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segunda-feira, 9 de julho de 2012

COMO OS FURACÕES KATRINA, OFÉLIA E RITA FIZERAM AVANÇAR A FUTURA DITADURA — ASSINATURAS OCULTISTAS PROVAM QUE AS TEMPESTADES FORAM PLANEJADAS COMO FASES DE UM MESMO EVENTO


Embora o furacão Rita tenha enfraquecido e não tenha causado o nível de dano originalmente esperado, ele se uniu ao Katrina e ao Ofélia para fazer avançar a vindoura ditadura. O governo federal nos EUA se fortaleceu após a ocorrência desses três furacões. Além disso, pelo menos sete outros objetivos foram alcançados ou avançados.
A Nova Ordem Mundial está chegando! Você está preparado?
Aprenda a proteger a si mesmo e aos seus amados!
Após ler nossos artigos, você nunca mais verá as notícias da mesma forma.

Assinaturas Ocultistas nos Furacões Rita, Katrina e Ofélia

Três poderosos furacões atingiram os EUA no período de um mês — a história registrará esses furacões como os "trigêmeos malignos", cujo impacto no fulcro da sociedade americana será tão terrível quanto se possa imaginar. Demonstraremos que os furacões Katrina, Ofélia e Rita podem ter feito mais para selar o destino das liberdades americanas do que as pessoas podem imaginar.
Começaremos na nascente ocultista de todo esse plano global, de onde todos os eventos eventualmente fluem. Como já afirmamos diversas vezes anteriormente, todos os eventos que ocorrem em particular e em público têm sua origem no plano de uma sociedade secreta ocultista para reorganizar o mundo de modo que o Cristo maçônico (o Anticristo) possa surgir para assumir o controle. Assim que o cenário mundial estiver adequadamente preparado, a guerra das dores finais do parto (a Terceira Guerra Mundial) será deflagrada entre Israel e seus vizinhos árabes, e dela surgirá o Anticristo.
Esse é o plano da sociedade secreta maçônica, e corre em paralelo com muitas profecias bíblicas que falam do aparecimento do Anticristo, que será acompanhado por enganações, e manifestações de poderes e habilidades sem precedentes. Uma das pedras fundamentais sobre as quais a Cutting Edge foi fundada é a compreensão de que o plano dos Illuminati para pôr em cena seu Anticristo está totalmente de acordo com as profecias bíblicas, muito mais antigas — fazendo, dessa forma, com que qualquer pessoa com discernimento perceba que os Illuminati estão sendo forçados pelas profecias de Deus a criar um plano que cumpra completamente a palavra profética de Deus! Nós simplesmente mostramos nos eventos atuais como esse cumprimento está acontecendo.
Uma vez que os Illuminati são pagãos no sentido real de Romanos 1:25, adoram a criatura no lugar do Criador. Uma das criações que eles adoram são os números, acreditando que contêm poderes inerentes e que um bom plano pode falhar se não for realizado com determinados números sagrados. Leia o artigo N1778, "33 33 33 = 666: O Raciocínio Satânico da Nova Ordem Mundial", para entender completamente essa crença.
Simples e sucintamente, os ocultistas (pagãos) amam determinados números: os satanistas acreditam que um evento cuidadosamente planejado deve ser executado de acordo com os números corretos, ou poderá não ser bem-sucedido. Eles se esforçam para fazer um evento ocorrer de acordo com os números corretos. Como explica Wescott: "... portanto o 11 é a essência de tudo o que é pecaminoso, prejudicial e imperfeito." [Occult Power of Numbers, pág. 100]. Assim, embora o 11 seja muito importante, seus múltiplos, como 22, 33, 44, 55, 66, 77, 88 e 99, também são importantes.
Elizabeth van Buren, uma autora de Nova Era, é muito franca ao descrever o real significado desses números de dois dígitos:
"… na numerologia espiritual, os números 11, 22 e 33 são os três 'números mestres', o maior sendo o 33... Esse maior dentre os números mestres foi a idade do Mestre Iniciado (Jesus) quando da sua morte, ressurreição e ascensão, dando mais inclinações esotéricas. O '33' simboliza a mais elevada consciência espiritual atingível pelo ser humano." [The Secrets of the Illuminati, págs. 161-2].
A "triplicação" de um número sagrado também é importante, como o "333" ou o "111", comunicando o mesmo sentido que o número de dois dígitos, mas com uma "amplificação" do poder e do significado.
Permita-nos recorrer novamente a van Buren conforme ela se refere especificamente ao significado do número "333":
Jesus — aqui chamado de "Mestre Iniciado" — tinha '33' no momento da Sua morte; então, quando um ocultista acrescenta o número '3', para o número de dias que Jesus passou no sepulcro, obtém o '333' como um cálculo de todo o evento pelo qual os ocultistas acreditam que Jesus passou. Como diz van Buren: "O Cristo repousou no sepulcro por três dias após sua crucificação, um símbolo para nós dos passos que o homem deve seguir para renascer. O número '333' fala da morte, ressurreição e ascensão." [Ibidem, págs. 162-3].
Para reiterar: "O número '333' fala da morte, ressurreição e ascensão." Uma vez que toda a trama ocultista global planeja produzir o Cristo maçônico (o bíblico Anticristo) que imitará a "morte, ressurreição e ascensão" de Jesus em cumprimento a Apocalipse 13:3, essas seqüências de números são perfeitas quando você deseja que seus colegas ocultistas em todo o mundo saibam que o evento que acabou de ocorrer foi criado como parte de um esforço para mudar o mundo de modo que o seu Cristo possa aparecer.
Além disso, os Illuminati acreditam que o "11" é o número do seu Cristo maçônico, o que é totalmente compatível com Daniel 7:7-8, que retrata o Anticristo como o décimo primeiro chifre a surgir depois dos dez chifres originais.
O número "13" é o número que representa a extrema rebeldia contra a autoridade constituída de Deus. Você verá esse número básico da rebelião geralmente multiplicado por 2 ou 3, razão pela qual Adolf Hitler, que era adepto de uma sociedade secreta, deflagrou sua guerra em 1939 (3x13).
Você e eu não pensamos dessa forma, mas os pagãos Illuminati certamente pensam, e quando um evento é executado de acordo com os números ocultistas, esses números representam uma "assinatura ocultista" do evento. Assim sendo, os observadores com discernimento podem, e devem, atentar para um evento para ver se ele foi executado usando alguma combinação de números sagrados. O tipo de número básico pelo qual um evento é executado pode muito bem nos dizer o motivo pelo qual esse evento em particular foi executado. Por exemplo, os ataques de 11/9/2001 estavam simplesmente 'recheados' pelo número "11", o que nos diz que o evento foi realizado para ajudar a preparar o cenário para o aparecimento do Anticristo.
Os furacões Katrina, Ofélia e Rita contiveram uma assinatura ocultista. E, mais importante, o período de tempo entre eles traz uma "assinatura ocultista".
