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segunda-feira, 9 de julho de 2012

COMO OS FURACÕES KATRINA, OFÉLIA E RITA FIZERAM AVANÇAR A FUTURA DITADURA — ASSINATURAS OCULTISTAS PROVAM QUE AS TEMPESTADES FORAM PLANEJADAS COMO FASES DE UM MESMO EVENTO


Embora o furacão Rita tenha enfraquecido e não tenha causado o nível de dano originalmente esperado, ele se uniu ao Katrina e ao Ofélia para fazer avançar a vindoura ditadura. O governo federal nos EUA se fortaleceu após a ocorrência desses três furacões. Além disso, pelo menos sete outros objetivos foram alcançados ou avançados.
A Nova Ordem Mundial está chegando! Você está preparado?
Aprenda a proteger a si mesmo e aos seus amados!
Após ler nossos artigos, você nunca mais verá as notícias da mesma forma.

Assinaturas Ocultistas nos Furacões Rita, Katrina e Ofélia

Três poderosos furacões atingiram os EUA no período de um mês — a história registrará esses furacões como os "trigêmeos malignos", cujo impacto no fulcro da sociedade americana será tão terrível quanto se possa imaginar. Demonstraremos que os furacões Katrina, Ofélia e Rita podem ter feito mais para selar o destino das liberdades americanas do que as pessoas podem imaginar.
Começaremos na nascente ocultista de todo esse plano global, de onde todos os eventos eventualmente fluem. Como já afirmamos diversas vezes anteriormente, todos os eventos que ocorrem em particular e em público têm sua origem no plano de uma sociedade secreta ocultista para reorganizar o mundo de modo que o Cristo maçônico (o Anticristo) possa surgir para assumir o controle. Assim que o cenário mundial estiver adequadamente preparado, a guerra das dores finais do parto (a Terceira Guerra Mundial) será deflagrada entre Israel e seus vizinhos árabes, e dela surgirá o Anticristo.
Esse é o plano da sociedade secreta maçônica, e corre em paralelo com muitas profecias bíblicas que falam do aparecimento do Anticristo, que será acompanhado por enganações, e manifestações de poderes e habilidades sem precedentes. Uma das pedras fundamentais sobre as quais a Cutting Edge foi fundada é a compreensão de que o plano dos Illuminati para pôr em cena seu Anticristo está totalmente de acordo com as profecias bíblicas, muito mais antigas — fazendo, dessa forma, com que qualquer pessoa com discernimento perceba que os Illuminati estão sendo forçados pelas profecias de Deus a criar um plano que cumpra completamente a palavra profética de Deus! Nós simplesmente mostramos nos eventos atuais como esse cumprimento está acontecendo.
Uma vez que os Illuminati são pagãos no sentido real de Romanos 1:25, adoram a criatura no lugar do Criador. Uma das criações que eles adoram são os números, acreditando que contêm poderes inerentes e que um bom plano pode falhar se não for realizado com determinados números sagrados. Leia o artigo N1778, "33 33 33 = 666: O Raciocínio Satânico da Nova Ordem Mundial", para entender completamente essa crença.
Simples e sucintamente, os ocultistas (pagãos) amam determinados números: os satanistas acreditam que um evento cuidadosamente planejado deve ser executado de acordo com os números corretos, ou poderá não ser bem-sucedido. Eles se esforçam para fazer um evento ocorrer de acordo com os números corretos. Como explica Wescott: "... portanto o 11 é a essência de tudo o que é pecaminoso, prejudicial e imperfeito." [Occult Power of Numbers, pág. 100]. Assim, embora o 11 seja muito importante, seus múltiplos, como 22, 33, 44, 55, 66, 77, 88 e 99, também são importantes.
Elizabeth van Buren, uma autora de Nova Era, é muito franca ao descrever o real significado desses números de dois dígitos:
"… na numerologia espiritual, os números 11, 22 e 33 são os três 'números mestres', o maior sendo o 33... Esse maior dentre os números mestres foi a idade do Mestre Iniciado (Jesus) quando da sua morte, ressurreição e ascensão, dando mais inclinações esotéricas. O '33' simboliza a mais elevada consciência espiritual atingível pelo ser humano." [The Secrets of the Illuminati, págs. 161-2].
A "triplicação" de um número sagrado também é importante, como o "333" ou o "111", comunicando o mesmo sentido que o número de dois dígitos, mas com uma "amplificação" do poder e do significado.
Permita-nos recorrer novamente a van Buren conforme ela se refere especificamente ao significado do número "333":
