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domingo, 6 de janeiro de 2013

PORQUE HOMENS ESTÃO VICIADOS EM PORNOGRAFIA E JOGOS


Você sabe de quem estou falando. Ele gasta horas à noite jogando videogames e navegando em sites de pornografia.  Ele teme ser um perdedor. E ele não tem a menor idéia de quão perdedor ele é. Nos últimos anos, estudos têm nos mostrado que pornografia e jogos podem se tornar em algo compulsivo e viciante. O que nós muitas vezes não reconhecemos, porém, é o porquê.
Em um novo livro, A morte dos rapazes: Por que os rapazes estão lutando e o que podemos fazer ao respeito, os psicólogos Philip Zimbardo e Nikita Duncan dizem que podemos perder toda uma geração de homens para o vicio da pornografia e dos videogames. Sua preocupação não é com a moral, mas, pelo contrário, é com a natureza desses vícios em transformar o padrão dos desejos necessários para a comunidade.
Se você é viciado em açúcar, tequila ou heroína, você quer mais e mais dessa substância. Mas tanto a pornografia como os videogames estão construídos na novidade, na busca por experiências novas e diferentes. É por esse motivo que você dificilmente acha um homem viciado em um só tipo de imagem pornográfica. Ele está preso a um caleidoscópio em constante expansão.
Há uma diferença chave entre pornografia e jogos. Pornografia não pode ser consumida com moderação porque é por definição, imoral. Um jogo de videogame pode ser uma diversão inofensiva quando praticado de maneira amistosa. Mas a forma compulsiva de jogos compartilha um elemento chave com a pornografia: Ambas são feitas para simular algo, algo que cada homem deseja.
A pornografia promete orgasmo sem intimidade. Batalhas virtuais prometem adrenalina sem perigo. A excitação que as torna tão atraentes é fundamentalmente espiritual em sua raiz.
Satanás não é um criador, mas um plagiador. Seu poder é parasita, bloqueando bons impulsos e direcionando-os ao seu próprio propósito. Deus quer que um homem sinta a impetuosidade da sexualidade na união abnegada com sua esposa. E um homem deve, quando necessário, lutar por sua família, seu povo, pelos fracos e vulneráveis que estão sendo oprimidos.
O ímpeto pelo êxtase do amor justo e pela nobreza da guerra justa são questões atinentes ao evangelho. A união sexual ilustra o mistério cósmico da união entre Cristo e a Sua Igreja. O chamado à batalha está baseado em um Deus que protege Seu povo, um Cristo Pastor que arranca as suas ovelhas da boca dos lobos.
Quando tais ímpetos são dirigidos à ilusão das novidades em contínua expansão, eles matam o prazer. A busca por uma companheira é boa, mas a bem-aventurança não está em desfilar com uma novidade a cada semana. Está em encontrar aquela que foi feita para nós, e viver com ela na missão de cultivar a nova geração. Quando necessário, é certo lutar. Mas a luta de Deus não é uma novela sem fim. Termina em uma ceia, e em uma paz perpétua.
Além disso, esses desejos compulsivos fomentam os vícios aparentemente opostos da passividade e da hiper-agressão. O viciado em pornografia se torna um perdedor lascivo, abandonando a união de uma só carne para isolar-se na masturbação. O viciado em jogos de videogame se converte em um pugilista covarde, abandonando a coragem de proteger os outros pela agressão que não se arrisca a perder a vida de alguém. Em ambos os casos, o indivíduo busca a sensação de ser um verdadeiro amante ou um verdadeiro lutador, mas faz isso utilizando suas glândulas de reprodução ou adrenalina diante de imagens pixeladas, ao invés de pessoas de carne e osso com as quais tenha responsabilidade.
Zimbardo e Duncan estão certos: esta é uma geração atolada no amor falso e na guerra falsa, e isso é perigoso. Um homem que aprende a ser um amante através da pornografia amará ao mesmo tempo a todos e a ninguém. Um homem obcecado em jogos violentos pode aprender a lutar contra todos e contra ninguém.
A resposta a ambos os vícios é vencer a excitação pela excitação. Apegar-se a uma visão do evangelho, de um Cristo que ama a Sua noiva e luta para salvá-la. E, assim, treinemos os nossos jovens para seguirem a Cristo aprendendo a amar uma mulher real, às vezes lutando contra seus próprios desejos e os seres espirituais que buscam devorar-nos. Ensinemos nossos jovens a fazer amor e a guerrear… de verdade.


