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domingo, 18 de novembro de 2012

ANGELA MERKEL CHAMA CRISTIANISMO DE “RELIGIÃO MAIS PERSEGUIDA DO MUNDO”


Andrew E. Harrod
Numa palestra que deu em 5 de novembro de 2012 num sínodo da Igreja Luterana da Alemanha (Evangelische Kirche Deutschlands ou EKD), a chanceler alemã Angela Merkel recentemente provocou polêmica em toda a Alemanha.
O discurso de Angela na cidade de Timmendorfer Strand, na província alemã de Schleswig-Holstein, incluiu o comentário de passagem de que o “Cristianismo é a religião mais perseguida do mundo”. O governo federal da Alemanha transformou assim a proteção da liberdade religiosa, inclusive a dos cristãos, numa meta da política externa alemã.
O fato de que Angela selecionou de forma especial o Cristianismo desagradou aos defensores dos direitos humanos, conforme notícia da agência noticiosa alemã dapd. Wenzel Michalski, diretor do Observatório dos Direitos Humanos (ODH) na Alemanha, viu o conceito de Angela como “totalmente estúpido”, considerando que toda perseguição religiosa é errada, independente da religião. Wenzel citou os muçulmanos da Birmânia e os judeus do mundo inteiro como exemplos de não cristãos que são vítimas de perseguição.
Um representante da Anistia Internacional também viu a menção de Angela ao Cristianismo como “tola”. Jerzy Montag, um parlamentar do Partido Verde (Die Grüne), de forma semelhante julgou a avaliação de Angela como “equivocada”, considerando que qualquer categorização de perseguição entre as religiões “não é de forma especial útil para combater violações de direitos humanos”.
Heiner Bielefeldt, Inspetor de Liberdade de Religião ou Convicção do Conselho de Diretos Humanos da ONU, ecoou Jerzy ao avaliar a qualificação de Angela do Cristianismo como “de forma especial não útil”. Heiner se expressou como “muito cauteloso” com relação a tais análises quantitativas. “Números de rumores ocasionais” que indicam que há uma perseguição particularmente forte de cristãos “não têm exatidão e evidências suficientes”.
Entretanto, a filial alemã da organização internacional de assistência aos cristãos perseguidos, Portas Abertas, apoiou Angela. Um porta-voz da organização mostrou suas informações de que 80% de todas as pessoas que sofrem perseguição religiosa no mundo inteiro são cristãs, uns 100 milhões de pessoas ao todo. Volker Kauder, presidente do Partido Democrático Cristão e membro do Parlamento, também viu como acurada a atitude de Angela de dar prioridade aos cristãos como vítimas de diversificada perseguição religiosa no mundo inteiro. Para Volker, o simples ato de enumerar regiões tumultuosas do mundo como Egito, Eritreia, Iraque, Nigéria e Síria justifica a declaração de Angela. Volker colocou assim ênfase especial na situação que está piorando para os cristãos em anos recentes em países muçulmanos. O trágico destino desses cristãos, é claro, merece a atenção de outros cristãos na Alemanha.
Angela também recebeu o apoio de Alexander Dobrindt, o colega parlamentar de Volker e secretário-geral da União Social Cristã da Bavária, o partido regional que é irmão do partido nacional União Democrática Cristã. Alexander assim criticou de forma especial os membros do Partido Verde, declarando que a ênfase de Angela nos cristãos não estava de acordo com a “cosmovisão multiculturalista do Partido Verde” em que todas as culturas têm normas fundamentalmente iguais. Para Alexander, os membros do Partido Verde têm mau gosto ao quererem a celebração de feriados islâmicos na Alemanha, mas não quererem dar um centímetro de apoio à proteção dos cristãos no mundo inteiro.
As análises sobre perseguição religiosa no mundo inteiro indicam que Alexander está certo em rejeitar tais equivalências culturais. A classificação feita pela filial alemã de Portas Abertas dos 50 governos no mundo que cometem mais opressão religiosa, por exemplo, enumera quase que exclusivamente nações de maioria muçulmana como a Arábia Saudita e o Irã ou governos marxistas como China e Coreia do Norte. Muitos desses mesmos nomes aparecem regularmente entre os 17 Países de Particular Preocupação citados pela Comissão de Liberdade Religiosa dos EUA por sua repressão. Portanto, os dois maiores inimigos mundiais da liberdade religiosa em geral e do Cristianismo em particular são vários seguidores de Maomé e Marx.
Preocupações políticas práticas exigem que os líderes sempre considerem sensibilidades diplomáticas, mas Alexander, Volker e outros estão certos quando querem que tal sensibilidade não venha à custa da verdade tão necessária para a formação de políticas adequadas. Tal verdade requer, entre outras coisas, mencionar os nomes exatos das vítimas e perpetradores. Numa época em que ideias politicamente corretas estão dominando quase que o mundo inteiro, Angela Merkel, que é filha de um pastor luterano, merece elogio por sua reconfortante honestidade.
Andrew E. Harrod é pesquisador e escritor free-lance e tem um doutorado pela Faculdade de Direito e Diplomacia Fletcher e o título de advocacia pela Faculdade de Direito da Universidade George Washington.
Traduzido por Julio Severo do artigo do Family Security Matters: Angela Merkel Calls Christianity the ‘World’s Most Persecuted Faith’
Leitura recomendada:


