segunda-feira, 31 de maio de 2010

O QUE É MAPEAMENTO ESPIRITUAL?




Por Cindy Jacobs

Como foi que descobrimos a fortaleza da veneração à Rainha do Céu, na cidade argentina de Rosário?
Por meio de algo que estamos chamando de "mapeamento espiritual".
Até onde vai o meu conheci­mento, a primeira pessoa a usar essa expressão, "mapeamento espiri­tual", foi George Otis, Jr., em seu livro, The Last of the Giants (Chosen Books).
Embora muitos de nós, que têm ministrado no campo da guerra espiritual, tenham ensinado, já faz agora alguns anos, sobre a necessi­dade de pesquisar as cidades, a fim de descobrirmos as fortalezas espirituais do inimigo, só de algum tempo para cá o termo "mapeamento espiritual" tornou-se aceitável para indicar essa forma de pesquisa.
Para sermos honestos, eu tinha alguma reserva quanto a essa expressão, quando ouvi falar dela pela primeira vez.
Para mim, soava como algo próprio da Nova Era.
Expressei a minha opinião a respeito para diversos outros líderes evangélicos e passei algum tempo orando sobre o assunto.
Finalmente, cheguei à conclusão que "mapeamento espiritual" é, realmente, um bom título descritivo para essa forma de pesquisa acerca de uma cidade.
Sem embargo, em que consiste, exatamente, o mapeamento espi­ritual?
Em minha opinião, trata-se de fazer uma sondagem em uma cidade, a fim de descobrir as incursões que Satanás tem feito ali, in­cursões essas que impedem a propagação do evangelho, mediante a evangelização da cidade para Cristo.
George Otis, Jr. afirmou que essa atividade nos permite ver como uma cidade realmente é, e não apenas como ela parece ser. 2
Como é que você está vendo a sua cidade?
Muitos pastores têm sido chamados para dirigir igrejas, em cidades ou vilas que parecem ser tranqüilas e pacíficas, somente para descobrirem que isso está longe de ser a verdade.
Outros passam anos em centros urbanos vio­lentos com pouca colheita e finalmente desistem, indo-se embora quei­mados e desencorajados.
Alguns pastores têm experimentado desfe­char a guerra espiritual, mas têm sentido que quase só fazem lutar com sombras, pois as forças que atacam as suas igrejas, e as famílias que fazem parte delas, são invisíveis e vingativas.
Mas as coisas não precisam seguir esse rumo.
Deus é o estrategista por excelência.
Na Palavra de Deus existem princípios espirituais que nos permitem de­clarar guerra contra as fortalezas de Satanás, derrubar os seus fortins e libertar os cativos.
Uma pergunta com freqüência é feita, quando se discute esse as­sunto, ou seja: "A Bíblia não diz que a terra é do Senhor, com tudo quanto há nela e que nela vive?"
Naturalmente, temos aí uma verdade.
Deus é o proprietário do globo terrestre.
Mas também é verdade que Satanás se intrometeu, apresentando reivindicações falsas.
A Bíblia diz, em 2 Coríntios 4.4, que Satanás se declarou "deus deste século".
Na verdade, ele tem conseguido cativar reinos inteiros.
Mui realisticamen­te, a maioria dos crentes olharia para as suas cidades e diria: "Sei que a terra é do Senhor; mas o que aconteceu à minha cidade?"
Infelizmente, a maior parte dos crentes não sabe o que deve ser feito para alterar essa situação.
Posso perceber um despertamento recente acerca de nossa res­ponsabilidade para orarmos em prol de nossas cidades e de nossas nações.
Cerca de dois anos atrás, quando se reuniam certos conveniados da Spiritual Warfare Network, o Senhor me impressionou com a idéia de que estava ocorrendo uma reforma por todas as igrejas.
O grito de guerra em favor dessa nova reforma é: "Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e, sim, contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espi­rituais do mal, nas regiões celestes" (Ef 6.1,2).
E também: "Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e, sim, poderosas em Deus para destruir fortalezas." (2 Co 10.4).
Já experimentamos muitas téc­nicas no terreno do evangelismo.
Por que não submetemos a teste, por igual modo, a oração?
Por que alguns crentes se debatem com o conceito de termos de enfrentar um império maligno invisível?
Charles Kraft, do Seminário Teológico Fuller, tem trazido à tona muitos pontos de discernimento quanto a essa questão, em seu livro, intitulado Christianity with Power.
De acordo com Kraft, vemos aquilo que fomos ensinados a ver.
Inter­pretamos a realidade de conformidade com linhas culturalmente apro­vadas, e assim somos ensinados a ver as coisas seletivamente.
Essa visão seletiva das coisas, para muitas sociedades européias e ameri­canas, está condicionada pela nossa "visão global ocidental".
Essa visão global nos leva a crer que somente aquilo que aprendemos atra­vés da ciência, ou que podemos discernir mediante os nossos cinco sentidos físicos, corresponde à realidade.
Mas Kraft prossegue, a fim de dizer: "Fomos ensinados a crer somente nas coisas visíveis. Di­zem-nos que 'ver é crer'. Se pudermos ver algo, então esse algo deve existir. Mas se não pudermos ver alguma coisa, então é que essa coisa não existe".3