Jesus — aqui chamado de "Mestre Iniciado" — tinha '33' no momento da Sua morte; então, quando um ocultista acrescenta o número '3', para o número de dias que Jesus passou no sepulcro, obtém o '333' como um cálculo de todo o evento pelo qual os ocultistas acreditam que Jesus passou. Como diz van Buren: "O Cristo repousou no sepulcro por três dias após sua crucificação, um símbolo para nós dos passos que o homem deve seguir para renascer. O número '333' fala da morte, ressurreição e ascensão." [Ibidem, págs. 162-3].
Para reiterar: "O número '333' fala da morte, ressurreição e ascensão." Uma vez que toda a trama ocultista global planeja produzir o Cristo maçônico (o bíblico Anticristo) que imitará a "morte, ressurreição e ascensão" de Jesus em cumprimento a Apocalipse 13:3, essas seqüências de números são perfeitas quando você deseja que seus colegas ocultistas em todo o mundo saibam que o evento que acabou de ocorrer foi criado como parte de um esforço para mudar o mundo de modo que o seu Cristo possa aparecer.
Além disso, os Illuminati acreditam que o "11" é o número do seu Cristo maçônico, o que é totalmente compatível com Daniel 7:7-8, que retrata o Anticristo como o décimo primeiro chifre a surgir depois dos dez chifres originais.
O número "13" é o número que representa a extrema rebeldia contra a autoridade constituída de Deus. Você verá esse número básico da rebelião geralmente multiplicado por 2 ou 3, razão pela qual Adolf Hitler, que era adepto de uma sociedade secreta, deflagrou sua guerra em 1939 (3x13).
Você e eu não pensamos dessa forma, mas os pagãos Illuminati certamente pensam, e quando um evento é executado de acordo com os números ocultistas, esses números representam uma "assinatura ocultista" do evento. Assim sendo, os observadores com discernimento podem, e devem, atentar para um evento para ver se ele foi executado usando alguma combinação de números sagrados. O tipo de número básico pelo qual um evento é executado pode muito bem nos dizer o motivo pelo qual esse evento em particular foi executado. Por exemplo, os ataques de 11/9/2001 estavam simplesmente 'recheados' pelo número "11", o que nos diz que o evento foi realizado para ajudar a preparar o cenário para o aparecimento do Anticristo.
Os furacões Katrina, Ofélia e Rita contiveram uma assinatura ocultista. E, mais importante, o período de tempo entre eles traz uma "assinatura ocultista".
Como você pode ver nesta calculadora de calendário, o intervalo de tempo entre o dia que o furacão Katrina atingiu Nova Orleans (29 de agosto) e o dia que o Rita atingiu o Texas e a costa de Louisiana (24 de setembro) foi exatamente de 26 dias. Esse número é muito importante, pois equivale a 13x2, um número freqüentemente visto como uma assinatura ocultista. Esse número literalmente significa que os Illuminati estão realizando uma "extrema rebelião contra a autoridade constituída de Deus" — em dobro! E já que tantas pessoas ainda acreditam que somente Deus pode controlar o clima, os Illuminati estão sinalizando para seus colegas ocultistas que eles — e não Deus — estão criando e direcionando essas tempestades. (Se você não está ciente de que os cientistas a serviço dos globalistas podem controlar e, de fato, controlam o clima e estão utilizando esse controle como uma arma contra nós, pedimos que leia nossos artigos na Seção Controle do Clima / Guerra Climática.).
O fato de que o período de tempo entre essas duas tempestades — Katrina no início e Rita no fim — traz a assinatura ocultista do "13x2" também as liga como eventos planejados. Podemos seguramente considerá-las como tempestades gêmeas planejadas para produzir um efeito maior no plano para levar os EUA ao ponto em que a Constituição poderá ser dissolvida e a Lei Marcial estabelecida, de modo que o mundo possa avançar rapidamente pela planejada Terceira Guerra Mundial. Lembre-se do que temos afirmado há tanto tempo: no reinado do Anticristo não haverá lugar para a verdadeira democracia ou para a eleição de qualquer governo. Quando os dez governantes finais da Terra (o artigoN1783, "Tremendo em Expectativa Entre o Cumprimento de Duas Profecias Bíblicas!", revela que o mundo já foi dividido em dez supernações) se aliarem ao Anticristo para entregar a ele seu poder coletivo em cumprimento a Apocalipse 17:17, cada país deverá ter uma ditadura absolutista. Essa é uma mudança que precisará ser feita antes que o Anticristo possa aparecer no cenário mundial, pois ele deverá governar a maior e mais terrível ditadura que o mundo já viu. Em virtude disto, o mundo está sendo sujeitado à ameaça terrorista global criada de forma deliberada. Por que as forças norte-americanas estão espalhadas por todo o globo e por que o mundo está experimentando tantas reviravoltas em todos os continentes?
