segunda-feira, 24 de setembro de 2012

NOSSA CIDADES O LUGAR ONDE É TRAVADA A MAIOR DE TODAS AS BATALHAS


Robert C. Linthicum
A CIDADE É O LOCAL DE UMA GRANDE E CONTÍNUA BATALHA ENTRE O DEUS DE ISRAEL E OU A IGREJA, CONTRA O DEUS DESTE MUNDO.
No Velho Testamento o Deus de Israel pode ser chamado “Javé”, no Novo Testamento, “O Deus de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”. No Velho Testamento o deus do mundo pode ser chamado “Baal”; no Novo Testamento, “Satanás”. Mas, quer Deus seja Javé ou O Pai de Jesus Cristo, quer aquele que é o mal seja chamado Baal ou Satanás a mensagem fundamental é a mesma. Este mundo é um campo de batalha. A maior de todas as batalhas é travada dentro de nossas cidades: a batalha entre Deus e Satanás.
Um lugar na Escritura onde este continuado tema vem à tona é em Jeremias 9:11-14.
O Senhor Javé diz através do profeta,
E farei de Jerusalém montões de pedras, morada de dragões, e das cidades de Judá farei uma assolação de sorte que fiquem desabitadas.
Quem é o homem sábio, que entenda isto? E a quem falou a boca do Senhor, para que o possa anunciar? Por que razão pereceu a terra, e se queimou como deserto, de sorte que ninguém passa por ela?
E disse o Senhor: Porque deixaram a minha lei, que publiquei perante a sua face, e não deram ouvidos à minha voz, nem andaram nela. Antes andaram após o propósito do seu coração, e após os baalins, que lhes ensinaram os seus pais.”
E por que motivo? “Porque eles abandonaram a minha lei...eles seguiram os baalins.” Em essência Jeremias está dizendo, “Israel poderia ter se tornado Jerusalém a cidade de Javé; ao invés disso o povo permitiu que sua cidade se tornasse a cidade de Baal.”
A batalha contínua entre Deus e Satanás pelo controle de uma cidade é expressa através de toda a Escritura. Mas há aqui dois modos particularmente intrigantes pelos quais esta batalha se manifesta: a comparação estabelecida entre as cidades de Babilônia e Jerusalém, e até mesmo o próprio nome que os israelitas escolheram para sua cidade idealizada Jerusalém.
OLHANDO BABILÔNIA E JERUSALÉM
Babilônia simbolizava através das Escrituras a cidade completamente dominada por Satanás. A cidade é citada pela primeira vez em Gênesis 11 na decisão humana de construir a Torre de Babel (a planície de Sinar mencionada no texto como a cidade de Zigurate, foi mais tarde onde se localizou a cidade de Babilônia). Deus confundiu suas línguas porque o povo declarou, “Eia, edifiquemo-nos uma cidade e uma torre cujo cume toque os céus, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.” (Gn 11.4)
Babilônia recebe atenção final em Apocalipse 16 a 18, onde ela é apresentada como síntese do mal, uma cidade totalmente rendida ao mal e àquele que é o mal. “...a grande Babilônia, a mãe das prostituições e abominações da terra” (Ap. 17.5) é o epitáfio da cidade enquanto cada detalhe da mesma é removido da face da terra.
Entre o primeiro e o último livro da Bíblia, a cidade de Babilônia é sinônimo para tudo que é escuro e mal na cidade. Babilônia é descrita na Bíblia como um sistema social burocrático, voltado para o interesse próprio, desumanizante, com a economia dirigida para o benefício de seus privilegiados e a exploração de seus pobres, com políticas de opressão e com uma religião que ignora a aliança com Deus e deifica o poder e a riqueza (Is. 14.5-21; Jr. 50.2-17; 51.6-16; Dn. 3:1-7, Ap. 17.1-6; 18.2-19,24). A maior parte daquilo que é escuridão e mal na Babilônia é repetido nas cidades (mesmo Jerusalém) através de toda a história bíblica.
Em contraste, Jerusalém é vista em sua forma ideal como a cidade de Deus. Ela, também, é introduzida em Gênesis (14.17-24) na figura de Melquisedeque, rei de Salém (Salém é um antigo nome de Jerusalém). O drama bíblico completo termina nos últimos capítulos do livro de Apocalipse com a visão da cidade Santa, “... a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu...” (Ap. 21.2)
Em toda a Bíblia, a Jerusalém idealizada é comemorada como uma cidade que deveria ser uma cidade pertencente a Deus. Como um sistema social, ela é chamada a ser testemunha do Shalom de Deus (Sl. 122.6-9; 147.2). Como entidade econômica, ela deve praticar distribuição equitativa, e em sua política, uma existência comum justa (Ex 25.40; 1 Sm 8.4-20 entre outras passagens. A passagem de 1 Samuel é um exemplo de ação comunitária que rejeitou a Deus).
Jerusalém é retratada como centro espiritual do mundo, uma cidade modelo vivendo em verdade e fé sob o senhorio de Deus (Is 8.18, Mq 4.1; Dt 17.14-20).
A Jerusalém idealizada (a qual, certamente, nunca existiu) e a escura e má Babilônia são tipos, cidades pressionadas a seus extremos lógicos como lembrança contínua ao leitor bíblico que cada cidade inclui ambos os elementos. Cada cidade contém tanto Jerusalém quanto Babilônia em si mesma, porque cada uma delas é o campo de batalha entre o deus da Babilônia (Baal, Satanás) e o Deus de Jerusalém (Javé, o Senhor) lutando por seu domínio e controle.
FONTE: Linthicum, Robert C. - Cidade de Deus, cidade de Satanás, Missão Editora 1993

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário é importante! Através dele terei oportunidade de aprender mais! Muito obrigado!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Visitas dos lugares mais distantes

Minha lista de blogs

Aborto diga não!

Aborto diga não!
1999 - Um fotógrafo que fez a cobertura de uma intervenção cirúrgica para corrigir um problema de espinha bífida realizada no interior do útero materno num feto de apenas 21 semanas de gestação, numa autêntica proeza médica, nunca imaginou que a sua máquina fotográfica registaria talvez o mais eloquente grito a favor da vida conhecido até hoje.

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal.

Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX).

Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença".

Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias.

Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

Fonte:www.apocalink.blogspot.com