Como você pode ver nesta calculadora de calendário, o intervalo de tempo entre o dia que o furacão Katrina atingiu Nova Orleans (29 de agosto) e o dia que o Rita atingiu o Texas e a costa de Louisiana (24 de setembro) foi exatamente de 26 dias. Esse número é muito importante, pois equivale a 13x2, um número freqüentemente visto como uma assinatura ocultista. Esse número literalmente significa que os Illuminati estão realizando uma "extrema rebelião contra a autoridade constituída de Deus" — em dobro! E já que tantas pessoas ainda acreditam que somente Deus pode controlar o clima, os Illuminati estão sinalizando para seus colegas ocultistas que eles — e não Deus — estão criando e direcionando essas tempestades. (Se você não está ciente de que os cientistas a serviço dos globalistas podem controlar e, de fato, controlam o clima e estão utilizando esse controle como uma arma contra nós, pedimos que leia nossos artigos na Seção Controle do Clima / Guerra Climática.).
O fato de que o período de tempo entre essas duas tempestades — Katrina no início e Rita no fim — traz a assinatura ocultista do "13x2" também as liga como eventos planejados. Podemos seguramente considerá-las como tempestades gêmeas planejadas para produzir um efeito maior no plano para levar os EUA ao ponto em que a Constituição poderá ser dissolvida e a Lei Marcial estabelecida, de modo que o mundo possa avançar rapidamente pela planejada Terceira Guerra Mundial. Lembre-se do que temos afirmado há tanto tempo: no reinado do Anticristo não haverá lugar para a verdadeira democracia ou para a eleição de qualquer governo. Quando os dez governantes finais da Terra (o artigoN1783, "Tremendo em Expectativa Entre o Cumprimento de Duas Profecias Bíblicas!", revela que o mundo já foi dividido em dez supernações) se aliarem ao Anticristo para entregar a ele seu poder coletivo em cumprimento a Apocalipse 17:17, cada país deverá ter uma ditadura absolutista. Essa é uma mudança que precisará ser feita antes que o Anticristo possa aparecer no cenário mundial, pois ele deverá governar a maior e mais terrível ditadura que o mundo já viu. Em virtude disto, o mundo está sendo sujeitado à ameaça terrorista global criada de forma deliberada. Por que as forças norte-americanas estão espalhadas por todo o globo e por que o mundo está experimentando tantas reviravoltas em todos os continentes?
Vamos analisar outras assinaturas ocultistas nesses furacões:
Furacão Rita — Chegou à terra firme em 24/9, às 3h30min da tarde, como um furacão de Categoria 3 — isto forma o importantíssimo número ocultista "333". Leia o artigo N1478, "33 33 33 = 666: O Raciocínio Satânico da Nova Ordem Mundial", para ver quão importante o "333" é para o praticante ocultista. Conforme você ler esse artigo referido, observe que o "33" é também muito misterioso, muito poderoso e pode ser usado em conjunção com o "333".
Furacão Katrina — Citando nosso artigo N2069 (não traduzido):
  • Ele chegou à costa em 29 de agosto: 2+9=11 ('11' é o número do vindouro Anticristo).
  • O Katrina foi a décima primeira tempestade nomeada na temporada.
  • O Katrina foi o sexto furacão a atingir a Flórida na temporada.
·         O Katrina chegou à costa na região de Nova Orleans — Mississipi entre as 6h07min-6h11min da manhã. Uma vez que o sol nasceu às 6h36min, essa tempestade literalmente deu as boas-vindas ao nascer do sol. Isso pode não parecer grande coisa para você, mas para um pagão, cujo principal deus é o sol, isso é muito importante.
Furacão Ofélia — Enquanto seguimos estudando os recentes furacões, sentimos a necessidade de falar sobre a assinatura ocultista do Ofélia. Após permanecer enfraquecido na costa da Flórida por diversos dias, o Ofélia começou a viajar para o norte. A tempestade estacionou por diversos dias na costa da Carolina do Sul, quase diretamente ao leste de Charleston. É claro, Charleston está situada no Paralelo 33.
Em 14/9, quando o Ofélia começou a se mover para o seu alvo na Barreira de Recifes e para o leste da linha costeira — uma das principais zonas de Preservação Ambiental das Nações Unidas — sua localização exata era muito reveladora. Precisamente às 11h33min da manhã, o Ofélia estava localizado em: 33.3N, 77.7W
Portanto, o Ofélia conteve a assinatura do "33" e do "333", mas também do "777". Uma vez que o número "7" é o número da perfeição, e o "777" é uma triplicação desse significado, o furacão Ofélia teve a assinatura que diz aos ocultistas em todo o mundo que o plano para produzir o "Messias" está próximo da finalização perfeita. Acreditamos que seja provável que o furacão Ofélia tenha sido a tempestade que permitiu oficialmente que o Exército dos EUA iniciasse a "Operação Ofélia", o plano que reduzirá os EUA a zonas de patrulhamento militar, ocupadas por tropas estrangeiras, segundo a Lei Marcial.
Até mesmo outra história dos noticiários traz uma assinatura ocultista. Considere a seguinte história que apareceu após a passagem do furacão Rita:
Resumo da notícia: "O Preço Bruto Sobe Conforme os Mercados Avaliam o Furacão Rita", Yahoo News, 26/9/2005.
"Budapeste, Hungria — O preço do petróleo bruto caiu na segunda-feira quando os mercados suspiravam aliviados pelo fato de o furacão Rita não ter atingido as zonas cruciais de processamento de petróleo no Texas. Mas dezesseis refinarias de petróleo texanas permaneceram fechadas após a tempestade, e os funcionários encontraram danos significativos em pelo menos uma, na área de Port Arthur... Os analistas alertaram que essa interrupção pode levar à escassez dos derivados de petróleo — e preços mais elevados — com o inverno no hemisfério norte se aproximando rapidamente... O presidente George W. Bush afirmou que centenas de milhares de empregos corriam risco se a tempestade paralisasse a produção de petróleo... O Serviço de Gerenciamento de Minerais dos EUA disse na segunda-feira que 666 plataformas do Golfo permaneciam sem funcionários desde sábado. A produção de petróleo no Golfo do México estava totalmente paralisada, e mais de 80% da emissão de gás natural estava interrompida. Desde que o Katrina chegou há um mês, mais de 33 milhões de barris de petróleo e 4,42 bilhões de metros cúbicos de gás natural foram perdidos." (Ênfase adicionada).
A questão é que acreditamos que todas essas histórias dos últimos quatro anos em que aparecem os números "11", "33", "666" e outros, foram criadas para alertar os ocultistas de todo o mundo, fazendo-os saber a verdade, isto é, que esses eventos foram planejados e estão levando o mundo para o reinado do Cristo maçônico. Deus, por outro lado, está permitindo que esses números apareçam constantemente de modo a finalmente alertar as pessoas sobre Seus julgamentos vindouros; afinal, os números ocultistas sagrados de Satanás são advertências do julgamento de Deus.