Vamos analisar outras assinaturas ocultistas nesses furacões:
Furacão Rita — Chegou à terra firme em 24/9, às 3h30min da tarde, como um furacão de Categoria 3 — isto forma o importantíssimo número ocultista "333". Leia o artigo N1478, "33 33 33 = 666: O Raciocínio Satânico da Nova Ordem Mundial", para ver quão importante o "333" é para o praticante ocultista. Conforme você ler esse artigo referido, observe que o "33" é também muito misterioso, muito poderoso e pode ser usado em conjunção com o "333".
Furacão Katrina — Citando nosso artigo N2069 (não traduzido):
  • Ele chegou à costa em 29 de agosto: 2+9=11 ('11' é o número do vindouro Anticristo).
  • O Katrina foi a décima primeira tempestade nomeada na temporada.
  • O Katrina foi o sexto furacão a atingir a Flórida na temporada.
·         O Katrina chegou à costa na região de Nova Orleans — Mississipi entre as 6h07min-6h11min da manhã. Uma vez que o sol nasceu às 6h36min, essa tempestade literalmente deu as boas-vindas ao nascer do sol. Isso pode não parecer grande coisa para você, mas para um pagão, cujo principal deus é o sol, isso é muito importante.
Furacão Ofélia — Enquanto seguimos estudando os recentes furacões, sentimos a necessidade de falar sobre a assinatura ocultista do Ofélia. Após permanecer enfraquecido na costa da Flórida por diversos dias, o Ofélia começou a viajar para o norte. A tempestade estacionou por diversos dias na costa da Carolina do Sul, quase diretamente ao leste de Charleston. É claro, Charleston está situada no Paralelo 33.
Em 14/9, quando o Ofélia começou a se mover para o seu alvo na Barreira de Recifes e para o leste da linha costeira — uma das principais zonas de Preservação Ambiental das Nações Unidas — sua localização exata era muito reveladora. Precisamente às 11h33min da manhã, o Ofélia estava localizado em: 33.3N, 77.7W
Portanto, o Ofélia conteve a assinatura do "33" e do "333", mas também do "777". Uma vez que o número "7" é o número da perfeição, e o "777" é uma triplicação desse significado, o furacão Ofélia teve a assinatura que diz aos ocultistas em todo o mundo que o plano para produzir o "Messias" está próximo da finalização perfeita. Acreditamos que seja provável que o furacão Ofélia tenha sido a tempestade que permitiu oficialmente que o Exército dos EUA iniciasse a "Operação Ofélia", o plano que reduzirá os EUA a zonas de patrulhamento militar, ocupadas por tropas estrangeiras, segundo a Lei Marcial.
Até mesmo outra história dos noticiários traz uma assinatura ocultista. Considere a seguinte história que apareceu após a passagem do furacão Rita:
Resumo da notícia: "O Preço Bruto Sobe Conforme os Mercados Avaliam o Furacão Rita", Yahoo News, 26/9/2005.
"Budapeste, Hungria — O preço do petróleo bruto caiu na segunda-feira quando os mercados suspiravam aliviados pelo fato de o furacão Rita não ter atingido as zonas cruciais de processamento de petróleo no Texas. Mas dezesseis refinarias de petróleo texanas permaneceram fechadas após a tempestade, e os funcionários encontraram danos significativos em pelo menos uma, na área de Port Arthur... Os analistas alertaram que essa interrupção pode levar à escassez dos derivados de petróleo — e preços mais elevados — com o inverno no hemisfério norte se aproximando rapidamente... O presidente George W. Bush afirmou que centenas de milhares de empregos corriam risco se a tempestade paralisasse a produção de petróleo... O Serviço de Gerenciamento de Minerais dos EUA disse na segunda-feira que 666 plataformas do Golfo permaneciam sem funcionários desde sábado. A produção de petróleo no Golfo do México estava totalmente paralisada, e mais de 80% da emissão de gás natural estava interrompida. Desde que o Katrina chegou há um mês, mais de 33 milhões de barris de petróleo e 4,42 bilhões de metros cúbicos de gás natural foram perdidos." (Ênfase adicionada).
A questão é que acreditamos que todas essas histórias dos últimos quatro anos em que aparecem os números "11", "33", "666" e outros, foram criadas para alertar os ocultistas de todo o mundo, fazendo-os saber a verdade, isto é, que esses eventos foram planejados e estão levando o mundo para o reinado do Cristo maçônico. Deus, por outro lado, está permitindo que esses números apareçam constantemente de modo a finalmente alertar as pessoas sobre Seus julgamentos vindouros; afinal, os números ocultistas sagrados de Satanás são advertências do julgamento de Deus.