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O VÍCIO PORNOGRÁFICO


POR Gary L. Hopkins e Joyce W. Hopp
Tradução: Vanessa Henriques.
Internet é tão persistente quanto potente, uma presença indelével e incontrolável na cultura. De fato, a Internet não é separada da cultura; é a cultura. Todo o lixo e vazamento de nossa sociedade obtém seu momento lá, e a obsessão mais minúscula tem seu lugar na prateleira, bem perto de músicas clássicas, caridade e paisagens do pôr-do-sol. A Internet deixa milhões de flores e ervas daninhas florescerem ". 1
A PORNOGRAFIA ONLINE TORNOU-SE UMA DAS áreas mais lucrativas do comércio eletrônico (e-commerce). Estima-se que a receita chegue a bilhões de dólares. O número de pessoas que visitam sites de sexo a cada dia tem sido estimado em 60 milhões. Juntos, os cinco maiores sites de sexo tem mais visitantes que MSNBC.com e CNN.com combinados (canais de notícias). 2 Todos estes sites estão disponíveis a seus filhos a cada minuto da vida deles. E eles são fáceis de achar, em apenas alguns segundos.
A pornografia na Internet é tão extensa que é correto dizer que ela está aqui para ficar; e é provável que nunca seja impedida. A cada dia aproximadamente 400 novos web sites pornográficos são abertos na Internet de lugares como Tailândia e Rússia.3
Nos Estados Unidos, estima-se de 10 milhões de crianças ficam on-line todos os dias. Muitos são ávidos para fazer "amigos eletrônicos" com quem possam bater-papo. Em um recente estudo de aproximadamente 1500 crianças com idades entre 10 e 17, descobriu-se que uma em cada quatro foi exposta indesejavelmente a algum tipo de imagem de pessoas nuas ou pessoas realizando atos sexuais. Uma em 33 recebeu uma solicitação agressiva, significando que alguma pessoa na Internet as pediu para encontrar ou telefonar, ou as mandava correspondência, dinheiro ou presentes. 4
Se você não está convencido que a pornografia é um problema, dê uma olhada em seu jornal local. Os jornais comumente reportam incidentes em que indivíduos como um decano da Escola Divindade da Universidade Harvard, um executivo da Disney Internet, muitos professores universitários, professores de escolas, e outros cidadãos uma vez respeitados ao redor do país foram "flagrados" acessando sites de pornografia na Internet.5
Em "Pornography, Main Street to Wall Street", (Pornografia, Principal Via Para a Wall Street) H. W. Jenkins reporta que o Dr. Mark Lasher, um sócio-fundador da Aliança Cristã para a Recuperação Sexual (é ele mesmo um recuperado do vício do sexo), pronunciou aos ouvintes de um congresso ano passado: "Muitos na comunidade médica acham que uma substância, para viciar, deve criar uma tolerância química. Os alcoólicos, por exemplo, com o passar do tempo devem consumir mais e mais álcool para alcançar o mesmo efeito. Novas pesquisas, como a dos Doutores Harvey Milkman e Stan Sunderwirth, demonstraram que a fantasia sexual e atividade, por causa das químicas cerebrais produzidas naturalmente, têm a habilidade para criar a tolerância do cérebro ao sexo. Eu tenho tratado mais de mil homens e mulheres viciados. Quase todos começaram com a pornografia."6
Jenkins continua: "A Internet faz com que as imagens pornográficas sejam mais facilmente acessíveis, e virtualmente com variedade ilimitada. Seria um milagre se as crianças não estivessem encontrando essas coisas, mesmo que isso significasse ativar os 'filtros' providenciados por seus pais ou seus provedores de Internet... Se a exposição intensifica a tolerância, e a tolerância piora o problema, ter imagens pornográficas ilimitadas de fácil
alcance em cada computador é como produzir efeitos sociais que ainda não levamos em conta."
A História de David
Um problema que a mãe de David não encarou é a pornografia na Internet e se David está ou não gastando tempo navegando através dos muitos sites na Internet onde há imagens gráficas de pessoas tendo relações. Janet, a mãe de David, não pensou muito sobre isso, embora tenha ouvido falar sobre isso de tempos em tempos. Ela certamente soube de pessoas que perderam seus empregos por causa disso.
A relação de David com sua mãe é ótima. É boa o bastante para que ele possa conversar com ela sobre a maioria dos desafios que ele encontra diariamente incluindo drogas e sexo. Mas é bom o bastante para falar sobre pornografia? Se David tivesse um problema com pornografia, poderia dizer "Ei, mãe, preciso conversar com a senhora sobre algo que está me incomodando". Ele ficaria muito envergonhado? Há uma excelente probabilidade de que ele esconderia o problema.