Conclusão


Em apenas 26 dias, os EUA sofreram três grandes furacões. Vamos rever as datas neste ponto:
  • Furacão Katrina — 29 de agosto.
  • Furacão Ofélia — 15 de setembro.
  • Furacão Rita — 24 de setembro.
Agora, vamos calcular:
  • De Katrina até Rita = 26 dias, uma assinatura ocultista de 13x2.
  • De Ofélia até Rita = 9 dias — No ocultismo, o número "9" é um número de finalização ou complementação.
Como o Jogo de Cartas dos llluminati predisse, as tempestades naturais maciças estão sendo usadas para demolir a Antiga Ordem Mundial, com os seus confortáveis direitos e liberdades. Controlando o caos provocado por essas tempestades, nossos governantes iluministas estão gradualmente desmantelando nosso antigo sistema, aguardando o dia em que poderão derrubá-lo totalmente, iniciar sua Terceira Guerra Mundial e pôr em cena seu amado Cristo maçônico.
Enquanto isso, o governo está rapidamente acumulando mais poder e autoridade à custa da autoridade dos estados individuais.
A divisa do Grau 33 na Maçonaria é "Ordo Ab Chaos" — "Ordem a partir do caos."
Os líderes maçônicos no poder criam deliberadamente o caos e depois põem em funcionamento a ordem que desejam — a Nova Ordem Mundial.
Esse sistema global está agora sendo estabelecido sistematicamente — e esses desastres naturais estão definitivamente cumprindo seu papel, permitindo que o governo aumente cada vez mais seu poder ditatorial. Em breve, o desastre final ocorrerá — muito provavelmente a "previsão" final da FEMA (Agência Federal de Gerenciamento de Emergência) de um grande terremoto ao longo da falha de San Andreas. Esse desastre natural, vindo após esses furacões, levará os EUA à ditadura.
Você ficará surpreso? Os ocultistas em todo o mundo não ficarão, pois terão seguido atentamente as pistas numéricas cuidadosamente deixadas por esses desastres naturais, pelosataques em Londres em 7/7/2005, pelos ataques de 11/9/2001, pelo presidente Bush ordenando a invasão do Iraque 555 dias após o 11/9/2001, e por muitas outras ocasiões em que os eventos foram realizados "por meio dos números".
A única preparação é espiritual.
Você está preparado espiritualmente? Sua família está preparada? Você está protegendo seus amados da forma adequada? Esta é a razão deste ministério, fazê-lo compreender os perigos iminentes e depois ajudá-lo a criar estratégias para advertir e proteger seus amados. Após estar bem treinado, você também pode usar seu conhecimento como um modo de abrir a porta de discussão com uma pessoa que ainda não conheça o plano da salvação. Já pude fazer isso muitas vezes e vi pessoas receberem Jesus Cristo em seus corações. Estes tempos difíceis em que vivemos também são tempos em que podemos anunciar Jesus Cristo a muitas pessoas.
Se você recebeu Jesus Cristo como seu Salvador pessoal, mas vive uma vida espiritual morna, precisa pedir perdão e renovar seus compromissos. Ele o perdoará imediatamente e encherá seu coração com a alegria do Espírito Santo de Deus. Em seguida, você precisa iniciar uma vida diária de comunhão, com oração e estudo da Bíblia.
Se você nunca colocou sua confiança em Jesus Cristo como Salvador, mas entendeu que ele é real e que o fim dos tempos está próximo, e quer receber o Dom Gratuito da Vida Eterna, pode fazer isso agora, na privacidade do seu lar. Após confiar em Jesus Cristo como seu Salvador, você nasce de novo espiritualmente e passa a ter a certeza da vida eterna nos céus, como se já estivesse lá. Assim, pode ter a certeza de que o Reino do Anticristo não o tocará espiritualmente. Se quiser saber como nascer de novo, vá para nossa Página da Salvaçãoagora.
Esperamos que este ministério seja uma bênção em sua vida. Nosso propósito é educar e advertir as pessoas, para que vejam a vindoura Nova Ordem Mundial, o Reino do Anticristo, nas notícias do dia-a-dia.
Se desejar visitar o site "The Cutting Edge", dê um clique aqui: http://www.cuttingedge.org
Que Deus o abençoe.
Tradução: Eduardo Perez Neto
Data de publicação: 24/10/2005
Revisão: http://www.TextoExato.com
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/n2078.asp