Conclusão


Em apenas 26 dias, os EUA sofreram três grandes furacões. Vamos rever as datas neste ponto:
  • Furacão Katrina — 29 de agosto.
  • Furacão Ofélia — 15 de setembro.
  • Furacão Rita — 24 de setembro.
Agora, vamos calcular:
  • De Katrina até Rita = 26 dias, uma assinatura ocultista de 13x2.
  • De Ofélia até Rita = 9 dias — No ocultismo, o número "9" é um número de finalização ou complementação.
Como o Jogo de Cartas dos llluminati predisse, as tempestades naturais maciças estão sendo usadas para demolir a Antiga Ordem Mundial, com os seus confortáveis direitos e liberdades. Controlando o caos provocado por essas tempestades, nossos governantes iluministas estão gradualmente desmantelando nosso antigo sistema, aguardando o dia em que poderão derrubá-lo totalmente, iniciar sua Terceira Guerra Mundial e pôr em cena seu amado Cristo maçônico.
Enquanto isso, o governo está rapidamente acumulando mais poder e autoridade à custa da autoridade dos estados individuais.
A divisa do Grau 33 na Maçonaria é "Ordo Ab Chaos" — "Ordem a partir do caos."
Os líderes maçônicos no poder criam deliberadamente o caos e depois põem em funcionamento a ordem que desejam — a Nova Ordem Mundial.
Esse sistema global está agora sendo estabelecido sistematicamente — e esses desastres naturais estão definitivamente cumprindo seu papel, permitindo que o governo aumente cada vez mais seu poder ditatorial. Em breve, o desastre final ocorrerá — muito provavelmente a "previsão" final da FEMA (Agência Federal de Gerenciamento de Emergência) de um grande terremoto ao longo da falha de San Andreas. Esse desastre natural, vindo após esses furacões, levará os EUA à ditadura.
Você ficará surpreso? Os ocultistas em todo o mundo não ficarão, pois terão seguido atentamente as pistas numéricas cuidadosamente deixadas por esses desastres naturais, pelosataques em Londres em 7/7/2005, pelos ataques de 11/9/2001, pelo presidente Bush ordenando a invasão do Iraque 555 dias após o 11/9/2001, e por muitas outras ocasiões em que os eventos foram realizados "por meio dos números".
A única preparação é espiritual.
Você está preparado espiritualmente? Sua família está preparada? Você está protegendo seus amados da forma adequada? Esta é a razão deste ministério, fazê-lo compreender os perigos iminentes e depois ajudá-lo a criar estratégias para advertir e proteger seus amados. Após estar bem treinado, você também pode usar seu conhecimento como um modo de abrir a porta de discussão com uma pessoa que ainda não conheça o plano da salvação. Já pude fazer isso muitas vezes e vi pessoas receberem Jesus Cristo em seus corações. Estes tempos difíceis em que vivemos também são tempos em que podemos anunciar Jesus Cristo a muitas pessoas.
Se você recebeu Jesus Cristo como seu Salvador pessoal, mas vive uma vida espiritual morna, precisa pedir perdão e renovar seus compromissos. Ele o perdoará imediatamente e encherá seu coração com a alegria do Espírito Santo de Deus. Em seguida, você precisa iniciar uma vida diária de comunhão, com oração e estudo da Bíblia.
Se você nunca colocou sua confiança em Jesus Cristo como Salvador, mas entendeu que ele é real e que o fim dos tempos está próximo, e quer receber o Dom Gratuito da Vida Eterna, pode fazer isso agora, na privacidade do seu lar. Após confiar em Jesus Cristo como seu Salvador, você nasce de novo espiritualmente e passa a ter a certeza da vida eterna nos céus, como se já estivesse lá. Assim, pode ter a certeza de que o Reino do Anticristo não o tocará espiritualmente. Se quiser saber como nascer de novo, vá para nossa Página da Salvaçãoagora.
Esperamos que este ministério seja uma bênção em sua vida. Nosso propósito é educar e advertir as pessoas, para que vejam a vindoura Nova Ordem Mundial, o Reino do Anticristo, nas notícias do dia-a-dia.
Se desejar visitar o site "The Cutting Edge", dê um clique aqui: http://www.cuttingedge.org
Que Deus o abençoe.
Tradução: Eduardo Perez Neto
Data de publicação: 24/10/2005
Revisão: http://www.TextoExato.com
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/n2078.asp