domingo, 2 de setembro de 2012

EM FAISALABAD, UM GAROTO CRISTÃO DE 14 ANOS FOI BRUTALMENTE ASSASSINADO


Um assassinato brutal, de natureza sombria, abalou mais uma vez a comunidade cristã no Paquistão, já marcada pela experiência da menina Rimsha, portadora de retardamento mental, presa por blasfêmia, em Islamabad (Leia Médicos confirmam incapacidade mental de menina paquistanesa). 

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Na terça-feira (21), em uma área isolada da cidade, a polícia de Faisalabad encontrou o corpo do cristão Suneel Masih, de 14 anos, terrivelmente mutilado. O menino era órfão e havia desaparecido dois dias antes. 
Ainda chocado com a ferocidade dos assassinos, um policial, sobre a condição de anonimato, confidenciou para a agência de notícias AsiaNews: "É a primeira vez que vejo um assassinato como esse". O corpo foi encontrado em estado deplorável, sem alguns órgãos internos e externos, que foram tomados, provavelmente, para serem vendidos no mercado negro. Seu rosto estava irreconhecível.
O funeral de Suneel realizou-se na quarta-feira (22), com a presença de alguns líderes e políticos locais. Uma marcha de protesto se estendeu pelas ruas de Faisalabad; pessoas repetidamente exigiam "justiça" para o caso do menino. 
De acordo com algumas testemunhas, em 19 de agosto, Suneel - estudante da 5ª série - foi a uma loja no Mercado da Liberdade comprar uma camisa. Naquela noite, o rapaz não voltou para casa. Nos primeiros dias, a família realizou uma busca desesperada e seu desaparecimento foi reportado à polícia. Dois dias depois (em 21 de agosto), a polícia encontrou o menino já morto.
Diante dos acontecimentos, a comunidade cristã está em choque e clama por justiça, talvez em vão, já que, até agora, a polícia sequer abriu uma investigação formal. O líder religioso Nisar Barkat falou à AsiaNews sobre a urgência do caso e apelou pela aplicação da lei, para que o governo leve os responsáveis à justiça "o quanto antes".
A comunidade cristã”, acrescenta Barkat, “se sente insegura e não consegue parar de pensar sobre este caso horrível. Hindus e cristãos vivem com medo". O cristão Joel Aamir Sohotra afirmou que "este crime representa uma séria reflexão, porque não estamos apenas diante do assassinato de um menino cristão, mas a liberdade de todas as minorias está ameaçada."
O advogado cristão Kamal Chughtai confirma que nunca viu "uma coisa assim, com este nível de crueldade” em toda a sua vida. Ele condena fortemente esta "atrocidade" e solicita a imediata detenção dos culpados. Segundo ele, se os assassinos não forem responsabilizados e punidos em dois dias, como prometido pela polícia, todos os cristãos na cidade devem tomar as ruas para exigir justiça.

sábado, 25 de agosto de 2012

EM PLENA GUERRA CIVIL, IGREJAS E LÍDERES MANTÊM-SE FIÉIS NA SÍRIA


No final de 2010, teve início o que ficou conhecido no mundo todo como “Primavera Árabe”. Diversas revoltas populares em países como Tunísia, Egito, Líbia e Iêmen levaram a geopolítica mundial à outra ordem. 

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As praças das cidades foram tomadas por pessoas comuns, sedentas por uma mudança radical no governo. Ditadores cruéis, que estavam, há anos, no poder, foram depostos; muitos civis foram mortos e feridos; a identidade das nações que compõem o leque das revoluções foi repensada.
Essa é a atual situação da Síria. Rebeldes reivindicam contra o presidente Bashar al-Assad, que está há 11 anos no poder.  O número mais recente divulgado pelo escritório de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) revela que, desde o início das revoltas, mais de cinco mil pessoas morreram em conflitos de repressão política no país.
Situação dos cristãos

“A situação na Síria está piorando. Os cristãos que conseguem um lugar de refúgio estão abandonando o país; mas, diferentemente dos anos que sucederam a queda de Saddam Hussein no Iraque, quando milhares de cristãos fugiram, os países vizinhos fecharam suas fronteiras para os sírios”, contou uma das fontes da Portas Abertas na Síria (Saiba mais em Violência, na Síria, afeta a vida dos Cristãos).  