segunda-feira, 26 de julho de 2010

PORTUGAL MAÇÔNICO 3

Portugal Maçónico 3



Em 1802 tinha sido a fundação da grande Loja Maçônica Portuguesa o Grande Oriente Lusitano, portanto quando da Invasão Francesa, já muitas informações haviam passado entre um dos lados e outro.


A partir  deste momento e após a presença do «partido francês», no governo português, é reforçada com a ascensão de António de Araújo Azevedo à Secretaria dos Negócios Estrangeiros.





A 11 de Dezembro de 1804, é efetuado o Tratado de amizade e fraternidade entre as duas obediências: os Grandes Orientes de França e Portugal.


Em 1816, foi eleito 3.º Grão-Mestre da Maçonaria Portuguesa Gomes Freire de Andrade. A eleição reflecte o prestígio do ex-comandante da Legião Portuguesa. 


Portanto,já aqui se notava a influênçia que a Maçonaria exercia sobre cargos decisivos no aparelho de Estado.


Em 1817 a criação em Lisboa da conspiração da Sociedade Secreta e paramaçônica revolucionária (Supremo Conselho Regenerador de Portugal, Brasil e Algarves), com o objectivo de afastar Ingleses e outros estrangeiros do controlo militar do país e de promover a «salvação e independência» de Portugal através da formação de um novo governo. Os membros desta sociedade eram, na sua maioria, militares regressados a Portugal, depois de prestarem serviço no exército Napoleónico, e Maçons, como carismático grão-mestre, general Gomes Freire de Andrade. 


A teia revolucionária é descoberta pelas autoridades Portuguesas e Inglesas e os seus responsáveis são severamente julgados, sendo deportados, exilados e, os mais importantes, condenados à morte e executados por enforcamento, o que veio a acontecer ao General Gomes Freire de Andrade, tido como o líder da conspiração...





Após esta descoberta, em Março, sai um Alvará publicado por ordem dos governadores de Lisboa, depois do consentimento do rei D. João VI, proibindo as sociedades secretas, em Portugal, esta medida social integra-se no contexto da política repressiva das autoridades portuguesas e inglesas contra os partidários da mudança para um regime liberal, genuinamente português. 





Após quase todo o Sec XIX entre tomadas de poder e varias invasões por parte dos franceses em Agosto de 1897 dá-se a criação da Carbonária Portuguesa por António Augusto Duarte da Luz Almeida. Associação paralela da Maçonaria, esta pretendia ser uma agremiação filantrópica, filosófica, mutualista e apartidária, aquela apontava para a prossecução de objectivos politico-conspirativos. Parece ter sido introduzida em Portugal após a Revolução de 1820, tendo tido grande actividade durante a primeira metade do século, altura em que entra num longo marasmo até ao início da década de 90. Renasce com a indignação nacional subsequente ao Ultimatum Inglês e progressivamente vai-se aproximando dos meios anarquistas e republicanos radicais. Estará por detrás da tentativa de implantação da República em 1908 e dos acontecimentos de 1910.


Entre 1900 e 1906, os vários ministérios enveredaram por caminhos de centralização e repressão do poder. Num total de sete anos e nove meses, as Câmaras mantiveram-se encerradas durante seis anos e três meses. Para além do encerramento das Câmaras, procedeu-se ainda a supressão de jornais, dissolução de câmaras municipais, intervenção violenta das polícias, deportação para as colónias de anarquistas, etc.”,





Realiza-se, em Coimbra, o Congresso do Partido Republicano. No princípio do século, os efeitos da repressão monárquica, por um lado, e as dissidências no seio do partido, por outro, levaram a alguma quebra de actuação no movimento republicano. Desta forma, no Congresso de Coimbra, foram retirados os poderes ao Directório e entregues a três juntas directivas (norte, centro e sul), medida que parece ter animado, de alguma forma, os organismos de base. A agudização dos conflitos sociais, momento propicio à acção da propaganda, irá favorecer ao longo da década o esforço de reorganização do partido.





A 28 Janeiro de 1908, Dá-se a  tentativa de golpe revolucionário para derrubar a Monarquia. A acção repressiva da ditadura provocara uma mudança na definição da estratégia do Partido Republicano. Gradualmente, a linha que defendia a acção revolucionária imediata foi ganhando terreno face a linha mais moderada. Esta redefinição de estratégia leva a aliança com outras forças das quais se destacam a Carbonária, entre os civis, e a Corporação dos Sargentos, entre os militares. Uma denúncia levou a prisão dos principais chefes: Luz de Almeida, Afonso Costa, Egas Moniz, João Chagas, e António José de Almeida, que mantivera Os contactos entre o Directório do Partido Republicano Português e a organização revolucionária. Privado dos seus principais chefes, o movimento veio para a rua mas foi sufocado pelas forças fiéis ao governo 





Fevereiro de 1908, o ano iniciara-se com a prisão indiscriminada de vários chefes republicanos e Maçons(António José de Almeida, Afonso Costa, etc.). A agitação que se ia tornando irreprimível, a ditadura continuava a responder com a repressão. 




