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domingo, 25 de setembro de 2011

The Call 2011 Brasil Maranhão 26.11.11



No dia 26 de Novembro, milhares de pessoas se ajuntaram na igreja em Sao Luis do Maranhão para adorar, jejuar e clamar ao Deus Todo Poderoso. O dia começou com uma leitura de Joel 2 e o soar do shofá. Imediatamente, todos se engajaram em intercessão pela cidade. Houve muito choro durante o dia. A Bondade de Deus passou naquele lugar e um espírito genuíno de arrependimento veio sobre aquele povo. Nós nos arrependemos pela imoralidade, idolatria, feitiçaria, vaidade e vícios. Um pastor de uma igreja local compartilhou um testemunho poderoso de como venceu o adultério e manteve sua família junta. Um ato profético foi realizado com 200 homens e mulheres, que haviam sidos libertos de seus vícios. Eles vieram à frente do auditório com vendas em seus olhos e começaram a decretar, à medida que removiam as vendas dos olhos, que eles haviam saído da escuridão e agora podiam ver. Todo o auditório clamou por liberdade para os cativos. 

Um ponto alto do dia foi a reconciliação entre gerações. Enquanto as gerações buscavam uma a outra para se arrepender de relacionamentos quebrados e clamarem pela cura entre gerações, a presença de Deus invadiu o auditório. Houve muito choro, perdão e cura, além de um momento impactante de lavagem dos pés. Deus ama tanto unidade e Jesus persiste orando para que sejamos Um. 

O dia terminou com um tempo de adoração poderoso. "Jesus fez ainda muitas outras coisas. Se fossem escritas uma por uma, penso que não caberiam no mundo os livros que seriam escritos." (João 21:25 NTLH). Talvez jamais saberemos as histórias individuais de milhares de pessoas que se ajuntaram para orar e jejuar por sua região. Mas sabemos que Jesus se alegrou e que coração se voltaram novamente a Ele. 

O The Call vai passar por vários Estados do Brasil e nós queremos te convidar a vir clamar a Deus juntamente conosco crendo que a nação Brasileira se voltara a Jesus Cristo!
Equipe The Call Brasil

SOBRE O TheCall

TheCall é um ajuntamento multi-racial, multi-geracional, e inter-denominacional iniciado divinamente para a cooperação em jejum e oração. Crendo que a nossa nação se encontra em uma necessidade desesperada pela misericórdia de Deus e por um grande Despertar Espiritual, TheCall mobiliza pessoas de todas as partes para se unirem em humilhação para pedirem ao Deus Todo-Poderoso pela Sua imerecida misericórdia para a nossa nação.
Assim como nos dias de Joel, nós cremos que este é o tempo para tocarmos as trombetas pela nossa terra, para jejuar, orar e nos voltarmos ao Senhor com todos os nossos corações. Em meio a um sociedade movida pelo “entretenimento”, TheCall não busca entreter. Diferente de outros ajuntamentos de massas os quais atraem pessoas por meio de ritmos ou músicas altas, o glamour das luzes, ou através do apelo de personalidades carismáticas, TheCall é um ajuntamento centrado no sentimento de um Deus de amor, quem deseja derramar o Seu Espírito numa terra seca e sedenta.
Não serão divulgadas bandas ou pregadores famosos. Esse ajuntamento não é sobre promover qualquer homem ou ministério mas sim sobre nos ajoelharmos ante um Deus misericordioso e ministrarmos a Deus como sacerdotes neste lugar de adoração e oração. Por 12 horas de TheCall existirá apenas um povo com uma voz clamando para um Deus de amor, quem deseja mostrar Sua misericórdia.
Dessa mesma forma TheCall não é um evento; nós cremos que a hora é tarde e os tempos são de urgência. Nossa nação está precisando desesperadamente por um avivamento e ele só virá através do Corpo de Cristo se unindo em uma postura de oração.
Nós cremos que podemos ver a nossa nação transformada pelas mãos do nosso Deus de amor a medida que Ele derrama o Seu Espírito e traz refresco aos quebrantados, destituídos e cansados da nossa terra.
FONTE: TheCall


FATOS SOBRE O TheCall


O primeiro TheCall aconteceu in Washington, DC em 2000 aonde mais de 400.000 pessoas se ajuntaram para orar e jejuar pela America
• Entre os ajuntamentos TheCall já tivemos TheCall Nashville(70,000), TheCall Dallas(20,000), TheCall Boston (50,000), TheCall New York (85,000), TheCall Los Angeles (30,000) e TheCall San Francisco (40,000).
• Entre os ajuntamentos regionais já tivemos TheCall Las Vegas (7,500), TheCall Kansas City (15,000), TheCall Cincinnati (8,500), TheCall Florida (8,400), TheCall Alabama (7,000).
• Centenas de milhares de pessoas tem também se ajuntando em TheCall’s na Austrália, Alemanha, as Filipinas, Noruega, Inglaterra, Jerusalém, Canada, Quênia e Brasil.
• A Visão para o TheCall tem uma ênfase forte em oração, adoração e arrependimento, com pequenos momentos para palavras que giram em torno dos tópicos sendo abordados.
• Apesar de muitos dos líderes de adoração e pregadores serem conhecidos, TheCall não faz publicidade de quem estará no palco durante o dia, mas ao invés confia que as pessoas virão por que elas desejam um encontro com Deus e querem representar a Igreja de sua nação diante do Senhor em oração.
• Os ajuntamentos TheCall são gratuitos e nada é vendido no dia, visto que é uma assembléia solene santa diante de Deus.
FONTE: TheCall


segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Neuza Itioka - O PECADO CORPORATIVO

