar, examinar, julgar, provar o que ouvimos, vemos e sentimos (At 17.11; 1Ts 5.21; 1Co 14.29 e 1Jo 4.1).
Alguém argumentará: “Jesus não untou os olhos de um cego com lodo feito com a sua saliva? Não devemos restringir os métodos de curar”. Isso é verdade, mas o Senhor Jesus fazia coisas surpreendes, numa prova de que era Deus verdadeiramente agindo. Os milagreiros da atualidade valem-se de práticas viciosas, repetitivas, previamente ensaiadas, iludindo o povo de Deus e tendo apoio, em muitos casos, da operação do erro (2 Ts 2.9).
“E quanto aos dons de curar?”, alguém perguntará. Ora, estes se referem à manifestação multiforme do Espírito Santo para curar, e não às invencionices dos criativos milagreiros. Deus age como quer, mas é Ele que age.Quanto aos milagreiros, eles fazem um show, engenhosamente planejado e previsível. Não há nada de surpreendente. Ademais, não se vê nesses shows paralíticos andarem, cegos verem, etc. Só se vê vômitos, ilusionismo e fenômenos que também ocorrem entre espíritas, budistas, católicos carismáticos, etc.
Para a sua Igreja, o Senhor Jesus disse: “... porão as mãos sobre os enfermos e os curarão” (Mc 16.18). E a imposição de mãos, como vimos, pode incluir a unção com óleo. Esta, no entanto, não é a condição primacial para a cura, que ocorre por meio da fé (Lc 8.48; 17.19). Qual dos apóstolos precisou de azeite para levantar os enfermos? Já pensou se Pedro tivesse dito ao coxo junto à porta Formosa: “Jesus te cura depois; agora, estou sem azeite para ungi-lo”?!
Em Cristo,
Ciro Sanches Zibordi
Publicado em 07 de abril de 2009 no site do autor.
FONTE: CIRO ZIBORDI