No Terreiro do Paço o rei D. Carlos e o Príncepe Real são abatidos a tiro.





Lisboa, 1 de Fevereiro de 1908 




Eram 5 e 30 da tarde, quando a carruagem que transportava o rei, a rainha e os príncipes, regressados de Vila Viçosa, voltava do Terreiro do Paço para a Rua do Arsenal, soaram tiros. Um popular aproximou-se da carruagem descoberta e desfechou uma carabina sobre o rei. A rainha, o príncipe real D. Luís Filipe e o infante D. Manuel levantaram-se para proteger D. Carlos mas dois novos tiros disparados por outra individuo atingiram mortalmente D. Luís Filipe. D. Manuel ficou ferido num braço. A rainha procurou afastar os agressores, o cocheiro fustigou os cavalos e entrou, com a carruagem crivada de balas, no pátio do Arsenal. 


Os regicidas, Manuel da Silva Buíça e Alfredo Luís da Costa, foram imediatarnente abatidos. Um oficial de ourives, José Sabino Costa, que ia colocar uma carta no correio, foi tido também como regicida e morto por engano. 


Os vários tiros disparados no local feriram alguns populares, que tiveram de ser socorridos. 


À noite, os cadáveres do Rei e do príncipe foram levados, sob escolta, para o Palácio das Necessidades, onde foram recebidos pelo médico de serviço, D. Tomás de Melo Breyner. 




TODOS FALAM MAS...NINGUÉM SABE !


Lisboa, 16 de Março de 1908 










O regicidio tem dado origem às mais desencontradas versões. O presidente do Conselho de Ministros, Ferreira do Amaral, informa D. Manuel das diligências que as autoridades efectuaram para apuramento dos factos: «Tem-se chamado a depôr sobre o crime de 1 de Fevereiro toda a gente que, em jornais ou conversas, diz saber muita coisa, mas que chega ao interrogatório e responde que repetiram boatos e nada de positivo se apura. Dizem que havia mais do que os dois assassinos mortos metidos no complot; quando se lhes pergunta quem eram nada afirmam, nem sequer a cor do fato dos que a mais diziam existir. Clarissimamente não há dúvida de que não eram só dois; o que facilmente se apura do tiroteio havido, mas também tal tiroteio em parte pode ser atribuído a confusão de uma situação que não era presumível, dados os hábitos dos portugueses. Tudo isto é para Vossa Majestade ficar certo de que se não tem querido encobrir pessoa alguma, como parece que alguém tem interesse ( claro que aMaçonaria tinha todo o interesse) que se diga, uma vez que insinuam em conversas e até em sueltos jornalísticos. 


Espalhou-se um boato de que houvera um inglês que dizia a toda a gente que o assassino Buiça tinha num banco em Inglaterra 6000 libras as suas ordens. Pergunta-se quem é esse inglês e ninguém o diz; pergunta-se qual é a figura, estatura ou idade provável desse inglês e ninguém sabe; insta-se para que se diga que sítios frequenta e nada se apura e nada se responde, e o inglês continua a ser um mito, uma razão para um boato, para cansar a polícia em indagações. Chego a persuadir-me que são os próprios assassinos cúmplices que propalam os boatos para desnortear os juizes 




O regicídio na imprensa estrangeira





Roma, 17 de Novembro de 1909 


O jornal Corriere d’Italia escreve um texto sobre os acontecimentos políticos em Portugal, onde se afirma: 


«O Buiça e o Costa eram republicanos militantes: trabalhavam nas últimas filas dos revolucionários. 


Livres pensadores, pertenciam à sociedade de propaganda donde teram saído todos os criminosos políticos. Homens de acção, pertenciam a uma loja secreta, a”Montanha”, misto de instituição maçónica e de comité revolucionário, sem local fixo e sem estatutos, que se reúne a um simples convite dos jornais da seita, ninguém sabe aonde e que se compõe de homens capazes de tudo. Tudo deixa crer que o regicidio foi ali deliberado e que, como é costume, os executores foram tirados à sorte, visto que apenas o sorteio explicava a escolha de um dos regicidas, cujo passado se não ilustra com actos de grande coragem individual. 


Não se chegou a apurar quem foram os cúmplices da emboscada e, se porventura se tentou esclarecer o caso, acabaram por concluir que era melhor guardar silencio sobre ele 





Em Março a queda do ministério de João Franco, que não resistiu aos ataques da oposição, por um lado, e as vozes que começavam a responsabilizá-lo pelo regicídio, devido à publicação do Decreto de 31 de Janeiro, por outro. No dia 5 de Fevereiro seguiu para o exílio abrindo caminho á Constituição do ministério de Ferreira do Amaral. O primeiro gabinete da chamada aclamação. O novo ministério libertou os presos políticos, autorizou o regresso dos exilados, reconduziu as câmaras municipais, enfim, anulou as medidas mais contestadas do anterior governo. 


5 de Abril, realização de novas eleições. O regicídio, e consecutiva subida ao trono de D. Manuel II, trouxeram consigo a demissão do ministério de João Franco. O governo doAlmirante Ferreira do Amaral era constituído por membros dos partidos tradicionais (regeneradores e progressistas), e alguns independentes. Caracterizou-se, como já referimos, por uma relativa brandura e transigência; o que permitiu o crescimento rápido do movimento republicano que saiu institucionalmente reforçado após as eleições (elegeu 7 deputados). No entanto, as esperanças de que a breve trecho o partido viesse a ascender ao poder por via eleitoral, eram praticamente nulas. 





Em Abril é também a realização do 1 Congresso Nacional do Livre Pensamento, emLisboa. Grupo não católico (à semelhança de outros como a Maçonaria, a Junta Liberal, a Associação Propagadora do Registo Civil, fundada em 1895, etc.), que se intitulava sem religião, tinha como objectivo fundamental o combate ao clericalismo, tendência que, como já referimos, se encontrava em franca ascensão.