Vamos um passo adiante. Se seu vizinho tivesse um problema com a pornografia na Internet, você acha que ele ou ela pediria ajuda a você? E seu cônjuge? E você? Conseguiria reunir a coragem para falar com o Senhor em oração? Aonde você vai quando tem um problema tão delicado, pessoalmente humilhante e degradante como o uso da pornografia? Há alguém em nossa organização que estaria desejoso de ouvir sem criticar ou, o mais importante, sem fofocar sobre isso? Um membro de igreja com vício em pornografia seria alvo de fofocas.
A mãe de David acreditaria se visse um garoto de 12 anos com pornografia? No dia seguinte após o trabalho Janet perguntou a sua filha Beth se ela já tinha visto sexo na Internet.
"Com certeza",Beth respondeu.
Janet gelou. "Como isso aconteceu?"
A história de Beth foi parecida com a que Janet tinha lido em um jornal. "Eu estava no laboratório de computadores na escola, procurando informação sobre câncer. Eu tive a informação e estava só olhando para ver o que poderia encontrar sobre o tópico. Enquanto estava navegando pela Internet parecia que eu passava por mais fotos de pessoas tendo relações sexuais do que informação sobre câncer".
A mãe de Beth a pediu para ir ao computador e mostrá-la como acontecia. Ela andou rapidamente em direção ao computador, clicou o mouse algumas vezes, olhou para sua mãe e disse "OK, o que você quer que eu faça?" ·
De braços cruzados Janet disse, "Você me disse que sabe como encontrar fotos sujas na Internet; como eu tenho que ver para crer, mostre me! Eu não acredito no que está dizendo."
Beth encolheu os ombros e disse, "Mãe, qualquer um pode fazer. É simples." Beth rapidamente digitou algumas palavras em seu computador, e Bingo! Uma janela depois da outra começou a aparecer rapidamente embora os dedos de Beth não estivessem no mouse ou no teclado. Automaticamente foto após foto apareciam.
"Desligue! Eu não quero ver essas coisas", disse Janet. Beth desligou e deu meia-volta em sua cadeira para encarar sua mãe. Janet perguntou a Beth se ela freqüentemente ia para a Internet procurando pessoas fazendo sexo. "Mãe, eu nunca faço. Você me pediu para mostrar a você, e eu mostrei", Beth a repreendeu.
"Bem, como você fez aquilo?" Perguntou Janet.
"Olhe, Mãe", Beth explicou, "apenas digite uma palavra e aperte a tecla Enter."
É muito simples. Nossos filhos, nossos cônjuges, nossos empregados, os professores de nossas crianças - todos nós que temos computadores com acesso à Internet temos disponível muitos diferentes websites que têm conteúdo sexual. Uma pessoa poderia gastar 24 horas por dia e provavelmente não visitaria todos eles em um ano. A mãe de David tinha que saber se ele estava acessando sites pornográficos na Internet. Por alguma razão ela não teve a coragem para perguntá-lo diretamente, embora tivesse notado que ele passava muito tempo em seu quarto com a porta fechada enquanto navegava na Internet. Ela não tinha pensado sobre pornografia até a experiência com Beth.
Uma tarde ela perguntou à Beth se havia algum jeito de saber se alguém tinha estado olhando os sites pornográficos no computador. Beth disse, "Certo, isso é fácil", e prosseguiu para mostrá-la com fazer isso. Depois de aprender como examinar o computador de David para ver quais sites ele tinha visitado na Internet, sua mãe foi ao seu quarto uma noite quando ele tinha saído. Ela fez as coisas que Beth a tinha ensinado e para seu horror ela viu que David tinha visitado centenas de diferentes sites de sexo. Levaram dias para que ela conseguisse coragem o bastante para conversar com ele sobre isso, mas finalmente conseguiu. David admitiu. Ele assegurou-a de que não era um problema. Ela pediu-lhe para não fazer mais isso, e ele afirmou que não faria.
A história não acabou para David. Se ele visitará mais sites pornográficos ou não é uma questão que não será respondida até que sua mãe comprometa-se a monitorar suas atividades na Internet. Se a exposição à pornografia que ele foi submetido se transformará em um problema 10, 20, ou 40 anos mais tarde na vida é especulação. Ele viu as imagens, e elas ficarão com ele por toda a vida.
O âmbito do problema
A pornografia na Internet é tão extensa que deveria horrorizar você. Uma pesquisa da Media Matrix, Inc., uma companhia americana que análisa a audiência na Internet, detectou que em casas com acesso a Internet o seguinte percentual de tempo foi gasto em sites pornográficos durante Dezembro de 2000: 7
Canadá
33
Austrália
33
U.S.
31
Alemanha
29
França
25
Inglaterra
25
Japão
21