Faço parte de uma nação chamada Brasil. Um dia tive que pedir perdão a uma colombiana. Ela me enfrentou e me acusou, dizendo que o Brasil era exportador de sexo desavergonhado e explícito através de músicas e novelas.
       Eu me calei diante da acusação e não pude fazer outra coisa a não ser pedir perdão por aquilo que a nossa nação tem feito.
       É muito sério e profundo tudo isso.
       Temos que admitir que, como Nação, pecamos através da nossa sexolatria, idolatria, feitiçaria, corrupção; prostituição infanto-juvenil, baixa qualidade na educação e a endêmica situação da saúde; e ainda através da pobreza e da condição de miséria que há em certas regiões do Brasil. Além disso, quantas coisas mais?! Seria uma lista infindável!
       Podemos afirmar, sem medo de errar, que esses são "pecados corporativos" da Nação brasileira. Ainda que você e eu individualmente não cheguemos a cometer esses pecados, como Nação fazemos parte desses atos e condutas. E somos culpados por eles.

PECADOS CORPORATIVOS NO ANTIGO TESTAMENTO

       Vejamos alguns exemplos bíblicos dos pecados corporativos no Antigo Testamento. Dentro do contexto dos pecados abomináveis, em Levítico está escrito: "Voltar-me-ei contra esse homem, e o eliminarei do meio do seu povo, porquanto deu de seus filhos a Moloque, contaminando, assim, o meu santuário e profanando o meu santo nome." (Lv 20:3) Deus chama o seu povo de "meu santuário". É uma posição muito privilegiada, como todos nós sabemos, mas da qual se requer também muita responsabilidade. Fica claro que a prática de alguns tipos de pecados, pecados de abominação — levam à contaminação de todo o povo. O lugar da habitação de Deus, o seu povo, torna-se sujeito às penalidades como um todo por causa do pecado de alguns. Isso fica mais evidente no início do texto, com relação ao sacrifício a Moloque. Depois, embora não se mencione especificamente, depreende-se que toda a listagem de pecados tem as mesmas conseqüências espirituais de profanar o nome do Senhor e o seu povo. No contexto do Antigo Testamento observamos que nessa lista, por exemplo, encontram-se lado a lado vários tipos de práticas. O sacrifício humano, a necromancia, a feitiçaria, o amaldiçoar dos pais pelos filhos, o adultério, o incesto, o homossexualismo, a bestialidade, o sexo com mulheres durante o período menstrual, a questão de animais puros e imundos. Naturalmente esta lista tem um contexto histórico que levava em consideração costumes e práticas da época e que Deus, em sua sabedoria e prudência, advertiu o seu povo a que não fizesse as mesmas coisas. Ele é bem claro em dizer que o seu povo devia ser santo porque ele mesmo é Santo (Levítico 20:7-8; 26).
       O Senhor diz que foram essas práticas, costumeiras entre os povos da vizinhança, que o fizeram "aborrecer-se deles" (Cf. Levítico 20:23). E por causa disso agora seriam lançados fora de diante dos filhos de Israel.
E o Senhor adverte: "Não andeis nos costumes dessa gente".
       Seu mandamento é bem claro: "Guardai, pois, todos os meus estatutos e todos os meus juízos e cumprios, para que vos não vomite a terra para a qual vos levo para habitardes nela. Não andeis nos costumes da gente que eu lanço de diante de vós... Eu sou O SENHOR, vosso Deus, que vos separei dos povos... Separei-vos dos povos, para serdes meus." (Lv 20:22-24,26)
       Quem deixasse de cumprir esses mandamentos seria apedrejado, e o seu sangue cairia sobre si; seria eliminado do meio do povo (Levítico 20:27)
       Neste trecho, por causa da linguagem usada, entendemos que Deus não preparou para si um povo cuja única obrigação fosse viver uma vida individual de fé.
       Denota-se assim que não somos responsáveis apenas pelos nossos próprios atos, pela nossa própria vida com Deus. Desde o Antigo Testamento fica implícito que estamos conectados uns com os outros. Existe algo que podemos chamar de "solidariedade corporativa"; isto é, temos responsabilidades que transcendem a nossa vida individual no sentido de família, de antepassados, de povo e nação.
       Ainda que muita coisa tenha sido completada por Cristo, e o Novo Testamento tenha uma outra maneira de dizer e expressar-se, uma coisa é certa: Deus nos quer hoje muito mais unidos uns aos outros do que no Antigo Testamento.
       Isso é tão claro quanto a água porque, como já vimos, a figura que Paulo emprega mostra que a nossa ligação agora é como um organismo vivo.
       Isso dispensa quaisquer outras palavras.

