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terça-feira, 11 de setembro de 2012

EVANGÉLICOS, EXIJAM RESPEITO! NÃO SE DEIXEM ENGANAR POR TRAPACEIROS ELEITORAIS QUE, NO FUNDO, OS DESPREZAM!


Em 2010, católicos e evangélicos se uniram contra a legalização do aborto e deram início a uma campanha para que os brasileiros não votassem em candidatos que defendessem a proposta. A imprensa engajada, fazendo-se de isenta e leiga, armou um salseiro danado. Acusou o então candidato a presidente, José Serra (PSDB), de ter dado início a uma ação subterrânea para ligar a adversária petista, Dilma Rousseff, à defesa da legalização do aborto — como se ela, de fato, não fosse favorável à proposta. E ela era! Cansou de dar entrevistas a respeito. A acusação, de resto, era falsa.
A abordagem foi tão estúpida, tão cretina, tão obscurantista que até um ato claro de censura da Justiça Eleitoral foi tomado como o sumo da democracia: panfletos impressos por um grupo católico que recomendavam que não se votasse em candidatos favoráveis ao aborto foram recolhidos. A Polícia Federal foi mobilizada para recolher os papéis. Pessoas foram detidas por simplesmente portar um folheto. E tudo pareceu ao jornalismo filopetista justo, civilizado e democrático. Não! Aquilo era coisa típica de uma sociedade ditatorial, o que não somos — daí o absurdo adicional.
Os intelectuais petistas e filopetistas foram imediatamente convocados para inundar os jornais, revistas e sites com considerações sobre o “atraso” e o “reacionarismo” da campanha tucana — que, de resto, tucana não era. Se os votos dos não abortistas convergiam para Serra, isso se devia ao fato de que ele, afinal, era contrário à legalização do aborto, e sua principal adversária, favorável. Assim se dá em todas as democracias do mundo: os eleitores tendem a escolher pessoas com cujas idéias ou propostas se identifiquem minimamente. O único grupo religioso de alguma importância que fechou com Dilma foi a Igreja Universal do Reino de Deus, de Edir Macedo, também dono da Record. Ele é, afinal, um defensor fanático do… aborto e chega, o que é um disparate, a usar a Bíblia para justificar seu ponto de vista.
Não faz tempo, petistas e seus braços na imprensa paulistana voltaram a falar de aborto e kit gay. E indagavam: “Será que Serra vai recorrer a esses temas de novo?” — como se tivesse recorrido no passado. Reitero: a informação é falsa. O eleitor tratou do assunto por conta própria. Na imaginação do jornalismo “progressista”, não haveria, como no poema “Quadrilha”, de Drummond, um “J. Pinto Fernandes”, aquele “que não havia entrado na história”. O “Fernandes” da hora é Celso Russomanno, o candidato parido na mente divinal de Macedão e seus Macedinhos.
E agora? O tema “aborto”, por enquanto, está fora da campanha. Também não se tocou até agora nos tais “kits gays”. A “imprensa engajada e moderna” não quer saber desses temas. Eles são “reacionários”. Ah, bom! Mas a disputa pelo voto evangélico se tornou verdadeiramente frenética. E quem se dedica com mais afinco à luta é justamente… Fernando Haddad! Russomanno saiu na dianteira nessa área por conta de sua vinculação com Macedo. E outras igrejas neopentecostais têm se alinhado com ele.
Muito bem! Aquela imprensa que decidiu criminalizar um debate corriqueiro em qualquer sociedade democrática do mundo agora se limita a noticiar a disputa pelo voto evangélico, que se dá, desta feita, sem qualquer pauta, sem qualquer debate, sem qualquer conteúdo. Os fiéis são tratados como mera massa de manobra de seus respectivos e eventuais chefes religiosos, como se fossem nada mais do que negociantes em busca de vantagens.
Fernando Haddad, do PT, quer os votos dos evangélicos? Por quê? Em nome de quais valores? De que promessa? Quando se fez e se faz ainda o debate em defesa da vida — e, pois, contra o aborto —, que credenciais ele tem para pedir os votos desse ramo do cristianismo? No que respeita aos valores da família — que a “intelligentsia” petista costuma tratar com desdém —, o que ele oferece? Por que ele se nega a tratar do “kit gay” que liberou para a escolas, como se isso jamais tivesse existido? O que os evangélicos que ele tenta cativar pensam a respeito?
Vejam, então, que coisa fabulosa: quando os cristãos — católicos e evangélicos — estavam mobilizados em defesa de valores; quando, afinal de contas, tinham uma pauta a apresentar aos candidatos, quase foram mandados para a cadeia, sob o silêncio cúmplice, reitero, de boa parte do jornalismo. Agora que a disputa pelos votos desse grupo se dá com base em propostas não mais do que oportunistas, o que se noticia é a suposta astúcia deste ou daquele para conquistas pastores e líderes religiosos.
Evangélicos de São Paulo (e do Brasil), não se deixem enganar por trapaceiros! Procurem saber quais são os valores dos candidatos que pedem o seu voto. Já que eles estão organizados para conquistar os crentes, nada mais justo que saber se suas ações valorizam ou depreciam a crença.
Por Reinaldo Azevedo
Por Reinaldo Azevedo, via Veja Abril  Título original: "Os evangélicos, a imprensa, Haddad e a cobertura desavergonhada. Ou: evangélicos, exijam respeito! Não se deixem enganar por trapaceiros eleitorais que, no fundo, os desprezam!" Divulgação: Mapeamento Espiritual