domingo, 24 de junho de 2012

LIVRO "A DOUTRINA DO CHOQUE" - AUTORA: NAOMI KLEIN



A DOUTRINA DO CHOQUE

Reproduzimos entrevista com Naomi Klein, que lançou um livro interessante. Pretende unir vários acontecimentos do século XX com mudanças econômicas, tais como as propagadas por figuras como Milton Friedman e Friedrich Hayek. Daí o título das mudanças econômicas associadas a outros acontecimentos: "A doutrina do choque" (com esse vídeo de divulgação). Lá vai (Fonte: Unisinus, dica do Desobediente):

O golpe de Pinochet no Chile. O massacre da Praça de Tiananmen. O Colapso da União Soviética. O 11 de setembro de 2001. A guerra contra o Iraque. O tsunami asiático e o furacão Katrina. O que todos esses acontecimentos têm em comum? É o que a ativista canadense antiglobalização Naomi Klein explica em seu novo livro The Shock Doctrine: The Rise of Disaster Capitalism [A doutrina do choque: O auge do capitalismo do desastre] – ainda sem tradução para o português. Naomi Klein em uma longa entrevista para o sítio La Haine, 27-09-2007, afirma que a história do livre-mercado contemporâneo foi escrita em choques e que os eventos catastróficos são extremamente benéficos para as corporações. Ao mesmo tempo a autora revela que os grandes nomes da economia liberal, como Milton Friedman, defendem o ‘capitalismo do desastre’. A tradução é do Cepat.

O que é exatamente a doutrina do choque?

       A doutrina do choque como todas as doutrinas é uma filosofia de poder. É uma filosofia sobre como conseguir seus próprios objetivos políticos e econômicos. É uma filosofia que sustenta que a melhor maneira, a melhor oportunidade para impor as idéias radicais do livre-mercado é no período subseqüente ao de um grande choque. Esse choque poder ser uma catástrofe econômica. Pode ser um desastre natural. Pode ser um ataque terrorista. Pode ser uma guerra. Mas, a idéia é que essas crises, esses desastres, esses choques abrandam a sociedades inteiras. Deslocam-nas. Desorientam as pessoas. E abre-se uma ‘janela’ e a partir dessa janela se pode introduzir o que os economistas chamam de ‘terapia do choque econômico’.

É uma espécie de extrema cirurgia de países inteiros. E tudo de uma vez. Não se trata de um reforma aqui, outra por ali, mas sim uma mudança de caráter radical como o que vimos acontecer na Rússia nos anos noventa, o que Paul Bremer procurou impor no Iraque depois da invasão. De modo que é isso a doutrina do choque. E não significa que apenas os direitistas em determinada época tenham sido os únicos que exploraram essa oportunidade com as crises, porque essa idéia de explorar uma crise não é exclusividade de uma ideologia em particular. Os fascistas também se aproveitaram disso, os comunistas também o fizeram.

Explique quem é Milton Friedman, a quem ataca energicamente nesse livro?