O exemplo de Acã

       Uma outra história de um pecado cometido por um indivíduo e que foi considerado um pecado corporativo foi o pecado de Acã. Na verdade ele criou um problema horrível para ao povo de Deus. "Prevaricaram os filhos de Israel nas coisas condenadas; porque Acã, filho de Carmi, filho de Zabdi, filho de Zera, da tribo de Judá, tomou das coisas condenadas. A ira do Senhor se acendeu contra os filhos de Israel. "(Is 7:1)
       Os planos para a tomada da cidade de Ai foram se estabelecendo. Os espias foram ver a terra. E com a constatação de que a cidade de Ai era relativamente fácil de ser conquistada; disseram que bastariam apenas uns 2000 ou 3000 homens para aquela peleja. "Não fatigueis ali todo o povo, porque são poucos os inimigos." (Josué 7:3).
       Mas o exército de Israel e o seu grande comandante saíram derrotados. E o autor do livro de Josué diz que "o coração do povo se derreteu e se tornou como água" (Josué 7:5).
       Quando Josué, em prantos, perguntou a Deus por que ele permitiu que o seu povo sofresse aquela humilhação terrível, sendo derrotados daquela forma diante de um inimigo tão fraco, a resposta de Deus foi:
"Levanta-te! Por que estás prostrado assim sobre o rosto? ISRAEL PECOU, e violaram a minha aliança, aquilo que eu lhes ordenara, pois tomaram das coisas condenadas, e furtaram, e dissimularam, e até debaixo da sua bagagem o puseram. Pelo que os filhos de Israel não puderam resistir aos seus inimigos; viraram as costas diante deles, porquanto Israel se fizera condenado; já não serei convosco, se não eliminardes do vosso meio a coisa roubada." (Is 7:10-12)
       Um só homem tinha pecado e o seu pecado foi considerado por Deus não um pecado pessoal, mas sim de toda a nação, corporativamente. E então veio a derrota.
       Foi Acã quem pecou, mas o Senhor declarou de maneira clara, para não deixar nenhuma dúvida: "Israel pecou". E esse pecado teve conseqüência em todo o povo.

O exemplo de Neemias

       Dentro das promessas de bênção e maldição, Deus havia dito a Moisés que, se o povo não levasse a sério os seus mandamentos, além de todas as maldições prenunciadas em diversos textos da Bíblia, o povo e o rei que, no futuro, seria constituído, seriam levados para uma terra longínqua. E ali seriam obrigados a adorar deuses de pedra e pau (Deuteronômio 28:36).
       Isso acabou acontecendo. Os antepassados de Neemias, desobedecendo os mandamentos de Deus, provocaram uma situação de tanta rebeldia a ponto de obrigar Deus a levantar nações inimigas para subjugar Israel e Judá.
       E o povo de Deus foi levado cativo, ao exílio. Judá foi levado à Babilônia; e Israel foi para a Assíria.
       Estando Neemias no exílio, apesar de estar servindo ao Rei Artaxerxes como copeiro, o seu coração anelava em ver a cidade amada, Jerusalém. Foi quando ele ouviu o relato de que o povo que escapou do cativeiro vivia num estado miserável de abandono e pobreza, e que a cidade estava com os seus muros caídos e as portas queimadas, sem nenhuma sombra da sua glória passada, que tinha sido o orgulho de muitos israelitas.
       Neemias, que além de copeiro do rei era profeta de Deus, passou dias de angústia, lamentando e sofrendo pela realidade do seu povo e da cidade amada.
       Levado a jejuar e orar, em sua angústia ele confessou diante de Deus, assumindo os pecados corporativos dos seus antepassados:
       "Ah Senhor Deus dos céus, Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com aqueles que te amam e guardam os teus mandamentos! Estejam, pois, atentos os teus ouvidos, e os teus olhos, abertos, para acudires à oração do teu servo, que hoje faço à tua presença, dia e noite, pelos filhos de Israel, teus servos; e faço confissão pelos pecados dos filhos de Israel, os quais temos cometido contra ti; pois eu e a casa de meu pai temos pecado. "(Ne 1:5-6)
       Esta confissão de Neemias acerca da iniqüidade do seu povo e dos seus antepassados abriu-lhe a porta para uma viagem a Jerusalém. Uma vez removida a culpa por meio da confissão, o próprio Deus passou a empenhar-se em fazer mudar a sorte de seu povo. Neemias foi vitorioso em reconstruir os muros e as portas de Jerusalém, completando o trabalho que já tinha sido iniciado na época de Esdras, o qual tinha reconstruído o templo.