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

NEPOTISMO: MAL TAMBÉM ATINGE IGREJAS EVANGÉLICAS?


Ao mesmo tempo em que a sociedade e os meios de comunicação discutem a problemática do nepotismo na política brasileira, líderes evangélicos promovem uma espécie de “nepotismo religioso”. 

-- Querido leitor por favor click no selo TOP BLOG (ao lado) e vote neste blogl! É  seguro, simples e rápido! Obrigado!  Adson Lins     

Um caso típico – trazido ao conhecimento público em dezembro de 2011, por um diácono da Assembléia de Deus do Rio Grande do Norte – revela a gravidade e, ao mesmo tempo, a extensão do problema em que a igreja evangélica se vê imersa. Segundo Laurivan de Souza, o então pastor presidente da AD local, Raimundo João de Santana, indicou para o cargo de segundo vice-presidente seu genro, pastor Joacy Varela. 
Eliseu Moreira e Edson Netto abdicaram dos cargos
Indicado para vice-presidência, o pastor Elizeu Moreira - até então responsável pela tesouraria – indicou para ocupar o posto seu sobrinho, o também pastor Edson Moreira Netto. Feita às vésperas da eleição da nova diretoria, a denúncia feita pelo diácono de Natal tipifica a realidade de grande parte das igrejas evangélicas brasileiras. 
Embora com maior predominância no movimento pentecostal – particularmente na AD e grupos minoritários - o nepotismo também é uma ocorrência comum às igrejas neopentecostais. A diferença está no fato de que, enquanto nas pentecostais há uma diretoria organizada e conhecida – mesmo que composta por apadrinhamento -, nas igrejas neopentecostais o foco reside no fundador ou líder mundial. Nenhuma das principais representantes do neopentecostalismo no Brasil divulga abertamente seu quadro diretivo, por razões mais ou menos parecidas. No entanto, sabe-se que Marcelo Crivella é sobrinho de Edir Macedo e um dos mais cotados para assumir a presidência da IURD. Na verdade, a própria origem do neopentecostalismo no Brasil está associada ao trabalho de pessoas ligadas à família Macedo. Fundada pelo genro de Edir Macedo - Romildo Ribeiro Soares, o missionário R.R.Soares – a Igreja Internacional da Graça de Deus (1980) surge como alternativa ao “mercantilismo” da Igreja Universal do Reino de Deus. 
Das igrejas evangélicas, no entanto, nenhuma supera a Igreja Pentecostal Deus é Amor em nepotismo. Fundada em fins da segunda onda pentecostal brasileira, a IPDA - identificada por alguns pesquisadores como pentecostalismo autônomo, ao lado de igrejas como O Brasil para Cristo e Casa da Benção – tem na família Miranda seu sustentáculo. Mesmo após a saída, em 2005, de Léia Miranda e seu então marido, Sérgio Sóra – à época um dos principais líderes da IPDA -, a família Miranda ainda ocupa os principais cargos na direção mundial da Igreja Pentecostal Deus é Amor. 
Motivações
Se na política a presença do nepotismo é vista como uma prática antiética, seria de alguma forma diferente em organizações religiosas? Como explicar, por exemplo, que as duas principais vertentes da Assembléia de Deus no Brasil possuem hoje, respectivamente, pais e filhos na presidência? As motivações – nas igrejas evangélicas – seriam as mesmas do meio político? Há evidências de que sim, por motivos diversos, como perpetuação no poder, por exemplo. Logo, a presidência por tempo vitalício seria um dos pontos de apoio ao coronelismo evangélico, perpetuado pelo nepotismo. 
Johnny Bernardo é pesquisador, jornalista, escritor, colaborador da revista Apologética Cristã, do jornal norteamericano The Christian Post, do NAPEC (Núcleo Apologético Cristão de Pesquisas), palestrante e fundador do INPR Brasil (Instituto de Pesquisas Religiosas). Há mais de dez anos se dedica ao estudo de religiões, seitas e heresias, sendo um dos campos de atuação a religiosidade brasileira e seitas do mal.
É também o autor da matéria “Igreja Dividida, as fragmentações do Catolicismo Romano”, publicada no final de 2010 pela Revista Apologética Cristã (M.A.S Editora). Assina também a coluna Giro da Fé da referida revista.