Se nossa descrição de pornografia na Internet parece impetuosa, não o é. É um negócio sério, e devemos aceitá-lo imediatamente. Deixar crianças acessarem o computador sem supervisão pode ser tão perigoso quanto cheio de expectativa viver dentro de uma livraria para adultos sem olhar. Dizendo de outro jeito, você iria a uma livraria local para adultos e compraria 100 vídeos e 500 outras revistas pornográficas, colocaria na estante de livros no quarto de seu filho, e pediria a ele para não olhá-los? É claro que não. Então faria isso com a Internet?
Se seus filhos têm computadores com acesso à Internet, aprenda como supervisionar suas atividades na Internet. Se você não sabe como executar um computador, então aprenda. Peça a um amigo para mostrar como controlar atividades na Internet. Converse com seus filhos. Planeje o que você fará. Se você suspeita que há um problema com seu cônjuge, pergunte a ele ou ela; não com críticas, mas com amor. Procurem juntos obter ajuda para este problema crítico.
É um assunto difícil para esposos ou esposas cujos cônjuges estão viciados em pornografia. Esse tipo de atividade freqüentemente resulta na perda do emprego. O que eles podem fazer? Onde um membro de igreja pode encontrar ajuda? Pense sobre isso seriamente. A pornografia é disponível a todos, inclusive aos oficiais da igreja. É um terreno traiçoeiro.
Pesquisas mostram que os efeitos da pornografia são mistos.Um recente estudo informou sobre uma pesquisa dirigida a jovens mulheres com idades entre 14 a 18 anos. Foi examinado. Desse estudo, 29,7 % tinha visto filmes com aviso de cenas impróprias, e isso foi associado a um aumento no risco de ter múltiplos parceiros sexuais, sexo mais freqüente, menos uso de contraceptivos, um forte desejo para conceber, e maior proporção de infecção transmitida sexualmente.8
Uma vez que você, seu cônjuge, ou alguém tenha superado com sucesso o vício sexual na Internet, leve em consideração que ainda terão que voltar para seus computadores para trabalhar. Como você se sentaria e completaria seu trabalho num instrumento através do qual você sabe que tem acesso ilimitado à coisa que quase o arruinou? É como sentenciar um alcoólico a trabalhar em uma loja de bebidas.
Uma chamada à ação
O problema da pornografia não é apenas sobre "eles"; estamos incluídos também. Recente pesquisa conduzida sobre uma amostra de cristãos revelou que 36% tinham visitado web sites explícitos; quase a metade os tinha visitado semanalmente ou algumas vezes por mês. Apenas a metade estava ciente de que seu cônjuge sabia que eles estavam acessando esses sites.
Os Pastores precisam ser treinados em relação aos perigos do vício sexual e pornográfico. É importante discursar o tópico do púlpito. Precisamos de sessões em pequenos grupos em que orações de intercessão sejam feitas ao Senhor. Precisamos providenciar treinamento específico para conselheiros cristãos em nossas universidades e faculdades. Precisamos localizar os recursos para fornecer a membros, não-membros, e mesmo a oficiais uma linha para a qual possam ligar para fazer perguntas com absoluto anonimato e obter assistência. Também precisamos realizar pesquisas nesta área entre nossos membros e oficiais para entender melhor a extensão do problema e aprender as abordagens que foram descobertas ser efetivas.
Pensando nos mais jovens, a responsabilidade fundamental de proteger as crianças dos assédios sexuais on-line cai sobre os pais. Setenta por cento dos assédios pela Internet ocorrem nos computadores de casa. 9
Semelhante a uma infecção que ameaça o corpo de nossa igreja, a pronografia precisa tratamento imediato.
_____________________
1 R. A. Javier, W. G. Herron, and L. Primavera, "Violence and the Media: A Psychological Analysis," International Journal of Instructional Media 25:4 (1998): 339-356.
2 G. Webb, "Sex and the Internet," Yahoo! Internet Life 7, No. 5 (May 2001): 88-97.
3 J. Hughes, "Protecting Kids From Porn," Christian Science Monitor, Mar. 21, 2001, p. 11.
4 Ibid.
5 H. W. Jenkins, "Pornography, Main Street to Wall Street," Policy Review 105 (February/ March 2001): 3-11.
6 Ibid.
7 A. Wilson-Smith and S. Deziel, "Canadian Peepers-No. 2 in the World!" Maclean's, Apr. 2, 2001, p. 13.
8 G. M. Wingood et. al., "Exposure to X-rated Movies and Adolescents'
Sexual and Contraceptive-related Attitudes and Behaviors," Pediatrics 107, No. 5 (May 2001): 1116-1119.
9 Christian Science Monitor, "Kids and Smut on the Web," June 19, 2000, p.
_________________________
Gary L. Hopkins é diretor-assistente do Departamento de Saúde da Conferência Geral e diretor do Instituto para Prevenção de Vícios na Universidade de Andrews. E-mail:
 ghopkins@andrews.edu.
Joyce W. Hopp é decana da Escola de Profissões Aliadas na Universidade
de Loma Linda, Califórnia.