O exemplo de Daniel

       Uma outra pessoa que fez a confissão do pecado corporativo diante de Deus pedindo, na terra do exílio, perdão pelas iniqüidades dos seus antepassados, foi Daniel. Ele tinha sido levado cativo à Babilônia para servir ao rei Nabucodonosor, Dario e outros.
       Esse grande estadista de Deus levava uma vida irrepreensível nas terras do cativeiro e orava todos os dias, com as janelas voltadas para Jerusalém. Mas quando percebeu, pelos livros de Jeremias, que o tempo do cativeiro deveria findar depois de 70 anos, começou a interceder perante Deus.
       Daniel foi então levado a pedir perdão pelos pecados dos seus antepassados, cuja conseqüência foi eles terem sido banidos para a terra do exílio. A confissão do pecado corporativo feita por Daniel é longa, mas podemos ver apenas alguns versículos no capítulo 9 do livro do profeta:
       "Ah! Senhor! Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos; temos pecado e cometido iniqüidades, procedemos perversamente e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos;... Ó Senhor, a nós pertence o corar de vergonha, aos nossos reis, aos nossos príncipes e aos nossos pais, porque temos pecado contra ti. Ao Senhor, nosso Deus, pertence a misericórdia e o perdão, pois nos temos rebelado contra ele ... Ó Senhor, segundo todas as tuas justiças, aparte-se a tua ira e o teu furor da tua cidade de Jerusalém, do teu santo monte, porquanto, por causa dos nossos pecados e por causa das iniqüidades de nossos pais, se tornaram Jerusalém e o teu povoopróbrio para todos os que estão em redor de nós. (Dn 9:4-5,8-9,16)
       Assim como Neemias, Daniel não havia pecado, nem cometido contra Deus nenhuma ofensa. Mas colocou-se na brecha para interceder como se ele próprio houvesse praticado aquelas iniqüidades.
       Os pecados corporativos podem ser pecados da atualidade ou terem sido herdados dos antepassados, como neste caso.
       Assim, aprendemos que Deus não fala a nível individual quando trata de alguns assuntos. Por exemplo, mandamentos, promessas, bênçãos, julgamentos, profecias também são dados para o povo como um todo. Ou seja, Deus se refere todos, levando em conta uma "responsabilidade corporativa" ou "comunitária".
       Quanto a isso, observe o seguinte texto, e veja que sua linguagem é quase sempre no plural:
       "Se andardes nos meus estatutos, guardardes os meus mandamentos e os cumprirdes, então, eu vos darei as vossas chuvas a seu tempo; e a terra dará a sua messe, e a árvore do campo, o seu fruto ... Estabelecerei paz na terra; deitar-vos-eis, e não haverá quem vos espante; farei cessar os animais nocivos da terra, e pela vossa terra não passará espada. Perseguireis os vossos inimigos, e cairão à espada diante de vós. Cinco de vós perseguirão a cem, e cem dentre vós perseguirão a dez mil; e os vossos inimigos cairão à espada diante de vós. Para vós outros olharei, e vos farei fecundos, e vos multiplicarei, e confirmarei a minha aliança convosco. (Lv 26:3-4,6-9)

PECADOS CORPORATIVOS no Novo TESTAMENTO

Se a questão da responsabilidade corporativa no Antigo Testamento está
muito clara, como está ela no Novo? É o que vamos ver agora.

A visão do apóstolo Paulo

Sabemos que, no Novo Testamento, o apóstolo Paulo declara que o conjunto de todos os crentes é o Corpo de Cristo. E Paulo também considera que os casos de pecados individuais afetam toda a comunidade. Por exemplo, quando Paulo fala de dissensões entre os irmãos, ele entende que é uma falha que afeta a todos:
       "Eu, porém, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, e sim como a carnais, como a crianças em Cristo. Leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido; porque ainda não podíeis suportá-lo. Nem ainda agora podeis, porque ainda sois carnais. Porquanto, HAVENDO ENTRE VÓS ciúmes e contendas, não é assim que sois carnais e andais segundo o homem? " ( 1 Co 3:1-3)
       Paulo exorta duramente a igreja, e diz explicitamente que "um pouco de fermento leveda toda a massa" (Gálatas 5:9). E não há como a igreja ter associação com a impureza daquela forma, e nisso o apóstolo não está falando da impureza do mundo, mas da que existe dentro do próprio Corpo de Cristo.
       Da mesma forma, quando Paulo se referiu à igreja de Gálatas com
respeito à questão do legalismo, ele o fez corporativamente. "Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. "(Gl 1:6-7)
       O ponto de que, como corpo, somos então todos ligados, uns aos outros, fica muito claro quando Paulo escreve à igreja de Cristo em Corinto:
       "Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito  Cristo. Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito. Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos." (1 Co 12:12-14)
       Diz ele ainda, enfatizando como todos sofrem pelo problema de um dos membros desse corpo:
       "... para que não haja divisão no corpo; pelo contrário, cooperem os
membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros. De maneira que, se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam. Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo. "(1 Co 12:25-27)