CRIME DE CHARLATANISMO E CURANDEIRISMO

Por Robson Torres
Perito Judicial - RJ
robson_torres@edu.estacio.br

Os crimes de charlatanismo e curandeirismo são crimes contra a saúde pública com pena prevista de três meses a um ano e multa e detenção de seis meses a dois anos, respectivamente. Ainda sim, talvez por falta de informação, na busca de solucionar seus problemas muitas pessoas portadoras de moléstia grave, às vezes desenganada pelos médicos, procuram esse tipo de tratamento milagroso, outras adotam essa prática simplesmente por questões religiosas. 
Embora esteja estabelecida a tipificação do charlatanismo e do curandeirismo no Código Penal Brasileiro,é muito difícil fiscalizar esses procedimentos praticados por pessoas ou entidades religiosas que de alguma forma prometem cura a seus fieis, bem como, caracterizar a conduta daquele que prescreve medicamento reiteradamente e faz diagnóstico sem a devida habilitação profissional.  Com isso, uma vez enganada as pessoas demoram a perceber os efeitos da cura e, ainda, não procuram uma confirmação científica e, por conseguinte, seus direitos na justiça.
Se lermos o artigo 283 do Código Penal, verifica-se que o charlatanismo é inculcar, e ou anunciar cura por meio secreto ou infalível. O elemento subjetivo é o dolo constituído pela vontade consciente de aconselhar, tornar pública a oferta, e que a cura anunciada se opere por meio secreto, ou por meio alegadamente infalível. A doutrina ainda não reconhece o elemento culposo nesses crimes, pois o simples fato do sujeito ativo acreditar no que está fazendo, faz com que ele não cometa o crime. Assim, para que o agente possa ser tipificado, será necessário demonstrar o dolo, ou seja, a intenção de prejudicar o “animus nocendi”.
O Charlatão, embora exerça a prática irregular da medicina geralmente está ligado a uma entidade religiosa que tem sua existência justificada por meio do no artigo 5º, parágrafo VI da Constituição Federal onde encontramos o texto: é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantia na forma da lei a proteção aos locais de culto e suas liturgias. Com isso, observamos em nosso País os mais variados grupos religiosos e seus dogmas.
De toda sorte sabemos que essas práticas não podem ser generalizadas e que existem muitos seguimentos sérios, entretanto, o que vemos constantemente são pessoas que de boa-fé iludidas com falsas promessas de cura que ao acreditar nesses milagres se afastam do tratamento médico a que vinham sendo submetidas habitualmente.
Conforme o artigo 284 do Código Penal, entendemos que o curandeirismo se assemelha muito ao exercício ilegal da medicina pelo fato dos agentes desempenharem o exercício de curar sem estar habilitado legalmente para esse fim, isso quer dizer que não é necessário que o sujeito agente seja um místico ou mercador de ilusões, mas o uso de passes, rezas, benzeduras e simpatias resultam em tal crime e se praticado mediante remuneração o agente fica também sujeito à multa. Ressaltamos que o exercício ilegal da medicina, arte dentária ou farmacêutica é visto como uma norma em branco e precisa de complementação que são adquiridas nas leis que regulamentam essas profissões. Outro aspecto importante e que o fato de receitar medicamentos não aprovados pelo órgão responsável do controle de medicamentos no Brasil à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)[1]  pode ser considerado curandeirismo, uma vez que põem em risco a saúde pública.
Contudo isso, alguns grupos defendem a hipótese do crime de charlatanismo e curandeirismo serem retirados do Código Penal. Esses grupos acreditam que a lei atinge diretamente as religiões que professam rituais de cura por difundirem suas atividades culturais populares tipicamente brasileiras. Essa argumentação tem ganhando força no Brasil pelo fato do crime não ter referência em nenhuma outra lei internacional.
Por fim, conclui-se que os crimes de charlatanismo e curandeirismo necessitam ser acompanhados de perto pelas autoridades competentes para que haja maior controle e preservação da saúde pública. É necessária uma fiscalização eficiente dos governos, elaboração de um estudo para revisão das leis, realização de campanhas de conscientização e educação para esclarecimento da população a fim de que as pessoas não venham sofrer esse tipo de crime, principalmente aquelas que na esperança solucionar seus problemas e muitas vezes desenganadas pelos médicos, procuram esse tipo de tratamento milagroso.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANVISA. Assuntos de interesse. 2011. Brasil. Disponível em: < http:// portal. anvisa.gov.br /wps/portal/anvisa/anvisa/agencia> Acesso em 23 de outubro de 2011.
BLOG O BRUXO SANTOS. Charlatanismo e Curandeirismo, 2007. Brasil. Disponível em: < http:// o bruxo de santos.haaan.com/?p=151> Acesso em 20 de outubro de 2011.
GRECO,R.Código Penal Comentado, Volume único - 5ª edição, Ed. Impétus. 2010.
FACULDADES INTEGRADAS DE JACAREPAGUA – FIJ. Teoria Geral do Direito Penal. Rio de Janeiro. 2011. CD-ROM.
JESUS, D. Direito Penal, 1º volume – Parte Geral, 23ª edição, Ed. Saraiva. 1999.
PANICO, D.Crimes Contra o Patrimônio, Apostila – Resumo de Concursos. 2010.
WIKEPÉDIA. Direito Penal. 2011. Rio de Janeiro. Disponível em: < http:// pt. wikipedia. org/ wiki/ Direito_ penal> Acesso em 23 de outubro de 2011.



[1]  http://portal.anvisa.gov.br  - criada pela Lei nº 9.782, de 26 de janeiro de 1999 à Agência Nacional de Vigilância Sanitária - cuja finalidade institucional da Agência é promover a proteção da saúde da população por intermédio do controle sanitário da produção e da comercialização de produtos e serviços submetidos à vigilância sanitária, inclusive dos ambientes, dos processos, dos insumos e das tecnologias a eles relacionados.



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Aborto diga não!

Aborto diga não!
1999 - Um fotógrafo que fez a cobertura de uma intervenção cirúrgica para corrigir um problema de espinha bífida realizada no interior do útero materno num feto de apenas 21 semanas de gestação, numa autêntica proeza médica, nunca imaginou que a sua máquina fotográfica registaria talvez o mais eloquente grito a favor da vida conhecido até hoje.

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal.

Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX).

Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença".

Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias.

Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

Fonte:www.apocalink.blogspot.com