Bem, ataco Milton Friedman porque é o símbolo da história que estou abordando. Milton Friedman morreu no ano passado. Morreu em 2006. E quando morreu, vimos como o descreveram em tributos pomposos como se fosse provavelmente o intelectual mais importante do período pós-guerra. Não apenas o economista mais importante, mas o intelectual mais importante. E é verdade que se pode construir um argumento contundente nesse sentido. Foi conselheiro de Thatcher, de Nixon, de Reagan, do atual governo Bush. Deu aulas a Donald Rumsfeld no início de sua carreira. Assessorou Pinochet nos anos setenta. Também assessorou o Partido Comunista da China no período chave da reforma ao final dos anos oitenta.
Sendo assim, teve uma influência enorme. Falei outro dia com alguém que o descreveu como o Karl Marx do capitalismo. E acredito que não é uma comparação ruim, mesmo que esteja segura de que Marx não gostaria nem um pouco. Mas foi realmente um popularizador dessas idéias.
Tinha uma visão de sociedade na qual o único papel aceitável para o Estado era o de implementar contratos e proteger fronteiras. Tudo o demais deve ser entregue por completo ao mercado, seja a educação, os parques nacionais, os correios, tudo o que poderia produzir algum lucro. E realmente viu, suponho, que as compras – a compra e a venda – constituem a forma mais elevada de democracia, a forma mais elevada de liberdade. O seu livro mais conhecido é Capitalism and Freedom [Capitalismo e liberdade].
Quando da sua morte no ano passado, percebemos o como essas idéias radicais de livre mercado chegaram a dominar o mundo, de como varreram a antiga União Soviética, a América Latina, a África, de como essas idéias triunfaram durante os últimos trinta e cinco anos. E isso me impressionou muito, porque já estava escrevendo esse livro. Nessas idéias - que tanto se falou quando da morte de Friedman -, nunca ouvimos falar de violência, nunca ouvimos falar de crises e nunca ouvimos falar de choques. Ou seja, a história oficial é de que estas idéias triunfaram porque desejávamos que assim o fosse, que o Muro de Berlim caiu porque as pessoas exigiram ter seus Big Macs junto com a sua democracia. E a história oficial do auge dessa ideologia passa por Margaret Thatcher dizendo: “Não há alternativa”, à Francis Fukuyama afirmando que “a história terminou, o capitalismo e a liberdade caminham juntos”.
Portanto, o que procuro fazer nesse livro é contar a mesma história, a conjuntura crucial nos qual essa ideologia entrou com força, mas re-introduzo a violência, re-introduzo os choques e, digo que existe uma relação entre os massacres, entre as crises, entre os grandes choques e os duros golpes contra vários países e a capacidade de imposição de políticas que são rejeitadas pela grande maioria das pessoas desse planeta.

Você fala de Milton Friedman. Qual a relação com a ‘Escola de Chicago’?

A influência de Milton Friedman provém do seu papel como o popularizador real do que é conhecido como a ‘Escola de Chicago’. Ele foi professor na Universidade de Chicago. Estudou na Universidade de Chicago e na seqüência foi professor nessa instituição. O seu mentor foi um dos economistas mais radicais do livre mercado da nossa época, Friedrich Von Hayek que foi professor na Universidade de Chicago.

A Escola de economia de Chicago representa essa contra-revolução contra o Estado de bem estar social. Nos anos cinqüenta, Harvard e Yale e as oito escolas mais prestigiadas dos EUA estavam dominadas por economistas keynesianos, pessoas como John Kenneth Galbraith, que acreditava que depois da grande depressão, era crucial que a economia funcionasse com uma força moderadora do mercado. E foi a partir daí que nasceu um ‘novo contrato’, a do Estado de bem estar social e tudo isso que faz com que o mercado seja menos brutal e se tenha uma espécie de sistema público de saúde, seguro desemprego, assistência social, etc.

A importância do Departamento de Economia da Universidade de Chicago é que realmente ele foi um instrumento de Wall Street, que financiou muito, muito consideravelmente a Universidade de Chicago. Walter Wriston, o chefe do Citibank era muito amigo de Milton Friedman e a Universidade de Chicago se converteu em uma espécie de ponto de partida da contra-revolução contra o keynesianismo e o novo contrato social com o objetivo de desmanchá-lo.

Qual a relação da Escola de Chicago com o Chile?

Depois da eleição de Salvador Allende, a eleição de um socialista democrático, em 1970, houve um complô para derrubá-lo. Nixon disse genialmente: “Que a economia grite”. E o complô teve numerosos elementos, embargos, etc e finalmente o apoio para o golpe de Pinochet em setembro de 1973. Escutamos muito falar nos ‘Chicago Boys’ no Chile, mas não sabemos detalhes sobre o que foram na realidade.

O que faço no livro é contar esse capítulo da história. (...) Em 11 de setembro de 1973, enquanto os tanques rodavam pelas ruas de Santiago e o palácio presidencial ardia e Salvador Allende era morto, um grupo dos assim chamados ‘Chicagos Boys’, assumia o controle da economia. Economistas chilenos que haviam sido levados para a Universidade de Chicago para estudar com bolsas do governo dos EUA como parte de uma estratégia deliberada para orientar a direita latino-americana.

Tratou-se de um programa ideológico financiado pelo governo dos EUA, parte do que o ex-ministro do exterior chama de “um projeto de transferência ideológica deliberada”, ou seja, levar esses estudantes a uma escola distante, na Universidade de Chicago e doutriná-los num tipo de economia que era marginal nos EUA na época e enviá-los de volta para casa como guerreiros ideológicos.