Um exemplo prático: o caso de João

       Vou contar um exemplo prático: João era um estudante crente que estava muito animado. Percebia o poder da oração e da intercessão gerada no meio do grupo de universitários agindo entre os colegas que ainda não conheciam Jesus.
       Muitos deles sucumbiam diante do poder de Deus, da inquestionável presença dele, do mover do seu Espírito nas reuniões e estudos bíblicos de evangelização.
       E convertiam-se. O próprio João tinha sido alcançado por um colega evangélico que estudava na sua escola. Que coisa mais tremenda! E ele havia trocado a su luta ideológica marxista para seguir uma pessoa viva, Jesus de Nazaré. Estava apaixonado pelo novo Senhor.
       Ele notou que, enquanto havia unidade no meio dos irmãos do grupo, agora discípulos de Jesus, o Espírito Santo fluía para converter os colegas (João participava de um grupo da Aliança Bíblica Universitária).
       As mensagens compartilhadas, pela ação do Espírito, convencia do pecado, do juízo e da justiça os que as ouviam. Mas quando havia problemas e conflitos não resolvidos entre eles, João sentia o testemunho enfraquecer muito, deixando de produzir o efeito esperado. Com isso aprendeu, na prática, verdade bíblicas a respeito de como o pecado de alguns pode influenciar o bom desempenho do grupo todo. Parecia que as desavenças "tolhiam" o mover do Espírito e da Palavra em todos.
       Mas, sem dúvida, o que mais o surpreendeu foi o estado da igreja cristã na sua terra natal. Voltando em férias para a sua cidade, João verificou que a igreja evangélica de seus pais não vibrava como aquele grupo de evangelização na faculdade.
       Intrigado, procurou conhecer um pouco da história daquela igreja. E descobriu que, havia onze anos, aquela comunidade não via uma única alma converter-se. Curiosamente notou também que fazia exatamente onze anos que duas esposas de presbítero tinham brigado feio, e não mais conversavam entre si.
       Domingo após domingo as duas estavam presentes no culto da igreja, mas com o coração endurecido, e fincadas cada uma em suas próprias razões. E nunca mais trocaram uma só palavra.
       João, apesar de seu pouco tempo de conversão, começou a relacionar uma coisa com a outra. Como ele já tinha visto e sentido algo semelhante na faculdade, então ele pôde entender o que estava acontecendo naquela igreja. No seu grupo, logo as desavenças eram contornadas; mas no caso da igreja de seus pais, o pecado das duas havia se tornado o pecado da comunidade evangélica daquela cidade. Porque muito embora todos fossem conhecedores do evangelho, parece que ninguém havia se posicionado de maneira correta para tentar resolver aquele impasse que já perdurava por onze anos. E isso era o que devorava toda a vitalidade espiritual, tirando a força e a autoridade diante de qualquer testemunho.
       A igreja, assim, estava se tornando quase um sepulcro caiado.

Um outro caso: uma igreja com pecados históricos

       Um certo pastor, vendo que havia problemas de ordem espiritual, pois era muito difícil haver conversões, resolveu então pesquisar a história da igreja. E ele ficou muito preocupado com o que descobriu. Constatou que tinha havido sérios comprometimentos com as trevas no passado daquela igreja. E que muitos maçons tinham sido membros e chegaram a ter um papel preponderante na liderança da igreja, em décadas passadas.
       Há algum tempo ele tinha se convencido de que a maçonaria é um braço do Satanismo, e ele não se conformava por que a igreja tinha permitido que tais pessoas comprometidas com as trevas tivessem tomado a liderança. Por isso as coisas eram tão amarradas e não fluíam, como ele gostaria de ver. Parecia que Jesus não tinha lugar naquela igreja. Resolveu ele então convidar o nosso ministério para um seminário de libertação, a nível individual e a nível de cura da igreja. E esperou com muita ansiedade o seminário. Nesse tempo convocou os membros da igreja para orar e buscar a face do Senhor, o que é inclusive um dos requisitos para a sua realização.
       Finalmente aconteceu o seminário. No último dia do seminário, além de todas as bênçãos que já tinham ocorrido, e no meio de um quebrantamento geral, quando toda a igreja ajoelhou-se e chorou na presença de Deus, reconhecendo os seu pecados corporativos, alguns diáconos e membros foram à frente para publicamente confessar os seus pecados.
       Houve pedidos de perdão coletivos. O pastor tomou a iniciativa para confessar os pecado históricos da igreja, com respeito à participação da maçonaria no passado. E, logo em seguida, muitos diáconos e líderes foram à frente e pediram perdão uns aos outros e reconciliaram-se entre si.
       Mas, o que mais encheu de alegria o povo foi quando um homem muito bom, com espírito de servo e que estava sempre à disposição do povo daquela igreja, foi à frente e publicamente renunciou a sua lealdade à maçonaria para dizer que na ignorância ele havia feito aquele pacto, mas que naquele momento ele o estava desfazendo!
       Deus levou a sério a confissão que foi feita e, assim, a saúde espiritual voltou, e houve uma explosão de crescimento. Em pouquíssimos meses a igreja cresceu mais do que mil por cento, e o pastor não sabia o que fazer, pois o local ficou abarrotado de gente e abriram-se várias congregações de trabalho!
       Quando se arrepende dos pecados corporativos para limpar o Corpo local e se leva a sério a confissão e a reconciliação, Deus se move de maneira extraordinária!
FONTE: A NOIVA RESTAURADA, Cap. 9 – O Pecado Corporativo, Neuza Itioka