Contato

ceirbrasil@yahoo.com.br
pesquisasreligiosas@gmail.com

terça-feira, 31 de agosto de 2010

EDIR MACEDO prega aborto como forma de planejamento familar!



Por Renato Vargens

O bispo da Igreja Universal do Reino de Deus Edir Macedo, defende publicamente o aborto. Para o fundador da IURD e dono da Rede Record de Televisão o aborto é uma excelente estratégia de planejamento familiar.


Caro leitor, confesso que estou abismado com o discurso deste senhor. Os argumentos usados por ele para defender o aborto afronta a santidade do Eterno. Ora, ninguém possui o direito de tirar a vida de ninguém. Afirmo sem titubeios que abortar é frontalmente contra aos ensinamentos das Escrituras.

O meu compromisso é com a Palavra de Deus. E a Palavra de Deus condena o assassinato. Isto posto, afirmo com todo o meu vigor e convicção que sou totalmente contra a idéia da legalização do aborto e repudio veementemente esta prática infernal.

Definitivamente a IURD não é uma igreja cristã.

Assista o vídeo e comprove você mesmo:



Comentário de Leonardo Gonçalves:


Segundo o poeta bíblico, é Deus que tece o ser humano no ventre materno (Sl 139.13-16). 
Quem ousará interromper sua obra? 
A razão bíblica defende a vida em todas as suas formas e fases. 
Se nossa civilização acorda para a questão ambiental e esforços são feitos para a defesa de peixes, animais e florestas em extinção, quanto mais a espécie humana merece igual dignidade e proteção! Que loucura é esta, reduzir o humano a um mero aglomerado de células sujeito ao capricho humoral de alguém? [1]

Todo ser humano tem o direito a vida. Esse direito é garantido pela Constituição Federal em seu artigo 5º, e também por tratados e acordos internacionais, entre eles o Pacto de São José da Costa Rica, assinado também pelo Brasil, que em seu artigo 4º, reza que “toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente”. Concepção é, biologicamente, aquele momento em que um espermatozóide penetra no óvulo gerando vida, e não apenas o momento do nascimento.

Aqueles que se posicionam à favor do aborto costumam dizer que a mulher tem direito sobre o seu próprio corpo. Há algum tempo atrás havia uma propaganda pró-aborto na emissora de Edir Macedo, na qual uma jovem falava acerca dos seus direitos constitucionais (trabalho e voto, entre outros) enquanto reclamava do suposto direito sobre o seu próprio corpo que lhe fora vedado, referindo-se ao poder de decidir abortar ou não. Ora, se considerarmos a criança no ventre não como uma pessoa individual, mas como um mero apêndice ou um tecido desnecessário, então esse argumento à favor do aborto será convincente. Mas, se consideramos a criança 
não-nascida como uma pessoa, então esse argumento se converte em um apelo emocional sem nenhuma base racional.

Mesmo quando a sociedade nos pressiona, trazendo à tona e com mais força as discussões acerca do aborto, nós cristãos devemos permanecer alicerçados nos pressupostos sagrados endossados pelo Criador e Dono de toda vida. Ora, se até a ciência genética tem declarado que a vida começa no instante da concepção e que todas as características de um ser humano individual estão presentes no feto, que razão temos nós, além das nossas próprias emoções afloradas, para justificar o aborto, qualquer que seja o caso?

Por tudo isso, é com grande pesar e indignação que recebo a declaração do bispo da IURD. Ao defender o aborto como forma de planejamento familiar, Macedo coloca a prática no mesmo nível do uso de preservativo ou da pílula anticoncepcional. Este é, em realidade, o argumento mais horrendo e cruel que já ouvi. Já vi pessoas defenderem o aborto em caso de estupro e em casos em que a gestação oferece risco para a mãe, como no
caso da menina violada pelo padrasto em 2009, mas nunca ouvi, nem mesmo da boca de um incrédulo ateu, uma defesa que tivesse como base o planejamento e controle de natalidade.

Após este episódio, Edir Macedo acaba de ser promovido. Ele já não é simplesmente um falso profeta, mas também um inimigo da vida e tudo o que ela representa.



***
Nota:
1. O que Edir Macedo diz e o que a Bíblia diz sobre o aborto? [disponível aqui]
FONTE: PÚLPITO CRISTÃO
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Aborto diga não!

Aborto diga não!
1999 - Um fotógrafo que fez a cobertura de uma intervenção cirúrgica para corrigir um problema de espinha bífida realizada no interior do útero materno num feto de apenas 21 semanas de gestação, numa autêntica proeza médica, nunca imaginou que a sua máquina fotográfica registaria talvez o mais eloquente grito a favor da vida conhecido até hoje.

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal.

Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX).

Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença".

Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias.

Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

Fonte:www.apocalink.blogspot.com