Falemos do choque no sentido da tortura...

Começo o livro estudando dois laboratórios para a doutrina do choque. Como disse anteriormente, considero que há diferentes formas de choque. Um deles é o choque econômico e o outro o choque corporal, os choques nas pessoas. E nem sempre acontecem juntos, mas estiveram presentes em conjunturas cruciais. Assim que um dos laboratórios para essa doutrina foi a Universidade de Chicago nos anos cinqüenta, quando todos esses economistas latino-americanos foram treinados para se converter em terapeutas do choque econômico. Outro – e não se trata de uma espécie de grandiosa conspiração – foi a Universidade McGill nos anos cinqüenta.
A Universidade McGill foi o ponto de partida para os experimentos que a CIA financiou para aprender sobre tortura. Quero dizer, foi chamado ‘controle da mente’ na época ou ‘lavagem cerebral’. Agora compreendemos, graças ao trabalho de gente como Alfred McCoy, que consta em seu programa que o que realmente pesquisavam nos anos cinqüentas sob o programa MK-ULTRA, foram experimentos de eletrochoques extremos, LSD, PCP, extrema privação sensorial, sobrecarga sensorial, tudo isso que vemos hoje utilizados em Guantánamo e Abu Ghraib. Um manual para desfazer personalidades, para a regressão total de personalidades. (...) McGill realizou parte dos seus experimentos fora dos EUA, porque assim considerava melhor a CIA.

Em Montreal?
Sim. McGill em Montreal. Na época então, o chefe de psiquiatria era um individuo chamado Ewen Cameron. Na realidade se tratava de um cidadão estadunidense. Foi anteriormente chefe da Associação de Psiquiatria Estadunidense. Foi para McGill para ser chefe de psiquiatria e para dirigir um hospital chamado de Allan Memorial Hospital, que era um hospital psiquiátrico. Recebeu financiamento da CIA e transformou o Allan Memorial Hospital em um laboratório extraordinário para o que agora consideramos técnicas alternativas de interrogatório. Dopava os seus pacientes com estranhos coquetéis de drogas, como LSD e PCP. Os fazia dormir, uma espécie de estado de coma durante um mês. Colocou alguns dos seus pacientes em uma situação de privação sensorial extrema e a intenção era que perdessem a idéia de espaço e tempo. Ewen Cameron dizia acreditar que a doença mental poderia ser tratada tomando pacientes adultos e reduzindo-os ao estado infantil. (...) Foi esta a idéia que atraiu a atenção da CIA, a de induzir deliberadamente uma regressão extrema.


Você falou do Chile, falemos do Iraque da privatização da guerra no Iraque - O governo iraquiano anulou a licença da companhia de segurança estadunidense Blackwater.

Esta é uma notícia extraordinária. Quero dizer, é a primeira vez que uma dessas firmas mercenárias é realmente considerada responsável. Como escreveu Jeremy Scahill em seu incrível livro ‘Blackwater: The Rise of the [Word´s] Most Powerful Mercenary Army’, o verdadeiro problema é que nunca houve processos. Essas companhias trabalham em uma ‘zona cinzenta’, ou são boy scouts e nada lhes acontecia. (...) Isso significa que se o governo iraquiano realmente expulsar Blackwater do Iraque, poderia ser um fato e tanto para submeter essas companhias à lei e questionar toda premissa de porque até agora se permitiu que se tivesse lugar este nível de privatização e de ilegalidade.
(...) Algo em que eu penso pela pesquisa que eu fiz para o livro No Logo se entrecruza com esta etapa do capitalismo do desastre em que estamos metidos agora. Rumsfeld [ex-Secretário de Defesa de Bush] aproveitou a revolução de percepção das marcas dos anos noventa, na qual a projeção de marcas corporativas – no sentido do que descrevo em No Logo – em que essas companhias deixaram de produzir produtos e anunciaram que já não produziam produtos, mas produziam marcas, produziam imagens e deixam que outros, terceirizados, façam o trabalho sujo de fabricar as coisas. E essa foi a espécie de revolução na sub-contratação e esse foi o paradigma da corporação ‘vazia’.
Rumsfeld se encaixa nessa tradição. E quando se tornou Secretário de Defesa, agiu como age um novo executivo da nova economia que se viu na tarefa de reestruturações radicais. Mas, o que fez foi adotar essa filosofia da revolução no mundo corporativo e aplicá-la à forças-armadas. (...) essencialmente o papel do exército é criar a percepção de marca, é comercializar, é projetar a imagem de força e dominação no globo – porém sub-contratando cada função, da atenção à saúde – administrando a atenção de saúde aos soldados – à construção de bases militares, que já estava acontecendo durante o governo de Clinton, ao papel que Blackwater desempenha e companhias como DynCorp, que como se sabe, destacou Jeremy, participam realmente em combates.