Neuza Itioka - UMA ABORDAGEM REDUCIONISTA DA EVANGELIZAÇÃO


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Se continuarmos a ser reducionistas em nossa abordagem da apresentação do evangelho aos pecadores, em nossa pregação, em nossa evangelização, barateando o evangelho, vamos continuar enfrentando esses problemas.
       Se em nossa ministração da salvação em Cristo pedirmos a esse pessoal que está abandonando as práticas da feitiçaria, da bruxaria, da magia negra, etc., apenas para levantar a mão — como confirmação da sua disposição em seguir a Jesus — e só permanecer nisso, vamos continuar a encher as nossas igrejas com crentes oprimidos e cheios de problemas causados por demônios.
       Muitos dos que abandonaram o espiritismo desse modo serão tentados a voltar às suas origens, devido às pressões do mundo das trevas, uma vez que não passaram por libertação.
       Lembro-me de uma certa moça, que vou chamá-la de Sílvia, que me foi trazida por uma missionária pelo fato de estar enfrentando uma situação estranha. Tendo cinco anos de conversão, ela foi rapidamente promovida à liderança da mocidade da sua igreja. Ela orava, pregava e evangelizava. Mas, de repente, recusou-se a continuar no ministério da mocidade: não queria mais orar, nem pregar, nem evangelizar. Quando a recebi, eu lhe perguntei:
       — Você tinha se envolvido com o espiritismo antes da sua conversão?
       — Nunca, não gosto dessas coisas — respondeu-me.
       Mas havia um fato curioso nela. Ela não se lembrava de nada do que havia acontecido na sua infância, até meados da sua adolescência.
       Continuando a entrevistá-la naquela ministração, eu a convidei a reafirmar a sua fé em Jesus Cristo e a renunciar os seus antigos senhores, Satanás e seus demônios. Seria uma renúncia geral, algo bastante simples.
       Mas quando ela foi reafirmar a sua fé em Jesus Cristo e renunciar o inimigo, de repente ela se viu travada na sua fala, na sua garganta, no seu corpo. E, atônita, viu-se rolando no chão, para poder confirmar a sua fé em Cristo e fazer a renúncia. Ela assustou-se, pois nunca tinha imaginado que semelhante coisa pudesse acontecer consigo. O mesmo aconteceu quando ela começou tomar posse da quebra de maldições hereditárias, com base na obra que Jesus Cristo realizou na cruz do Calvário.
       Depois de uma semana ela me procurou, confessando:
       — Minha irmã, lembrei-me de tudo. Desde criança eu ia ao centro espírita com meus familiares; eles me levavam lá duas vezes por semana.
       Os demônios que nela se achavam escondidos estavam atando a vida espiritual dela e, quando ela ia crescer no ministério na igreja, começaram a impedir que prosseguisse em servir ao Senhor, provocando total desinteresse na leitura da Bíblia, na vida de oração e até nas suas atividades ministeriais.
       — Por que fulano e beltrana, que tinham sido pai-de-santo e mãe-de-santo, e que estavam tão entusiasmados quando aceitaram a Jesus Cristo, acabaram voltando ao espiritismo? - perguntou-me um dia uma pastora, desolada.
       Ela sentia-se fracassada diante da situação. Certamente essa obreira nunca foi informada de que os que se envolveram pesadamente com os demônios não se libertam apenas com um assentimento intelectual, ou com uma confissão formal da fé.
       A pessoa tem que entregar a sua vida a Jesus Cristo, mas também tem de renunciar e expulsar os demônios com quem se envolveu. Os pactos e as alianças devem ser quebrados. Por falta de conhecimento da seriedade do envolvimento com os demônios, e a liderança da igreja não sabendo o que fazer e como fazer com os novos convertidos para que se libertem, muitos deles acabam voltando às suas origens, pressionados pelos poderes das trevas.
       E o engano é de tal monta que os advindos do espiritismo e do ocultismo, que apenas se decidiram começar seguir a Cristo, são muitas vezes aconselhados: "Vocês decidiram seguir Jesus? Vocês nada mais têm que fazer; vocês se converteram e agora vocês são novas criaturas, tudo se fez novo para vocês." (Este engano decorre do não entendimento de que 2 Coríntios 5:17 diz respeito ao nosso homem espiritual, mas não ao "velho homem", que ainda está contaminado e que precisa ser despojado de todas as suas impurezas, conforme vários versículos bíblicos nos ensinam) Alguns deles são até aconselhados de que não precisam passar pela libertação.

A NECESSIDADE DA IGREJA, HOJE

       Tenho presenciado uma multidão de pessoas insatisfeitas, desiludidas com as religiões tradicionais do nosso povo. Muitos já descobriram que o espiritismo - tanto na sua expressão mais intelectualizada, o Kardecismo, quanto na sua versão mais popular, a do baixo espiritismo, na forma de Candomblé e Umbanda - é demoníaco e buscam a solução na igreja de Cristo.
       Mas, infelizmente, nem todos da liderança evangélica crêem que tais pessoas precisam ser ministradas de uma maneira muito especial; e a igreja, de um modo geral, não está preparada para ministrá-las em libertação.
       Quando aqueles que buscam a Deus descobrem que Cristo é o Salvador suficiente, que ele teve vitória sobre os demônios, que ele é o único que os pode libertar dos espíritos malignos, destruidores e inescrupulosos, o entusiasmo é grande. De inicio tais pessoas apaixonam-se pelo Senhor e começam uma nova vida, entusiasmadas. Mas, se não passarem por uma libertação e cura interior, onde as suas feridas sejam tratadas e os demônios expulsos, todos eles voltarão às suas práticas antigas ou se tornarão crentes amarrados, oprimidos e medíocres.
       Em muitos casos, acontece ainda que, por não ter passado pela libertação e cura interior, a pessoa chega a exercer certos dons espirituais misturados com as antigas capacidades adquiridas no meio da feitiçaria, e criam uma confusão tremenda na igreja.
       Essa mistura e contaminação acontece freqüentemente com visões e profecias. Quem recebeu capacitações espirituais através do baixo espiritismo, do Kardecismo, da Messiânica e de outras práticas religiosas, antes de começar a iniciar o seu ministério, terá de passar por uma libertação caprichada.