MEU PAI ERA VICIADO EM PORNOGRAFIA


Meu pai me ensinou a andar de bicicleta, o valor de uma grande piada, e qual tinha de ser a aparência e atitude de uma mulher.
Meu pai era um grande cara com um péssimo hábito.
Quando consideramos os relacionamentos que sofreram impacto negativo com o vício da pornografia, a maioria de nós primeiramente considera o cônjuge ou namorada do viciado. Mas não é apenas o parceiro adulto que é afetado por um vício pornográfico. Ainda que o viciado acredite que tem o hábito em segredo, a toxicidade da pornografia vaza em outros relacionamentos na vida de um viciado.
Quando eu estava crescendo no final da década de 1960 e no começo da década de 1970, a pornografia infiltrou-se na forma de revistas Playboy em nossa mesa de café, perto dos exemplares das revistas femininas da minha mãe. Meus pais haviam chegado à maturidade na era do seriado Mad Men, quando a revista [Playboy fundada por] Hugh Hefner era um sinal de ser moderno do mesmo jeito que outros sofisticados de sua geração fumavam cigarros no consultório do médico, dançavam lentamente ao ritmo de Sinatra e absorviam um Martini de cor turva antes do jantar.
As leituras na mesa do café eram apenas a ponta do iceberg em nosso lar. Consigo ainda me lembrar das ondas de choque que me atingiram quando descobri as publicações eróticas explícitas de material impressão barata amontoadas no quarto de dormir dos meus pais. Eu tinha 11 ou 12 anos quando descobri um estoque desse material na gaveta da penteadeira e na mesa de cabeceira do meu pai. Toda vez que meus pais davam uma saída da casa, eu ficava olhando com toda a atenção cada um desses materiais que estavam embrulhados. Eu não compreendia totalmente o que eu havia lido, mas sabia que eu havia sido iniciada no mundo da vida adulta numa idade em que eu mal entendia o jeito como os bebês eram feitos.
Eu pensava que esses livros e materiais resumiam o que significa ser adulto. A pornografia me ensinou que a única coisa mais importante para os adultos era esse mundo misterioso de fantasia, dor e impulsos animalescos fortes demais para se ignorar. Fiquei chocada com a diferença entre as Barbies sexualmente vorazes que eu havia conhecido nos livros, e a menina de 12 anos magrinha, de cabelos encaracolados e usando aparelho nos dentes que eu estava vendo no espelho. Já na oitava série, eu estava determinada a fazer tudo o que eu pudesse para alcançar o nível delas. Eu usei um pouco do que aprendi nos livros e revistas com alguns rapazes dispostos da vizinhança. Mais tarde, descobri que essa é uma reação muito comum em crianças que são expostas à pornografia.
Contudo, não era só a exposição à pornografia e as consequentes experiências sexuais que deixaram manchas sujas na minha alma. Era devastador compreender que a pornografia era um parceiro adicional no casamento dos meus pais. A descoberta do estoque de meu pai me despojou do senso de confiança. Desse ponto em diante, eu não me sentia muito a vontade perto do meu pai. Eu também não me sentia a vontade perto da minha mãe — mas a sensação estranha era definitivamente mais forte toda vez que eu estava perto do meu pai. Era como se eu o tivesse visto nu por acaso, embora isso nunca tivesse ocorrido. Eu me sentia sozinha com perguntas que eu não tinha as palavras ou a coragem de fazer: Como meu pai via minha mãe? Como ele via outras mulheres? Como ele me via? Será que meu pai estava desapontado comigo pelo fato de que eu não tinha a aparência das mulheres que estavam naPlayboy?