Comente a destruição do Iraque, do ‘Choque e Pavor’, da terapia econômica do choque de Paul Bremer, o choque da tortura, assim como a junção de todas essas coisas no Iraque.

Como já disse, no Chile, vimos esta fórmula do triplo choque. E eu penso que vemos a mesma fórmula do triplo choque no Iraque. Primeiro foi a invasão, a invasão militar de ‘choque e pavor’ – muitas pessoas pensam no tema apenas como se tratasse de um montão de bombas, um montão de mísseis, mas é realmente uma doutrina psicológica que em si é um crime de guerra, porque se diz que na primeira Guerra do Golfo, o objetivo foi atacar a infraestrutura de Sadam, mas sob uma campanha de ‘choque e pavor’, o objetivo é a sociedade em escala maior. È um princípio da doutrina ‘choque e pavor’.

Agora, o ataque de sociedades em escala maior é castigo coletivo, o que constitui crime de guerra. Não é permitido que os exércitos ataquem às sociedades em escala maior, apenas é permitido que ataquem os exércitos. A doutrina é verdadeiramente surpreendente, porque fala de privação sensorial em escala massiva. Fala de cegar, de cortar os sentidos de toda uma população. E o que vimos durante a invasão, o apagão de luzes, o corte de toda a comunicação, o emudecimento dos telefones e logos os saques, que não acredito que façam parte da estratégia, mas imagino que não fazer nada faz parte da estratégia, porque sabemos que houve uma série de advertências que falava em proteger os museus, as bibliotecas e nada se fez. E depois temos a famosa declaração de Donald Rumsfeld quando foi confrontado com este fato: “Essas coisas passam”.
(...) O objetivo, usando a famosa frase do colunista do New York Times, Thomas Friedman, não é o de construir a nação, mas sim “criar a nação”, que é uma idéia extraordinariamente violenta.

Nova Órleans?

Nova Órleans é um exemplo clássico do que eu chamo de doutrina do choque do capitalismo do desastre porque houve um primeiro choque que foi o alagamento da cidade. E como se sabe, não foi um desastre natural. E a grande ironia do caso é que realmente foi um desastre dessa mesma ideologia de que estávamos falando, o abandono sistemático da esfera pública. Eu penso que cada vez mais vamos ver acontecimentos assim. Quando se têm vinte e cinco anos de contínuo abandono da infra-estrutura pública e do esqueleto do Estado – o sistema de transporte, as estradas, os diques. A sociedade de engenheiros civis estadunidense calculou que colocar em condições o esqueleto do Estado custaria 1,5 bilhões de dólares. Portanto, o que temos é uma espécie de tormenta perfeita, na qual o debilitado Estado frágil se entrecruza com um clima cada vez pior, que diria que também faz parte desse mesmo frenesi ideológico em busca de benefícios a curto prazo e crescimento a curto prazo. E quando estes dois entram em coalizão, vem um desastre. É o que ocorreu em Nova Órleans.

O que a mais horrorizou ao pesquisar a doutrina do choque?

Horrorizou-me o fato que se tem por aí muita literatura que eu não sabia que existia e que os economistas a admitem. Uma quantidade de citações de propugnadores da economia de livre-mercado, todos desde Milton Friedman a John Williamson, que é o homem que cunhou a frase ‘Consenso de Washington’, admitindo entre eles, não em público, mas sim entre eles, como em documentos tecnocráticos, que nunca conseguiram impor uma cirurgia radical do livre-mercado se não acontece uma crise em grande escala, ou seja, as mesmas pessoas que propugnam que o mito central da nossa época, que a democracia e o capitalismo caminho juntos, sabe que se trata de uma mentira e o admitem por escrito.
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Aborto diga não!

Aborto diga não!
1999 - Um fotógrafo que fez a cobertura de uma intervenção cirúrgica para corrigir um problema de espinha bífida realizada no interior do útero materno num feto de apenas 21 semanas de gestação, numa autêntica proeza médica, nunca imaginou que a sua máquina fotográfica registaria talvez o mais eloquente grito a favor da vida conhecido até hoje.

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal.

Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX).

Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença".

Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias.

Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

Fonte:www.apocalink.blogspot.com