UM POUCO DA NOSSA EXPERIÊNCIA

       Estou envolvida neste ministério de libertar as pessoas crentes dos poderes das trevas desde 1973, quando pela primeira vez enfrentei o caso de um irmão, um estudante universitário de uma das melhores escolas do Brasil, que estava cheio de demônios. Desde 1989 tenho atuado no ministério de ensino em igrejas, falando como devemos adequar a nossa mensagem do evangelho no contexto da feitiçaria, para poder salvar esse povo que vem de todas essas práticas espíritas e macumbeiras.
     Tenho exortado as igrejas locais no sentido de constituírem um ministério de libertação. E, junto com o ensino, tenho aconselhado e ministrado pessoalmente, com uma equipe treinada e ungida, milhares de pessoas advindas do espiritismo, do ocultismo, do esoterismo, da perversão sexual e de todos os demais vínculos com as trevas.
       Nosso ministério tem se desenvolvido dentro das igrejas. Não ministramos aqueles que ainda são umbandistas, kardecistas e candomblistas, ou participantes de qualquer outra seita, mas apenas crentes que, no passado, antes de sua conversão, tiveram um envolvimento com as trevas, crentes esses que ainda se encontram oprimidos e com problemas causados pelos demônios.
       Anualmente, através do nosso ministério (Ministério Ágape - Reconciliação; Rua Júlio de Castilhos, 1033 - 03059-000 -São Paulo - SP; Tel. (11) 6096-5106), temos falado a aproximadamente 15.000 pessoas, de igreja em igreja, incluindo-se neste número muitos pastores e líderes. E, a cada ano, a nossa equipe tem ministrado pessoalmente, com ficha individual, uma média de 2000 pessoas. Hoje, há equipes de libertação que foram por nós treinadas, que têm se multiplicado e que estão ministrando em diversas igrejas, espalhadas por todo o Brasil.
       Cada vez mais eu me convenço de como a igreja de Cristo está enferma, aprisionada e oprimida: tanto na sua estrutura de liderança, quanto nos seus membros. Estou convencida de que a igreja tem que adequar a sua mensagem e a sua prática ao nosso contexto de idolatria e macumbaria, de forma a libertar os oprimidos do seu cativeiro. Disse Jesus:
       "O Espírito de Deus está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor". (Lc 4:18,19)
       Alegro-me quando fico sabendo que tais e tais igrejas estão crescendo.
       Mas isso também significa que essas igrejas estão recebendo um contingente muito grande de pessoas que vieram das práticas da feitiçaria, da idolatria, do poder da mente, e de muitos outros envolvimentos com as trevas.
       Quando ministramos em igrejas assim, o número de pessoas necessitadas de serem libertas — para que desse modo possam crescer saudavelmente em sua nova vida em Cristo — é enorme. A nossa equipe tem que se desdobrar para atender o maior número possível de pessoas na ministração pessoal (cada ministração leva em torno de uma hora e meia, pelo menos, e num seminário de libertação normalmente estamos com uma equipe de 10 a 12 ministrantes). Em alguns casos somos obrigados a trabalhar duro para socorrer mais de 70 a 100 pessoas individualmente, devido ao desespero das situações.
       Nossa equipe, ao entrevistar as pessoas no aconselhamento de libertação e cura interior, tem se assustado com o nível de envolvimento dos que têm procurado a igreja de Cristo. Tais pessoas envolvem-se com todo tipo de práticas demoníacas, espíritas, esotéricas e vêm desembocar na igreja de Cristo, mas trazem consigo todo tipo de entulho, de sujeira e de comprometimento espiritual.
       Esse pessoal é aquele que, no passado, literalmente vendeu a sua alma ao diabo em troca de um momento de felicidade ilusória: amor, trabalho, saúde e dinheiro fácil.