Não me lembro de meu pai ou minha mãe alguma vez me dizendo que eu era bonita. Eu teria dado qualquer coisa para ouvir isso de um deles. Aliás, eu realmente dava qualquer coisa quando eu me entregava para alguns rapazes ávidos, esperando ouvir de um deles que meus pais estavam errados sobre mim.
O que não é de surpreender é que certa vez meu pai me aconselhou a “ter algumas experiências” antes de me casar. Ele não sabia que eu já tinha. Muito tempo mais tarde, compreendi que seu conselho era provavelmente um triste relato pessoal de seu relacionamento com minha mãe.
Só foi mais tarde na minha vida, depois que me tornei cristã e me casei, que comecei a aceitar o fato de que eu havia sido afetada profundamente pela presença da pornografia na minha infância. Homens que cresceram com um pai viciado em pornografia me dizem que aprenderam que homens de verdade são viciados em sexo, e que é certo ver as mulheres como objetos. Agradeço a Deus que meu marido não trouxe nenhuma bagagem de pornografia para o nosso casamento. Minha inocência perdida e autoestima distorcida haviam sido bagagem mais do que suficiente para ambos de nós.
Deus é um médico estupendo para curar. Embora eu não consiga esquecer completamente, consigo perdoar porque fui perdoada. Perdoei meu pai e minha mãe — e a mim mesma, pelas escolhas que fiz. Continuo a praticar o perdão à medida que Deus continua escavando e transformando minha vida. Fui abençoada com um marido paciente que por mais de três décadas tem caminhado comigo, ocasionalmente me ajudando a largar das malas ou bagagens que tenho levado por um tempo excessivamente grande.
E a restauração também ocorreu quando relatei meu caso aos pais que descobriram que o marido é um viciado em pornografia. Embora esses pais estejam travando uma guerra forte em seu relacionamento com uma combinação de oração, ferramentas de monitoração de internet, aconselhamento e grupos de apoio, eles precisam se lembrar de que esse não é um campo de batalhas somente de adultos. Os efeitos da pornografia permeiam a atmosfera de um lar como gás nocivo. O compromisso de amar cada criança e proteger sua inocência com ferocidade são também armas essenciais nesta guerra.
Este artigo foi publicado pela primeira vez no blog her.meneutics da revista Christianity Today e foi publicado com a permissão da autora.
Artigos relacionados:
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/news/my-father-was-a-porn-addict
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1999 - Um fotógrafo que fez a cobertura de uma intervenção cirúrgica para corrigir um problema de espinha bífida realizada no interior do útero materno num feto de apenas 21 semanas de gestação, numa autêntica proeza médica, nunca imaginou que a sua máquina fotográfica registaria talvez o mais eloquente grito a favor da vida conhecido até hoje.

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Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX).

Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença".

Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias.

Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

Fonte:www.apocalink.blogspot.com