O Republicano Consiglieri Pedroso é eleito presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa, uma importante instituição científica. O movimento Republicano, para além de politicamente forte, tendia a dominar as mais importantes instituições de cultura, onde aMaçonaria infiltrava todos os seus homens de confiança.


Em Dezembro, dá-se a queda do governo de Ferreira do Amaral. O novo governo assentava numa coligação e era chefiado pelo regenerador dissidente Campos Henrique.





A 24 e 25 Abril," veja-se novamente a coincidençia com datas" , é feito o congresso do Partido Republicano Português realizado em Setúbal onde, pela primeira vez, esteve representada uma organização feminina, a recém criada Liga Republicana da Mulheres Portuguesas. O crescimento da facção que defendia a acção revolucionária era tal, que do congresso saiu um novo Directório a quem foi confiado o mandato imperativo de fazer arevolução. Eram seus membros efectivos Teófilo Braga, Basilio Teles, José Relvas, Eusébio Leão e Cupertino Ribeiro dos reis, os meses que mediaram entre o congresso de Setúbal e a Revolução de 5 Outubro, multiplicaram-se os trabalhos de organizaçao do movimento para evitar que se repetissem os malogros de 1891 e 1908.


Ao Directório foi cometida a tarefa de negociar um comité revolucionário, do qual faziam parte João Chagas, Afonso Costa, António José de Almeida e Cândido dos Reis.


A comissão executiva da Junta Liberal organiza uma manifestação popular que congrega mais de 100 mil pessoas. Organização paramaçónica de propaganda liberal, a Junta foi fundada em 1900 com o objectivo de combater o clericalismo. Tendo à sua frente homens como Miguel Bombarda, António Aurélio da Costa Ferreira, Egas Moniz, Cândido dos Reis, etc., desenvolveu intensa actividade na propagação dos ideais republicanos, liberais e progressistas.


Realização, no Porto, do Congresso do Partido Republicano. 


O congresso foi dominado pelo receio de que Inglaterra não aceitasse a implantação da República em Portugal, foi assim eleita uma comissão para sondar as potências europeias sobre a questão. 


A 14 de Junho, a Maçonaria decide, em assembleia geral, nomear uma comissão de resistência» encarregada de colaborar de forma mais activa com a Carbonária. Dessa comissão faziam parte, José de Castro, Miguel Bombarda, Machado Santos, Francisco Grandela entre outros. António José de Almeida e Cândido dos Reis são os representantes do Directório republicano.





Então a 4 de Outubro de 1910, os cruzadores S. Rafael e Adamastor bombardeiam o Palácio das Necessidades e o Rossio. A escolha dos primeiros dias de Outubro, nomeadamente o dia, para realizar a revolução dependeu da presença no Tejo de algumas unidades navais, consideradas indispensáveis para o êxito das operações. O sinal para o início das operações, deveria partir exactamente dessas unidades navais, ao qual responderia Artilharia I. Mercê de alguma desarticulação entre os vários intervenientes no processo, o sinal não chegou a ser activado, pelo que, face a informações desmoralizadoras e perante o malogro iminente da acção, Cândido dos Reis suicida-se na madrugada do dia 4 de Outubro. 


Perante incertezas e hesitações as forças revoltosas concentraram-se na Rotunda, local onde, durante a manhã, foram chegando inúmeros efectivos civis armados pertencentes a Carbonária e comandados por Machado Santos, bem como militares rebeldes que iam engrossando e moralizando o acampamento. O bombardeamento dos navios estacionados no Tejo ao Palácio das Necessidades e ao Rossio, e o receio de um desembarque em massa, acentuou o desequilibro de forças a favor dos revoltosos. Durante o resto da noite de4 para 5 de Outubro, as forças monárquicas vão esmorecendo. 





Em face do desenrolar dos acontecimentos, o Rei foge para Mafra, embarcando depois na Ericeira em direcção a Gibraltar e a Inglaterra, os contactos entre a Maçonaria Portuguesa e Inglesa







A PRIMEIRA REPÚBLICA, O FILME DOS ACONTECIMENTOS


 3 de Outubro de 1910 





20 horas  O Almirante Cândido dos Reis, Afonso Costa, José Relvas, João Chagas, António José de Almeida, Eusébio Leko e outros conjurados republicanos reúnem-se na casa da mãe de Inocêncio Camacho, na Rua da Esperança, 106, 3º.


Foi combinado, de acordo com planos já estabelecidos, que a revolução comecaria a 1 hora da madrugada, com uma salva de 31 tiros disparados de navios de guerra surtos no Tejo. As guarnições desembarcariam depois para iniciar em terra a revolta. 


24 horas – Os conjurados reúnem-se no balneário de S. Paulo. 





4 de Outubro 


1 Hora e 20 – Soam tiros. Contaram-nos. Não eram 31. Pânico entre os revolucionários. Seriam os barcos a pedir auxilio ? 


 Cândido dos Reis é informado no cais, por um oficial da Armada, de que já havia um regimento na rua, a combater contra civis. 


– Afonso Costa, Alfredo Leal e Malva do Vale saem de S. Paulo para Alcantara, para as imediações do quartel de marinheiros que estava previsto revoltar-se. Silêncio no interior. O quartel está cercado por Infantaria 1, Cavalaria 4, Cacadores 2. 


– Estão na rua 3000 homens fiéis à monarquia com as baterias a cavalo. Instalaram peças nos sítios altos da cidade: Torel, Graça, Penha, S. Pedro de Alcântara. 


– O comissário naval, Machado Santos, com praças da Infantaria 16, de Campo de Ourique, ataca o quartel de Artilharia 1 e apodera-se de algumas peçs. 


 O capitão Sá Cardoso, com um pelotão de Infantaria 16, leva uma dessas peças para atacar o Palácio das Necessidades. 


