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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

NEPOTISMO: MAL TAMBÉM ATINGE IGREJAS EVANGÉLICAS?


Ao mesmo tempo em que a sociedade e os meios de comunicação discutem a problemática do nepotismo na política brasileira, líderes evangélicos promovem uma espécie de “nepotismo religioso”. 

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Um caso típico – trazido ao conhecimento público em dezembro de 2011, por um diácono da Assembléia de Deus do Rio Grande do Norte – revela a gravidade e, ao mesmo tempo, a extensão do problema em que a igreja evangélica se vê imersa. Segundo Laurivan de Souza, o então pastor presidente da AD local, Raimundo João de Santana, indicou para o cargo de segundo vice-presidente seu genro, pastor Joacy Varela. 
Eliseu Moreira e Edson Netto abdicaram dos cargos
Indicado para vice-presidência, o pastor Elizeu Moreira - até então responsável pela tesouraria – indicou para ocupar o posto seu sobrinho, o também pastor Edson Moreira Netto. Feita às vésperas da eleição da nova diretoria, a denúncia feita pelo diácono de Natal tipifica a realidade de grande parte das igrejas evangélicas brasileiras. 
Embora com maior predominância no movimento pentecostal – particularmente na AD e grupos minoritários - o nepotismo também é uma ocorrência comum às igrejas neopentecostais. A diferença está no fato de que, enquanto nas pentecostais há uma diretoria organizada e conhecida – mesmo que composta por apadrinhamento -, nas igrejas neopentecostais o foco reside no fundador ou líder mundial. Nenhuma das principais representantes do neopentecostalismo no Brasil divulga abertamente seu quadro diretivo, por razões mais ou menos parecidas. No entanto, sabe-se que Marcelo Crivella é sobrinho de Edir Macedo e um dos mais cotados para assumir a presidência da IURD. Na verdade, a própria origem do neopentecostalismo no Brasil está associada ao trabalho de pessoas ligadas à família Macedo. Fundada pelo genro de Edir Macedo - Romildo Ribeiro Soares, o missionário R.R.Soares – a Igreja Internacional da Graça de Deus (1980) surge como alternativa ao “mercantilismo” da Igreja Universal do Reino de Deus. 
Das igrejas evangélicas, no entanto, nenhuma supera a Igreja Pentecostal Deus é Amor em nepotismo. Fundada em fins da segunda onda pentecostal brasileira, a IPDA - identificada por alguns pesquisadores como pentecostalismo autônomo, ao lado de igrejas como O Brasil para Cristo e Casa da Benção – tem na família Miranda seu sustentáculo. Mesmo após a saída, em 2005, de Léia Miranda e seu então marido, Sérgio Sóra – à época um dos principais líderes da IPDA -, a família Miranda ainda ocupa os principais cargos na direção mundial da Igreja Pentecostal Deus é Amor. 
Motivações
Se na política a presença do nepotismo é vista como uma prática antiética, seria de alguma forma diferente em organizações religiosas? Como explicar, por exemplo, que as duas principais vertentes da Assembléia de Deus no Brasil possuem hoje, respectivamente, pais e filhos na presidência? As motivações – nas igrejas evangélicas – seriam as mesmas do meio político? Há evidências de que sim, por motivos diversos, como perpetuação no poder, por exemplo. Logo, a presidência por tempo vitalício seria um dos pontos de apoio ao coronelismo evangélico, perpetuado pelo nepotismo. 
Johnny Bernardo é pesquisador, jornalista, escritor, colaborador da revista Apologética Cristã, do jornal norteamericano The Christian Post, do NAPEC (Núcleo Apologético Cristão de Pesquisas), palestrante e fundador do INPR Brasil (Instituto de Pesquisas Religiosas). Há mais de dez anos se dedica ao estudo de religiões, seitas e heresias, sendo um dos campos de atuação a religiosidade brasileira e seitas do mal.
É também o autor da matéria “Igreja Dividida, as fragmentações do Catolicismo Romano”, publicada no final de 2010 pela Revista Apologética Cristã (M.A.S Editora). Assina também a coluna Giro da Fé da referida revista.

Contato

ceirbrasil@yahoo.com.br
pesquisasreligiosas@gmail.com

terça-feira, 1 de maio de 2012

ESTUDIOSO APONTA EXAGERO NO NÚMERO DE ADEPTOS DAS ‘IGREJAS ERRONEAMENTE CHAMADAS 'INCLUSIVAS'