A NECESSIDADE DE LIBERTAÇÃO

       Se estas entidades com quem eles foram envolvidos não forem renunciadas, se os vínculos estabelecidos com tais espíritos não forem cortados e quebrados, e se os pecados envolvidos não forem confessados, esses demônios tornarão a voltar e a confundir essas pessoas, dificultando o seu crescimento na fé e amarrando a sua vida espiritual, para que tenham, na melhor das hipóteses, uma vida cristã medíocre.
       Quando o direito legal que essas entidades tinham, por causa dos pecados praticados, não forem desse modo anulados, elas continuam com direito de atingir o crente, oprimindo-o e procurando trazê-lo de volta (Mateus 12:43-45).
       Temos ouvido sobre vários casos de pessoas que tiveram uma conversão espetacular, mas pela falta de uma ministração mais apropriada, ou voltaram às práticas antigas, ou caíram no pecado de adultério e perversão sexual. Temos encontrado casos de pessoas que tinham sido sacerdotes ou pais-de-santo, mas que agora são crentes, que vêm desesperados, pedindo ajuda, por estarem enfrentando lutas insuportáveis.
       É o caso de uma ex-mãe-de-santo que, apesar de estar na igreja de Cristo havia mais do que uma década, vinha enfrentando lutas e tentações terríveis para voltar às suas práticas antigas. Mas, quando foram quebrados os vínculos, renunciadas as entidades, e confessados todos os seus envolvimentos, ela experimentou uma grande transformação na sua vida.
       O engano está na interpretação da Palavra de Deus que diz que aquele que está em Cristo Jesus é uma nova Criatura e que tudo se fez novo, como já foi mencionado.
       Quando uma pessoa confessa com a sua boca que Jesus Cristo é o Senhor e crê no coração que ele ressuscitou, ela realmente se torna uma nova criatura e está salva (Ver Romanos 10:9-10 e João 3:6-7).
       Na dimensão espiritual, ela adquire a posição do filho que se assenta no lugar celestial juntamente com Cristo (Efésios 2:6). E ele se torna filho de Deus, de direito (Cf. João 1:12: "Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o DIREITO de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram por descendência natural,... mas nasceram de Deus." (NVI).
       Mas agora, ele terá de ser orientado, discipulado, ensinado a viver de fato a condição de ser filho de Deus no seu dia-a-dia, experimentando o poder transformador do Espírito Santo, a caminho da santificação. E terá que se despojar do "velho homem" (Efésios 4:22-24), isto é, libertar-se de todas as coisas antigas e de todas as contaminações que o atingiram em sua vida.
       Mas nisto a igreja tem falhado. Não tem ajudado e esclarecido o novo convertido sobre o que fazer com os pecados do passado, com os envolvimentos com a feitiçaria e com a idolatria, e com tudo mais que o contaminou no passado.
       A pessoa não pode exercer apenas aquela fé que chamaríamos de fé crédula.
       Nós, brasileiros, cremos em tudo, e cremos até demais. A Palavra de Deus diz que os demônios também crêem e até tremem. Eles conhecem quem é Jesus.
       No entanto, o seu destino é a perdição e o lago de fogo.
       Por isso, no exercer a fé salvadora, temos que entregar a nossa vida nas mãos do Senhor e quebrar os vínculos com os demônios, a quem servimos e com quem nos envolvemos no passado.

PRÁTICA DA IGREJA NEOTESTAMENTÁRIA E PRIMITIVA

       Os efésios que viviam no contexto da magia, envolvendo idolatria feitiçaria e centralizados no culto da grande Diana, ao ouvirem a pregação de Paulo, creram de fato em Jesus Cristo, como Senhor e Salvador. Mas não ficaram apenas no assentimento intelectual. O ato de crer em Jesus como Senhor e Salvador foi expresso numa renúncia pública das suas práticas antigas. Trouxeram os seus livros de magia para queimar, e vieram confessando e denunciando tudo que eles praticaram no passado, na área da feitiçaria e da magia. (Atos 19:18-19).
       É interessante o que os pais da igreja primitiva faziam com o povo que abandonava a feitiçaria. Por volta do ano 200 AD, o catecumenato desse povo chegava a durar até três anos. O pessoal que lidou com demônios tinha que ser cuidadosamente discipulado e ensinado nas doutrinas dos apóstolos e nos princípios do Cristianismo.
       Enquanto faziam isso, eles eram submetidos a diversas ministrações de libertação, ou seja, de expulsão de demônios. Só depois disso eles eram batizados. E, no batismo, eles declaravam claramente, juntamente com a confissão da sua fé, que renunciavam Satanás e seus demônios e todo orgulho, pompa e vaidade de origem satânica (Sipierski, Paulo - A Voz da Igreja Primitiva; São Paulo, SP, Editora Sepal 1991).

UMA CONCLUSÃO IMPORTANTE

       Hoje, temos apenas uma sombra dessa prática. Reduzimos a expressão da nossa fé em Cristo em apenas levantar a mão, e quem decidiu seguir a Jesus é levado a fazer um curso rápido de preparação para o batismo, sem fazer com que os que vieram do espiritismo e do ocultismo, principalmente, passem por libertação.
       Como é importante compreendermos que Jesus Cristo fez uma obra completa na cruz do Calvário, e que nada acrescentamos a ela, apenas dela temos que nos apropriar, não apenas em termos de salvação, mas de libertação, de cura, de quebra de maldições. Sim, na cruz ele levou os nossos pecados, quebrou todas as maldições de toda humanidade, e destruiu o poder das trevas, esmagando a cabeça da Serpente.
       Temos apenas que adequar esta mensagem aos nossos dias, dentro das nossas igrejas, inseridas num contexto de espiritismo e idolatria, e nos apropriarmos de todas as bênçãos que por nós Jesus conquistou na cruz.
FONTE: A Noiva Restaurada, Cap. 8 – Neuza Itioka
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1999 - Um fotógrafo que fez a cobertura de uma intervenção cirúrgica para corrigir um problema de espinha bífida realizada no interior do útero materno num feto de apenas 21 semanas de gestação, numa autêntica proeza médica, nunca imaginou que a sua máquina fotográfica registaria talvez o mais eloquente grito a favor da vida conhecido até hoje.

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Fonte:www.apocalink.blogspot.com