– Recontros na Rua Ferreira Borges com a Guarda Municipal. – Macliado Santos, com outra foça de Infantarin 16, ataca a esquadra da polícia no Largo do Rato e arma civis. 





 5 horas – As forças revoltosas, sob o comando de Machado Santos, descem a Avenidaem direcção ao Rossio, são bombardeadas, retrocedem para a Rotunda e fecham as entradas para as Avenidas Fontes e Duque de Loulé.


6 horas  Cândido dos Reis é encontrado morto na Travessa das Freiras, a Arroios.Suicidio. 


9 horas  Machado Santos só dispõe de 5 peças de artilharia. Comanda 9 sargentos e 200 homens. 


 Numerosos civis armados acorrem à Rotunda para auxiliar os revoltosos. 


12 horas e 30 – Caiem na Rotunda as primeiras granadas das baterias de Queluz, comandadas pelo capitão Paiva Couceiro. As forças leais à monarquia fustigam duramente a Rotunda. 







14 horas  Os cruzadores S. Rafael e Adamastor começaram a bombardear o Palácio das Necessidades. O Governo pediu ao rei, pelo telefone, para se retirar para Mafra. O rei obedeceu. Acompanharam-no o Conde de Sabugosa e o Marquês do Faial. – O tiroteio continua na Rotunda. 





5 de Outubro


 6 horas – Fogo dos revoltosos contra as forças do Rossio. De Queluz, as baterias deCouceiro atacam. Começam a desembarcar os marinheiros dos navios de guerra estacionados no Tejo. 


8 horas e 30  O ministro da Alemanha dirige-se à Rotunda para obter um armisticio, a fim de recolher a colónia Alemã. Leva uma bandeira branca de parlamentário, que a população julga ser o sinal da rendição. Grandes manifestações de alegria popular.





josé Relva ao Varandim





11 horas  José Relvas, acompanhado por outros revolucionários, proclama a Repúblicade uma janela da Câmara Municipal. 




A CHAVE DO EXITO


Lisboa, Outubro de 1910 





O rápido sucesso do movimento revolucionário que instaurou a República deve-se, em grande parte, a colaboração da Carbonária, sociedade secreta que actua ligada A Maçonaria. 


Como membro dirigente da "Alta Venda ", um dos mais importantes centros daCarbonária, Machado Santos aliciou muitos revolucionários entre praças, sargentos, marinheiros, operários, estudantes, populares em geral. 


O plano de acção foi cuidadosamente montado, como revela, em entrevista a A Capital,José Barbosa, um dos membros do Directório do Partido Republicano: «A aperação agregaora representa um esforço extraordinário. Coincidiu com uma fase activissima da Carbonária, que contava no seu seio, por interferência propagandista do engenheiro Silva, soldados, cabos e sargentos de toda a guarnição da capital. Precisávamos, em cada regimento ou em cada navio, de relacionar os oficiais republicanos com as praças aderentes. Procedeu-se cautelosamente a esse serviço, pondo primeiro em contacto um oficial com um sargento e, depois, o sargento com determinado número de cabos e soldados 




A República por telégrafo


Lisboa, Outubro de 1910 


A noticia da aclamação da República foi rapidamente transmitida a todo o Pais. Não houve resistência. As populações aderiram entusiasticamente ao movimento de Lisboa, com toda a normalidade. Constituíram-se comissões municipais electivas republicanas locais e iniciou-se a substituição de símbolos do anterior regime. No Barreiro, a Avenida D. Luis Filipe passa a denominar-se Avenida da República e a Rua Conselheiro Serra e Mourapassa a ser Rua Almirante Carlos Cândido dos Reis. 




No Porto, a aclamação foi triunfal.


O vereador mais antigo, Dr. Nunes da Ponte, leu da varanda central dos Paços do Concelho o texto da proclamação e declarou «perpetuamente abolida a dinastia de Bragança». 


Segundo noticia o Primeiro de Janeiro, «milhares e milhares de pessoas de todas as classes invadiram as salas da Câmara e foram cumprimentar os vereadores, levando em triunfo alguns sargentos e soldados que se encontravam no meio da multidão. 


Foi uma manifestação grandiosa, imponentissima». 




A República no outro lado do rio


Lisboa, 5 de Outubro de 1910 


O plano revolucionário teve fortes apoios na Outra Banda. Segundo Machado Santos, «os republicanos do Barreiro deviam apoderar-se do vapor da carreira, cortar as comunicações com Lisboa e vigiar a beira-mar. 


Na Escola de Torpedos, em Vale de Zebro, existiam cerca de 2000 armas e 100 000 cartuchos. Se a revolução não vingasse em Lisboa, a margem sul do Tejo, com o auxilio da Marinha, tornava invencível o movimento. 


Setúbal, sob a direcção do Dr. Leão Azedo, com o auxilio da canhoneira, Zaire, devia também proclamar a República». 


O projecto foi cumprido. Grupos de civis sabotaram os barcos de passageiros D. Amélia e D. Afonso. As comunicações ficaram interrompidas e Lisboa isolada. 


A operação em Vale do Zebro foi mais demorada. Os oficiais e marinheiros só se renderam depois de a Junta Revolucionária do Barreiro ter conseguido fazer atracar o rebocadorVitória ao cruzador revoltoso, S. Gabriel. 





Pela telegrafia seguiu a ordem para Vale do Zebro: «Queiram render-se e proclamar a República.» 





Os oficiais cederam, finalmente. Os tenentes Stockler e Santos Pato, ligados ao movimento revolucionário, assumiram o comando dos torpedeiros e conduziram-nos paraLisboa, junto dos cruzadores Adamastor e S. Rafael.