Em meio a tudo isso, a Portas Abertas tem trabalhado junto às igrejas locais. “Nós continuamos, por exemplo, nosso apoio a uma operação de ajuda aos refugiados das cidades mais afetadas”, disse um porta-voz da instituição. "Muitos estão na cidade e ao redor de Damasco, por isso ainda é muito fácil ir até lá e ajudá-los. Assim, o trabalho de assistência que participamos pode ser executado como previsto”, declarou.
Para os cristãos sírios que desejam fugir da violência, não há muitas possibilidades. Eles procuram nações onde há certa liberdade de religião; porém, a Jordânia, por exemplo, já fechou suas fronteiras. "Somente no Líbano ainda há uma saída. Quem tem o dinheiro e a oportunidade de deixar sua casa, está saindo, especialmente de Aleppo. Disseram-me que há rumores de que o número de cristãos em território sírio caiu consideravelmente”, completou o porta-voz da Portas Abertas.
Evidentemente que, devido à atual situação de guerra civil no país, é difícil verificar os números. A população da Síria é de, aproximadamente 22,5 milhões. Segundo dados da Portas Abertas, acredita-se que o número de cristãos em 2011 era de, pelo menos, 1,6 milhões. "Nós não acreditamos que milhares de cristãos deixaram o país", disse o porta-voz, em resposta aos recentes rumores. "Muitos permanecem porque não podem ir a qualquer lugar. Só os ricos conseguem ir ao Líbano. Entre as pessoas deslocadas internamente, há um número de cristãos, mas que certamente não somam milhares”, afirmou. 
De acordo com uma fonte síria, os líderes cristãos ainda estão conseguindo “manter-se firmes e em pé”. "Os pastores e líderes querem ficar no país e incentivar suas congregações”, acrescentou. Alguns deles foram avisados por parentes que deveriam sair; “mas eles estão se recusando por preferir ajudar os outros”, disse.
"Nossos contatos estão ainda no mesmo lugar", afirmou o porta-voz da Portas Abertas. "Mas", respondeu o sírio "as coisas podem mudar. Cidadãos disseram-me que estão sofrendo com a falta de gasolina e combustível e, muitas vezes, não tem eletricidade em Aleppo e Damasco, por dias, assim como em muitas outras áreas”. Os combates têm chegado perto dos moradores da capital Damasco. "Recentemente tem havido problemas na área cristã de Bab Toma, no antigo centro da cidade. Alguns combatentes da oposição esconderam suas armas nas vielas do bairro. "Assim, a tensão é sentida em toda parte”, relatou.

Novidades em campo
Ontem (23), a agência de notícias AFP informou que, após a madrugada de terça para quarta-feira, marcada por conflitos armados, o exército conseguiu recuperar o controle dos bairros cristãos de Aleppo, que foram tomados por rebeldes sírios. Os insurgentes foram expulsos. Segundo um registro provisório do Observatório Sírio de Direitos Humanos, OSDH, nesta quinta (23), 111 pessoas morreram em todo o país (71 civis, 31 soldados e nove rebeldes).
A boa notícia é que, mesmo em guerra civil, as igrejas estão chegando aos amedrontados e feridos, servindo fielmente. A mensagem do evangelho está sendo divulgada e as pessoas estão mais receptivas. "Membros das Igrejas fazem muitas visitas domiciliares, dão apoio médico, distribuem alimentos, e às vezes ajudam no pagamento do aluguel. Muitos refugiados deixaram tudo para trás e se envergonham da dor e do sofrimento que passam”, disse o porta-voz da Portas Abertas. 
"Apesar da situação delicada do país, nós conseguimos dar continuidade em nosso trabalho com as igrejas na Síria", falou o porta-voz. "Nós apoiamos igrejas em acampamentos de verão para crianças e, ajudamos com seus programas de discipulado. Mas também auxiliamos várias igrejas na distribuição de comida e artigos de primeira necessidade”, finalizou (Leia Igreja síria permanece firme em meio à crise
Pedidos de oração:
  • Ore por paz na Síria.
  • Peça ao Senhor para que a Igreja permaneça fortalecida, mesmo em contexto de guerra civil.
  • Interceda por líderes cristãos que saibam reagir diante da situação em que estão vivendo.
  • Clame a Deus para que o mal seja revertido em bem, para que, pela glória do Seu nome, a igreja possa receber graça para continuar de pé.
*Por motivos de segurança, os contatos citados na notícia não podem ser identificados pelo nome.
Conheça mais sobre a Síria, 36º país na classificação de nações onde há mais perseguição aos cristãos. 
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

terça-feira, 14 de agosto de 2012

CONGRESSO VAMOS ORAR JUNTOS 2012



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Aborto diga não!

Aborto diga não!
1999 - Um fotógrafo que fez a cobertura de uma intervenção cirúrgica para corrigir um problema de espinha bífida realizada no interior do útero materno num feto de apenas 21 semanas de gestação, numa autêntica proeza médica, nunca imaginou que a sua máquina fotográfica registaria talvez o mais eloquente grito a favor da vida conhecido até hoje.

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal.

Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX).

Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença".

Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias.

Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

Fonte:www.apocalink.blogspot.com