PANO-DE-FUNDO DO NOVO TESTAMENTO


De que forma essa visão global tipicamente ocidental afeta a Igre­ja?
Em alguns casos, de forma apreciável.
Alguns crentes chegam mesmo a relegar as potestades territoriais, alistadas em Efésios 6.12, ao terreno da mitologia.
No entanto, Paulo recomendou que lutásse­mos contra esses "principados e potestades".
Se realmente existem principados e poderes invisíveis, contra os quais nos compete lutar, não deveríamos fazê-lo dotados de um conhecimento esclarecido?
É interessante observar o número de livros eruditos que estão sendo atualmente publicados e que nos ajudam a abrir os olhos para o mundo, conforme Paulo deve tê-lo visto.
Alguns dos melhores dentre esses volumes foram escritos por Clinton Arnold, que ensina o Novo Testamento na Talbot School of Theology.
Arnold examinou ali as crenças dos gregos, dos romanos e dos judeus, bem como os ensinos de Jesus acerca das artes mágicas, da bruxaria e da adivinhação.
Os escritos do apóstolo Paulo estão salpicados de referências escritas diretamente contra as fortalezas espirituais da maldade em seus dias.
Para exemplificar, a respeito da questão de ingerir carnes sacrificadas a ídolos, na igreja em Corinto, no décimo capítulo de 1 Coríntios, escreveu Arnold:
"Um dos princípios fundamentais que orientavam Paulo, em reação contra as situações prevalentes na igreja em Corinto, era a sua convicção de que os demônios animam a idolatria".4
Outro estudo fascinante sobre as fortalezas demoníacas, relacio­nadas à deusa Diana dos Efésios, pode ser achado no livro chamado I Suffer Not a Woman, cujos autores são Richard Clark Kroeger e Catherine Clark Kroeger. Embora a tese desse livro verse sobre o ministério das mulheres nas igrejas, também provê um profundo discernimento quanto ao mundo que prevalecia em Éfeso, que Paulo encontrou, segundo se vê no capítulo dezenove do livro de Atos.
Ali transpira uma cultura eivada de artes mágicas, feitiçaria e adivinha­ção.
O erudito livro dos Kroegers nos brinda com uma vivida descri­ção da deusa Diana:

Ela estava adornada por uma coroa alta, modelada para simbolizar as muralhas da cidade de Éfeso; e o seu peitoral estava recoberto por protuberâncias como se fossem seios. Por cima dessas coi­sas ela usava um colar de bolotas de carvalho, algumas vezes circundadas pelos sinais do zodíaco; pois Artemis (Diana) con­trolava os corpos celestes do universo. Na parte da frente de sua estreita e rígida saia havia fileiras de animais aos triplos, e aos lados havia abelhas e rosetas - indicativos de seu domínio sobre o parto, a vida animal e a fertilidade. Um elaborado siste­ma mágico desenvolvera-se em torno da Ephesia Grammata, as seis palavras místicas, escritas na estátua que representava a deusa. O livro de Atos informa-nos que os recém-convertidos crentes repudiaram esse sistema e queimaram os seus dispendiosos livros de mágica (At 19.19).5

Não foi preciso que Paulo e seus colegas de ministério visitassem a biblioteca da cidade e pesquisassem a história de Éfeso para desco­brirem quais poderes invisíveis operavam por detrás dos aspectos vi­síveis da cidade.
Os cidadãos de Éfeso sabiam que o espírito territorial que dominava a cidade deles era Diana, tal como os cidadãos da mo­derna cidade brasileira do Rio de Janeiro sabem que o símbolo reli­gioso mais distintivo dali é a estátua do "Cristo do Corcovado".
A necessidade que temos de fazer um mapeamento espiritual de nossas cidades torna-se mais crucial principalmente por causa de nossa visão panorâmica ocidental, que tende até mesmo para pôr em dúvida a existência dos poderes espirituais invisíveis da maldade.
Paulo não enfrentava esse problema.
E, a propósito, nem Lucas o enfrentava, conforme demonstrou a erudita de Yale, Susana Garett, em seu exce­lente volume, The Demise of the Devil.6