12 horas e 30. No Barreiro, o povo ouvia Ricardo y Alberty e João dos Santos Pimenta, membros da Junta Revolucionária local, proclamar a República





È constituido 1º gov provisório presidido por Teófilo Braga ( Maçon ), professor da Universidade de Lisboa. A morte de Miguel Bombarda (assassinado na madrugada e 3 para 4 de Outubro), e de Cândido dos Reis (que se suicidou na noite do diz 5 após a chegada de notícias desmoralizadoras face a forma como decorriam os acontecimentos), e o afastamento de Basilio Teles, desguarneceram as possibilidades de constituição do elenco governativo. A escolha de Teófilo Braga, praticamente protagonizada por Afonso Costa, viria a ser polémica entre os membros do Directório. Reservas e aposições viriam ainda a ser manifestadas pelos membros da Carbonária, a quem nenhuma pasta fora atribuída. Seja como for, em menos de um ano, o governo provisório conseguiu cumprir alguns dos pontos principais do programa republicano, bem como consolidar o novo regime, assegurar a ordem pública interna e alcançar o reconhecimento por parte das potências estrangeiras. 










Logo no dia 8 de Outubro, o Governo vulgo a Maçonaria,imitando o Marquês de Pombal,efectua e ordena a Publicação dos decretos que instituem a expulsão dos jesuítase o encerramento dos conventos. São expulsas de Portugal as ordens religiosas. Sendo a laicização do Estado e da sociedade um dos temas fundamentais da propaganda republicana, aliás, monarquia e clericalismo confundiam-se, não admira que uma das primeiras medidas a ser tomadas tivesse como pano de fundo a questão religiosa


Tentando erradicar com rapidez os vestígios do regime deposto o governo provisório tomou algumas medidas, a saber: abolição do Conselho de Estado e da Câmara dos Pares, demissão de funcionários da Casa Real, abolição de títulos, distinções e direitos de nobreza, adopção de uma nova bandeira e hino nacionais, entre outras medidas de carácter liberal, entretanto contrariadas pelo franquismo.


No dia 10,é criada a Guarda Pretoriana do Governo, a Guarda Républicana mais tarde iria dar origem a


Guarda Nacional Republicana, e extingue a Guarda Republicana de Lisboa e Porto. Ao ser proclamada a República as Forças militarizadas portuguesas consistiam na Guarda Municipal (criada em 1834 e regida pala legislação de 1890), a Guarda Fiscal (regida por decreto de 1901 a 1908) e a Polícia Civil de Lisboa. A GNR, extensiva a todo o país, tinha como funções velar pela segurança pública, policiando povoações, estradas, pontes, vias férreas, linhas telegráficas e telefónicas, etc., arcando com o exclusivismo militar das forças armadas. Foi durante anos a guarda pretoriana do novo regime. Depois de 19I9, e até 1922, a GNR conheceu uma significativa ampliação e capacidade de intervenção na vida pública, Fazendo e desfazendo ministérios e impondo a sua vontade, se necessário, pela força das armas. 











26 de Outubro - Decreto que aprova os estatutos da Academia de Ciências de Portugal. Fundada em 1907 por acção de Teófilo Braga, a Academia tentava colmatar alguma quebra de produção científica da Academia de Ciências de Lisboa, bem como um certo elitismo(de outra ordem que não eminentemente científico, em que esta havia caído. Tendo como grande objectivo o progresso e a integração filosófica dos principais ramos da saber humano, a Academia viria a ter o seu Regulamento Geral em 27 de Janeiro de 1911. Não tendo correspondido inteiramente ao que dela se esperava, não sobreviveu muito tempo a morte de Teófilo Braga (1924). 





1 de Dezembro, Inauguração da Bandeira Nacional Republicana, segundo o modelo deColumbano Bordalo Pinheiro... mais tarde falaremos sobre esta Bandeira e suas cores.





A 22 de Maio de 1911 é criado o decreto que institui o escudo como moeda oficial, em substituição do real. Medida que se insere nas preocupações do governo provisório, em marcar a transição do novo regime com a alteração dos principais símbolos do Estado, por forma a criar uma barreira psicológica que dificulte qualquer “restauração”. O escudodividir-se-ia em cem partes iguais, denominadas centavos. Não se tratava, portanto, de uma reforma monetária, mas somente de uma alteração do processo de conta




Novos símbolos nacionais


Lisboa, 19 de Junho de 1911 


Foram fixados por decreto a forma e as cores da bandeira portuguesa, verde e vermelha, com as armas nacionais inscritas na esfera armilar 





Foram discutidos vários projectos, entre outros, o de Guerra Junqueiro, Delfim Guimarães e Roque Gameiro. As opiniões dividiram-se, favoráveis umas ao projecto de Junqueiro, que ainda mantinha o azul e branco, cores tradicionais da monarquia, favoráveis outras a um simbolo totalmente novo. 


A comissão oficial, constituída por Columbano Bordalo Pinheiro, Ladislau Parreira, João Chagas e Abel Almeida Botelho, aprovou o modelo que passa a representar Portugal e a República. 


A esfera armilar, «padrão eterno do nosso génio aventureiro», alia-se com o vermelho, cor da luta pelo futuro colectivo em agradecimento pelos serviços prestados pelaCarbonaria.


A primeira bandeira republicana, fabricada na Cordoaria, foi hasteada no Monumento dos Restauradores. A moeda e o hino também mudaram. O real foi substituido pelo escudo e o hino da Carta pela canção patriótica A Portuguesa, com música de Alfredo Keil.





Claro que tudo isto foi feito de forma ritualistica pela Maçonaria Portuguesa, como explicarei no proximo capitulo.
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Aborto diga não!

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1999 - Um fotógrafo que fez a cobertura de uma intervenção cirúrgica para corrigir um problema de espinha bífida realizada no interior do útero materno num feto de apenas 21 semanas de gestação, numa autêntica proeza médica, nunca imaginou que a sua máquina fotográfica registaria talvez o mais eloquente grito a favor da vida conhecido até hoje.

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Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias.

Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

Fonte:www.apocalink.blogspot.com