Apologista contesta número de fiéis das “igrejas inclusivas” divulgados pela matéria da BBC Brasil, no dia 27 de Abril, dizendo que o número foi superestimado.
Em matéria publicada pela BBC Brasil sobre o crescimento das igrejas inclusivas no Brasil, intitulada “Desafiando preconceito, cresce número de igrejas inclusivas no Brasil”, o número de congregações de igrejas existentes são dez e o número de atendentes somem 10 mil.
O fundador do Instituto de Pesquisas Religiosas (INPR), Johnny Bernardo, contesta os números em uma breve análise disponível em seu site. Em entrevista ao The Christian Post, o pesquisador e apologista explicou sobre o exagero nos números e como chegou a essa conclusão.
Em um breve levantamento realizado, o pesquisador aponta que as únicas duas denominações de expressão nacional, a Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM) - com seis filiais concentradas nas principais metrópoles e cidades do Brasil, possui em torno de 1400 membros; enquanto que a Igreja Cristã Contemporânea (ICC), concentrada no Estado do Rio de Janeiro, deve chegar a ter 1000 membros.
Ele aponta ainda, outras igrejas de menor expressão, como a Comunidade Cristã Refúgio (CCR), possui em torno de 400 membros, que inclui os da sede, em São Paulo somado ao um grupo que está em formação no Paraná; e a Igreja Mel, na qual, segundo sua pesquisa, não deve passar de 300 membros. Sem valor estatístico, ele afirma, há ainda ainda pequenos grupos (células) presentes em estados como Rio G. do Sul, Paraná, São Paulo etc. não filiadas a uma denominação oficial.
Bernardo também discutiu a problemática em torno da ideia que o nome “igrejas inclusivas” passa, visto que o ele implica que igrejas tradicionais seriam “exlusivas”, excluindo uns e acolhendo outros, enquanto que as “igrejas inclusivas” seriam então as que abraçariam a todos.
Segundo ele, as “igrejas inclusivas” passam a ideia de que as igrejas evangélicas não são simpáticas ao movimento LGBT, exigindo que os novos convertidos passem por tratamento psicológico.
Líderes como Troy Perry, fundador da ICM, Marcos Gladstone, fundador da ICC e Lanna Holder (fundadora da CCR) apoiam-se em tais argumentos como a discriminação e desprezo da sociedade para arregimentar adeptos descontentes com o modelo tradicional de confissão de fé, diz o apologista.
O também apologista e pastor João Flávio Martinez afirmou recentemente ao CP que a atitude dessas igrejas “inclusivas” não é de inclusão, mas de “apostasia e desrespeito” ao corpo de Cristo. Ele defende que as igrejas tem que amar e receber a todos, mas não perder a firmeza e a convicção.
Adeptos das igrejas “inclusivas”, entretanto, alegam discriminação e falta de liberdade de expressão, segundo a BBC Brasil, e se sentem livres para manifestar sua fé nessas igrejas independemente de sua opção sexual. Josiane de Souza, 25 anos, travesti, é um destes casos que aderiu à tais igrejas. Segundo ela, ela foi expulsa de sua igreja quando começou a se vestir como mulher, de acordo com a publicação.
Para Martinez o problema com os homossexuais é o fato de que eles não quererem admitir que homossexualidade seja pecado, passando por cima dos ensinamentos Bíblicos. “Cristo ama o pecador, mas não aceita o pecado”, afirmou ele ao CP.
“A igreja atual acha politicamente incorreto falar contra o pecado, mas não temos opção, somente pela potência da palavra de Deus teremos pessoas livres do pecado e redimidas pela Graça do senhor”.
Bernardo também não nega que haja a discriminação de alguns membros de igrejas evangélicas. Mas ele esclarece que “não há discriminação quando determinada igreja ou líder evangélico incentiva que homossexuais assumam seus papeis originais, ou seja, o de homem e mulher, para então fazerem parte da comunidade cristã”.
“É uma questão de conduta, de padrão moral e religioso nas quais as igrejas evangélicas estão inseridas. O homossexualismo é algo avesso a sociedade, que rompe com os laços familiares tradicionais. Caso o homossexualismo fosse algo natural, seriam três e não dois os gêneros sexuais criados por Deus”, disse ele ao CP.
Apesar disso, Bernardo pede cautela às igrejas evangélicas ao encarar o homossexuais, urgindo que elas não restrinjam o acesso deles aos seus locais de culto. Seu incentivo é de que se “ame o pecador, mas que se abomine o pecado”.
“É através da prática do amor e do acompanhamento, que não somente os homossexuais, mas também os viciados em drogas e álcool, mudarão de vida e de atitude perante a igreja e a sociedade. Sem amor não chegaremos a lugar nenhum!”
Recrutamento
Segundo Johny Bernardo, nas “igrejas inclusivas” não há “conversão”, mas sim, “recrutamento”.
A parada gay, realizada em diversas cidades do Brasil, diz ele, são eventos onde os agentes das “igrejas inclusivas” recrutam novos adeptos. De acordo com ele, há também em torno disso a questão do interesse econômico.
“Não somente o mercado hoteleiro e turístico, mas o próprio movimento LGBT percebeu há muito o potencial econômico dos homossexuais - potencial esse agora explorado pelas igrejas ‘inclusivas’”, apontou.


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Aborto diga não!

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1999 - Um fotógrafo que fez a cobertura de uma intervenção cirúrgica para corrigir um problema de espinha bífida realizada no interior do útero materno num feto de apenas 21 semanas de gestação, numa autêntica proeza médica, nunca imaginou que a sua máquina fotográfica registaria talvez o mais eloquente grito a favor da vida conhecido até hoje.

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Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias.

Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

Fonte:www.apocalink.blogspot.com