FORTALEZAS


"Fortaleza" parece ser um vocábulo de sentido bastante ambí­guo, em muito da linguagem de hoje.
Precisamos ter certeza quanto ao seu significado.
Uma fortaleza espiritual é um lugar fortificado que Satanás construiu a fim de exaltar a si mesmo, em oposição ao co­nhecimento e aos planos de Deus.
Um dado importante, que não podemos afastar da mente, é que Satanás tenta ocultar que realmente existem essas fortalezas espiri­tuais.
Ele as disfarça astuciosamente, sob a capa de alguma "cultu­ra".
Conforme Peter Wagner salientou, está ha­vendo um ressurgimento da adoração de divindades antigas nas cultu­ras espalhadas por todo o globo terrestre.
Essa é uma estratégia do inimigo a fim de reempossar os principados demoníacos sobre as na­ções de nossos dias.
Particularmente em nossa época, é essencial que aprendamos a avaliar a nossa cultura à luz da Palavra de Deus.
So­mente sob o escrutínio da lâmpada da revelação dada por Deus sere­mos capazes de libertar as cidades e as nações do mundo dos poderes das trevas, a fim de prepararmos os povos para a colheita espiritual.
Não estou querendo dizer que teremos de expelir cada força demo­níaca isolada da terra, para sempre. Nem mesmo Jesus fez isso.
Não obstante, as nossas orações libertarão muitas regiões da influência desses poderes, por algum tempo, enquanto estivermos ocupados na colheita de almas.
Atualmente, para os missionários treinados na antropologia, tor­nou-se comum eles estudarem a cultura dos povos aos quais são en­viados a ministrar.
Esses princípios têm sido claramente enunciados por especialistas no campo ao discursarem sobre grupos étnicos ainda não alcançados pelo evangelho. Um dos melhores desses compêndios é o de John Robb, intitulado The Power of People Group Thinking. 7
Nos anos que se passaram, muitos equívocos foram cometidos por missionários bem intencionados, que não compreendiam as culturas dos povos entre os quais labutavam.
Não queremos lançar qualquer culpa sobre esses primeiros missionários, mas também não desejamos repetir os erros que cometeram.
Atualmente, os missionários evangélicos podem saber como as culturas são analisadas, mas também não entendem a necessidade de identificar os poderes espirituais por detrás da formação das culturas.
Talvez uma das fortalezas que faríamos bem em perscrutar seja a idolatria da cultura propriamente dita.
Nem tudo que faz parte da cul­tura de um povo é necessariamente piedoso!
Estamos enviando mis­sionários a nações onde as fortalezas demoníacas estão profunda­mente entrincheiradas, e, no entanto, nós lhes fornecemos pouca ou nenhuma intercessão estratégica, no tocante à nação ou às suas famí­lias.
Muitos desses missionários não dispõem de qualquer instrumento que lhes permita reconhecer uma fortaleza espiritual, e, muito menos, como devem enfrentá-la estrategicamente.
Fortalezas espirituais específicas precisam ser destruídas a fim de ser liberada a colheita em nossas cidades e nações.
Em primeiro lugar, é mister perceber que existem fortalezas espirituais nos níveis pessoal e coletivo.
Estamos muito mais familiarizados com o nível pessoal do que com o nível coletivo. O nível coletivo foi aquele com­batido por Daniel e Neemias, quando oraram pela nação de Israel.

A guerra espiritual não é alguma grande "jornada de poder". Antes, é uma exibição dos atributos e caminhos de Deus, diante de um mundo perdido e moribundo, que olha para ver se realmente nós so­mos os vencedores, não sujeitos aos poderes malig­nos desta era.

Neste capítulo, examinarei especificamente nove fortalezas espi­rituais. George Otis., Jr. trata de uma décima, a saber, as fortalezas territoriais, no primeiro capítulo deste livro. Embora com certeza isso não esgote a lista de fortalezas do mal, essas são aquelas que tenho podido identificar mais claramente, até agora.
Fonte: Destruindo Fortalezas, Cap. 3 – C. Peter Wagner

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